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Perguntas : Cezar
Augusto- |
- Respostas :
Celio Jr (Guitar)
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- Entrevista
realizada em Janeiro de 2007 -
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A
JUGGERNAUT alicerça
seu som como o próprio nome significa,
tal como um tanque militar da década
de 40 por via um Thrash massivo e violento
beirando o Death com inspirações
em grupos como Kreator, Sadus, Destruction,
Death.
Assim, trabalham as passagens que através
do seu canhão foram explodidas
em lançamento para o Debut Cd
“Lines of the Edge”, lançado
de forma independente.
Vamos saber mais acerca deste novo material
destes catarinenses...
Formação:
Daniel
Justen (Bass and Vocals);
Fabricio (Guitars);
Celio
Jr (Guitars);
Edinho
(Drums).
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TGZ:
Saudações !!! Vocês
conseguiram lançar o Debut Cd e de
forma independente. Quando tempo foi necessário
para essa conquista e as razões para
tê-lo lançado independentemente?
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Célio
Jr. Saudações
grande Cezar!!! Metemos a cara para fazer
o trampo independente, pois tínhamos
pressa em lançá-lo e sabíamos
que uma negociação com alguma
gravadora poderia levar meses entre cavar
os contatos, enviar os promos, cobrar recebimento,
etc. Conseguimos colocar o álbum em
circulação em 3 meses de forma
independente, contando estúdio, arte,
prensagem, o que, sem dúvida, é
uma conquista ímpar visto a dificuldade
financeira que você tem ao fazer um
trabalho independente. Como estávamos
nos preparando há tempos para essa
gravação foi relativamente fácil
de concluí-la.
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TGZ:
E vocês pretendem que o “Lines
of the Edge” seja relançado por
algum selo? Comente. |
Célio
Jr. Agora de fato temos
propostas para relançamento do álbum
com algum bônus e com uma nova masterização.
Esse disco está abrindo muitas portas,
mesmo não fazendo nem dois meses que
o lançamos. Já temos até
um selo interessado em fechar um acordo para
o segundo debut, que inicaremos no final de
2007.
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TGZ:
A “insanidade” artística
da capa fora concebida pelo grego Andonis
Dragassias, artista que já trabalhou
com bandas como Sepultura e Death. Como foi
o contato e negociação realizados? |

Célio
Jr. Eu estava procurando
na internet por artistas ao qual eu já
tinha visto o trabalho. Cogitei com vários
como Andreas Marshall, Michael Schindler,
por exemplo, mas senti que a linha deles não
iria fechar 100% com a temática que
eu tinha na mente. Foi aí que encontrei
Andonis e vi que sua forma de desenho era
bem o que eu pensava quando bolei o conceito:
uma espécie de arte que lembrasse uma
colagem de várias gravuras, algo desconexo
e surreal.
Entrei em contato e ele prontamente me respondeu,
mostrando ser uma pessoa bastante flexível
e fácil de conversar. Mandei minhas
idéias do conceito e pronto, o trabalho
estava pronto. Fiquei impressionado com a
habilidade dele.
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TGZ:
A temática das faixas circunda um tema
conceitual ou são vários temas
retratados ao longo das músicas? E
quem escreve e como se inspira para as letras
das composições?
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Célio
Jr. Desde que começamos
a compor, as letras foram saindo com uma cara
parecida, mas falando de temas diferentes.
Um dia pensamos “que nome vamos dar
a esse álbum?”. Lendo as letras,
elas são diferentes umas das outras,
mas ao mesmo tempo não deixam de tratar
de um tema comum, que é o lado obscuro
e inaceitável da mente humana.
Foi daí que surgiu o nome “Lines
of the Edge” que significa a linha do
limite, a fina linha que separa dois opostos.
O paradoxo entre o bem e o mal, o amor e o
ódio, o prazer e a dor. Dois extremos,
mas que estão tão próximos
um do outro.
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TGZ:
Muitas bandas no primeiro álbum
escrevem uma faixa com o próprio nome
da banda. Vocês chegaram a cogitar esta
idéia, por quê? |
Célio
Jr. Pensar a gente pensou,
mas o que iríamos escrever? Além
de ser clichê, iria ficar muito oposto
à temática do restante das letras...
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TGZ:
A faixa “Xenophobia” é
retratada certeiramente com críticas
ácidas por vocês: “...Xenophobia
– Blinding people and killing nations
– arrogance and prepotency – make
people stupid...”. Vocês acham
que no Brasil existem grupos com tal aversão
a outras raças e culturas que caracterizam
a Xenofobia? |
Célio
Jr. Sempre tem.
No sul, são extremamente bairistas,
mesmo não admitindo. No norte também
não é muito diferente.
Isso
existe em todo lugar, simplesmente porque
faz parte da natureza e não é
apenas da natureza humana.
Quando Darwin foi estudar o comportamento
das aves endêmicas na Ilha de Galápagos,
ele percebeu que um grupo de atobás
matava os filhotes que nasciam diferentes
dos demais, simplesmente por acharem que,
por nascerem assim, poderiam comprometer toda
a raça da ilha.
Isso é muito complexo, muito mesmo.
E não é só no Brasil,
existem países onde a Xenofobia é
muito maior.
Ano passado, por exemplo, quando eu estava
na Bolívia, eu vi que lá também
existe preconceito entre a tribo dos índios
Aymaras e dos Incaicos do norte. Pensei “se
eles são todos índios, como
podem se descriminar?”. Mas eu vi que
apesar da fisionomia parecida, eles eram muito
diferentes culturalmente.
Eu não falo apenas de raças...você
já viu algo mais imbecil que torcidas
se matarem por causa de futebol? (*N.E.:
Verdade!)
São as guerras pelas diferenças,
que sempre existirão, porque não
pensamos todos da mesma maneira, não
somos criados da mesma maneira e o ser humano
não está evoluído para
aceitar isso. Triste, mas é realidade.
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TGZ:
Quando será o show de lançamento
do álbum? Informem-nos... |
Célio
Jr. Dia 9 de fevereiro
em Blumenau/SC no Dona D Rock Bar e contará
com as bandas dos amigos do Jailor, Arsenal
e Shadow of Sadness. Estamos trabalhando muito
para que seja uma noite inesquecível.
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TGZ:
Para quando vocês pretendem fazer
uma turnê de divulgação
do “Lines of the Edge”, por quais
regiões almejam passar e quais as principais
exigências para tocar? |
Célio
Jr. Temos datas já
confirmadas na capital e interior de SP, capital
e interior de MG, capital e interior do PR,
uma data para o RS e algumas para o SC. Estamos
em negociação para Assunção
no Paraguai e 3 datas na Argentina, mas por
enquanto é especulação.
Acredito que a primeira grande tour será
na Alemanha, Áustria, Bélgica
e Holanda, em 2 semanas e meia, que já
estamos em negociação, mas não
sabemos o melhor mês ainda, pois temos
compromissos pessoais e conciliar a agenda
de todo mundo não é tão
simples. Produtores que estiverem lendo essa
entrevista e se interessarem, entrem em contato,
pois estamos pedindo apenas as despesas de
transporte e uma pequena ajuda de custo. Como
geralmente fazemos mais de um show em uma
região, as despesas são divididas
o que acaba se tornando barato aos produtores
e lucrativo para nós. Esta é
uma fórmula que vem dando certo, principalmente
em locais de público pequeno, que não
teriam condições de arcar com
as despesas sozinhos.
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TGZ:
Ainda falando sobre shows, quais seriam
as bandas nacionais às quais vocês
gostariam de dividir o palco algum dia, e
que não tiveram o prazer? |
Célio
Jr. Gostaria de tocar com
uma banda que não existe mais, mas
que sou um grande fã, que é
o Taurus, do Rio. Para mim eles foram uma
das melhores bandas nacionais dos anos 80,
dividir o palco com eles e vê-los tocando
músicas do “Signo de Taurus”
seria uma honra. Mas infelizmente é
um sonho que nunca poderá se concretizar.
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TGZ:
Sabendo-se das principais influências
do Juggernaut, gostaríamos que vocês
mesmo atribuíssem as qualidades de
forma resumida das próprias: Kreator,
Destruction, Sadus, Death. |
Célio
Jr. Muitos riffs, muita
técnica e velocidade.
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TGZ:
Ok, até agora, como está a divulgação
do álbum no Brasil e exterior? |
Célio
Jr. Estamos oficialmente
trabalhando com uma assessoria de imprensa
agora, coisa que não tínhamos
no passado. Em menos de um mês vemos
os resultados aparecendo. A divulgação
está ficando cada dia mais forte no
Brasil, principalmente com os contratos de
distribuição que fechamos. No
exterior ainda é modesta, com exceção
da Argentina, onde alguns loucos nos escrevem
com freqüência para falar da banda.
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TGZ:
Amigo Célio Jr & Juggernaut, valeu
pela entrevista e desejamos um 2007 glorioso
para os planos trilhados pela banda...Deixem-nos
seus recados... |
Célio
Jr. Valeu grande César
por ceder novamente espaço para nós.
Desejamos também a você um excelente
2007, e vamos combinar aquela churrasqueada
por aqui. (*N.E.: Valeu,
assim que possível, sei que as carnes
estarão bem temperadas!)
Não deixem de conferir nosso site e
baixar as mp3 do novo disco em www.juggernaut.com.br
Participem também do nosso fórum
enviando críticas e sugestões
para www.juggernaut.com.br/Forum
Nosso cd está sendo vendido a R$ 15,00
quem tiver interesse pode entrar em contato
que sempre será bem vindo.
Um grande abraço e nos vemos na estrada!!!!
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