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ENTREVISTA: HEADHUNTER
DC « |
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Realizada
por: Elimar
Oliveira
Respondida por: Sérgio
Baloff
Headhunter
Dc
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Manter-se
na ativa por quase vinte anos não é
nenhuma tarefa fácil para uma banda,
e quando se trata de uma banda de Death Metal
é algo ainda mais difícil sobreviver
por tanto tempo sem sucumbir a modas, tendências
ou mesmo encerrar as atividades por não
ter sido tido o reconhecimento merecido. Mas
o Headhunter DC está entre o seleto
grupo de bandas que não só está
na ativa por quase duas décadas, também
permanece tocando Death Metal e deixando o
modismo passageiro de lado, lançando
álbuns clássicos do estilo,
fazendo shows antológicos, mantendo
firme o Culto da Morte e honrando a cena baiana
e mundial! O Headhunter DC está finalizando
seu quarto álbum de estúdio,
“God´s Spreading Cancer”,
pretende fazer uma tournée sul-americana
e para saber um pouco desses e de vários
outros assuntos conversamos com o vocalista
Sérgio Ballof e o que rolou na conversa
vocês conferem a seguir:
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TGZ:
Hail Sergio Baloff, Long Live Death
Cult! As dificuldades encontradas no underground
muitas vezes apressam o fim de muitas bandas!
Mas o Headhunter DC está ai na ativa
por quase vinte anos ininterruptos! Conte-nos
como é manter por tantos anos uma banda
de Death Metal sem render-se a modas, ou se
vender como muitos fazem.
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Sergio
Baloff - Salve grande Elimar!!! Fico
feliz em fazer parte do ThunderGod Webzine,
e desde já agradeço pelo suporte
dado ao Headhunter Death Cult! Bem, como você
sabe, as coisas sempre tendem a ser mais difíceis
para aqueles que trabalham de forma honesta,
e para nós isso não tem sido
uma exceção, então nos
mantermos na ativa por quase 20 anos ininterruptos
tem sido como uma verdadeira saga, cheia de
barreiras, obstáculos, problemas, decepções
e inúmeras dificuldades, todas elas
vencidas com muita obstinação,
perseverança, e o mais importante,
lealdade aos nossos próprios princípios,
algo não muito comum de se ver entre
as bandas de nossa época. Temos muito
orgulho por termos ajudado a manter a chama
do verdadeiro Metal da Morte acesa durante
todos esses anos, e se depender de nós
essa chama ainda continuará ardendo
por muito tempo ainda, afinal de contas, a
saga continua, árdua, é claro,
mas incessante, como nossa sede e fome por
puro Death Metal.
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TGZ:
Quais as maiores vitórias e frustrações
que o Headhunter DC já teve?
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Sergio
Baloff - Como
costumo dizer, o fato de termos nos mantido
vivos e ativos por tantos anos ininterruptamente
já pode ser considerado como uma grande
vitória – a maior delas –
principalmente quando estamos falando de uma
banda do Nordeste brasileiro que jamais se
deixou levar por modas e tendências
para estar “na crista da onda”.
Além disso, cada trabalho lançado,
cada show realizado, cada novo contato feito
também é encarado como grandes
vitórias por nós.
Trabalhamos realmente duro pela banda, então
somos nós mesmos quem mais podemos
reconhecer toda a dificuldade que enfrentamos
a cada dia transcorrido.
Frustrações e decepções
também fazem parte da história,
mas preferimos esquecê-las. Apenas as
absorvemos como experiência para a longa
jornada que ainda temos pela frente. Never
surrender!!!
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TGZ:
“Born Suffer Die”, “Punishment
at Dawn” e “...And the Sky turns
to Black…” comente sobre esses
albums e como os mesmos repercutiram em suas
épocas.
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Sergio
Baloff -
Se voltarmos no tempo, veremos que cada álbum
nosso foi lançado em meio a diferentes
modas musicais, todas elas, logicamente, adversas
ao Death Metal. O “Born...”, por
exemplo, foi lançado em plena moda
Thrash. Foi a época do Sepultura “Arise”,
Metallica “Black Album” (urgh!),
e por aí vai, sem contar algumas antigas
bandas nacionais que deixaram de fazer Death
Metal pra embarcar na onda. Resultado: o “Born...”
chamou atenção não apenas
pela originalidade e pelo pioneirismo de sermos
uma banda da Bahia sendo mostrada em larga
escala ao Brasil e ao mundo, mas também
pela coragem e pela fidelidade ao nosso estilo
de origem. Já “Punishment...”
saiu quando iniciava-se a febre Black Metal,
com todas aquelas baboseiras sobre a queima
de igrejas e assassinatos vindos da Noruega.
Enquanto todo mundo queria ser “black”,
nos mantivemos fincados em nossas raízes,
então logicamente não éramos
muito bem vistos por alguns fracos seguidores
de tendências, os quais logo, logo mostrariam
suas verdadeiras faces. Posers! Esse foi um
disco não muito compreendido aqui no
Brasil na época, talvez pela já
citada atmosfera modista que pairava por aqui,
mas em contrapartida o mesmo foi extremamente
bem aceito no exterior, principalmente na
Europa, e foi a partir daí que começamos
a ter nosso nome e nossa música cada
vez mais difundidos lá fora. E quanto
ao “...And The Sky...”, entre
sua gravação e o seu lançamento,
testemunhamos duas terríveis modas
que mais uma vez infestaram a cena brasileira.
Primeiro foi a do Gothic / Doom com vocais
femininos e o Black Sinfônico (?) (o
que fez com que alguns selos fechassem as
portas para nós) e depois veio a onda
do “Extreme” Death Metal, quando
todo mundo queria imitar o Krisiun –
engraçado, porque já nos rotulávamos
como Extreme (ou Brutal) Death Metal em 1990
e nem de longe soávamos como essas
bandas... Em meio a tudo isso, gravamos e
lançamos o álbum, o qual foi
o grande responsável pela expansão
do nosso nome a nível mundial. Como
vê, modas vêm e vão, mas
apenas os mais fortes sobrevivem... Enfim,
são 3 álbuns dos quais temos
o maior orgulho em tê-los lançado,
e que representam fielmente tudo o que o verdadeiro
Death Metal significa para nós.
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TGZ:
Infelizmente a banda lançou apenas
esses três álbuns, e o ultimo
em 2000, e o tão esperado álbum
novo quando vem? Já tem até
título “God´s Spreading
Cancer” certo?
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Sergio
Baloff - É,
realmente há um grande desequilíbrio
entre o número de discos lançados
e os anos de estrada, mas perante tudo isso
que foi dito até agora eu até
diria que estamos com uma boa média.
Temos bandas estrangeiras com a mesma idade
nossa que apenas recentemente conseguiram
lançar seus debuts, então eu
acho que não estamos tão mal
assim...
Sim, o título do próximo álbum
será “God’s Spreading Cancer...”,
e atualmente estamos em estúdio gravando-o.
Fechamos uma parceria com um grande irmão
nosso daqui de Salvador, uma pessoa 100% confiável
e 100% “Metal to the bone”, e
dessa parceria estamos criando uma espécie
de selo / produtora própria, a qual
provavelmente se chamará “Death
Cult Muzick”.
A partir daí, licenciaremos o álbum
para outros selos que se interessarem em lançá-lo.
As negociações iniciarão
assim que estivermos com o master pronto em
mãos.
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TGZ:
Eu tive a honra de ouvir algumas músicas
que vão fazer parte do set-list desse
álbum, curti pra caralho! O álbum
vem na linha dessas músicas que já
tocam em shows? O que os fãs vão
ouvir no novo álbum “God´s
Spreading Cancer”?
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Sergio
Baloff - Sim,
na verdade temos tocado algumas músicas
que farão parte do próximo disco
para que os maníacos possam ter uma
idéia do que eles podem esperar do
mesmo. Fico feliz que tenha gostado! No mais
só me resta dizer que todos podem esperar
por mais um brutal assalto da mais pura Arte
deathmetálica emanando dos nossos poros,
com músicas intensas, ultra pesadas,
cheias de riffs mórbidos, velocidade
inteligente e letras que são verdadeiros
ataques profanos contra Cristo e a concepção
cristã de seu deus impotente, tudo
isso fazendo perfeitamente jus ao termo “Unholy
Death Metal”. Aguardem e julguem vocês
mesmos!
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TGZ:
A formação novamente está
alterada, fale sobre os novos membros e das
saídas de seus antecessores.
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Sergio
Baloff - Estávamos
com uma formação estabilizada
há 2 anos e meio, após a entrada
do baixista Zulbert Buery e do baterista Daniel
Brandão, mas há poucos dias
tivemos que afastar definitivamente este último
do grupo por problemas pessoais entre ele
e eu. Divulgamos uma nota a esse respeito
através da imprensa underground (a
qual também já deve ter sido
publicada aqui no ThunderGod), então
não entrarei em maiores detalhes sobre
o assunto. Todas as sessões de bateria
do novo álbum já foram gravadas
por Thiago Nogueira (que também assina
a produção do mesmo), que com
seu preciosíssimo suporte nos ajudou
para que os nossos planos de gravarmos o disco
agora não fossem por água abaixo,
isso sem falar que o cara pegou e ensaiou
10 músicas em apenas 8 dias e realizou
um trabalho de bateria incrível no
disco. Ainda não temos um substituto
para o ex-baterista, mesmo porque não
estamos tendo nem tempo e nem cabeça
para pensarmos nisso agora. Toda a nossa atenção
está voltada para o novo álbum
nesse momento. Após estarmos com ele
pronto abriremos teste para a vaga de baterista.
Voltando à sua pergunta, bem, o Zulbert
(ex-Inoculation – R.I.P.) já
era amigo nosso de longuíssima data,
fã e conhecedor da Arte do Death Metal
há tempos também, e após
algum tempo inativo em seu instrumento de
origem, resolveu empunhar sua arma novamente
e aceitou nosso convite para unir-se ao nosso
Culto após a saída de Alex Mendonça.
Trata-se de um maníaco que encaixa-se
perfeitamente em nosso contexto musical e
ideológico. O motivo da saída
dos antigos membros não vem mais ao
caso agora, mas é importante dizer
que temos um bom relacionamento com ambos.
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TGZ:
Foi re-lançado o terceiro álbum
“...And the Sky turns to Black... (The
Dark Age has Come) pelo guerreiro Everton
de Castro do selo Dying Music (Natal/RN),
com uma impecável produção,
livreto recheado de fotos, slipcase, vários
bouns tracks e ainda remasterizado nos EUA!
Se esse álbum tivesse pelo menos 60%
dessa produção quando lançado
a primeira vez será que a repercussão
não teria sido maior?
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Sergio
Baloff -
Talvez sim, Elimar, mas a verdade
é que não adianta em nada um
álbum ter uma produção
impecável e não dispor de uma
boa promoção / distribuição,
tanto a nível nacional quanto mundial,
e é justamente aí que pecam
os selos nacionais. Talvez não tenhamos
tido uma primorosa promoção
e distribuição do mesmo aqui
no Brasil na época em que foi lançado,
talvez porque o selo responsável pelo
seu lançamento, a Mutilation, ainda
estivesse dando seus primeiros passos na cena,
mas acredito que a Dying Music realizará
(assim como já está realizando)
um grande trabalho com esse lançamento.
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TGZ:
Escolheram seis clássicos eternos
do Metal para bônus tracks do álbum,
“Flag of Hate (Kreator)”, “Sodomy
and Lust (Sodom)”, “Twisted Minds
(Possessed)”, “Blessed are the
Sick/Desolate Ways (Morbid Angel)” e
“Alcool (Dorsal Atlântica)”
o que você tem a falar de cada música
e de cada uma dessas bandas? E o que cada
uma delas representam ao Headhunter DC?
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Sergio
Baloff -
Putz,
o que mais eu poderia falar sobre cada um
desses clássicos? Acho que eles já
falam por si. Cada um desses hinos foram revolucionários
em suas respectivas épocas, e isso
os fizeram grandes obras-primas dentro da
forma mais extrema de se tocar Heavy Metal.
Isso é pura história metálica,
cara, e só não reconhece isso
que não tem um mínimo de autoridade
(leia-se “informação”,
para não soar como algo pretensioso)
dentro do Metal. Para nós em particular,
além de tudo que já foi citado,
cada um desses clássicos representa
a história do próprio Headhunter
D.C., pois são clássicos os
quais crescemos ouvindo ao longo de nossa
vida metálica e que conseqüentemente
tornaram-se grandes influências e fontes
de inspiração para a criação
de nossa própria identidade musical
e ideológica. Blessed be the Ones,
the most Ancient Ones!
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TGZ:
Antes de ser re-lançado aqui
no Brasil “...And the Sky…”
foi lançado também nos EUA a
algum tempo, qual foi a repercussão? |
Sergio
Baloff -
A reedição do “...And
The Sky…” na América do
Norte via Mercenary Musik / WW3 foi a grande
catapulta para que o mesmo pudesse abranger
a cena numa maior escala a nível mundial,
assim como para que o nosso nome pudesse ser
mais e mais espalhado por esse vasto universo
metálico, e o resultado disso foi uma
repercussão surpreendente, com excelentes
comentários em diferentes âmbitos
do Underground.
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TGZ:
Outro re-lançamento, porém a
algum tempo, foi o “Born...Suffer...Die”,
também com bônus, livreto, porém
a qualidade sonora não saiu das melhores,
o que houve? A gravadora que detém
os direitos fala sobre re-fazer, ou melhor,
re-lançar novamente corrigindo esse
erro?
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Sergio
Baloff -
Sim, nos foi prometida uma outra reedição
do “Born...” para que fossem corrigidas
aquelas falhas, mas como já era de
se esperar nada foi feito até agora.
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TGZ:
Eu lembro que na época desse re-lançamento
comentava-se sobre ele vir duplo, uma versão
dois em um, “Born...Suffer...Die/Punishmente
at Dawn”, porque não rolou? E
o “Punishment...” vai ser re-lançado
quando?
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Sergio
Baloff -
Outra pergunta que eu também gostaria
de saber a resposta. Na verdade nós
não temos qualquer informação
do selo sobre este assunto, e pra lhe ser
bem sincero nós já cansamos
de tentar arrancar alguma informação
deles. Tudo é uma grande incógnita
para nós também, então
infelizmente não temos como informá-los
sobre isso. Sorry...
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TGZ:
O Headhunter DC é conhecido em todo
o mundo, nunca rolou um convite para tocar
em outros países não?
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Sergio
Baloff -
Sim, convites sempre rolam, mas até
o momento não rolou nada que fosse
realmente vantajoso para nós, quero
dizer, tocar lá fora sempre esteve
entre os nossos objetivos, mas não
dá pra bancarmos 100% dos custos, passar
fome e frio apenas para ter uma tour no exterior
no currículo, saca? Não estamos
no desespero para tocar fora do Brasil a qualquer
custo... O último convite que recebemos
para tocar lá fora veio do Tormentor
do Desaster (um fã assumido do Headhunter
D.C.!), que estava querendo agendar uma datas
para nós na Alemanha, Luxemburgo, Holanda
e Bélgica, mas os custos acabaram ficando
muito altos pra ele. Desde já estamos
fechando um giro pela América do Sul
para a promoção do novo álbum,
o que, se tudo der certo, acontecerá
logo após o lançamento deste,
e abrangerá países como Chile,
Colômbia, Bolívia, Uruguai e
Peru. Aguardemos...
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TGZ:
E a cena aqui na Bahia, aqui em Feira de Santana
deu uma esfriada em shows, vocês tocaram
neste último sábado (05/11/2005)
e fizeram um puta show, mas o que você
tem a dizer de nossa cena para os outros banger
de outros estados? Andou rolando umas tretas,
confusões, principalmente em Salvador,
como estão as coisas por lá?
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Sergio
Baloff -
Cara, atualmente eu não seria a pessoa
mais indicada para se falar sobre a atual
“cena” de Salvador, pois eu tenho
procurado me afastar ao máximo desse
circo em que se transformou o cenário
underground daqui, que outrora já foi
um dos mais respeitados do país. Na
verdade, o que tem acontecido aqui é
que a cena Metal Underground se dividiu em
algumas “cenas” paralelas, o que
de cara já é algo que não
dá pra ser levado muito a sério,
tendo em vista que a união deveria
ser um dos principais aspectos daquilo que
conhecemos como Underground. De qualquer forma,
não dá pra compactuar com uma
“cena” na qual rola praticamente
uma tentativa de homicídio a cada show,
isso pra dar uma idéia mais “sinistra”
(no pior sentido da palavra) sobre o que tem
acontecido por aqui ultimamente. Eu sempre
fui de ir a todos os shows que rolavam por
aqui, principalmente para dar um suporte às
bandas mais novas, mesmo quando estas não
eram de meu agrado musicalmente falando, mas
diante desta situação é
preferível ficar em casa ouvindo minhas
bandas preferidas, tomando minha cerveja gelada,
curtindo minha namorada e/ou respondendo minhas
correspondências, assim como já
faço há mais de 20 anos. Com
certeza isso é muito mais sadio e proveitoso
do que se estressar presenciando parte de
uma geração que se mostra vazia
em termos de idéias e que se matam
uns aos outros por nada. Como disse certa
vez, é incrível como não
existe evolução onde mais se
precisa dela! O lado sério da cena
de Salvador e as pessoas que dele fazem parte
nós conhecemos, e são esses
que felizmente ainda mantém a pequena
chama acesa por aqui.
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TGZ:
Fale sobre o relacionamento de vocês
com as demais bandas de Metal de Salvador. |
Sergio
Baloff -
Nós temos um ótimo relacionamento
com a maioria das bandas de Metal de Salvador,
independentemente do estilo que elas toquem.
É claro que tem surgido muita banda
que ainda não conhecemos ou ainda não
temos contato por um motivo ou outro, mas
estamos abertos a contatos com quaisquer bandas
novas ou mais antigas, desde que estas priorizem
a inteligência ao invés da burrice.
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TGZ:
Por falar em bandas, quais bandas de Metal
Underground você destaca na cena baiana,
nacional e mundial?
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Sergio
Baloff -
Apesar de não estar muito satisfeito
com os rumos que a cena Metal Underground
mundial tem tomado ultimamente (modas, ‘comebacks’
altamente questionáveis, poserismo,
falsidade, ignorância, etc.), felizmente
ainda existem bandas que merecem créditos
pela sua postura diante da mesma, apesar de
muito poucas, se compararmos com o número
de bandas existentes atualmente. Da cena baiana
eu destaco Incrust, Inherit, Impetuous Rage
(grande debut demo!), Ungodly, Eternal Sacrifice,
Insanctification, Malefactor, Deformity BR
e Disgusting (hail Necrófago!!!). Da
cena nacional eu citaria Pathologic Noise,
Sanctifier, Queiron, Embalmed Souls, Fornication,
Apokalyptic Raids, Oligarquia, Anthropophagical
Warfare, Decomposed God, Somberlain, Nauseous
Surgery, Sarcasmo, Nightbreath, Crematorium,
Siege of Hate, Expose Your Hate, entre outras
poucas, e entre as bandas de fora, legiões
como Mortem, Pentacle, Desaster, Sadistic
Intent, The Chasm, Repugnant, Vomitory, Warhammer,
Incantation, Immolation, Anal Vomit, Nunslaughter,
Baron, Fearer, entre outras poucas ainda mantém
a velha chama acesa, e por isso merecem destaque
em minha opinião.
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TGZ:
Muitas bandas reclamam de falta de apoio para
se lançar, etc, por outro lado várias
e várias bandas são lançadas
diariamente, você acha que está
mais fácil ou mais difícil para
lançar e manter uma banda de Metal
no Brasil atualmente em relação
aos anos oitenta e noventa?
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Sergio
Baloff -
Não dá nem pra comparar! Na
época em que começamos, por
exemplo, só existiam 3 ou 4 selos de
Metal aqui no Brasil, e a dificuldade para
integrar o cast desses selos era enorme, principalmente
para as bandas que não viviam no mesmo
eixo em que eles se localizavam. Hoje em dia,
dezenas de novos selos novos surgem a cada
ano, sem falar que a auto-produção
hoje em dia é bem mais viável
que há 10, 15 anos. Enfim, realmente
não dá pra comparar uma época
quando tudo era extremamente limitado para
o Metal com os dias de hoje, quando a globalização
torna tudo possível através
de um ‘click’. A quantidade de
lançamentos que vemos hoje em dia –
muitos deles com muito pouco a nos mostrar,
é verdade – prova o que estou
dizendo. Ainda assim, que saudade dos velhos
tempos... (sim, eu sou um nostálgico
fudido, e daí?)
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TGZ:
Agradecemos por nos responder essas questões,
espero que logo saia “God´s Spreading
Cancer” e a banda continue propagando
o legado Death Cult como vem fazendo a quase
vinte anos! Deixe suas considerações
finais aos leitores do ThunderGod Zine aos
seguidores do Culto da Morte.
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Sergio
Baloff -
Eu é que agradeço a você,
grande Mazinho, pelo suporte e sincera amizade
ao longo dos anos. Mais uma vez nos vemos
às voltas com dificuldades e decepções,
mas “God’s Spreading Cancer...”
está vindo, e certamente provará
que somos bravos guerreiros acima de tudo,
ainda que não precisemos provar mais
nada a ninguém. Além disso,
aguardem o tributo ao Necrovore (godz!) via
From Beyond Productions (Hol) e o split 10”
EP “...In Deathmetallic Brotherhood”
com nossos irmãos do Sanctifier via
Legion Of Death Rekordz, dos quais iremos
participar, ambos em edições
limitadas em vinil. Pure vinyl cult!!!!!!
A Saga continua... DEATH METAL CAME IN
THE WIND!!!!!!!!!
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