» ENTREVISTA: IN INFERNAL WAR «

\. THUNDERGOD ZINE ./

Realizada por:
Cezar Augusto
Respondida por:
Kastiphas

IN INFERNAL WAR

Contatos:
A/c Kastiphas
Pr. General Osório, 141
Apto. 42 - Ribeira
Salvador/BA - Cep: 40.420-260

Eis a soteropolitana In Infernal War, que surgiu para fortalecer o Metal Negro na cena, sendo formada por Nuit (Vocal), Frater (Bateria), Nephast (baixo) e Kastiphas (guitarra/teclados); este falará dos intuitos e temas que envolvem a horda, e pra quem não sabe o guerreiro toca em várias bandas, note nessa passagem acerca: "No FORSAKEN que foi a minha 1ª banda, faço um Death Metal tocando guitarra (a partir de 1998); no ETERNAL SACRIFICE toco teclado+backing vocals em um Pagan Black Metal (onde eu mais executo as teclas em grupo) desde 1999; na notória MYSTIFIER “Satanick Metal Musick” faço vocal+baixo+teclado (atualmente saciando minha sede de vociferar como frontman) desde 2001 e o IN INFERNAL WAR que juntamente componho as cordas e letras com inspirações oitentistas em um “Tradicional Metal Negro Infernal” a partir de 2004. Também tenho o projeto intitulado KASTIPHAS...". Leia agora...

TGZ: Saudações Kastiphas. Quem fertilizou a idéia para a concepção da In Infernal War e qual a relação do nome para com o estilo praticado pela horda.

Kastiphas: Ave Cezar, grande irmão metálico! É um prazer participar deste zine o qual valorizo e considero...
A horda surgiu em meados de 2002 formada por Nuit (Vocal) e Frater (Bateria) com idealização, letras e título definidos, daí foram convocados alguns guitarristas para dar inicio a infame profanação, mas não chegaram a desenvolver os exatos propósitos. Então com a minha entrada (guitarra) em 2004 e logo após a Guerreira Meirejane Nephast (baixo) para complementar esta frente de batalha.
O título da banda “Em Guerra Infernal” está basicamente ligado a nossas letras e o que passamos em nossos hinos de guerra, poderão sentir isto nas músicas como característica nossa.

TGZ: Foi difícil (ou não) encontrar os componentes ideais para se encaixarem à proposta da banda. Por quê?

Kastiphas:
Como falei anteriormente a horda foi projetada em 2002 e durante este tempo Frater e Nuit tiveram dificuldades em encontrar aqueles que desenvolvessem as exatas intenções da Horda para compor hinos que se adequassem com os ideais estabelecidos e pessoas que se dedicassem com seriedade, talvez por não entenderem a intenção sonora a se criar, no intitulado “Tradicional Metal Negro Infernal”.


TGZ: Sabemos que você toca em várias bandas, cite-as para os leitores, falando as funções que exerce em cada.

Kastiphas:
No FORSAKEN que foi a minha 1ª banda, faço um Death Metal tocando guitarra (a partir de 1998); no ETERNAL SACRIFICE toco teclado+backing vocals em um Pagan Black Metal (onde eu mais executo as teclas em grupo) desde 1999; na notória MYSTIFIER “Satanick Metal Musick” faço vocal+baixo+teclado (atualmente saciando minha sede de vociferar como frontman) desde 2001 e o IN INFERNAL WAR que juntamente componho as cordas e letras com inspirações oitentistas em um “Tradicional Metal Negro Infernal” a partir de 2004. Também tenho o projeto intitulado KASTIPHAS, que foi projetado somente para divulgar as minhas criações individuais em gravações...
Para me desdobrar em quatro grupos, a prioridade é da banda que der a primeira confirmação (shows, datas, horários, gravações, ensaios...) sendo que a atenção e dedicação são a todas. Nas quatro bandas eu fui convidado a fazer parte e imagino que devem se indagar o “Por quê?” de tantas bandas!
Simplesmente eu me alimento desta expressão musical que é o Metal e que é usada por mim como terapia, válvula de escape e amplificador para expelir meus sentimentos, desde os mórbidos aos mais agressivos.

TGZ: Ok, e os outros membros da In Infernal War também tocam paralelamente em outras bandas? (-Sabemos do Frater – Baterista - que toca na Eternal Sacrifice)

Kastiphas: A Nuit e a Nephast tocam exclusivamente conosco, somente eu e Frater temos projetos paralelos como o BARRABÁS (Black Metal) de “Noturno Bárbaro” (vocal+guitarra) onde eu (baixo) e Frater (bateria) participamos deste projeto para uma gravação somente.


TGZ: Há algum simbolismo místico para o uso do “corpse paint” por parte dos guerreiros da In Infernal War?

Kastiphas:
Nós aderimos o “corpse paint”, pois nos remete a um clima ritualístico e nos inspira a incorporar os nossos respectivos pseudônimos, mostrando em nossas apresentações um expressivo Ritual de Celebração ao Metal Negro. Não que seja obrigatório para nós o uso da tinta, pois nossas influências são de precursores que não precisaram usar o “face paint” para difundir o Black Metal.

TGZ: Vocês lançaram a 1ª Demo batizada como “Guerra Infernal”. Como foram as horas no estúdio para a gravação e ritual deste batismo negro?

Kastiphas:
Nossa demo foi altamente natural, pois foi um ensaio que resolvemos registrar para ouvirmos como estava o nosso som, pois já estava previsto o primeiro show com data marcada. Gastamos apenas um período de 3h no estúdio e foi gravada em tape.


TGZ: Todos ficaram satisfeitos com o resultado final, ou ainda houve algum ponto que pensaram que poderia ter ficado mais fudido na gravação das composições?

Kastiphas:
Quando resolvemos fazer capa e divulgar a demo ensaio em tape, observamos que estava baixo o resultado final, com isso, digitalizamos a gravação para ser distribuída em cd-r, com mais volume e mais audível. É uma gravação fudida e suja, mas o ouvinte pode identificar os instrumentos e a mensagem que queremos passar.

TGZ: As faixas são passadas em português e possuem títulos muito interessantes... Fale sobre o conteúdo lírico das composições presentes na “Guerra Infernal”.

Kastiphas:
Temos muitas influências literárias abordadas em nossas músicas, expomos a vivência e análise de cada um sobre a visão deste mundo, sustentado por mentiras e ilusões, retratamos a hipocrisia constante, guerras e batalhas sangrentas, a quebra total da falsidade contida na maldita crença religiosa, abrangemos tudo isto de nossas reflexões, expelindo de cada um de nós reverências ao poder negro e críticas a este detrito chamado cristandade. Basicamente, nossa temática é anticristã...
TGZ: A inclusão do cover para “Black Metal” do Venom foi uma grandiosa idéia. O que nos faz pensar que vocês tocam-na nos shows, certo? Aproveite e exponha o set-list que formam os shows?

Kastiphas: Sim, em nossas primeiras aparições tocamos o grande hino “Black Metal” em homenagem ao VENOM. Costumamos abrir nossos shows com a Intro. A Cruzada Maldita, onde Nuit vocifera em uma marcha de guerra, convocando o público para as trevas. Dentre as faixas da demo “Guerra Infernal”, estão; A Ressurreição dos Cavaleiros Negros; Fúria Ímpia aos Acéfalos; Joana Dark e as mais recentes faixas da 2a. demo “Fatalidades da Batalha” que são: Na Escuridão em Ventos Negros e Maldição a Corja Cri$tã, juntamente com a oitentista “No Limite da Força”, cover da banda ANTHARES. Também abrimos os Portais do Inferno com “Total Destruição” do VULCANO. E já vêm nascendo novas composições para o próximo trabalho: Esplêndida Rebelião; Guerra Fria, Batalha Sombria e A Imunda Face Clerical, que não foram gravadas até então.
TGZ: Comente a respeito de sua visão sobre a cena underground de Salvador, fazendo uma comparação de como a mesma era antigamente e de como se encontra atualmente.

Kastiphas:
Posso falar baseado em relatos de amigos de banda e de bangers mais antigos, pois não sou tão velho assim para fazer tal comparação. Pude perceber que os adoradores do Metal na década de oitenta, viviam uma magia, pois ainda era novidade o som, estilo visual, ideais abordados, maneira de agitar e se impressionavam quando encontravam um Headbanger no caminho, acontecia aquela curiosidade de se conhecer, se apresentar, fazer amizade porque encontrou alguém do estilo. Hoje é banal o visual e postura supostamente Metal (não é só colocar uma roupa preta, fazer cara de malvado e deixar o cabelo crescer, deve existir identificação nos ideais em todos os aspectos), é mais fácil desconfiar das pessoas do que querer fazer amizade atualmente, o encanto se quebrou. As brigas que aconteciam não eram de Bangers para Bangers, mas sim de Bangers contra punks ou contra Carecas. Hoje se abre uma roda de fogo em frente ao palco em Salvador e você não pode confiar nas costas (onde está o termo Headbanger? Que significa “Batedor de Cabeça”!!!), pois as caras não são mais as mesmas conhecidas de shows consecutivos. Tem pessoas no meio que ficam conhecidas somente por fama de briga e tomar camisas, não porque tem um talento musical ou competência com uma banda (sem qualidades querem ser notados de alguma forma). Os matérias em Lp e K7 eram um dificuldade extrema, fazia-se uma vaquinha para se conseguir as novidades pelo correio, e hoje “um qualquer” (que não merece ouvir por não ter a alma metálica...) sem fazer esforço, entra na internet e adquire o que quiser. A meu ver este estilo de vida se permaneceria cada vez mais na margem da sociedade (sem modismos... este tal de Ma$$acration trouxe pessoas no meio que passaram a ouvir a partir de uma “banda comédia de mentira”), as coisas se conseguiam por puro esforço e com isto mais estimado. Mais vale uma quantidade pequena de adeptos, porém unidos e fortes. Não faço questão nenhuma de que existam muitos Bangers, mas sim que exista uma “Verdadeira Cena”. Não sei se podemos chamar isto aqui em Salvador/BA de Cenário...


TGZ: Kastiphas, opine sobre os seguintes temas:

1 – Guerras: Método extremo e eficaz para se conquistar algo. É válido levantar uma bandeira de guerra contra tudo que nos importuna.
2 – Paganismo: Remonta aos primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a despertar sua percepção para os mistérios da vida e da natureza. Fabuloso e fascinante pra mim.
3 – Satanismo: Questão muito pessoal, um satanista não deve ser necessariamente um Black Metal ou ter ligação especificamente a um estilo musical, visual..., a música é usada como veículo para tais idealizações.
4 – Vida: Não precisamos somente da matéria para estar vivos, permanecemos vivos por méritos, honras, talentos e personalidade, que não serão esquecidos nas memórias, assim mostrando existência.
5 – Depressão: É um assunto sério, pois só conhece profundamente quem vivenciou... Não se compara a melancolia nem a tristeza. Ao se curar, vem a fortaleza e o autocontrole, quem não sofre, não evolui!
6 – Morte: Certeza plena de que temos uma validade carnal, que depende de cada um manter preservada.

TGZ: Após suas opiniões sobre esses 6 temas, cite 6 bandas e 6 álbuns que fazem parte da sua alma Headbanger.

Kastiphas: BANDAS – Venom, Death, Sarcófago, Vulcano, Celtic Frost, Bulldozer.
ÁLBUNS – Morbid Visions, Reign In Blood, Goetia, Gates to Purgatory, Sentence of Death, As the Flower Withers.

TGZ: Ok, no momento, a In Infernal War está somente em processo de intensificação de divulgação da Demo, ou também está compondo novos sons para um futuro trabalho?

Kastiphas:
Estamos expandindo o nosso Metal Negro da “Guerra Infernal” e “Fatalidades da Batalha” (que sairá em tape pela 'Naberius Black Arts Records') para os mais possíveis confins, em coletâneas como “War Against Cristianity Compilation” do OSCULUM OBSCENUM Zine (Ssa/Ba) com 2 faixas (Maldição a Corja Cristã & Na Escuridão em Ventos Negros), ODICELAF ZINE Compilation (Cícero Dantas/Ba) com “ Fúria Ímpia aos Acéfalos”, Compilation do “Tiago Empalador” NECROPSIA ZINE (Terezina/Pi) com “Maldição a Corja Cristã”, um Compilation do Kjernehelvete Productions (Bolívia) com a faixa “Na Escuridão em Ventos Negros” que contará com hordas como: Carnage Valley (Pa), Namroth Blackthorn e Baalberith (Ma), Clamus (Ce), Mystical Fire (Se), Barzabel (Ba)...e está para ser lançado um Split Vinil por um selo da Austrália com outra horda de São Paulo chamada LABATUT, com a gravação da demo “Guerra Infernal” que estará em breve em nossas mãos. O set-list para o próximo trabalho já está em andamento.

TGZ: Assim, despeço-me dessas linhas, é uma honra para o TGZ ter sua entrevista, nesta oportunidade em nome da In Infernal War. Obrigado e deixe suas últimas considerações...!!!

Kastiphas:
Forças, honras e congratulações ao Thundergod Zine e editores. Um Salve, a todos que acompanham, admiram e apóiam diretamente o In Infernal War, que a chama negra do Metal flameje eternamente em suas almas; sigam dilacerando, guerreando, ardendo em fúria satânica pra destruir a infâmia cristã!
Valeu Cezar! Longa Vida!

 
Livro de Visitas
Livro de Visitas Resenhas (Cd's, Demos, Dvd's, etc) Novidades Materiais Links Entrevistas Editorial + Equipe Contatos TGZ Agenda de Shows Pág. Inicial Pág. Inicial Agenda de Shows Contatos TGZ Editorial + Equipe Entrevistas Links Materiais Novidades Resenhas (Cd's, Demos, Dvd's, etc) Livro de Visitas