» ENTREVISTA: HELLTOWN «

- Perguntas : Cezar Augusto-
- Respostas : B.Holv, San Rat, Symone Syann, Mikke -
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H
eavy Metal tradicional tocado com honestidade e orgulho traduz a banda Helltown, que ergue a
bandeira do estilo, e neste mês, dezembro, será lançado o seu Debut “Lead to Hell” pelo selo Erpland. A Helltown é formada pelos headbangers: Symone Syann (Vocals), B. Holv (Guitars and Backing Vocals), Mikke Wildness (Guitars and Backing Vocals), San Rat (Bass and Backing Vocals) e Marlon Bier (Drums); e com eles conversamos a respeito de frutíferos assuntos...Acompanhe-nos...
TGZ: Saudações guerreiros! A banda data de 1996 e de princípio se chamava Blood Curse, certo? Mas nos digam, posteriormente vocês mudaram o nome para Meltdown e com este foram elogiados pelo Oscar Dronjak (Hammerfall) num site, foi?

B. Holv:
SO “Blood Course” foi apenas a primeira banda em que eu e Mikke tocamos quando garotos, há 10 anos atrás e ela não tem nada a ver com o “Helltown”. Voltamos em 2003 com o “Meltdown” e pedimos ao Oscar Dronjak (Hammerfall) para ouvir as músicas de nossa demo no fórum oficial do Hammerfall. Ele ouviu e fez aquele comentário.

TGZ: Após quanto tempo, resolveram batizar o nome atual (Helltown) para a banda, por qual razão aconteceu a mudança e Helltown foi um nome que surgiu naturalmente devido a algum motivo em especial?

San Rat:
Mudamos para “Helltown” durante as gravações do disco “Lead to Hell”. A mudança ocorreu pelo motivo de existir várias bandas com o nome “Meltdown” e, por incrível que pareça, até empresas.
B. Holv:SApós 2 anos resolvemos registrar o nome da banda, mas era óbvio que já existiam diversas coisas no Metal com esse nome. Resolvemos adotar esse nome pois ele soa parecido com o antigo e para as pessoas que já nos conheciam o associarem, de certa forma, à banda.

TGZ: Em 2004, a Helltown apresenta seu Debut Álbum “Lead to Hell”, cujo inicialmente teve seu lançamento independente, e agora está sendo relançado pelo selo Erpland Records. Como vocês tiveram conhecimento deste selo e quais as expectativas frente ao acordo realizado?

B. Holv:
Na verdade, em 2004 foi lançada a demo do “Meltdown”. No meio de 2006 lançamos o álbum “Lead to Hell” de forma independente e agora, no final do ano, a Erpland está relançando.
Nós chegamos ao selo pelo pessoal do Rosa Ígnea que nos apresentou ao Rodrigo (dono do selo). Estamos com ótimas expectativas para 2007, já que vamos trabalhar a promoção do álbum para tornar a banda conhecida e fazer alguns shows no Brasil.
Symone Syann: Não temos medo de obstáculos, estamos felizes com a Erpland, nosso primeiro passo para o caminho certo e acreditamos muito no nosso trabalho.

TGZ: A proposta de vocês fincada no Heavy tradicional e com feeling dos anos 80 é perceptível, gostaríamos de saber as preferências dos membros quanto às clássicas bandas que vos inspiram?

B. Holv:
Iron Maiden foi a maior banda de Heavy Metal nos anos 80! Juntamente com eles, o Judas, Manowar e Accept se tornaram bandas gigantescas e com uma musicalidade única que me influencia na maneira de compor, tocar e estilo de vida.
San Rat:
Iron Maiden, Judas Priest, Accept, Ozzy, Sabbath, Motley Crue, Bon Jovi, Van Halen, Manowar, dentre outras dos anos 80.


TGZ: Nota-se também que a vocalista Symone Syann tem inspirações da rainha do Hard’n Heavy, Doro Pesch, o que é excelente (!). Todavia ainda existem marmanjos que não valorizam a presença feminina em bandas de Metal; o que vocês dizem sobre isso, e se já chegou a ocorrer algum comentário hostil por terem uma front-man feminina?

Symone Syann:
Infelizmente ainda existem caras com o cérebro inferior que acham que Heavy metal e carros foram feitos para machos. Não ligo para comentários chauvinistas, uma vez sabendo que não tenho o Dom de ouvir animais falando. Heavy metal não tem sexo, portanto fodas para aqueles que não gostam de uma mulher com atitude que sabe cantar um estilo predominantemente masculinizado. Não sou mais uma cantora de lírico e nem um André Matos da vida dando agudinhos, sou uma cantora de Heavy Metal tradicional e a cada dia melhoro mais para mostrar a cena atual que o bom e velho Heavy Metal ainda está vivo.
Mikke: Não, de forma alguma, a moçada Heavy gosta de mulher..rs..rs..rs..talvez os outros estilos podem até fazer cara feia mas fodas, Symone canta melhor do que muito marmanjo por aí, ela detona...

TGZ: A capa do “Lead to Hell” é linda demais, hehe, com uma mulher guerreira sobre o cão Cérbero. De quem foi a idéia, a arte do desenho e se tem relação direta para com os temas compostos no Cd?

Mikke: A idéia foi da banda. Queríamos algo bem na linha dos anos 80, incluindo a arte do álbum como as grandes capas, tipo Dio, Manowar etc.
Quando éramos moleques ficávamos loucos pelas capas dos discos e você passava horas ouvindo um disco. A idéia era fazer um álbum legal da capa até o último riff.
A capa é uma referência à música título do CD ”Lead To Hell” que fala sobre as pessoas que se auto-intitulam senhores da verdade e da fé.
B. Holv: Nós tivemos a idéia de uma mulher abrindo o portão do inferno relacionando com a música título “Lead to Hell”.
A primeira capa foi feita por um “professor” de desenho, com uma mulher bem feia, parecendo um travesti, pois já estava demorando muito a sair, causando atraso no lançamento (rsrsrsrsrs).
O nosso ex-baterista conhece o Quinho, o qual melhorou a arte e adicionou o Cérbero.

TGZ: A repercussão do álbum vem agradando à Helltown e dentre as resenhas feitas no meio metálico, teve alguma que chegou a surpreender a vocês, positiva ou negativamente falando?

Mikke:
Imprensa ruim é obituário, meu amigo rs..rs.. todas as críticas da mídia Metal de alguma forma contribuem, eu não me importo se eles estão falando bem ou mau, só quero que eles falem do Helltown, conheço mil bandas que se intitulam os melhores, e estão cheio de amiguinhos redatores de revistas que contribuem para as notas delas, eu deixo isso para os fãs do Helltowm decidirem.
Symone Syann: Na vida sempre tem os dois lados, o bom e o ruim, mas no geral estamos tranqüilos em relação aos comentários.

TGZ: E das 12 faixas compostas, existem aquelas que vocês próprios destacariam como preferências unânimes na banda, ou seriam todas mesmo?

Mikke:
Gosto de tudo que fizemos tanto neste álbum quanto em nossa demo, a única faixa que eu não gostei do resultado final foi a “Flames of Fate”, ainda não conseguimos na minha opinião extrair o máximo daquela faixa dentro de estúdio, mais ao vivo conseguimos botar um “feeling” diferente nela, nós já regrávamos ela para este álbum e provavelmente espero fazermos de novo no futuro...
As músicas que eu particularmente mais gosto é “Run For Action”, ela é como um soco na cara...rs..rs algo explosivo pra já entrar detonando e a mais lenta, mais levada “Alone in The Night” hora de fumar um cigarro ..rs..rs.. e pegar uma bela garota....
B. Holv: As faixas que estão disponíveis no nosso site e no Myspace da banda são as 5 melhores no consenso da banda. Nós consideramos todas as faixas do álbum como ótimas, senão nem seriam lançadas.

TGZ: Já percebi pela ficha dos integrantes, que gostam de várias bebidas... Vocês comungam essas dosagens em seus motores orgânicos para calibrar ainda mais a postura nos shows realizados, certo? hehe

Mikke:
Sim!!! Temos adoração pelo álcool..rs..rs.. na verdade vamos de acordo com o público nos shows, procuramos não exagerar mais, quanto mais louco o público, mais loucos ficamos..rs..rs. mas álcool é conseqüência Helltown é como um trem desgovernado e não vamos parar...rs..rs..
Symone Syann:
Bebidas fazem parte do nosso pré-show e pós-show...hahahhahaha


TGZ: Por falar em shows e farras metalizadas, é muito bom saber sobre histórias curiosas ocorridas e/ou engraçadas que rolam com as bandas, por ventura vocês teriam alguma(s) para relatar? (rs)

B. Holv:
A nossa viagem ao RJ foi uma loucura, já começando da saída de BH!
Compramos as passagens do fundo com o intuito de nos apoderar do “bar” e banheiro do ônibus. Assim é mais fácil beber e vomitar, mas quando alguém não segura, vai na janela mesmo, problema dos carros atrás...rsrsrsrsrs.
Já de madrugada, alguns já não agüentavam mais e dormiram como o Mikke e o San. Nós os acordávamos com tapas na cara, mas uma vez o Mikke fingiu que estava dormindo e esperou os tapas, aí ele deu um gancho certeiro na boca de JC que apagou na hora!! hahahahahahahaha

TGZ: Se vocês tivessem o poder de “reviver” algumas bandas para fazerem um show juntos, quais seriam as escolhidas?

Symone Syann:
Quem dera se tivéssemos este desejo realizado, pois hoje em dia ta difícil trazer de volta aquela magia dos anos 80 dentro da cena. Mas seria muito bom dividir o palco com Lita Ford naquela época do ‘Out of Blood’ e também lógico com Judas Priest que ainda está na ativa para a minha felicidade e de muitos outros que veneram o Heavy Metal tradicional.
Mikke: Putz nem dá pra falar, são muitas cara, Skid Row, Accept, porra seria foda tocar com este caras com nos velhos tempos, formações originais e tal.

TGZ: O que opinam sobre a cena do Metal nacional, citando pontos positivos e negativos, e gostaria que fizessem críticas construtivas para este segundo caso?

Mikke:
Sobre a cena, bem na verdade é algo difícil, a cena nacional tem bandas interessantes mas não acredito que se possa ir muito longe no Brasil, as gravadoras com raras exceções, só te exploram, sei de bandas que ganham menos de R$1,50 por CD, os contratos são abusivos, os organizadores não sabem o que é cachê e muito menos Pa’s e operador de som, daí eu não sei, é óbvio que não estou generalizando, este é o lado negativo e o positivo é que ninguém supera os Headbangers do Brasil, são os mais animais, e eu tenho orgulho disto, o que de certa forma sempre nos impulsionou.
Symone Syann:
Há bandas excelentes dentro da cena de Metal no Brasil, mas o que fode tudo são as gravadoras e a mídia em geral que não passam de babacas controlados pelo capitalismo. No Brasil você tem que ser o mais persistente possível senão não agüenta o tranco e acaba desistindo pois e muito difícil mesmo lutar pelo Heavy Metal aqui para o mundo.
TGZ: De leve saboreando um Dreher com Martini (servidos?) e escutando Angel Witch, gostaria de perguntar-lhes se querem acrescentar alguma coisa que por acaso não foi questionada?

Mikke:
Com certeza Brother rs..rs.....porra você está escutando Angel Witch?
(*N.E.: Sim!) Foda..eu tinha um vinil deles, que mesmo arranhado, escutava sempre, essa banda é foda..rs..rs..

TGZ: Beleza, agradecemos pela presença no ThunderGod Zine, continuem erguendo os punhos e batendo suas cabeças, tocando esse estilo imortal de música, e enfim “acorrentem” suas considerações... Stay Heavy !!!

B. Holv: Valeu pela entrevista e apoio à banda, ThunderGod Zine!
Aos boyzinhos que nos invejam, mas não nos superam, preparem mais mentiras e ladainhas para nós. Somos os posers que vocês têm vontade de ser, mas infelizmente não têm as mesmas calças coladas para destacar as bolas!!!

 
 
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