» ENTREVISTA: ICONOCLASM «

- Por : Elimar Oliveira -
- Respostas : Serge Impens -
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A
Horda Black Metal Iconoclasm formada em 1994 por Serge Impens (guitarra e vocais) e Bart Bonne (bateria). Após doze anos de estrada, três álbuns lançados, dentre eles o mais recente full-lenght “Iconoclastic Warfare” lançado no Brasil pela Moondo Records, o Iconoclasm prepara sua terceira viagem para aqui pro Brasil em 2007 e no momento estão divulgando um novo material “The Ultimate Crescendo of Hell” split-cd com a banda Panchrysa e atualmente o line-up do Iconoclasm conta com Nevetser (guitarras), Steve (baixo), Jeroenymous (bateria) além do fundador Serge Impens o qual tivemos uma rápida conversa, confiram:

TGZ: Hail Metal Brother Serge Impens!! É como muita honra que temos o Iconoclasm nas páginas do ThunderGod Zine!! Comece resumindo em algumas linhas a trajetória da horda de 1994, quando foi formada até os dias atuais para quem não conhece poder interar-se da história do Iconoclasm.

Serge Impens:
Hail! É um honra pra gente estar no ThunderGod Zine também! Iconoclasm viu a luz do mal em 1994. Desde então lançamos quatro álbuns, dos quais um teve um lançado no Brasil, foi o ‘Iconoclastic Warfare’. Já fizemos algumas tours pela Europa, e tocamos com bandas como Emperor, Marduk, Dark Funeral, etc...
Fomos duas vezes ao Brasil, e foi excelente. Atualmente trabalhamos no quinto álbum, que será gravado em 2007! Experem um Brutal Mayhem!

TGZ: Em sua primeira tournée por terras brasileiras, tocaram aqui em nossa cidade Feira de Santana/BA, ao lado do Mystifier, Deformity BR e Insantification, tocaram também em outros estados, como foi essa primeira viagem por terras brasileiras?

Serge Impens:
Aargh!!! Foi fantástico. Uma experiência que nunca esqueceremos. Mesmo o fato de que poderíamos dividir o mesmo palco com uma banda como a Mystifier foi incrível, eles são heróis dos meus tempos antigos.
Feira de Santana e Salvador foram uns dos melhores lugares que visitamos, as pessoas desses lugares são maníacas, do jeitinho que a gente gosta.
Eu realmente espero que tenhamos a chance de voltar na próxima tour: vai ser um inferno!

TGZ: Nessa época vocês estavam divulgando o segundo álbum “Marching Evil”, um puta disco que mostra toda a influência Black Metal Old School do Iconoclasm com influências de Desaster, Dark Throne, entre outras. Aqui o álbum foi bem comentado, recebeu críticas positivas, mas no geral como foi a divulgação e a receptividade do álbum para com o público por onde vocês divulgaram?

Serge Impens: O álbum foi bem recebido na Europa também, o que nos levou para a Alemanha, Holanda e França, com o Limbonic Art e Rabaelliun, e outros na Inglaterra e Escócia.
Infelizmente o álbum não vendeu muito bem, pois estávamos no início da pirataria de música pela internet.
O álbum também não teve a promoção que merecia. Mas no final das contas foi um grande passo para a banda.

TGZ: Quais os principais temas abordados nas letras do Iconoclasm e o qual mensagem vocês passam com a denominação “Iconoclasm” (Destruidor de Ídolos)?

Serge Impens:
Não queremos passar nenhuma mensagem a ninguém, não somos uma banda política nem religiosa, apenas fazemos nossas próprias coisas, que basicamente é beber – Ehehehe... Ok. Algumas letras são um tanto satânicas, mas isto é metafórico. Somos contra o cristianismo, mas apenas pelo fato da religião [...] querer transformar todos em ovelhas, e não somos assim... Somos os lobos por aqui!
As letras que escrevo são mais sobre a história celta, pelo fato de eu ter um amor natural por tais países como Escócia e Irlanda. Como a música “Land of the Brave” e “Scream of the Banshee”. Mas normalmente Iconoclasm não é sobre as letras, é sobre a música e sobre a evocação do inferno!

TGZ: O terceiro álbum “Iconoclastic Warfare” teve lançamento no Brasil, via Moondo Records, também um puta disco, mas qual a razão de ter sido lançado com outra capa na Europa?

Serge Impens:
O álbum foi primeiramente lançado na Europa, e quando a Moondo Records quis lançar no Brasil, ele decidiram fazer um outro layout, foi só isso.

TGZ: Gostei de todas as composições do álbum “Iconoclastic Warfare”, mas “Beer Metal Satan”, curti muito! É algo como celebração regada a cervejas entre os bangers?

Serge Impens: Haha, yeah! A gente gosta disso. Queremos apenas fazer um som sobre isto porque na maioria das vezes o (Black) Metal é levado a sério. Você só tem de sacar o humor, sabe... E no fim do dia é isso o que você faz. Você toca uma música ou outra, depois você bebe até cair. Aqui na Bélgica, há grandes diferenças entre o pessoal Black Metal e o pessoal Death Metal, mas algo une essas duas cenas: a CERVEJA!

TGZ: Inclusive eu gostei da denominação da função de vocês nesse álbum, Serge “Whiskey – Fueled”, Steve “Assorted Alcohol – Fueled” e Jeroenymous “Caipirinha – Fueled”, vocês gostam mesmo de bebida de fuder! E o Jeroenymous gostou mesmo de nossa bebida sagrada não é (ahahahahhaa)?

Serge Impens:
Caipirinha, caralho! Claro que gostamos de beber, cara, haha. E quando estamos no Brasil, caipirinha e cachaça pura é só o que bebemos. Acontece que sempre tocamos bem tarde no seu país, daí não sobra muito tempo para uma festinha depois, então cachaça é uma forma perfeita de ficar bêbado bem rapidamente.

TGZ: Neste álbum há um bônus track live em Pernambuco da clássica composição “Walpurgis Night” do álbum “Marching Evil”, essa é a composição que resume a proposta musical e lírica da Horda?

Serge Impens:
Cara, você acha que “Walpurgis Night” é uma música boa, mas ela não deveria estar no álbum porque o som é terrível, e eu sei que somos muito melhores do que aquilo. Venha nos ver ao vivo com um bom som, e você ficará convencido. Eu também acredito que o nosso som é muito variado, temos o que se chama de Pure Black Metal Hyms, muito Thrash resume o que a banda, e também a sua história.

TGZ: Quando vocês lançaram o segundo álbum “Marching Evil” a horda tinha quatro membros, mas logo depois ficaram apenas três, na tournée e até o lançamento do terceiro álbum “Iconoclastic Warfare” mas agora vocês voltaram a ser um quarteto, é importante para o Iconoclasm ter uma segunda guitarra ao vivo?

Serge Impens:
Claro! Agora com a chegada de Nevetser na guitarra temos um line-up completo novamente, e isso foi realmente necessário para as apresentações ao vivo. Nossa performance é muito mais poderosa com um maníaco a mais infernizando o palco! As músicas dos dois últimos álbuns foram mais técnicas também, então esta foi realmente a melhor opção.

TGZ: Agora vocês estão divulgando o split “The Ultimate Crescendo of Hell” ao lado da Horda Panchrysa, como surgiu a idéia de lançar esse material?

Serge Impens:
Os caras do Panchrysia são nossos amigos há muito tempo, e desde que as duas bandas estão no topo da cena Black Metal belga, esta foi uma decisão natural. Este álbum foi realmente o mais intencional para promover do que necessariamente para vender. E funcionou... Houve a oportunidade de tocar na rádio nacional da Bélgica, e nos levou para uma apresentação no maior festival “Graspop” belga, junto com outras bandas como Satyricon, Motorhead, Enthroned, Guns ’n Roses...

TGZ: Em 2007 vocês planejam mais uma tournée pelo Brasil em meados de março e existe uma forte possibilidade do Iconoclasm passar por terras baianas novamente, qual mensagem você quer deixar para os bangers brasileiros?

Serge Impens:
Simmmm... Estamos mesmo querendo invadir o Brasil novamente, e para todos os maníacos queremos dizer o seguinte: “Estejam em alguns dos shows, pois será louco como o inferno, e isto é uma promessa! E depois do show, iremos tomar Pitu juntos!!!”

TGZ: Serge obrigado pela atenção, espero que dê certo a tournée de 2007 e que o Iconoclasm faça show aqui na Bahia para nós batermos cabeça até quebrarmos nossos pescoços!! Deixe suas considerações finais.
Serge Impens: Ok, velho! Valeu pela entrevista, e estaremos juntos novamente em breve! Prepare-se para o “Beer Metal Satan”!!!
 
 
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