» ENTREVISTA: BETRAYAL «

Por: Hioderman Zartan (Colaborador) 
Respostas: Wolney
Contatos:
A/c Wolney – R. 914 – n° 125 – 4ª Etapa –Conj. Ceará – Fortaleza/CE – 60.532-530 betrayal_metal@hotmail.com

TGZ: K-ra, quando surgiu o Betrayal, dos primeiros ensaios até a escolha do nome e o estilo a ser tocado?

Wolney:
Seguinte nós surgimos por volta de janeiro de 2003 e somos remanescentes de outras bandas que já encerraram suas atividades nós já gostávamos muito de thrash metal. E esse foi o caminho escolhido por nós que adoramos o estilo; sempre escutávamos bandas como Slayer, Sepultura, Metallica, Kreator, e isso nos cativou a tocar esse estilo sensacional que é o thrash. Os primeiros ensaios foram legais por que aí a banda viu por que caminhos iríamos enveredar e a pegada mais oitentista foi a que se sobressaiu.

TGZ: “Human Destruction” é o 1ª registro do Betrayal? Aliás, trabalho que passa muito feeling oitentista, esta é a meta do Betrayal?

Wolney:
Sim, é o nosso primeiro registro, ao longo do tempo as músicas foram sendo aprimoradas e lapidadas e chegamos então ao estúdio pra gravar e essas 5 músicas que estão na demo. A pegada oitentista é nada mais do que reflexão daquilo que mais nos influencia, das bandas que citei acima, bandas eu incluiria como "influenciadora" a Dorsal Atlântica (puta banda meu!).

TGZ: Guerra!! Refletir a guerra em versos musicados seria a reflexão do ser humano perante o espelho? Guerra é guerra em qualquer lugar seja política, idealista, religiosa ou até mesmo underground, qual a visão do Betrayal sobre isto? O que seria a “Intellectual War”?

W
olney:
Que pergunta hein meu? Bem... a visão da Betrayal sobre a guerra é que infelizmente na atualidade (e também no passado) ela foi um reflexo dos estágios por qual a humanidade passa, por exemplo na idade média, a guerra foi reflexo da ignorância religiosa como as cruzadas. Hoje os motivos são mais econômicos, mais imperialistas se é que eu posso dizer assim. Nós somos totalmente contra essas guerras do grande império que estão acontecendo hoje (Blood For Oil). K-ra, a Intelectual War fala mais sobre conflitos mentais mesmo. Uma música que toca o pior exemplo nesse assunto de guerra é a faixa título na frase "Evil wanted dead our live by a societe of imposition", a "caçada aos terroristas" do Bush não passa de guerra por controle total do petróleo.

TGZ: O Thrash Metal cearense está em alta como surgimento (e também o ressurgimento) de várias vertentes do estilo, cito: GStruds, Warbiff, Clamus, Agnoy (alcoólicos até a morte!), como vocês avaliam isto para a cena cearense, tendo em vista várias intrigas e problemas financeiros e até do Estado?

Wolney:
Nós vemos com bons olhos a volta dessas bandas ou a continuação delas na ativa, porque, a nosso ver, isso só vem a engrandecer a cena metálica de Fortaleza, infelizmente as intrigas são coisas corriqueiras no underground, mas o que vale é a nossa união pra que a combalida cena em nossa cidade cresça mais ainda!!!!!!!

TGZ: Thrash Metal Never Die! É a lei a ser seguida?

Wolney:
Sim, essa é a lei. O thrash é um estilo que já existe há uns 20 anos passou por muitas fases as permanece aí firme e forte. Bandas como o Kreator que tinham dado uma inclinada para o Gothic, hoje voltaram para o que sabem fazer melhor e a cena thrasher brasileira está muito boa com bandas como Violator e o Bywar só pra citar alguns exemplos e além das bandas que você citou, eu citaria a Clamus e a Outbreak (que tá meio parada) etc.

TGZ: Vocês têm tocado em eventos em outras cidades? Expectativas para o “Forcaos VIII”? Quais músicas a executar, covers?

Wolney: Sim, já chegamos a tocar em Mossoró, abrimos pra o Torture Squad em dezembro do ano passado, foi um puta show com um público animal, nós iremos retornar pra lá dentro em breve e esperamos os convites aparecerem pra gente tocar novamente fora. Cara, estamos super animados por ir tocar no “Forcaos” e pode crer que vamos dar tudo de nós nesse show!

TGZ: “Human Destruction” foi gravado em fev/05. Já há novos petardos para um futuro trabalho agora em 2006?

Wolney:
Amigo, agora estamos só nos concentrando na divulgação da nossa demo, ainda é um pouco cedo falar em gravação de material, mas nós já compomos material novo que no futuro estará em um novo trabalho.

TGZ: A evolução humana é constante (tanto para o bem próprio como para o destruir...), o que acham da evolução musical do underground? Conservadorismo X Evolução(...?!...)?

Wolney:
É o underground?! Acho que ele tem na verdade altos e baixos, dependendo do espaço físico e histórico é claro que o underground jamais chegará a ter status de “mainstream”, porque aí ele deixaria de ser underground,mas achamos que é isso!

TGZ: “Human Destruction” é um trabalho independente? Tens idéia de quantas cópias já divulgaram? Há divulgação para fora do Brasil? Expectativas superadas?

Wolney:
É um trabalho que foi gravado de forma independente e que depois teve o suporte da Gallery Cd’s na época da figura de Emydio Filho (que nos dá a maior força). A divulgação está sendo feita mais no cenário nacional, mas vamos claro ter que divulgar também no exterior o público europeu ainda é sedento por bandas do nosso estilo, as coisas estão se dando de forma compassada, mas firme.

TGZ: Planos para 2006/07?

Wolney:
Bem, queremos só agradecer pelo espaço concedido, agradecer a você Hioderman e todos do ThunderGod Zine. E é isso aí, força para aqueles que batalham no nosso undergrond !!!

 
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