• Tradução
por:
Sugas
Banger
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Questões
por: Astrous (Colaborador)
•
Respostas
por:
Lethe
ORDER
OF THE EBON HAND
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TGZ:
Saudações Lethe! Parabéns
por “XV: the Devil”. Este é
um puta álbum! Você pode fazer
uma biografia curta da banda e falar sobre
o atual Line-up do Order Of the Ebon Hand?
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Lethe: Bem, a banda foi formada
em 1994 com um nome diferente (AEON), mas
logo nós mudamos para o nome atual
– Eu acho que existia uma banda portuguesa
com aquele nome. Naquela época nós
éramos um pouco inexperientes, mas
tínhamos certa audácia juvenil
que nos fez gravar uma Demo que causou certo
alvoroço na cena grega. Logo nós
ficamos com a possibilidade de assinar com
duas gravadoras diferentes para lançar
a Demo. Nós escolhemos Hypervorea Records,
gravamos mais 3 músicas (em um dia
eu tenho que acrescentar) e lançamos
“A Mystic path to the Netherworld”.
Logo após isso, Seth do Septic Flesh
assistiu uma apresentação nossa
e me convidou para entrar no Septic Flesh.
Isto foi em 1997. Contudo, a tensão
tornou-se realmente grave dentro do Order,
especialmente com o nosso guitarrista anterior.
O segundo álbum foi gravado, mas nunca
lançado – eu sou grato quando
penso a respeito. Nós nunca anunciamos
oficialmente a nossa separação,
mas Merkaal (Baixo/Vocal) se juntou ao Nocternity
e nós juntos tínhamos um projeto
chamado Mournblade que lançou o seu
álbum auto intitulado há 2 anos
atrás. Depois da separação
do Septic Flesh, eu não pude simplesmente
relaxar...Merkaal também tinha feito
alguns vocais no último álbum
do Thou Art Lord no qual eu também
toquei bateria. Então nós nos
reunimos e decidimos recrutar um novo guitarrista
– e nós fomos sortudos de achar
alguém com habilidade e que ainda se
encaixava em nosso contexto musical e lírico.
Season Of Mist mostrou-se interessada, e foi
o selo que mais interessou a nós. Nós
fomos lá e mostramos nossas Demos mais
toscas e antigas gravações,
e falamos sobre a nossa proposta musical.
Você sabe porque nós fizemos
isso. Então aqui estamos.
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TGZ:
Vamos começar aprendendo mais
coisas sobre a gravação do álbum.
Vocês estão satisfeitos com o
resultado final? Eu acho que tudo foi feito!
Existe alguma coisa que vocês gostariam
de melhorar no futuro? |
Lethe: Hum,
você sabe que sempre existe alguma coisa
aqui ou ali que você de repente escuta
com um ouvido diferente daquele que você
ouviu durante o processo de mixagem, mas de
uma forma geral eu estou realmente satisfeito.
Ele está agressivo, mas não
barulhento de encher o saco. É um disco
que eu compraria se eu não tivesse
gravado, e ficaria bem feliz com ele.
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TGZ:
Quando eu escuto o álbum, sinto
uma atmosfera épica de um jeito bem
expressivo! Que tipo de sentimento você
quer passar para os seus ouvintes? Como você
descreveria o seu som? |
Lethe: Black Metal. Porque eu deveria
descrever diferente? Existe um sentimento
épico que salta deste álbum,
mas é sempre feito com certo ar de
misticismo.
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TGZ:
A música que eu destaquei das outras
na primeira vez que escutei foi “Gateway
to Silence”. Nela se encontra um solo
bastante diferente de guitarra e o uso de
saxofone! Quão importante é
para você ultrapassar os clichês
do Black Metal? Eu acho que vocês tentam
achar um equilíbrio entre a velha escola
e alguma coisa mais inovadora! Contudo o resultado
é único...
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Lethe: Eu não acho que saxofone
é uma coisa nova no Black Metal, Necromantia
fez isso há 15 anos atrás. Eu
escrevi esta música e a idéia
do sax veio por coincidência. Nosso
engenheiro de som, Hugo Varvoglis é
um tocador de saxofone e quando nós
estávamos no começo do processo
de gravação, eu vim com esta
idéia. Ele fez 5 ou 6 solos e nós
selecionamos as melhores partes de cada um
deles. Eu prefiro um álbum diferente
e engajado a um só diferente.
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TGZ:
O seu selo é o Season of Mist.
Um selo com plenitude de boas bandas (como
Mayhem, Carpathian Forest, ...And Oceans,
etc). Você está satisfeito até
agora com trabalho deles?
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Lethe: Mais que satisfeito. Eles foram
sinceros com suas palavras desde o começo.
Se nós pudéssemos dizer o mesmo
do nosso distribuidor grego...Ah, você
pode adicionar Arcturus e Rotting Christ a
esta lista!
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TGZ:
Quais são as diferenças entre
“XV: The Devil” e o seu primeiro
álbum “The Mystic Path to The
Nether World”? |

Lethe: Eu acho que nos tivemos o mesmo
tipo de evolução que aconteceu
conosco a nível humano. Quando nós
compomos “Mystic...”, nós
estávamos com 18 anos. As coisas eram
muito mais simples e – eu odeio usar
esta palavra, mas vou usar – inocente
de certa forma. Nós não somos
assim mais. E progressivamente, nossos álbuns
foram tornando-se mais agressivos com o tempo.
O primeiro álbum foi uma criança
em sua época, e talvez até pouco
extremo. Entretanto, é um álbum
sólido e quando eu paro para pensar
o quão inexperientes éramos,
ele parece bem melhor do que deveria ser!
Naquela época eu me aproximei do demônio
como uma entidade, mas com o amadurecimento
eu percebi que este pensamento é mais
um lixo cristão. Hoje em dia, minha
aproximação com o demônio,
está num nível existencial,
como uma luz inerte (não escuridão)
que permite o individuo tomar controle da
criação de um novo transformado
futuro – na transcendência do
ego consciente no propósito da percepção
completa da própria consciência,
como está definida por Jung, e ultimamente
em sua auto e magnífica atualização.
Em uma palavra, liberdade.
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TGZ:
Quem é o responsável pelas
letras e músicas da banda? Quais são
os temas presentes?
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Lethe: Music for The Devil é
dividida entre eu e Merkaal, desde que Phlaigon
se juntou ao Order antes das gravações.
Isto irá mudar no futuro. Merkaal escreve
todas as letras e ele é um dos melhores
no que faz se você for me perguntar!
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TGZ:
Você é um cara que tocou
em bandas como Septic Flesh (R.I.P). Naer
Mataron, Thou Art Lord e agora em bandas como
Necromantia e Horrified!!Você tem uma
outra nova banda, o Mournblade! Como foi sua
experiência em todas estas bandas? Você
pode compartilhar conosco um bom e um mal
momento ao longo destes anos?
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Lethe: Antes de tudo, eu nunca fui
um membro do Naer Mataron. Eu fui numa seção
de bateria deles nas suas duas primeiras gravações
(assim como no primeiro álbum do NOCTERNITY),
e também escrevi algumas músicas
para o segundo. De fato, alguns riffs que
eu escrevi para aquele álbum apareceram
numa forma alterada em duas ou três
partes do XV: THE DEVIL. Eu perdi o contato
com eles, mas eu ainda considero-os musicalmente
como uma das mais interessantes bandas de
Black Metal por aqui. Você sabe, eu
toquei bateria no NIGHTFALL também,
em uma apresentação ao vivo
junto com o Rotting Christ, Septic e Depression
e lembre-se que eu toquei com as duas ultimas
bandas também – uma noite dos
diabos! A coisa é o seguinte, durante
estes anos iniciais eu era, bem, jovem e não
exatamente rico. Então, sendo impossível
ter uma bateria só minha, a melhor
coisa que eu podia fazer era tocar constantemente
com o maior numero de bandas possíveis
– nós estamos falando de 1994,
muitas bandas sem assinar contratos ou desconhecidas
e eu tinha apenas 18 anos! Você deve
adicionar também o projeto AENAOS comigo
e Sotiris do Septic Flesh – Você
ficará surpreso.
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TGZ:
O seu nome como banda é bem incomum!
Eu sei que este nome foi inspirado no tradicional
jogo de cartas Magic: The Gathering. Algum
significado ideológico por trás
disso?
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Lethe: Você realmente deveria perguntar
isso para o Merkaal ...
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TGZ:
No ano passado vocês apareceram
no maior festival de Metal aqui da Grécia;
‘The Rockwave Festival’. Como
foi a apresentação? Como foi
para você dividir palco com bandas como
Slayer, Accept, Candlemass e Dismember? Vocês
têm alguns planos futuros para shows?
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Lethe: Nenhum plano
para se apresentar ao vivo, mas nós
estamos abertos para qualquer oferta interessante.
O show foi ótimo. Nós realmente
demos o máximo da gente, como banda,
nós não estávamos acostumados
com um palco tão grande, sendo somente
três da gente... Também foi uma
confusão ótima, ter estes caras
no backstage, comendo e conversando...!
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TGZ:
Você alguma vez já pensou
em adicionar novos elementos e experimentalismos
ao seu som? Se sim, que tipo de sons / idéias
você gostaria de adicionar?
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Lethe: Uma
coisa com certeza. Eu não irei usar
triggers para o álbum assim como eu
fiz em The Devil. Eu não estava 100%
satisfeito com o resultado e algum bastardo
da ‘Rock Hard’ escreveu que nós
usamos bateria eletrônica mesmo eu tendo
usado trigger apenas em algumas partes. Então
apenas bateria analógica de agora em
diante.
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TGZ:
O que você faria se não
existisse música no mundo? Como você
exerceria sua energia criativa? |
Lethe: Faria música arranhando
um quadro negro.
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TGZ:
Você está na cena há
muitos anos! Você pode mencionar algumas
boas bandas da Grécia? Qual é
a sua opinião sobre a cena metálica
na Grécia? |

Lethe: Para dizer a verdade eu não
posso dizer que eu estou impressionado com
a cena grega. A maioria das novas bandas hoje
tem estranha “atitude”, como se
eles merecessem um contrato milionário
e estivessem com raiva porque ninguém
assinava com eles depois do seu primeiro show!
Eu não tenho escutado nada excitante
há anos, com algumas exceções
de bandas antigas que começaram na
época do Order. Rotting Christ e Thou
art Lord são (é claro) legendárias,
mas existe dificilmente um punhado de bandas
com algum destaque hoje em dia na cena grega.
Das novas bandas, eu só destaco Nocternity,
Black Winter e algumas músicas do Ravencult.
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TGZ:
Você conhece alguma banda brasileira?
Qual é a sua opinião sobre a
cena brasileira? Você tem interesse
em fazer shows na América do Sul?
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Lethe: Eu vou ser honesto. A única
banda de Black Metal brasileira que eu conheço
é a Mystifier. Shows na América
do Sul? Nós podemos arranjar isso agora?
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TGZ:
A propósito, você pode
nos contar os seus planos futuros para Order
of The Ebon Hand? |
Lethe: Integridade artística,
criatividade verdadeira. O próximo
album “The Chariot” já
está composto.
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TGZ:
Ok Lethe! Realmente agradeço
pela entrevista! A palavra agora é
sua, deixe sua mensagem para os leitores do
ThunderGod Zine... |
Lethe: Eu não acredito em mensagens
escritas. O que quer que seja que eu tenha
a dizer está em minha música.
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