» ENTREVISTA: HEADHUNTER DC «

Realizada por: Elimar Oliveira

Respondida por:
Sérgio Baloff

Headhunter Dc

Contatos:
A/c Sergio Baloff
Caixa Postal 548, Ag. Central – Comércio
Salvador/BA - CEP 40.001-970
puredeathcult@hotmail.com

Manter-se na ativa por quase vinte anos não é nenhuma tarefa fácil para uma banda, e quando se trata de uma banda de Death Metal é algo ainda mais difícil sobreviver por tanto tempo sem sucumbir a modas, tendências ou mesmo encerrar as atividades por não ter sido tido o reconhecimento merecido. Mas o Headhunter DC está entre o seleto grupo de bandas que não só está na ativa por quase duas décadas, também permanece tocando Death Metal e deixando o modismo passageiro de lado, lançando álbuns clássicos do estilo, fazendo shows antológicos, mantendo firme o Culto da Morte e honrando a cena baiana e mundial! O Headhunter DC está finalizando seu quarto álbum de estúdio, “God´s Spreading Cancer”, pretende fazer uma tournée sul-americana e para saber um pouco desses e de vários outros assuntos conversamos com o vocalista Sérgio Ballof e o que rolou na conversa vocês conferem a seguir:

TGZ: Hail Sergio Baloff, Long Live Death Cult! As dificuldades encontradas no underground muitas vezes apressam o fim de muitas bandas! Mas o Headhunter DC está ai na ativa por quase vinte anos ininterruptos! Conte-nos como é manter por tantos anos uma banda de Death Metal sem render-se a modas, ou se vender como muitos fazem.

S
ergio Baloff - Salve grande Elimar!!! Fico feliz em fazer parte do ThunderGod Webzine, e desde já agradeço pelo suporte dado ao Headhunter Death Cult! Bem, como você sabe, as coisas sempre tendem a ser mais difíceis para aqueles que trabalham de forma honesta, e para nós isso não tem sido uma exceção, então nos mantermos na ativa por quase 20 anos ininterruptos tem sido como uma verdadeira saga, cheia de barreiras, obstáculos, problemas, decepções e inúmeras dificuldades, todas elas vencidas com muita obstinação, perseverança, e o mais importante, lealdade aos nossos próprios princípios, algo não muito comum de se ver entre as bandas de nossa época. Temos muito orgulho por termos ajudado a manter a chama do verdadeiro Metal da Morte acesa durante todos esses anos, e se depender de nós essa chama ainda continuará ardendo por muito tempo ainda, afinal de contas, a saga continua, árdua, é claro, mas incessante, como nossa sede e fome por puro Death Metal.

TGZ: Quais as maiores vitórias e frustrações que o Headhunter DC já teve?

S
ergio Baloff - Como costumo dizer, o fato de termos nos mantido vivos e ativos por tantos anos ininterruptamente já pode ser considerado como uma grande vitória – a maior delas – principalmente quando estamos falando de uma banda do Nordeste brasileiro que jamais se deixou levar por modas e tendências para estar “na crista da onda”. Além disso, cada trabalho lançado, cada show realizado, cada novo contato feito também é encarado como grandes vitórias por nós.
Trabalhamos realmente duro pela banda, então somos nós mesmos quem mais podemos reconhecer toda a dificuldade que enfrentamos a cada dia transcorrido.
Frustrações e decepções também fazem parte da história, mas preferimos esquecê-las. Apenas as absorvemos como experiência para a longa jornada que ainda temos pela frente. Never surrender!!!

TGZ: “Born Suffer Die”, “Punishment at Dawn” e “...And the Sky turns to Black…” comente sobre esses albums e como os mesmos repercutiram em suas épocas.

S
ergio Baloff - Se voltarmos no tempo, veremos que cada álbum nosso foi lançado em meio a diferentes modas musicais, todas elas, logicamente, adversas ao Death Metal. O “Born...”, por exemplo, foi lançado em plena moda Thrash. Foi a época do Sepultura “Arise”, Metallica “Black Album” (urgh!), e por aí vai, sem contar algumas antigas bandas nacionais que deixaram de fazer Death Metal pra embarcar na onda. Resultado: o “Born...” chamou atenção não apenas pela originalidade e pelo pioneirismo de sermos uma banda da Bahia sendo mostrada em larga escala ao Brasil e ao mundo, mas também pela coragem e pela fidelidade ao nosso estilo de origem. Já “Punishment...” saiu quando iniciava-se a febre Black Metal, com todas aquelas baboseiras sobre a queima de igrejas e assassinatos vindos da Noruega. Enquanto todo mundo queria ser “black”, nos mantivemos fincados em nossas raízes, então logicamente não éramos muito bem vistos por alguns fracos seguidores de tendências, os quais logo, logo mostrariam suas verdadeiras faces. Posers! Esse foi um disco não muito compreendido aqui no Brasil na época, talvez pela já citada atmosfera modista que pairava por aqui, mas em contrapartida o mesmo foi extremamente bem aceito no exterior, principalmente na Europa, e foi a partir daí que começamos a ter nosso nome e nossa música cada vez mais difundidos lá fora. E quanto ao “...And The Sky...”, entre sua gravação e o seu lançamento, testemunhamos duas terríveis modas que mais uma vez infestaram a cena brasileira. Primeiro foi a do Gothic / Doom com vocais femininos e o Black Sinfônico (?) (o que fez com que alguns selos fechassem as portas para nós) e depois veio a onda do “Extreme” Death Metal, quando todo mundo queria imitar o Krisiun – engraçado, porque já nos rotulávamos como Extreme (ou Brutal) Death Metal em 1990 e nem de longe soávamos como essas bandas... Em meio a tudo isso, gravamos e lançamos o álbum, o qual foi o grande responsável pela expansão do nosso nome a nível mundial. Como vê, modas vêm e vão, mas apenas os mais fortes sobrevivem... Enfim, são 3 álbuns dos quais temos o maior orgulho em tê-los lançado, e que representam fielmente tudo o que o verdadeiro Death Metal significa para nós.

TGZ: Infelizmente a banda lançou apenas esses três álbuns, e o ultimo em 2000, e o tão esperado álbum novo quando vem? Já tem até título “God´s Spreading Cancer” certo?

S
ergio Baloff - É, realmente há um grande desequilíbrio entre o número de discos lançados e os anos de estrada, mas perante tudo isso que foi dito até agora eu até diria que estamos com uma boa média. Temos bandas estrangeiras com a mesma idade nossa que apenas recentemente conseguiram lançar seus debuts, então eu acho que não estamos tão mal assim...
Sim, o título do próximo álbum será “God’s Spreading Cancer...”, e atualmente estamos em estúdio gravando-o. Fechamos uma parceria com um grande irmão nosso daqui de Salvador, uma pessoa 100% confiável e 100% “Metal to the bone”, e dessa parceria estamos criando uma espécie de selo / produtora própria, a qual provavelmente se chamará “Death Cult Muzick”.
A partir daí, licenciaremos o álbum para outros selos que se interessarem em lançá-lo. As negociações iniciarão assim que estivermos com o master pronto em mãos.


TGZ: Eu tive a honra de ouvir algumas músicas que vão fazer parte do set-list desse álbum, curti pra caralho! O álbum vem na linha dessas músicas que já tocam em shows? O que os fãs vão ouvir no novo álbum “God´s Spreading Cancer”?

S
ergio Baloff - Sim, na verdade temos tocado algumas músicas que farão parte do próximo disco para que os maníacos possam ter uma idéia do que eles podem esperar do mesmo. Fico feliz que tenha gostado! No mais só me resta dizer que todos podem esperar por mais um brutal assalto da mais pura Arte deathmetálica emanando dos nossos poros, com músicas intensas, ultra pesadas, cheias de riffs mórbidos, velocidade inteligente e letras que são verdadeiros ataques profanos contra Cristo e a concepção cristã de seu deus impotente, tudo isso fazendo perfeitamente jus ao termo “Unholy Death Metal”. Aguardem e julguem vocês mesmos!

TGZ: A formação novamente está alterada, fale sobre os novos membros e das saídas de seus antecessores.

S
ergio Baloff - Estávamos com uma formação estabilizada há 2 anos e meio, após a entrada do baixista Zulbert Buery e do baterista Daniel Brandão, mas há poucos dias tivemos que afastar definitivamente este último do grupo por problemas pessoais entre ele e eu. Divulgamos uma nota a esse respeito através da imprensa underground (a qual também já deve ter sido publicada aqui no ThunderGod), então não entrarei em maiores detalhes sobre o assunto. Todas as sessões de bateria do novo álbum já foram gravadas por Thiago Nogueira (que também assina a produção do mesmo), que com seu preciosíssimo suporte nos ajudou para que os nossos planos de gravarmos o disco agora não fossem por água abaixo, isso sem falar que o cara pegou e ensaiou 10 músicas em apenas 8 dias e realizou um trabalho de bateria incrível no disco. Ainda não temos um substituto para o ex-baterista, mesmo porque não estamos tendo nem tempo e nem cabeça para pensarmos nisso agora. Toda a nossa atenção está voltada para o novo álbum nesse momento. Após estarmos com ele pronto abriremos teste para a vaga de baterista. Voltando à sua pergunta, bem, o Zulbert (ex-Inoculation – R.I.P.) já era amigo nosso de longuíssima data, fã e conhecedor da Arte do Death Metal há tempos também, e após algum tempo inativo em seu instrumento de origem, resolveu empunhar sua arma novamente e aceitou nosso convite para unir-se ao nosso Culto após a saída de Alex Mendonça. Trata-se de um maníaco que encaixa-se perfeitamente em nosso contexto musical e ideológico. O motivo da saída dos antigos membros não vem mais ao caso agora, mas é importante dizer que temos um bom relacionamento com ambos.

TGZ: Foi re-lançado o terceiro álbum “...And the Sky turns to Black... (The Dark Age has Come) pelo guerreiro Everton de Castro do selo Dying Music (Natal/RN), com uma impecável produção, livreto recheado de fotos, slipcase, vários bouns tracks e ainda remasterizado nos EUA! Se esse álbum tivesse pelo menos 60% dessa produção quando lançado a primeira vez será que a repercussão não teria sido maior?

Sergio Baloff - Talvez sim, Elimar, mas a verdade é que não adianta em nada um álbum ter uma produção impecável e não dispor de uma boa promoção / distribuição, tanto a nível nacional quanto mundial, e é justamente aí que pecam os selos nacionais. Talvez não tenhamos tido uma primorosa promoção e distribuição do mesmo aqui no Brasil na época em que foi lançado, talvez porque o selo responsável pelo seu lançamento, a Mutilation, ainda estivesse dando seus primeiros passos na cena, mas acredito que a Dying Music realizará (assim como já está realizando) um grande trabalho com esse lançamento.

TGZ: Escolheram seis clássicos eternos do Metal para bônus tracks do álbum, “Flag of Hate (Kreator)”, “Sodomy and Lust (Sodom)”, “Twisted Minds (Possessed)”, “Blessed are the Sick/Desolate Ways (Morbid Angel)” e “Alcool (Dorsal Atlântica)” o que você tem a falar de cada música e de cada uma dessas bandas? E o que cada uma delas representam ao Headhunter DC?

S
ergio Baloff - Putz, o que mais eu poderia falar sobre cada um desses clássicos? Acho que eles já falam por si. Cada um desses hinos foram revolucionários em suas respectivas épocas, e isso os fizeram grandes obras-primas dentro da forma mais extrema de se tocar Heavy Metal. Isso é pura história metálica, cara, e só não reconhece isso que não tem um mínimo de autoridade (leia-se “informação”, para não soar como algo pretensioso) dentro do Metal. Para nós em particular, além de tudo que já foi citado, cada um desses clássicos representa a história do próprio Headhunter D.C., pois são clássicos os quais crescemos ouvindo ao longo de nossa vida metálica e que conseqüentemente tornaram-se grandes influências e fontes de inspiração para a criação de nossa própria identidade musical e ideológica. Blessed be the Ones, the most Ancient Ones!

TGZ: Antes de ser re-lançado aqui no Brasil “...And the Sky…” foi lançado também nos EUA a algum tempo, qual foi a repercussão?

S
ergio Baloff - A reedição do “...And The Sky…” na América do Norte via Mercenary Musik / WW3 foi a grande catapulta para que o mesmo pudesse abranger a cena numa maior escala a nível mundial, assim como para que o nosso nome pudesse ser mais e mais espalhado por esse vasto universo metálico, e o resultado disso foi uma repercussão surpreendente, com excelentes comentários em diferentes âmbitos do Underground.
TGZ: Outro re-lançamento, porém a algum tempo, foi o “Born...Suffer...Die”, também com bônus, livreto, porém a qualidade sonora não saiu das melhores, o que houve? A gravadora que detém os direitos fala sobre re-fazer, ou melhor, re-lançar novamente corrigindo esse erro?

S
ergio Baloff - Sim, nos foi prometida uma outra reedição do “Born...” para que fossem corrigidas aquelas falhas, mas como já era de se esperar nada foi feito até agora.

TGZ: Eu lembro que na época desse re-lançamento comentava-se sobre ele vir duplo, uma versão dois em um, “Born...Suffer...Die/Punishmente at Dawn”, porque não rolou? E o “Punishment...” vai ser re-lançado quando?

S
ergio Baloff - Outra pergunta que eu também gostaria de saber a resposta. Na verdade nós não temos qualquer informação do selo sobre este assunto, e pra lhe ser bem sincero nós já cansamos de tentar arrancar alguma informação deles. Tudo é uma grande incógnita para nós também, então infelizmente não temos como informá-los sobre isso. Sorry...

TGZ: O Headhunter DC é conhecido em todo o mundo, nunca rolou um convite para tocar em outros países não?

S
ergio Baloff - Sim, convites sempre rolam, mas até o momento não rolou nada que fosse realmente vantajoso para nós, quero dizer, tocar lá fora sempre esteve entre os nossos objetivos, mas não dá pra bancarmos 100% dos custos, passar fome e frio apenas para ter uma tour no exterior no currículo, saca? Não estamos no desespero para tocar fora do Brasil a qualquer custo... O último convite que recebemos para tocar lá fora veio do Tormentor do Desaster (um fã assumido do Headhunter D.C.!), que estava querendo agendar uma datas para nós na Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Bélgica, mas os custos acabaram ficando muito altos pra ele. Desde já estamos fechando um giro pela América do Sul para a promoção do novo álbum, o que, se tudo der certo, acontecerá logo após o lançamento deste, e abrangerá países como Chile, Colômbia, Bolívia, Uruguai e Peru. Aguardemos...

TGZ: E a cena aqui na Bahia, aqui em Feira de Santana deu uma esfriada em shows, vocês tocaram neste último sábado (05/11/2005) e fizeram um puta show, mas o que você tem a dizer de nossa cena para os outros banger de outros estados? Andou rolando umas tretas, confusões, principalmente em Salvador, como estão as coisas por lá?

S
ergio Baloff - Cara, atualmente eu não seria a pessoa mais indicada para se falar sobre a atual “cena” de Salvador, pois eu tenho procurado me afastar ao máximo desse circo em que se transformou o cenário underground daqui, que outrora já foi um dos mais respeitados do país. Na verdade, o que tem acontecido aqui é que a cena Metal Underground se dividiu em algumas “cenas” paralelas, o que de cara já é algo que não dá pra ser levado muito a sério, tendo em vista que a união deveria ser um dos principais aspectos daquilo que conhecemos como Underground. De qualquer forma, não dá pra compactuar com uma “cena” na qual rola praticamente uma tentativa de homicídio a cada show, isso pra dar uma idéia mais “sinistra” (no pior sentido da palavra) sobre o que tem acontecido por aqui ultimamente. Eu sempre fui de ir a todos os shows que rolavam por aqui, principalmente para dar um suporte às bandas mais novas, mesmo quando estas não eram de meu agrado musicalmente falando, mas diante desta situação é preferível ficar em casa ouvindo minhas bandas preferidas, tomando minha cerveja gelada, curtindo minha namorada e/ou respondendo minhas correspondências, assim como já faço há mais de 20 anos. Com certeza isso é muito mais sadio e proveitoso do que se estressar presenciando parte de uma geração que se mostra vazia em termos de idéias e que se matam uns aos outros por nada. Como disse certa vez, é incrível como não existe evolução onde mais se precisa dela! O lado sério da cena de Salvador e as pessoas que dele fazem parte nós conhecemos, e são esses que felizmente ainda mantém a pequena chama acesa por aqui.

TGZ: Fale sobre o relacionamento de vocês com as demais bandas de Metal de Salvador.

S
ergio Baloff - Nós temos um ótimo relacionamento com a maioria das bandas de Metal de Salvador, independentemente do estilo que elas toquem. É claro que tem surgido muita banda que ainda não conhecemos ou ainda não temos contato por um motivo ou outro, mas estamos abertos a contatos com quaisquer bandas novas ou mais antigas, desde que estas priorizem a inteligência ao invés da burrice.

TGZ: Por falar em bandas, quais bandas de Metal Underground você destaca na cena baiana, nacional e mundial?

S
ergio Baloff - Apesar de não estar muito satisfeito com os rumos que a cena Metal Underground mundial tem tomado ultimamente (modas, ‘comebacks’ altamente questionáveis, poserismo, falsidade, ignorância, etc.), felizmente ainda existem bandas que merecem créditos pela sua postura diante da mesma, apesar de muito poucas, se compararmos com o número de bandas existentes atualmente. Da cena baiana eu destaco Incrust, Inherit, Impetuous Rage (grande debut demo!), Ungodly, Eternal Sacrifice, Insanctification, Malefactor, Deformity BR e Disgusting (hail Necrófago!!!). Da cena nacional eu citaria Pathologic Noise, Sanctifier, Queiron, Embalmed Souls, Fornication, Apokalyptic Raids, Oligarquia, Anthropophagical Warfare, Decomposed God, Somberlain, Nauseous Surgery, Sarcasmo, Nightbreath, Crematorium, Siege of Hate, Expose Your Hate, entre outras poucas, e entre as bandas de fora, legiões como Mortem, Pentacle, Desaster, Sadistic Intent, The Chasm, Repugnant, Vomitory, Warhammer, Incantation, Immolation, Anal Vomit, Nunslaughter, Baron, Fearer, entre outras poucas ainda mantém a velha chama acesa, e por isso merecem destaque em minha opinião.

TGZ: Muitas bandas reclamam de falta de apoio para se lançar, etc, por outro lado várias e várias bandas são lançadas diariamente, você acha que está mais fácil ou mais difícil para lançar e manter uma banda de Metal no Brasil atualmente em relação aos anos oitenta e noventa?

S
ergio Baloff - Não dá nem pra comparar! Na época em que começamos, por exemplo, só existiam 3 ou 4 selos de Metal aqui no Brasil, e a dificuldade para integrar o cast desses selos era enorme, principalmente para as bandas que não viviam no mesmo eixo em que eles se localizavam. Hoje em dia, dezenas de novos selos novos surgem a cada ano, sem falar que a auto-produção hoje em dia é bem mais viável que há 10, 15 anos. Enfim, realmente não dá pra comparar uma época quando tudo era extremamente limitado para o Metal com os dias de hoje, quando a globalização torna tudo possível através de um ‘click’. A quantidade de lançamentos que vemos hoje em dia – muitos deles com muito pouco a nos mostrar, é verdade – prova o que estou dizendo. Ainda assim, que saudade dos velhos tempos... (sim, eu sou um nostálgico fudido, e daí?)

TGZ: Agradecemos por nos responder essas questões, espero que logo saia “God´s Spreading Cancer” e a banda continue propagando o legado Death Cult como vem fazendo a quase vinte anos! Deixe suas considerações finais aos leitores do ThunderGod Zine aos seguidores do Culto da Morte.

S
ergio Baloff - Eu é que agradeço a você, grande Mazinho, pelo suporte e sincera amizade ao longo dos anos. Mais uma vez nos vemos às voltas com dificuldades e decepções, mas “God’s Spreading Cancer...” está vindo, e certamente provará que somos bravos guerreiros acima de tudo, ainda que não precisemos provar mais nada a ninguém. Além disso, aguardem o tributo ao Necrovore (godz!) via From Beyond Productions (Hol) e o split 10” EP “...In Deathmetallic Brotherhood” com nossos irmãos do Sanctifier via Legion Of Death Rekordz, dos quais iremos participar, ambos em edições limitadas em vinil. Pure vinyl cult!!!!!! A Saga continua... DEATH METAL CAME IN THE WIND!!!!!!!!!


 
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