» ENTREVISTA: GSTRUDS «

- Perguntas : Mário Tenebrarum-
- Respostas : Luiz Lemos (Vocal) -
- Entrevista realizada em Janeiro de 2008-

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oje iremos bater um papo com o Luiz Lemos, vocalista de uma das bandas mais loucas e polêmicas, que eu - Mário Tenebraum - já ouvi: a GsTruds, Perguntamos e o violentamos até ele entregar os pontos e abrir o jogo... Com vocês o doente comedor de velhas...
TGZ: Salve Luiz, a Gs Truds é uma banda de thrash oietenta dos anos oitenta (hahahahahaha), coisa difícil de se ver hoje em dia. Conte-me como foi o primórdio da banda?

Luiz: Em primeiro lugar, é um grande prazer em participar do zine, meu chapa panda do inferno, hehe, eu em nome da Gstruds, agradeço. Bom os primórdios da banda veio na junção de ex-integrantes de duas bandas, que já se foram, chamadas Leprous e DDT, de onde surgiu a Gstruds que tirava sons pesados só de farra, um belo dia, fui ver esse ensaio e de cara fui convidado pra cantar (berrar) rs e daí surgiu a velha maldita até os dias de hoje.

TGZ: As músicas de vocês falam do dia a dia de um forma engraçada, devido a essa irreverência vocês já foram interpretados mal? Não tendo seu trabalho levado a serio?

Luiz:
Com certeza, talvez até hoje sejamos mal interpretados simplesmente pelas nossas letras, já acham que nosso som não é sério e de peso, mas não nos importamos com isso, pois quem escuta, elogia e vicia hehe. Fazemos um death thrash oitentista pesadão e nosso diferencial são as letras sarcásticas com pitadas de humor negro e jamais vamos mudar, tem um ditado que diz: “Fale mal, mas continue falando”; esse é nosso lema.


TGZ: Vocês nesses mais ou menos 17 anos já dividiram palco com grandes bandas do cenário, quais foram os melhores shows e com quem vocês gostariam de dividir palco ainda?

Luiz: Bom, com certeza ao longo dos anos tocamos com Overdose, Ratos, Sanctifier, Nephatus, destaco o show do Overdose na fase “Progress of Decadence”, apesar de não estar no vocal nessa época, mas estava lá e foi “iradaço” e o do Sanctifier com local lotado, muitos ‘moshs’, a galera insana...Foi fudido mesmo esses shows, e nos honraria dividir o palco com uma das minhas influências, o grande Headhunter DC, com o Abuso Verbal do maluco do Felis, grande amigo, e com a Terror Cult do safado do Junior, quem sabe um dia não teremos o prazer de ter essa turnê algum dia antes do mundo acabar, rsrs.


TGZ: O último lançamento da Gs Truds ‘Brutal Comic Metal’, por que utilizaram esse nome para o álbum?

Luiz:
Esse nome veio em alusão ao som que fazemos: agressivo, pesado e com doses de humor negro e sarcasmo em nossas letras.

TGZ: A capa também é diferente, é Dona Florinda (Chaves) em forma de caveira saindo do Coringa (Batman). Qual o significa dessa capa?

Luiz:
Essa capa aproveitamos de uma Demo que foi pouco vinculada aqui, a segunda chamada ‘Piada Brutal’, já que resgatamos as músicas da primeira Demo; achei que essa capa teria sua chance também e ela é em analogia ao nosso som brutal e cômico ao mesmo tempo.


TGZ: Como foi a divulgação e como está a aceitação da Demo?

Luiz: Muito boa sim, tanto que acabou tudo que tínhamos de Demos, fomos muito elogiados em vários zines, web zines, revistas, até porque a galera já conhecia uma boa parte das músicas e foi bem aceita.

TGZ: A cena cearense, talvez seja uma das maiores do nordeste em quantidade de bandas, shows e etc. Como vocês vêem a sua mutação durante esse tempo de existência da Gs Truds?


Luiz: Com certeza, vemos com alegria as coisas mudando, bandas novas e boas, facilidade pra se aprontar uma Demo que no nosso tempo não tínhamos, mais ainda aqui continua cada um por si e temos que correr atrás como sempre.

TGZ: Thrash Oitenta hoje em dia virou um resgate ou virou moda?

Luiz: Esse momento respeito e tal como respeitei todos os estilos que vieram e passaram, pena que a mediocridade prevalece e alguns só investem nisso, mas ficamos aqui na nossa mais uma vez esperando acabar essa moda de patches, retrô, calças coladas, basqueteiras, etc...hehe.

TGZ: Luiz, tu me falou que ano que vem tenha uma nova Demo da “Velha”, como estão os preparativos? E o que devemos esperar?

Luiz:
Bicho, a Demo será 4 sons bem trampados, posso dizer que uma das músicas é “A maldição do ovo”, que só participou de coletâneas, o resto é inédito e a velha vem babando e psicótica mais do que nunca. Estou apostando todas minhas fichas pra esse novo trabalho da GStruds, já que também é a estréia dos integrantes novos já gravando e, com certeza, vem “noise” novo nas gravações, um som mais sujo, rápido; agora é só aguardar, pois estamos nos dedicando pra isso.


TGZ: Além da Demo, quais são os planos futuros de vocês?

Luiz:
Cara, saiu recentemente um DVD-R nosso de várias apresentações ao longo dos anos de nossa história, na verdade era um VHS e foi transformado pra DVD chamado (ONLY TIA GERTRUDES IS REAL) pra quem gosta de velharia e tosqueira é um prato cheio, quem quiser só entrar em contato conosco e no mais tocar e tocar, viajar divulgar mais ainda nosso som a Demo nova quando sair por locais que não fomos ainda e também nos lugares conhecidos, rever amigos e quem sabe esse pequeno trabalho agrade algum selo e no mais deixa a velha devastar tudo regado de muita cervaaaaaaaaa, hehe
...

TGZ: Foi um prazer entrevistar você meu amigo, o espaço é todo seu.

Luiz: Bom, Mario, eu que agradeço o espaço, foi um grande prazer mesmo, nós conhecemos seu trabalho aí no maranhão. Sei que é árduo e honesto, a banda Gstruds está a sua disposição e pode deixar que quando sair material novo, você será um dos primeiros a receber meu véi, grande abraço e a todos os leitores aquele forte abraço da velha maldita, quem sabe nos aportamos algum dia por aí pra destruir tudo. Brutal na velha e força ao Metal Nacional sempre!!!!!

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