» ENTREVISTA: TREVAS DISTRO «

\. THUNDERGOD ZINE ./

Realizada por:
Cezar Augusto
Respondida por:
Rúben Lício

TREVAS DISTRO

Contatos:
A/c Rúben Lício
R. Francisco Pimentel, 139
SP/SP - 05568-220
E-mail: trevas@trevasdistro.cjb.net
Site:
http://www.trevas.com.br

Com respostas conscientes às questões desenvolvidas, Rúben Lício da Trevas Distro, apresentará o seu trabalho Underground para todos os verdadeiros bangers, que devem apoiar o arsenal dos envolvidos em bandas, zines, etc., sabendo-se que: “...não é o papel ou o e-mail que faz alguém ser melhor ou pior que outra pessoa”, pois: “...o que importa é o conteúdo e a autenticidade dos envolvidos...”. São retalhos assim que costuram o corpo dessa fudida under reportagem...

TGZ: Guerreiro Rúben, quando se fertilizou a idéia para montar a Trevas Distro e com que objetivos?

Rúben: A idéia da distribuidora surgiu e se concretizou de forma relativamente bem rápida, no final de 2003 eu estava começando a pensar sobre como apoiar a cena de uma forma mais eficiente, no começo de 2004 já estava com planos mais concretos e logo em abril comecei a pegar os primeiros materiais para distribuir. Desde então, as coisas vem crescendo. Apenas nos últimos meses, por falta de tempo, não tenho me dedicado tanto quanto gostaria. Mas mantenho os planos de caminhar para tornar a Trevas um selo de metal extremo.


TGZ: O logotipo ficou muito fudido, quem foi o criador da arte?

Rúben: A idéia da arte foi minha mesmo, o desenhista foi um amigo meu chamado Michel.

TGZ: Existem restrições para alguma vertente do Metal no que tange à sua distribuição?

Rúben: Sim e não. Minha idéia inicial era de que a Trevas seria uma distribuidora apenas de metal extremo. Mas hoje em dia distribuo tudo que gosto, e apenas evito distribuir o que não gosto ou não apoio. De qualquer forma há coisas que de forma alguma distribuo, como white “metal” e palhaçadas do gênero.

TGZ: Das bandas que lhe enviaram material até hoje, já rolou de você decidir não inserir em seu catálogo? E por que razão, no(s) caso(s)?

Rúben: Acontece muitas vezes de não pôr algo em meu catálogo por diversos motivos, principalmente por ter poucas cópias, e algumas vezes por não acreditar que a banda mereça apoio. Ultimamente eu tento por tudo que pego em catálogo para controle interno, mas, o catalogo final da Trevas Distro., o que é voltado ao público, eu tento deixar o mais restrito a filosofia da Trevas.

TGZ: Quais os lançamentos conquistados até agora?

Rúben:
TD001 - Sovereign - Demoniac Pride
TD002 - Incrust - Hellhearsal
TD003 - Ravendark's Monarchal Canticle - Terras Sulamericanas do Ódio
TD004 - Guerreiros das Trevas #1
TD005 - Mortificy - Brutal Instinct of Retalliation
Todos realizados em 2005.
Há muitos lançamentos previstos para este ano, mas meu trabalho e a faculdade estão comendo tempo demais, o que está deixando a Trevas distro um pouco de lado.
Quem quiser informações atuais sobre os lançamentos da Trevas, pode ver no site http://www.trevas.com.br/lancamentos.html
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TGZ: Poderia falar como se deram os contatos para fechamento de acordo para cada qual dos ‘releases’ citados acima?

Rúben: Exceto o Sovereign, que o Rodolfo me procurou para propor a idéia. Todos os outros eu já tinha idéia de fazer, entrei em contato com a banda para então amadurecer a idéia e finalmente sair o lançamento.

TGZ: Certamente você possui muitos contatos. A maioria são por cartas (modo tradicional) ou por e-mails, msn e modos virtuais? Como você avalia ambos os modos de divulgação, já que existem bangers aversos a divulgações via web?

Rúben: Tenho contatos de todas as formas, infelizmente ultimamente tenho tido menos tempo para me corresponder por carta, mas, faço o possível para não perder esses contatos.
Não é a forma de comunicação que faz ela ser melhor ou pior que a outra, o que importa é o conteúdo e a autenticidade dos envolvidos, o que acontece é que o pessoal mais autentico prefere carta, por saber que é mais difícil, ou seja, elimina as pessoas menos empenhadas. Mas não é o papel ou o e-mail que faz alguém ser melhor ou pior que outra pessoa.

TGZ: Por falar em Web, Você já chegou a ser de um. Como se chamava, quanto tempo durou e por que não deu prosseguimento?

Rúben: Sim, já fiz parte de um web-zine, que parece estar de volta agora, chamava-se Web Inferno. Fiquei nele de 2002 até 2004 se não me engano. Saí por divergências ideológicas com o dono. Mas isso é passado, atualmente ainda tenho vontade de levar um zine, mas com o tempo livre que tenho, estou me contentando a distribuidora e a produtora, que já estão bem difíceis de levar.

TGZ: Gostaríamos que traçasse um comparativo de importâncias que a Trevas considera para divulgar seus lançamentos no que diz respeito à fanzines e web zines?

Rúben:
Dou importância para quem faz um serviço honroso em primeiro lugar. Quando digo um serviço honroso, me refiro a quem tem foco e nitidez no trabalho que realiza, não gosto de zines “pops” que seu único objetivo é divulgar o nome do autor do zine.

TGZ: A cena nacional possui muitas Distros, criando assim um vínculo de compromisso com o meio underground. Você acha que existem Distros farsantes e mercenárias que acabam denegrindo a imagem das que trabalham sério?

Rúben: Sim, com certeza existem muitos mercenários na cena, e infelizmente já tive contato com alguns destes. Gostaria de deixar claro que não acho que devamos trabalhar duro para não ganhar um centavo, mas, existe uma grande diferença em visar o apoio as bandas e ao underground, e visar apenas a si próprio.

TGZ: Ultimamente, os correios têm aumentado abusivamente as taxas de postagens. Você também tem tido problemas quanto a este fato?

Rúben: Sim, muitos problemas, são sei qual o intuito dos Correios, mas o que parece é que estão tentando falir o país. Vi muitas pessoas, dentro e fora do metal que trabalhavam com vendas por correio serem obrigadas a desistirem do seu negócio por falta de condições para continuar vendendo. É um absurdo que num país do tamanho do nosso, tenha apenas uma empresa que domine este mercado e está seja livre para fazer umas palhaçadas dessa. Alias, só para lembrar, não foi só os comerciantes em geral que eles prejudicaram, conheço varias pessoas que faziam trocas de livros pelos correios, e tiveram que parar por causa disso, qual é a intenção do governo em desestimular a cultura no país?????

TGZ: Em uma pergunta acima, tocamos no assunto de bangers aversos à Web (o que pode incluir bandas, etc...) então refletindo... Se a Trevas Distro tem um site oficial com seu catálogo, seria contradição a banda liberar a divulgação do nome e material para você pôr em seu catálogo virtual, certo? Enfim, como você enxerga e lida com esta situação?

Rúben: Eu acho que todos são livres para gostar do que quiserem, e é natural que pessoas mais antigas não tenham familiaridade com internet e aparatos tecnológicos. No entanto, acredito que qualquer evolução, seja pessoal ou social, como é o caso da internet deva ser apoiada, principalmente pelos bangers que se dizem aversos a igreja, a qual faz de tudo para atrasar a humanidade, afinal, é muito mais fácil controlar a mente de um ignorante do que de uma pessoa com acesso a informação fácil.

TGZ: Pois, o quê os interessados, bandas e zines, devem fazer para ter seu material distribuído via Trevas?

Rúben: Envie-me um e-mail, de preferência com uma mp3, e podemos fechar uma troca ou compra, dependendo do material. Ou se preferir escreva uma carta.

TGZ: Quais serão os próximos “releases”? E mesmo que não vinguem, explicite-nos com quais bandas está a negociar para possível lançamento?

Rúben: Fechado tem:
• Morte Subta - Batalha Cruel (relançamento)
• Morte Subta - Triunfo (relançamento)
• Infernalium
• Split ensaio (Flagelador, Ravendark's Monarchal Canticle, Wardeath e Total Mayhem)
• Ave Lucifer - Ainda sem titulo (previsto para o segundo semestre de 2006)
• Total Mayhem
• Mordor (em parceria com a Anaite Distro.)
Espero que todos venham a se concretizar, pois acredito e apoio em todas as bandas que lancei e estão a ser lançadas.

TGZ: A Trevas Distro almeja para o futuro, tornar-se um selo?

Rúben:
Com certeza, na verdade já considero a Trevas um selo de metal extremo, porque acredito que demos sejam materiais importantíssimos na cena, muita banda hoje reconhecida mundialmente, não teria sido nada se não fosse as demos lançadas no passado. E para mim, banger que não dá valor a demo, nem merece estar na cena.

TGZ: Pronto! Valeu guerreiro Rúben, espero que tenham sido satisfatórias as perguntas, pois sei que é sua primeira entrevista e quis abordar temas comuns e polêmicos para todos saberem do real compromisso da Trevas Distro!

Rúben:
Obrigado pelo espaço, espero que esteja tendo um bom trabalho com o zine, e que os bangers cada vez mais entendam e apóiem o trabalho dedicado ao underground.

 
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