| |
|
|
|
Realizada
por: Elimar
Oliveira
Respondida por: Daniel
Breakneck
|
|
|
|
| |
TGZ:
Hail
Metal Killers! Acima tem um breve resumo da
história da banda, tem algo a ser acrescentado?
Alguma curiosidade ou algum fato relevante
que não foi colocado?
|
Daniel (Miagui): Hail galera do TGZ e
ao público Metal do Brasil! Com relação
ao breve resumo, sim: hoje contamos com o
Ulisses Freire nos baixos para completar a
loucura das nossas músicas e as performances
nos palcos durante os shows de Metal!
Outro ponto interessante que ressaltamos aqui
como curiosidade é que sempre chove
nos nossos ensaios. Será isso um sinal?
hehehehe
|
TGZ:
A banda tem em sua discografia o Cd-Demo
“Evil Empire” gravado em 2002,
como foi e está sendo a divulgação?
|
Daniel (Miagui): A
divulgação está sendo
feita através de sites, zines, coletâneas,
revistas especializadas e nos shows. Onde
existir o público Metal, estaremos
fazendo o possível para que nosso material
chegue até ele! Temos MP3’s disponíveis
em nosso site: www.bedlam.com.br na seção
“MÍDIA”, MP3.
|
TGZ:
Qual o conceito lírico exposto nas
letras do Bedlam e o que serve de inspiração
para a banda na hora de compor os hinos? |
Daniel (Miagui): Como da origem do nome
da banda, os temas abordados são as
viagens lunáticas que os “hóspedes”
do manicômio tinham, suas visões
e alucinações. Dentro das músicas
abordamos também o vampirismo e temas
medievais. Em breve disponibilizaremos as
letras em nosso site para que o público
possa conferi-las na íntegra.
|
TGZ:
Foi lançada a “Compilation ThunderGod
Vol. II”; na opinião de vocês,
qual a importância de lançamentos
nesse formato para as bandas?
|
Daniel (Miagui): Nós
da Bedlam acreditamos que estas iniciativas
que os veículos de comunicação
underground têm em fazer coletâneas
é uma excelente saída e apoio
ao cenário de um modo geral, pois desta
forma o trabalho das bandas acaba sendo conhecido
pelos mais variados públicos dentro
das vertentes do Metal, desde o Heavy até
o Black Metal.
|
TGZ:
O nome Bedlam significa Tumulto, é
esse o propósito da banda? Tocar e
provocar um verdadeiro “tumulto”
nos shows? (NE: Claro que no sentido “metálico”
da palavra sem violências físicas
ou brigas!) |
Daniel (Miagui): A inspiração
para o nome veio de um manicômio que
fica em Londres chamado 'Bethlehem Hospital',
abreviatura 'BEDLAM', que casa muito bem com
o próprio estilo do som, death metal
com vocal black metal rasgado, ecoando como
a voz da loucura dentro das entranhas do público
sedento por Metal. Nossa intenção,
como havia respondido em uma pergunta anterior,
é relatar as visões, alucinações
e insanidades que os “hóspedes”
de BEDLAM tinham naquela época.
|
TGZ:
Por falar em shows o Bedlam costuma fazer
muitos shows? Fazem muitos shows fora do estado
do Paraná? |
Daniel (Miagui): Temos uma média
de pelo menos um show por mês devido
aos problemas de agendas e demais compromissos
que cada integrante tem fora da banda. Se
conseguirmos conciliar nossas folgas com os
shows que aparecem, beleza, vamos com tudo
fazer o Metal Extremo ecoar nos ouvidos do
público. Com relação
a fazer muitos shows fora do estado do Paraná,
sim. Nossos últimos shows foram em
Santa Catarina e São Paulo. Graças
ao produtor Gerardo Martinez tivemos a oportunidade
de tocar em Asunción, capital do Paraguai
no ano passado. Recebemos alguns convites
para tocar em Juiz de Fora-MG e em Teresina-PI,
porém tivemos que declinar por falta
de recursos que viabilizassem nossa viagem,
uma vez que moramos em Curitiba – Pr,
o que torna um pouco distante e elevam-se
os custos de transporte. Disposição
e vontade nós temos de sobra para tocar
em festivais e nos apresentar nos bares e
pubs. O que acontece é que a maioria
dos organizadores da cena Metal underground
querem pagar os shows com bebidas ou nem isso.
Claro que gostamos de cerveja e demais destilados,
porém só com isso não
garante a manutenção nem de
um décimo dos nossos instrumentos,
muito menos cobre os custos com deslocamento
e demais demandas. Hoje, devido aos nossos
compromissos pessoais (filhos e contas pra
pagar), não podemos nos dar ao luxo
de arcar com os custos de transporte e alimentação,
ou seja, pagar pra tocar, o que também
é uma falta de respeito para com os
músicos da cena.
|
TGZ:
O Bedlam tem previsão de lançar
uma nova demo ou o debut? O que você
já pode adiantar aos leitores do ThunderGod
Zine e aos apreciadores do som da banda? |
Daniel
(Miagui): Assim que tivermos verba. Músicas
e vontade temos de sobra, só o efeito
viabilizador ( $$$$ ) que não, hehehheeh.
Quem sabe, assim que meus devedores pagarem
o que me devem, talvez seja possível
fazer algo. Afinal R$1.000,00 é dinheiro,
não acha? Temos material suficiente
para gravar um full-length. Temos músicas
novas e outras a caminho e estamos sondando
gravadoras e selos que se interessem por nosso
material. Infelizmente o conceito de “gravadora”
mudou um pouco. Bom, o que eu entendo pela
palavra “gravadora” é o
sentido mais óbvio da mesma: encontrar
uma banda legal, gravá-la, e com as
vendas da gravação cobrir seus
custos de promoção, distribuição
e produção do material e ter
um lucro. Hoje, devido a vários fatores
como os softwares que baixam músicas
e a velocidade em que a Internet caminha,
a maioria das gravadoras tiveram que rever
seus conceitos, posicionando-se de uma maneira
diferente: a banda, na maioria das vezes,
arca com todos os custos de gravação
e produção do CD. A gravadora,
neste caso, entra somente com a distribuição
e a promoção. Entendemos que
houve uma transferência do risco, afinal
lançar um CD de uma banda nova é
uma loteria. Contudo isto dificulta mais a
produção de material próprio
caso a banda tenha que desembolsar no mínimo
R$ 4.000,00 para uma gravação
razoável de um CD, o que é o
nosso caso. Se colocássemos duas mulheres
rebolando semi-nuas em nossos shows e na banda,
talvez sabe despertaríamos a atenção
e conseguiríamos gravar um CD... Quem
sabe né?
|
TGZ:
Eu conheço muitas bandas paranaenses,
Dominus Praelli, Subtera, Fire Shadow, Pubianos,
BlackMass, enfim, muitas bandas e a maioria
fudidas pra caralho! Mas pra você que
é da cena daí do Paraná,
como é a cena paranaense? Essas bandas
vocês tem contatos, existe união,
enfim nos revele como é a interação/apoio/união
na cena paranaense: |
Daniel (Miagui): A
cena Metal aqui no Paraná existe sim,
porém falta um pouco mais de organização
no sentido de união entre as bandas.
Os shows acontecem, o equipamento e o local
são providenciados e o público
comparece. O problema começa quando
certas bandas, achando que são melhores
que as outras, começam com picuinhas,
frescuras, que acham que não precisam
levar algum equipamento por serem “das
antigas” ou se têm algum álbum
lançado, por pior ou melhor que seja,
o que denigre a cena e deixam de lado o real
motivo de poder tocar em uma banda de Metal:
fazer música e mostrá-la ao
pessoal do Metal underground . Contudo este
fato “estrelístico” por
parte de algumas bandas tem acontecido em
raras exceções. Com relação
às bandas citadas, tivemos o prazer
de dividir o palco com o pessoal da Dominus
Praelli há alguns anos atrás,
num “Metal Hordes” que aconteceu
aqui em Curitiba-PR. Já as demais conhecemos
pouco ou já ouvimos falar, porém
não nos foi dada a oportunidade de
conferir a “pauleira” que cada
uma delas desempenha nos palcos. Bandas que
conhecemos aqui do Paraná e que podemos
citar são o Camos, o Doomsday Ceremony,
o Necrotério, o Entranha, o Fornication,
o A Tribute to the Plague, entre outras.
|
TGZ:
Cite 6 bandas, 6 músicas e 6 álbuns
que julgas indispensável aos ouvidos
e a coleção de qualquer banger! |
Daniel (Miagui): Bandas, álbuns
e músicas:
-
Judas Priest – Painkiller - Painkiller
- Helloween – Better than Raw - Revelation
- Death: – Symbolic - Symbolic
- Slayer – Decade of Agression - Hell
Awaits
- Pantera: - Vulgar Display of Power –
Mouth for War
- Mercyful Fate - Into the Unknown - The
Uninvited Guest
|
TGZ:
Obrigado pela entrevista cedida! Espero em
breve comentar um material novo do Bedlam
e acredito que a banda tem potencial para
logo despontar entre as melhores bandas do
país em seu estilo! Deixe uma mensagem
final nas linhas abaixo: |
Daniel (Miagui): Gostaríamos de
agradecer à equipe da TGZ pelo apoio
e pela entrevista, ao público que participa
de alguma forma no desenvolvimento da cena
Metal underground, aos webzines, fanzines,
revistas especializadas, às rádios
comunitárias, aos organizadores de
shows, produtores de coletâneas, enfim,
à todos os meios de comunicação
voltados à divulgação
e fomento do Metal em suas mais variadas vertentes,
desde o Heavy até o Black Metal. Saudações
pra todos!
|
|
| |
| |
|
|
|
|