| Por:
Hioderman
Zartan (Colaborador) |
Respostas:
Wolney |
Contatos: |
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TGZ:
K-ra, quando surgiu o Betrayal, dos
primeiros ensaios até a escolha do
nome e o estilo a ser tocado? |
Wolney:
Seguinte nós surgimos por volta de
janeiro de 2003 e somos remanescentes de outras
bandas que já encerraram suas atividades
nós já gostávamos muito
de thrash metal. E esse foi o caminho escolhido
por nós que adoramos o estilo; sempre
escutávamos bandas como Slayer, Sepultura,
Metallica, Kreator, e isso nos cativou a tocar
esse estilo sensacional que é o thrash.
Os primeiros ensaios foram legais por que
aí a banda viu por que caminhos iríamos
enveredar e a pegada mais oitentista foi a
que se sobressaiu.
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TGZ:
“Human Destruction” é
o 1ª registro do Betrayal? Aliás,
trabalho que passa muito feeling oitentista,
esta é a meta do Betrayal? |
Wolney: Sim,
é o nosso primeiro registro, ao longo
do tempo as músicas foram sendo aprimoradas
e lapidadas e chegamos então ao estúdio
pra gravar e essas 5 músicas que estão
na demo. A pegada oitentista é nada
mais do que reflexão daquilo que mais
nos influencia, das bandas que citei acima,
bandas eu incluiria como "influenciadora"
a Dorsal Atlântica (puta banda meu!).
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TGZ:
Guerra!! Refletir a guerra em versos
musicados seria a reflexão do ser humano
perante o espelho? Guerra é guerra
em qualquer lugar seja política, idealista,
religiosa ou até mesmo underground,
qual a visão do Betrayal sobre isto?
O que seria a “Intellectual War”? |
Wolney:
Que pergunta hein meu? Bem... a visão
da Betrayal sobre a guerra é que infelizmente
na atualidade (e também no passado)
ela foi um reflexo dos estágios por
qual a humanidade passa, por exemplo na idade
média, a guerra foi reflexo da ignorância
religiosa como as cruzadas. Hoje os motivos
são mais econômicos, mais imperialistas
se é que eu posso dizer assim. Nós
somos totalmente contra essas guerras do grande
império que estão acontecendo
hoje (Blood For Oil). K-ra, a Intelectual
War fala mais sobre conflitos mentais mesmo.
Uma música que toca o pior exemplo
nesse assunto de guerra é a faixa título
na frase "Evil wanted dead our live by
a societe of imposition", a "caçada
aos terroristas" do Bush não passa
de guerra por controle total do petróleo.
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TGZ:
O Thrash Metal cearense está
em alta como surgimento (e também o
ressurgimento) de várias vertentes
do estilo, cito: GStruds, Warbiff, Clamus,
Agnoy (alcoólicos até a morte!),
como vocês avaliam isto para a cena
cearense, tendo em vista várias intrigas
e problemas financeiros e até do Estado? |
Wolney: Nós
vemos com bons olhos a volta dessas bandas
ou a continuação delas na ativa,
porque, a nosso ver, isso só vem a
engrandecer a cena metálica de Fortaleza,
infelizmente as intrigas são coisas
corriqueiras no underground, mas o que vale
é a nossa união pra que a combalida
cena em nossa cidade cresça mais ainda!!!!!!!
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TGZ:
Thrash Metal Never Die! É
a lei a ser seguida? |
Wolney:
Sim, essa é a lei. O thrash é
um estilo que já existe há uns
20 anos passou por muitas fases as permanece
aí firme e forte. Bandas como o Kreator
que tinham dado uma inclinada para o Gothic,
hoje voltaram para o que sabem fazer melhor
e a cena thrasher brasileira está muito
boa com bandas como Violator e o Bywar só
pra citar alguns exemplos e além das
bandas que você citou, eu citaria a
Clamus e a Outbreak (que tá meio parada)
etc.
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TGZ:
Vocês têm tocado em eventos em
outras cidades? Expectativas para o “Forcaos
VIII”? Quais músicas a executar,
covers? |
Wolney:
Sim, já chegamos a tocar
em Mossoró, abrimos pra o Torture Squad
em dezembro do ano passado, foi um puta show
com um público animal, nós iremos
retornar pra lá dentro em breve e esperamos
os convites aparecerem pra gente tocar novamente
fora. Cara, estamos super animados por ir
tocar no “Forcaos” e pode crer
que vamos dar tudo de nós nesse show!
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TGZ:
“Human Destruction” foi gravado
em fev/05. Já há novos petardos
para um futuro trabalho agora em 2006? |
Wolney: Amigo,
agora estamos só nos concentrando na
divulgação da nossa demo, ainda
é um pouco cedo falar em gravação
de material, mas nós já compomos
material novo que no futuro estará
em um novo trabalho.
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TGZ:
A evolução humana é
constante (tanto para o bem próprio
como para o destruir...), o que acham da evolução
musical do underground? Conservadorismo X
Evolução(...?!...)? |
Wolney: É
o underground?! Acho que ele tem na verdade
altos e baixos, dependendo do espaço
físico e histórico é
claro que o underground jamais chegará
a ter status de “mainstream”,
porque aí ele deixaria de ser underground,mas
achamos que é isso!
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TGZ:
“Human Destruction”
é um trabalho independente? Tens idéia
de quantas cópias já divulgaram?
Há divulgação para fora
do Brasil? Expectativas superadas? |
Wolney: É
um trabalho que foi gravado de forma independente
e que depois teve o suporte da Gallery Cd’s
na época da figura de Emydio Filho
(que nos dá a maior força).
A divulgação está sendo
feita mais no cenário nacional, mas
vamos claro ter que divulgar também
no exterior o público europeu ainda
é sedento por bandas do nosso estilo,
as coisas estão se dando de forma compassada,
mas firme.
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TGZ:
Planos para 2006/07? |
Wolney:
Bem, queremos só
agradecer pelo espaço concedido, agradecer
a você Hioderman e todos do ThunderGod
Zine. E é isso aí, força
para aqueles que batalham no nosso undergrond
!!!
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