» ENTREVISTA: 1853 «

\. THUNDERGOD ZINE ./

Realizada por:
Elimar Oliveira
Respondida por:
Ale Frata

1853

Contatos:

A/c Ale Frata
@ : contato@1853.net
Site : www.1853.net


M
ais de 10 anos de estrada, dois álbuns lançados, dificuldades, calotes, bebidas e baladas!!!
Esse é o resumo da história da banda 1853. O nome por sinal foi inspirado no rótulo de cerveja, sugestivo não? Pois bem a banda formada por Tatá Pellegrini (guitarra), Bio Fonseca (baixo e vocal) e Ale Frata (bateria) acaba de lançar seu segundo álbum “Rápido! Antes que as moscas cheguem...”, e vai um conselho da própria banda: “você pode até beber moderadamente, mas... ouça alto!” ehehehe, mas vamos conhecer um pouco mais sobre a banda, ouvindo “Rápido...” bem alto!


TGZ: A fórmula do antecessor “A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assasinos” foi mantida nesse novo álbum “Rápido! Antes que as moscas cheguem…”, porém nitidamente com uma pegada mais forte e pesada... Como você resume o primeiro e o segundo disco?

Ale Frata:
Inicialmente, agradecemos a entrevista e o espaço concedido ao 1853.
O primeiro CD, o “Melvin” (NE: “A Verdadeira História de Melvin Bel e seus Animais Assassinos”), por se tratar do primeiro disco gravado na carreira de cada um dos quatro caras do 1853, foi uma coletânea da vida musical da galera, onde juntamos músicas e influências de bandas antigas, que cada um teve em outros tempos, além de algumas músicas compostas já no 1853. É um disco bem eclético, com influências de Blues, MPB, além do bom e velho Roquenrou. O segundo CD, “Rápido! Antes que as moscas cheguem…” é um trabalho, que também tem músicas das antigas, como quem quer seja, que foi composta em meados dos anos 1980. Mas na grande maioria são músicas compostas na era 1853, o que define melhor a cara da banda. A nossa proposta para esse trabalho foi deixar uma cara mais puxada para o Hard, por este motivo, trabalhamos com Daniel Iasbeck (Exxótica) que além de produtor, é um puta guitarrista.

TGZ: Os títulos dos álbuns, das músicas deixam a primeira impressão de se tratar de uma banda de Rock engraçadinho, mas ao escutar percebe-se que se trata de um trampo sério com uma pegada de Hard Rock caindo pro Heavy Rock, já houve situações onde acharam que vocês faziam eram uma banda “engraçadinha”?

Ale Frata:
Na verdade, este é um filtro que não temos controle. As pessoas que escutam 1853, normalmente conhecem a banda ao vivo, onde nossa pegada é ainda mais forte do que nos CDs. O lance dos nomes “diferentes”, no início teve a função de esclarecer de cara que 1853 era o nome da banda e “A Verdadeira História de Melvin Bell e seus Animais Assassinos” o nome do disco. Isso porque, na época da demo “Rockdelia”, muita gente confundia nome e título. O 1853 sempre teve o propósito de levar festa e bagunça (no bom sentido) por onde passa, mas acho que nunca fomos comparados aos Mamonas.


TGZ: As influencias de AC DC, Poison, até Van Halen são audíveis! Mas as letras são em português, eu acho uma ótima idéia, mas por outro lado limita o público da banda, na sua opinião se as letras fossem em inglês facilitaria uma maior distribuição dos álbuns do 1853?

Ale Frata: Infelizmente sim. Mas isso, principalmente, porque a galera ainda tem preconceito com rock brazuca. A verdade é que existem tantas bandas, fazendo som pesado, cantado em português, que a galera que gosta de rock deveria dar mais atenção para isso, pois é um movimento que não tem espaço nas mídias e nem nas casas noturnas, porque o retorno é muito baixo, então, financeiramente não vale a pena. Se a galera começar a valorizar o som próprio, uma hora as casas darão preferência e deixarão as bandas covers de lado.

TGZ: Como é um show do 1853, muita energia? E o público, interage com a banda?

Ale Frata: O show do 1853 é uma energia a parte. Somos ligados nos 220v e fazemos questão que cada centavo do ingresso seja retribuído em espetáculo, para que as pessoas nos acompanhem pelo resto de suas vidas. Costumamos dizer que o público é 50% do show, portanto, se não houver um retorno da galera, o show com certeza foi ruim.


TGZ: A formação da banda sofreu uma baixa com a saída de Fabio Hoffman (guitarra e vocal) recentemente, o que aconteceu? E os shows vão continuar por enquanto como um “power trio”?

Ale Frata:
O Hoffmann recentemente entrou no Dr. Love, banda Kiss Cover, formada pelo pessoal do Exxótica e isso estava comprometendo sua participação no 1853, porque a agenda dos caras é muito cheia. Na verdade, a saída foi uma opção dele e foi tudo numa boa. O 1853 fará alguns testes com guitarristas e se tudo der certo, em breve voltaremos a ser um quarteto, mas por enquanto estamos ensaiando em trio, mas apenas ensaiando, nada de shows. Se por acaso não rolar nenhum guitarrista que se encaixe no trampo do 1853, aí sim, vamos fazer novos arranjos e cair na estrada em power-trio, como era no início (1995).

TGZ: Falando em shows, vocês tocam muito em São Paulo, capital e interior, e fora de São Paulo rolam muitos shows?

Ale Frata:
Infelizmente, tocar fora de São Paulo não é muito fácil para nós. Já fizemos bons shows pelo interior paulista, em Campinas, São Roque, Estiva-Gerbi, Santo André, São Caetano, etc, mas nunca saímos do estado. Os contratantes não investem em bandas de som próprio, o que dificulta nossa saída daqui, por problemas de cachê, transporte e hospedagem. Nós já tocamos em troca de cerveja várias vezes, mas pagar pra tocar não rola.

TGZ: Mas voltando a falar do novo álbum, mesmo tendo sido lançado agora, ainda está sendo divulgado, mas como está sendo a aceitação do público e fãs do 1853?

Ale Frata:
A primeira tiragem de 500 cópias está caminhando para o fim. Com os problemas enfrentados pelo 1853 no início de 2006, ainda nem fizemos o lançamento oficial do novo CD, mas mesmo assim as pessoas tem procurado o novo trabalho, que além de estar disponível para compra pelo nosso site www.1853.net pode ser encontrado na distribuidora Century Media www.centurymedia.com.br com opções de pagamentos via cartão de crédito (somente na Century Media) e isso ajuda muito na distribuição do trabalho, já que grandes veículos voltados à música não fornecem espaços para bandas independentes.

TGZ: E vocês estão satisfeitos com o resultado final do disco? Eu gostei muito de “Bela e fera”, mas quais são as músicas preferidas de cada músico?

Ale Frata: Muito.
O resultado do novo disco foi uma surpresa para o 1853, para Daniel Iasbeck, que produziu o trabalho, e para o público de forma geral, já que conseguimos passar de uma melhor forma a energia do show para a bolachinha. Com o primeiro disco, muita gente dizia que ao vivo a banda era mais porrada do que no disco e isso serviu para que nós prestássemos mais atenção na segunda gravina e a fórmula deu certo. Sobre as preferências:
Ale Frata: Estranhos Caminhos
Bio Fonseca: Bar’n’roll & Como um Irmão
Tatá Pellegrini: Estranhos Caminhos
TGZ: O que vocês quiseram dizer com “Rápido!. antes que as moscas cheguem…”?

Ale Frata: Na verdade, pode ficar a critério de cada um colocar a cabeça para funcionar e tirar suas próprias conclusões, pirando na capa, na vinheta de abertura e prestando atenção aos mínimos detalhes. A única coisa que podemos garantir é que quanto mais rápido, melhor.

TGZ: Uma frase curta para resumir o som do 1853...

Ale Frata:
Como dizia Marcelo Nova: “O som tá alto, tá alto e bom.”

TGZ: Eu aqui vou beber o último gole de minha dose de run, e ouvir “Bar´n´Roll (saideira)” que por sinal finaliza o álbum, então amigos, obrigado pela atenção, desejamos toda sorte pro 1853 e fica o espaço abaixo para acrescentar algo e deixar uma mensagem final aos leitores do ThunderGod Zine e aos apreciadores do som do 1853.

Ale Frata: Galera do ThunderGod Zine, mais uma vez, muito obrigado pelo espaço, e vamos fortalecer a cena do rock brazuca independente, porque será a única forma de melhorarmos a qualidade da nossa música, caso contrário, vamos ter que engolir muita merda que as rádios e TVs nos oferecem. Para comprar nossos CDs, mandem e-mail para vendas@1853.net e aproveitem nossas promoções. E quem quiser ficar antenado, nosso batera tem um web-zine chamado Marofa que é gratuito. É só acessar www.marofa.cjb.net e fazer o download que tem uma seção exclusiva do 1853. O 1853 é formado por Ale Frata na batera, Bio Fonseca no baixo e nos vocais e Tatá Pellegrini na guitarra.
…E DEUS ABENÇOE A CERVEJA, A MULHER E O ROCK’N’ROLL...



 
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