» ENTREVISTA: BLOODWRITTEN «

Tradução por: Sugas Banger

Questões por: Cezar Augusto

Respostas por: Dave Sanchez

BLOODWRITTEN

CONTATOS:

C/o Dave Sanchez
228 Glascock st. raleigh
NC 27604 USA

Web Site: www.bloodwritten.com

• Versão original em Inglês ( Version Original in English ) => Clique aqui/Click here
TGZ: Hail! Conte-nos acerca do primeiro capítulo (o de formação e objetivos) para o nascimento da Bloodwritten no cenário.

Dave Sanchez: Primeiramente Bloodwritten apenas tem uma demo de três musicas que inclui as três musicas “Darkness”; a razão disto é que nosso baterista e eu fomos em uma turnê européia de 9 semanas com uma banda em que ele estava naquela época, então a produção das outras músicas foram paralisadas. Depois que voltamos, eu fui para o meu estúdio e não saí até o primeiro Cd estar completo.

TGZ: Interessante o nome da banda, Bloodwritten. Você poderia nos explicar o significado que excitou a idéia para a criação deste nome.

Dave Sanchez: Nosso nome veio do nosso primeiro solista; ele dizia que se ele fizesse outro projeto death metal, ele queria que se chamasse Bloodwritten. Um bom nome é difícil de pensar, e este foi melhor do que qualquer coisa que eu pude inventar.

TGZ: Você sabia que existe uma Bloodwritten (Black/Death Metal band) na Polonia? Acha que atrapalha de alguma forma o fato de existirem duas bandas com o mesmo nome?

Dave Sanchez: Sim, estou ciente disso. Eu acho que nenhum de nós dois assinamos com uma "major", então foda-se. Deve existir muita gente nesta situação pelo mundo, nenhum problema. Se nós fossemos da mesma área isto podia ser um problema, mas esse não é o caso.

TGZ: As letras da banda sofrem influencias do Lord George Byron? Até que ponto?

Dave Sanchez: Nas primeiras três musicas da Demo, usávamos muitas coisas do “The Darkness poem”, mas depois disso, Neil Harrison, um amigo da cena nos ajudou com o material original.

TGZ: O Debut Cd "We Live in Darkness" (2000) foi lançado de forma independente? E no site, observei duas capas para o mesmo álbum. Por quê? (Ou será que foi impressão minha e o álbum possui uma versão de capa?)

Dave Sanchez: Tudo que nós fazemos é de forma independente. “We Live...” continuou evoluindo a partir do envolvimento de mais pessoa, alguns têm tamanho de músicas diferentes e a capa alternativa. Quando eu adquiri mais experiência no meu estúdio, um remix foi feito, este foi um grande melhoramento em relação a gravação inicial

TGZ: O lançamento do Split com a horda Iscariot em 2002 também foi bem divulgado, como o Debut álbum acima citado?

Dave Sanchez: Sim ele teve. Eu toquei baixo no Iskariot e eles estavam de olho em usar o estúdio de graça; já que o segundo lançamento do Bloodwritten não havia sido exatamente terminado, nós achamos que poderia ser uma boa Idea fazer o Split.

TGZ: 2003 foi ano do segundo álbum, "Everything Beautiful Dies", o lançamento se deu por alguma gravadora ou foi independente. Por quê?

Dave Sanchez: Nós tivemos alguns problemas com o lançamento devido a perda de dados no meu PC no estúdio. Aquele Cd inteiro está gravado em um velho HD. Eu quero poder seguir adiante e então trabalhar com o que eu possa salvar.
TGZ: Fale sobre a repercussão do “Everything Beautiful Dies” nos meios de divulgação.

Dave Sanchez: Eu posso me lembrar de uma reclamação de um perdedor no guestbook do nosso site. Uma das coisas mais engraçadas que eu já ouvi, ele disse que era de mau gosto, o quão engraçado é isto hein? Eu pessoalmente gosto do título e acho que o design com Sharon Tate se encaixou bem.

TGZ: A Bloodwritten tem participações em algumas coletâneas. Poderia citá-las, e também dar sua opinião sobre a importância de participar em compilações?

Dave Sanchez: Nós temos participado de: Camp Fury: Base Camp Compilation 1 (2004), JCM Compilation: Fundamentally Loathsome (2004), Deadtide/SOD: Magazine Blood In The Water Comp (2002), Deadtide/SOD Magazine: Blood In The Water II Comp (2003), The Anaites Comp. Vol. 2 (2006). Eu acho que participar de coletâneas é uma das melhores coisas que uma banda pode fazer e eu me sinto gratificado de participar das coletâneas supracitadas.

TGZ: Inclusive, a mais recente é a participação na compilation brasileira Anaites Volume II. Como foi esse acordo com o brother Hioderman Zartan?

Dave Sanchez: Hioderman mantinha contato conosco e eu agarrei a oportunidade de ter mais exposição na América do Sul. Foi muito proveitoso trabalhar com ele, foi muito atencioso com todos os aspectos que envolvem termos de pagamento. Nós definitivamente esperamos uma outra colaboração futura.

TGZ: Você acha que está havendo uma demora para o lançamento do terceiro álbum? Muitas dificuldades no caminho da banda? Comente.

Dave Sanchez: Está durando bem mais do que eu esperava. Durante o primeiro set de gravação nós perdemos outro baterista, o que meio que diminui o ritmo no que diz respeito a composição do material. Tim Haisman, nosso baterista de estúdio, veio ao meu resgate e então toda a parte da bateria foi finalizada. Eu agora estou me recuperando de uma mão quebrada por 6 semanas e meu estúdio agora foi melhorado com vários equipamentos sendo que alguns deles ainda estão sendo instalados. Eu também tenho agora dois novos projetos paralelos que estão tomando bastante do meu tempo, visto que estou no começo do trabalho com eles. Estão faltando algumas partes de guitarra e vocais, então estamos quase terminando o álbum, mas eu acho que “Heathen Gods of Old” é um dos melhores materiais que fizemos e vai valer a pena esperar.

TGZ: A Bloodwritten é muito conhecida na cena underground norte-americana, visto que vocês (além de tudo) fazem vários shows, certo?

Dave Sanchez: Nós passamos por várias fases porque nós sempre estamos mudando de bateristas. Agora mesmo eu não tenho um para tocar ao vivo, nosso de estúdio está sempre conosco, mas não para shows. Eu devo dizer que estamos indo até muito bem, considerando todas as nossas mudanças de formação. Tocar ao vivo é algo que nós gostamos muito então nós fazemos o máximo que podemos.

TGZ: Como você enxerga a cena de Death Metal nos EUA?

Dave Sanchez: O Metal está aos poucos voltando aqui nos EUA. Pop, grunge, e hip hop têm dominado as vendas na década passada e é isso que as pessoas vêem como sucesso. Sucesso para mim é ver pessoas interessadas em o que você faz em shows e na Internet.

TGZ: Ainda falando sobre a cena de seu país, sabemos que a mídia da MTV infecta e faz muitos modistas...Qual a sua opinião sobre as novas bandas a que chamam de novo metal?

Dave Sanchez: Eu não ligo muito para isso, mas é como os americanos estão voltando a ouvir música pesada. Pelo menos estas bandas escrevem o seu próprio material e podem realmente tocar o que compôs com seus próprios instrumentos. Dê um tempo e esperançosamente a audiência americana vai exigir mais do seu estilo de Metal.

TGZ: Falando sobre política, qual a sua opinião sobre George W. Bush e o seu governo?

Dave Sanchez:
Eu não voto e por isso eu não dou a mínima para decisões ou ações dos lideres políticos. Eu vou mais pela Idea de que G.W. Bush é só uma figura para o público, as decisões atuais são tomadas pelo mesmo grupo que sempre deram as cartas por aqui. Eu apoio a guerra porque eu estou cansado de ouvir povos reclamarem de suas religiões.

TGZ: Ainda para este ano de 2006, podemos esperar pelo novo álbum do Bloodwritten? Qual será o título e como está todo o seu desenvolvimento?

Dave Sanchez:
O titulo do novo Cd é “Heathen Gods of Old”.
Eu acabei de largar o meu emprego e planejo finalizar as últimas duas músicas agora que minha mão já sarou. Com os novos monitores do estúdio, alguma remixagem das quatro faixas já finalizadas será necessária, mas as coisas estão voltando aos trilhos.
Algumas novas músicas que nós terminamos estão disponíveis no
www.bloodwritten.com na parte de “media”.

TGZ: Ok, Sanchez, muito obrigado pela força e sinceridade com os seus sérios compromissos e do Bloodwritten. Deixe as suas últimas escritas em sangue para vitalizar ainda mais a veia dos headbangers brasileiros e ao redor do mundo...

Dave Sanchez: Eu quero agradecer a todas as pessoas que em todos estes anos têm nos dado apoio e apoiando o Metal em geral mesmo quando este é underground. E um grande agradecimento para aqueles que não apoiaram, pois má publicidade é a melhor, é o que nos deixa vivos. Nosso caminho para a vida nunca irá morrer.

 
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