» ENTREVISTA: OPUS INFERII «

- Perguntas : Elimar Oliveira-
- Respostas : Lord Morte (Bateria) -
- Entrevista realizada em Junho de 2007 -

A/c Senhor da Morte
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lordmorte666@hotmail


Horda formada por Senhor da Morte e Merifild, em janeiro de 2003 em Campo Grande (MS). Conta com duas demos já lançadas, intitulada "Conquista Suprema" e "Furabulè Elegbara". Atualmente é formada apenas por Senhor da Morte (bateria), e Dracul Daemonium (guitarra e vocal). Saibam mais nas linhas abaixo:

TGZ: Saudações Metálicas mensageiro das trevas Senhor da Morte! É com muita honra que temos em nossas páginas a horda Opus Inferii! Vocês iniciaram as atividades em 2003 e já tem lançado duas demos (acima mencionadas), mas a formação sempre contou com apenas dois integrantes isso significa que o Opus Inferii não faz celebrações ou há convidados para completar o line-up?

Senhor da Morte Salve Irmão. Agradeço ter cedido essa entrevista para nós.
Nós tocamos sim, é que quando eu fundei a horda Opus Inferii, junto com o Merifild, a gente sempre teve problemas com outros integrantes, no começo nós chamamos Luciferium (guitarra) e Vocifer Pest Inferno (Vocal), mas eles ficaram pouco tempo. Então entrou o Cavera, que gravou participou na nossa primeira demo, ma saiu logo depois... Aí entrou o Dracul Daemonium, Ergonphobus e Proculo, que foi com essa formação que gravamos nossa segunda demo. Mas logo em seguida saíram da horda Merifild, Proculo e Ergonphobus. Então ficou apenas eu e o Dracul Daemonium.
Não é uma opção nossa ficar apenas nós dois na horda, nós sempre procuramos algum guerreiro pra fazer parte de nossa horda, mas e que nunca dão certo.

TGZ: Infelizmente esse problema de formação atrapalha hordas a desenvolver seus trabalhos, mas vejo que vocês superam isso numa boa, fale mais sobre as demos “Conquista Suprema” e “Furabulè Elegbara”, tipo, concepção lírica, sonoridade e repercussão das mesmas, na cena underground.

Senhor da Morte A nossa primeira demos teve um pouca divulgação por causa de falta de grana. Mas a segunda nos estamos até hoje fazendo uma divulgação boa. A nossa primeira demo ela tem uma temática mais ligada a guerra sempre envolvendo o paganismo anti-cristão. E tem uma sonoridade extremante brutal, suja e tosca, que remete hordas como Darkthrone antigo... A nossa segunda demo nós fizemos algo ligado a mitologia africana, mas sempre abordado temas anti-critão. Apesar de termos colocado apenas dois sons desse tema nesse material, já que resolvemos re-gravar 3 hinos da nossa primeira demo, já que ela teve pouca divulgação. A nossa primeira demo não teve muita repercussão. Mas o nosso segundo trabalho teve uma repercusão boa, as pessoas que receberam nossa demo, elogiaram muito nosso som mesmo estando com uma gravação ruim.

TGZ: Mitologia é sempre um tema interessante a ser abordado pela riqueza de informações e suas curiosidades, mas fale mais a respeito da Mitologia Africana que foi o tema usado por vocês na segunda demo "Furabulè Elegbara" inlcusive o significado dessa expressão que por sinal não está em inglês e claro também não está em português.

Senhor da Morte O nome “Furabulè Elegbara”, significa entidade de cabeça, faz uma referência a entidade protetora que todas as pessoas têm. Ele está escrito em nagô, um dialeto falado pelas entidades africanas e por algumas tribos africanas.
A mitologia africana é muito dispersa. Existem muitas regiões, línguas, tribos, culturas onde os dirigentes corriam o risco de serem destronados se não seguissem as vontades divinas. Estes deuses seguem padrões muito diferentes e irregulares e são divididos em deuses criadores, deuses menores e espiritos. São mais de 200 orixás.

TGZ: Interessante, algo como esclarecer pra quem não conhece a Mitologia Africana, que o que está ai sendo divulgado/mostrado não é a verdade na história da Mitologia Africana, mas além desse há outros temas abordados quais?

Senhor da Morte Nós abordamos vários temas, como, por exemplo, na nossa primeira demo nós falamos bastante sobre guerra, morte e destruição e blasfêmia. Mas nos procuramos abordar sempre novos temas, e trabalhamos nos mais clássicos também, estamos sempre diversificando.

TGZ: O Brasil tem extensão continental de suas terras, consequentemente várias cenas espalhadas, vocês, por exemplo, são do Mato Grosso do Sul estão mais perto até de outros países de que de nós aqui no Nordeste, mas fale o que conhece aqui de nossa cena, de outras regiões também e da cena daí de Campo Grande (MS).

Senhor da Morte A nossa cena aqui em Campo Grande é muito fraca, tem poucos shows, e um povo muito desunido e não apóiam a cena local. Existem muitas bandas, mas poucas se apresentam. Mas agora estamos lutando para melhorar isso, com a ajuda de guerreiros de cidades vizinhas como Dourados e Ponta Porã. Lá tem bandas excelentes como Across e Exterminate Messiah, e cada dia aparece novas bandas. A cena de vocês... Eu aprecio muito, e uma cena forte e unida. Conheço muitas bandas excelentes daí e todas com materiais bem gravados. Por nós morarmos perto de outros países nós temos bastante acesso a shows e materiais de bandas de lá.

TGZ: No momento testemunhamos um crescimento considerável da cena Metal no Brasil inteiro, são várias bandas surgindo, selos/gravadoras lançando mais e mais materiais de bandas brasileiras e gringas, fato esse que no passado não muito distante era imprevisto pelo mais otimista dos bangers, mas parece que esse crescimento trouxe também vários problemas tais como, desunião, mercenários infiltrados na cena, rip-offs, enfim algumas mazelas que existiam no passado, na sua opinião o que pode ser feito para que isso seja corrigido ou você não acha que tem mais jeito é o preço natural pelo crescimento da cena?

Senhor da Morte Realmente esse crescimento foi bom para o movimento underground. Isso em preço a se pagar, Mas existe meios de se combater esse problema primeiramente devemos nos unir, pois assim será fácil descobrir quem são os que denigrem a cena. No caso dos mercenários esses devemos boicotar suas distros, pois a maioria dessas pessoas fazem uma distro somente apenas para lucrar, e não para ajudar realmente. Com certeza vai ser uma luta difícil pra tirar esses falsos da nossa cena. mas com união de todos vai ser mais fácil.

TGZ: Você citou anteriormente a influência sonora do Darkthrone na primeira demo do Opus Inferii, mas parece que na segunda demo houve um direcionamento diferente certo? Quais são as principais influências no som da horda?

Senhor da Morte Na nossa segunda demo, nós colocamos teclado e mais uma guitarra o som continuou brutal, mas ficou mais trabalhado. Ela continuou seguinto a mesma idéia de som que nos fizemos na primeira demo. O som da horda sempre remete a hordas antigas Sarcofago, Darkthrone, Marduk que são hordas que nos escutamos, eu prefiro escutar mais as bandas latino-americanas. Que é daí que tiro minhas influências.

TGZ: Existe um certo radicalismo nas hordas Black Metal em relação a outros estilos do Metal, não vou afirmar que essa postura são de todas as hordas mas que existe por parte de muitas hordas existe, eu até concordo com radicalismo consciente mas esse tipo de radicalismo pra mim só leva a desunião e ao enfraquecimento da cena, concorda?

Senhor da Morte Exato, quando nos vamos tocar, nós tocamos apenas com banda de Metal. Eu apóio a cena Metal num todo. E claro que não apoio o "white merda metal". Procuro sempre divulgar as bandas que faço trocas de material, independente do tipo de som.

TGZ: Quais planos maléficos vocês estão traçando pra o futuro próximo da horda?

Senhor da Morte Estamos com vários planos, para esse segundo semestre de 2007. Agora em agosto estaremos lançando um split com a horda Ahazu de São Paulo. E em setembro lançaremos nosso EP, que terá 4 músicas e 1 bônus vídeo que foi um show gravado aqui em nossa cidade. E no mês de setembro também lançaremos um box que vai conter as 2 primeiras demos, o EP e o Split. Vai ter apenas 150 cópias.

TGZ: Estamos chegando ao fim de nossa conversa, agradeço por sua atenção e fica o espaço a seguir para que você deixe suas considerações finais:

Senhor da Morte Agradeço a vocês do ThunderGod Zine por ter cedido esse espaço para nós, e continuem a lutar em prol do Metal. E agradeço aos vários guerreiros que nos apóiam e acreditam no nosso trabalho, como a Círculo Triunfante Recs, e a Violent Daw Distro, aos guerreiros de Dourados e região. E quero mandar um foda-se para os reais "black metal" de nossa cidade que torciam pelo nosso fim. Muito obrigado pelo apoio, meus cumprimentos. BLACK METAL LATINO AMERICANO, FORÇA, ATITUDE, BLASFEMIA, HONRA E ORGULHO.

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