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Perguntas : Tiagoh
‘Evildead (Colaborador)-
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- Respostas :
Josué Neto (Vocal/Baixo)-
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- Entrevista
realizada em Julho de 2007 -
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O
Darkway nasceu no ano de 2004 na cidade
de Presidente Prudente, São Paulo
- Brasil. Contava com os integrantes
Joso Neto (Vocal
e Baixo), Felipe "Crackpot"
Araújo (Guitarra), Murilo "Presunto"
Correa (Guitarra) e Gustavo "China"
Tobara (Bateria). Cinco meses após
a sua fundação, já
estava gravando o seu primeiro registro,
a demo intitulada "Rest In Pieces",
que conta com 9 músicas próprias.
Após várias mudanças
na formação da banda,
em 2007 ela é composta pelos
membros Joso Neto (Baixo e Vocal), Lucas
Meneguette (Guitarra), Fat Wender (Guitarra)
e Vitão Blacksmith (Bateria).
Atualmente a banda se direciona numa
vertente mais Thrash, de modo que o
som fica oscilando entre a violência
e a melodia.
A nova proposta deve ser concretizada
com o lançamento de seu debut
intitulado Violent Inertia, prometido
para o segundo semestre de 2007.
Segue abaixo uma descontraída
entrevista com o vocal e baixo Joso
Neto, que falou dos planos do Darkway,
fatos interessantes da banda e outros
assuntos que vocês leitores com
certeza vão curtir.
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TGZ:
Hail “Joso”! Sinto-me lisonjeado
em fazer a entrevista com o Darkway, que conheço
de longa data, e principalmente com você,
que é um grande irmão. Há
algo que gostaria de dizer antes de começarmos
o interrogatório?
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Josué
Olá pessoal do ThunderGod! É
um prazer estar concedendo esta entrevista
e mostrando um pouco do Darkway pra vocês.
Obrigado Tiagoh pela oportunidade, é
sempre bom contar com velhos amigos! (E já
aviso que não me responsabilizo por
danos posteriores... rsrs!!) Keep Metal Kids!!
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TGZ:
Hahahaha, Ok brother... Vamos seguir
logo com a pergunta de praxe: De onde veio
o nome “Darkway”? |
Josué
Ahhh...Foi em 2004, quando o Darkway ainda
se chamava “Acid 4 Acid”. Queria
arrumar um nome mais simples e que tivesse
a cara da banda, então certo dia eu
estava assistindo um filme antigo; aqueles
medievais bem toscos, 2 guardas levavam um
prisioneiro para o calabouço e o chefe
deles disse "Lead him through the DARK
WAY" rs!!!... Daí eu vi o nome
e só resolvi juntar as duas palavras.
Darkway então era um nome simples e
fácil, do jeito que queríamos.
O pessoal que estava na banda na época
achou legal e assim ficou.
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TGZ:
Massa... na época, a banda era
formada por quem? |

Josué
Bem, já tivemos varias formações,
levando em conta que no Oeste de São
Paulo é difícil arrumar músicos
compromissados com a coisa, mas nessa época
a banda era formada por Gustavo "China"
Tobara (D), Felipe "Crackpot" Araújo
(G), Murilo "Presunto" Corrêa
(G) e eu no baixo e vocal. Essa formação
é a que gravou nossa primeira demo,
a “Rest In Pieces”. Depois nos
separamos, cada um foi resolver suas vidas
pessoais, eu fiquei sozinho por um bom tempo
compondo as músicas do novo álbum,
o "Violent Inertia", e até
então o Lucas Meneguette (g) tinha
entrado. Fomos estabilizar quando entraram
Wender "Fét" Rezende (g)
e Victor Blacksmith (D). O Victor é
meu primo de primeiro grau, ele tocava no
Fright Night (RIP) e quando a mesma acabou
ele veio pro Darkway.
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TGZ:
Mesmo após a debandada geral dos músicos
no início você se manteve firme
com o Darkway, e também segurou a bucha
de gravar os vocais da demo sem ser vocalista
habitual. Como foi essa experiência
de ter de assumir os vocais e reerguer a banda
praticamente sozinho? |
Josué
Na época nosso vocalista era o Ailton
Barros. Ele teve que sair da banda pra se
dedicar a um novo emprego que tinha conseguido
na época. Ele mesmo disse que eu conseguiria
gravar os vocais, já que eu tinha feito
todas as linhas, e com a força do Ailton
e dos outros caras eu fui gravar. O resultado
ficou legal!
Agora, sobre o tempo no qual ficamos sozinhos
foi realmente foda, porque todos que têm
banda sabem como é ruim não
ter alguém interessado pra fazer um
trabalho musical... Mas quando o Lucas (g)
entrou, me deu ânimo renovado. Ele é
um rapaz bastante engraçado, do tipo
de pessoa que não tem tempo ruim. Essa
minha perseverança quanto à
banda veio da maior parte do Lucas, que não
queria que a coisa morresse, já que
eu tinha até pensado em acabar (o que
não aconteceu).
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TGZ:
Um lance interessante: O título da
demo é "Rest in Pieces" e
a música principal chama-se "Rest
in Peace". Qual foi a sacada e/ou intenção
do trocadilho?
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Josué
Na verdade a Demo se chama Rest in PIECES
e a música se chama Rest In Peace.
“Rest in Peace” foi feita para
o pai do Murilo que havia morrido e, traduzindo,
o nome do álbum ficaria "Descanse
em Pedaços" hehehe... direto,
né?! Hahuahuaha
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TGZ:
Orra!! Se é!! huhauahua...
Ainda falando da Rest in Pieces, qual a temática
da demo em si (letras, melodias e tudo mais)
e qual foi a aceitação da galera?
(Me lembro que logo quando ouvi vocês
ao vivo, tocando antes da gente em Itaí/SP,
já curti logo de cara e fiquei doido
atrás da demo... hehehe) |

Josué
Rs!! É, o “R.I.P.” acabou
sendo uma coisa rara de se ter hoje em dia!!
(Rs)... Tipo, na época eu tinha colocado
na cabeça que íamos fazer algo
diferente, começando sobre juntar dois
elementos totalmente diferentes como o Death
e o Heavy Metal tradicional. Eu vinha de uma
banda de progressivo, então ficava
fácil pra misturar as coisas, mas me
inspirei em bandas como Sinner, Six Feet Under,
Hypocrisy, Candlemass e outras desse tipo.
Pra nós o resultado foi bastante agradável,
as letras tinham um conteúdo político
na maioria, sempre falando de hipocrisia religiosa,
governos corruptos e paradas do tipo. A coisa
começou a acontecer mesmo foi ao vivo,
pois as músicas soavam sujas, mas com
muito trampo de guitas, baixo, batera e vocal...
Mas eu assumo que o R.I.P. foi algo bem experimental
e que eu não faria de novo!! (Rs)...
Hoje tentamos fazer músicas mais diretas,
mas com as mesmas características.
Ainda queremos ser uma banda diferente das
demais.
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TGZ:
Tocando no lance de se fazer algo diferente...
O vindouro “Violent Inertia” será
diferente do RIP em quê? |

Josué
Bem... Pra fazer as músicas do ‘Violent
Inertia’ nós usamos a mesma estrutura
do ‘R.I.P.’, só que deixamos
as músicas mais diretas, com influências
mais diretas; pra quem está escutando,
é a mesma coisa de ouvir o sucessor
do RIP, vão perceber que é a
mesma banda, o mesmo feeling, só que
usamos todas nossas características
de uma forma diferente. As musicas estão
mais rápidas, com uma cara mais "Thrash"
como a faixa-título “Violent
Inertia” ou a “Ripping the Heart
of God”, só que músicas
como “XXX” e “Darkwalkers”
trazem a mesma carga que o RIP tinha, ou seja,
‘demos um corte de cabelo e colocamos
outra roupa’, mas a banda é a
mesma... não ia deixar de lado aquela
pegada do RIP porque ela deu muito certo.
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TGZ:
Hahaha, curti o nome “Darkwalkers”.
É um tipo de crônica ou auto-bio
dos insanos bêbados undergrounds da
banda ou não tem nada a ver com vocês?
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Josué
(Rs!!!) Tem a ver com nós todos! (Rs!!).
Darkwalkers sai um pouco do contexto político
do álbum pra falar um pouco de bebedeira,
curtição e metal. No ínicio
nós nos intitulávamos Darkwalkers,
mas com o tempo o público fez por merecer
o nome... Então VOCÊS são
os Darkwalkers e essa música foi escrita
para aqueles que gostam do Darkway e todas
aquelas coisas citadas ali em cima!
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TGZ:
Putz cara, que da hora! (Que rasgação
de seda...rs). Você(s) tem plena consciência
de como o headbanger é verdadeiro (=
true metal banger... hehehe) e que cada um
ajuda no crescimento da cena e na solidificação
das bandas. Como é a cena em Pres.
Prudente e em todo o Oeste Paulista? |
Josué Há
alguns anos atrás era bem menor, mas
depois da união de bandas como o Fright
Night (RIP), Guilhotina, Subcut e Darkway,
a coisa começou a crescer. Ainda não
é grande como na capital do nosso estado,
por exemplo, mas é verdadeira! Gosto
muito da cena daqui. Nós fazemos um
festival todo ano (o Headbanger's Farm Festival)
e sempre é legal ver a galera toda
junto com bandas legais tocando!!!
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TGZ:
O Headbanger’s Farm Festival é
um evento que você faz juntamente com
os brothers de P.P. numa fazenda, chácara,
sítio, roça... certo? Quantas
edições já rolaram, e
você se lembra das bandas que já
fizeram parte do cast? (hehehe) |
Josué
(Rs!) Rolou uma edição apenas,
a segunda vai ser dia 15 de setembro. Estamos
negociando com o Devil On Earth*, Subcut,
Guilhotina, Street Fear e Darkway (nós).
Na primeira edição tocaram,
tirando o Darkway e o Subcut que também
estão pra tocar na próxima,
o Executtioner (Maringá/PR), Malthron
(Maringá/PR) e Conflito Sonoro (Presidente
Prudente/SP).
[*Nota
do Tiagoh: Em breve rolará
uma entrevista com o Devil on Earth (Speed
Thrash, de Barra Bonita – SP), citado
logo acima. XD]
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TGZ:
Como em toda banda, cagadas e fatos históricos/lendários/folclóricos
acontecem... Conte-nos de alguma situação
inusitada ocorrida durante todo esse tempo
de trampo no underground, seja na produção
de eventos ou nos palcos e rolês com
o Darkway (se é que é possível
citar uma só... hehehe). |

Josué
Bem, vou citar um que marcou pra sempre: Uma
vez estávamos indo fazer um show em
Bauru/SP. Acho que foi em 2005, assim que
o Lucas entrou. Aliás, foi o primeiro
show dele. Estávamos na van com o pessoal,
estava muito frio e ameaçava chover
hiuahiuahiua... Foi quando a van quebrou no
meio da estrada. Você que viaja com
banda sabe que "meio de estrada"
é um lugar BEM longe da cidade, e o
frio e a chuva não colaboravam!! (Rs)...
Lembro de tomar quase sozinho uma garrafa
de whiskey que tínhamos levado!! Juro
que quase congelamos até chegar o socorro...
hahaha. Chegamos no show... Bem, eu estava
um pouco alterado... Quase não conseguia
andar!! (Rs)... Foi um mau bocado, mas foi
legal pra experiência...
Da próxima vez eu levarei 2 garrafas
de whiskey e não uma só!! hiuahihaua
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TGZ:
Hahuahauhauhauahu... Foda! Já em tom
de despedida, pra quando está planejando
soltar a porrada que será o “Violent
Inertia” e o que podemos esperar desse
rebento? |
Josué
Queremos lançar o “VI”
em agosto, vamos ver se conseguimos tornar
isso possível. O que posso adiantar
é que são as melhores músicas
que já fizemos! Algo que oscila entre
a violência e a melodia. Estamos muito
felizes com os resultados no estúdio
e espero mesmo que vocês curtam o álbum!
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TGZ:
Como estão as datas? Planejam uma turnê
após o lançamento do “VI”? |
Josué
Na verdade já estamos fazendo alguns
shows por ai. Estamos esperando o término
das gravações pra começar
a planejar as datas, mas acho que em setembro
já estaremos prontos para uma nova
maratona de shows!
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TGZ:
Em uma de nossas conversas você me disse
que abandonou o trampo juntamente com outro
integrante do Darkway, e que outro de vocês
também está pra sair do trampo.
Essa ‘greve mútua’ é
para melhor poderem se dedicar à banda,
rola o lance de “um por todos e todos
por um” até nisso ou foram despedidos
mesmo? (haha) |
Josué
(Rs!) Bem... Rolou uma conversa na banda e
tals, conversamos com nossos pais e patrões
e resolvemos que queremos ter mais tempo pra
se dedicar ao Darkway. Todo mundo resolveu
atender. Bem, o Vitor é meu primo e
todos os caras da banda são amigos
de verdade. Demos força um ao outro
pra enfrentar essa fase de nossas vidas e
botamos na cabeça que independente
do que acontecer, permaneceremos juntos pra
ajudar um ao outro. Colocamos muito empenho
nesse álbum e acho que vai dar tudo
certo! (Rs)
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TGZ:
Que moral e coragem, hein! Isso que é
devoção ao Metal. Voltando aos
shows, qual o próximo... Algum confirmado? |
Josué
Faremos o último show agora em Ilha
Solteira com nossos conterrâneos do
Subcut, o Streetfear, Sopro e mais umas duas
bandas, que vai ocorrer no dia 22 de Julho,
depois vamos parar pra acabar de gravar o
álbum e só voltaremos a tocar
quando tudo estiver finalizado.!
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TGZ:
Certo, brother. Regacem no show e não
esqueça de mandar o meu “Violent
Inertia” quando finalizarem, hein! Pra
finalizar, gostaria de dizer algo que por
ventura e vacilo eu tenha esquecido? |
Josué
Tá ok, Tiago!!! O lance é bola
pra frente, enfrentar os problemas com força,
pois só assim você nunca vai
cair! É como diria o grande Charlie
Schudiner: "Let the metal flow!"
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TGZ:
Beleza, irmão! Agradeço de coração
pela paciência em responder todo este
interrogatório e desejo o melhor pra
vocês. Parabéns pelo espírito
underground e pela humildade, cara... Um grande
abraço e nos encontraremos em breve
pelos rebentos interioranos. Deixo pra você
encerrar com um último recado e um
"falou" para os headbangers que
certamente curtiram sua entrevista. Até
breve, irmão! |
Josué
Espero que tenham gostado da entrevista e
de ficarem sabendo um pouco mais do que é
o Darkway. Nos vemos por aí em algum
show, vão, porque o underground brasileiro
precisa de ajuda! Até a próxima
e “Keep Metal”!
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