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THUNDERGOD ZINE ./
Realizada por:
Cezar Augusto
Respondida por: Übermensch,
Abaddon Geburah e
Blasphemic Slaughter
PESTIS
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Ruína,
praga, destruição, estas são
as definições da palavra, em
latim, Pestis, a qual surgiu em 2001, voltando-se
para os lúgubres e gélidos caminhos
do Black Metal
por onde sopram influências
de grupos, como por exemplo, as hordas da
Les Legions Noires, que formam a primeira
geração de Black Metal francês,
dentre outras.
Acompanhe as palavras esclarecedoras
da tríade,
Abaddon Geburah,
Blasphemic Slaughter e Übermensch,
com este a responder
a maioria dos tópicos na
tangência de abordagem abraçada
pela banda, tanto musicalmente, como tematicamente
no que tecem acerca do caos humano absoluto
a fim de uma aurora dourada e a reminiscência
de seres espiritualmente superiores à
arruinada raça humana. Leia tudo...
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TGZ:
Saudações! A idéia
de formar uma banda de Black Metal é
antiga? Além do nome Pestis, surgiram
outros? Quais? |
Übermensch:
Grande saudação em nome do alvorecer
perpétuo proveniente do caos absoluto.
A idéia de criar a horda veio em 2001,
porém a essência e a disposição
para criar uma horda foram anteriores a esta
data, visto que carregamos o estigma negro
em nós por longos anos. Houve sim outros
nomes, incluindo Inverted Christ e Assembled
in Blasphemy. Nome estes que foram substituídos
por não serem totalmente coniventes
com os ideais nobres da horda.
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TGZ:
Esclareça-nos a relação
do nome Pestis para com os conceitos líricos
e transmissões da horda. |
Übermensch:
Pestis em língua latina significa
ruína, praga, caos. Nós abordamos
principalmente o caos humano absoluto para
que tenhamos uma aurora dourada e a reminiscência
de seres espiritualmente superiores à
arruinada raça humana. Cremos, portanto,
que o nome da horda em tudo se relaciona com
a nossa nobre proposta!
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TGZ:
Dentro de seu contexto, considera que
foi árdua a busca para agregar os integrantes
à mesma? Apresente-os.
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Übermensch:
Acredito que nada é penoso quando se
tem vontade de potência. Os integrantes
atuais ou futuros membros são agregados
à horda por possuírem acima
de tudo ideais nobres e postura. Os que não
possuem similaridade são expulsos!
Vontade acima de tudo! Os atuais membros são:
Übermensch, Abaddon Geburah, Blasphemic
Slaughter e talvez futuramente Vurmun.
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TGZ:
Comente se a carência de um baixista
anda afetando o trabalho, visto que, ainda
assim, vocês já fizeram shows.
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Übermensch:
Eu como não entendo patavina de composições
ou gravações, acredito que não
faz tanta falta. Mas andam a dizer que a sonoridade
musical da horda está precisando dos
graves. Para isso já tomamos providências
e em breve estaremos com um baixista!
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TGZ:
Quais os sopros gélidos de bandas
que a Pestis sente e se inspira para a concepção
de seu Black Metal? |
Abaddon Geburah:
Les Legions Noires, que formam a primeira
geração de Black Metal francês
e hordas que iniciaram o movimento negro,
tanto no Brasil como no resto do mundo.
Übermesch:
O que criamos musicalmente tem sua fundação
em hordas que transmitem o mesmo sentimento
gélido e lúgubre, como por exemplo,
as hordas da Les Legions Noires.
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TGZ:
Após quanto tempo de formação,
vocês entraram em estúdio para
a gravação do 1° registro
demonstrativo, e como foi essa 1ª experiência
com gravação? |
Abaddon Geburah:
As gravações para a nossa primeira
demonstração se concretizaram
em novembro de 2005, após quatro anos
de formação da horda. A experiência
adquirida tem sido em relação
de como aprimorar nossos hinos e também
de como masterizar ao nosso gosto o trabalho
que criamos.
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TGZ:
E as críticas até então
têm sido satisfatórias?
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Übermensch:
Desde nossa primeira apresentação
ao vivo, que foi quando nosso trabalho foi
desvelado ao um público maior, que
estamos recebendo boas respostas em relação
aos nossos hinos. Alguns, no entanto, puramente
por invídia nos criticam sem base ou
fundamento, apenas por não serem espiritual
ou sabiamente evoluídos e por não
entenderem a nossa evolução
a respeito desses dois aspectos.
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TGZ:
Os membros da Pestis usam corpse paint
e se personificam através de pseudônimos.
Desmistifique os significados e funções
destes que compartilham dessa ambiência
funesta.
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Übermensch:
O significado por trás desta palavra
é proveniente da filosofia de Nietzsche,
que através de seus livros, principalmente
“Assim Falou Zaratustra”, abordou
o homem de vontade ou de desejo como um ser
superior. Para mim o termo tem o mesmo significado
e justamente por isso eu o uso como pseudônimo.
Considero-me, portanto, um ser de vanguarda
que está à frente da sociedade
atual. Considero-me espiritual e intelectualmente
evoluído, mesmo que essa evolução
seja continua e que ainda seja a evolução
de um neófito.
Abaddon Geburah:
Abaddon é um vocábulo Hebraico
referente ao apollyon do grego, que se significa
o causador da destruição. Geburah,
como sabem os conhecedores da Cabala, é
um Sephiroth, que simboliza força e
o deus Marte (a guerra). Unindo-os, então,
forma-se um ser que utiliza sabiamente a força
causando o caos e a desgraça.
Blasphemic Slaughter:
Reflexo de toda a insanidade de um ser que
está entre a blasfêmia contra
as religiões de lacaios e a carnificina
desta raça de falsos adoradores.
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TGZ:
Há três temas de conhecimentos
que gostaríamos que opinasse, traçando
pontos divergentes e/ou comuns entre eles.
Eis:
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1 – Niilismo
Übermensch:
Niilismo é a negação
ou a inversão de valores que estão
perdidos. A humanidade atual está totalmente
corrompida e os valores supremos que o ser
humano poderia carregar estão desaparecendo.
No âmbito político tem-se ideais
totalitários, que cada vez mais tendem
a afastar a sociedade da vontade de escolha
e de decisão, e que aparecem como doutrinas
de salvação que se propõe
a libertar a sociedade de sua condição
imperfeita, porém tudo isso leva ao
cidadão o modo de aceitação
mútua e não como modo de reflexão,
assemelhando-se assim a religiões lacaias.
No campo econômico tem-se uma política
totalmente materialista e com valores invertidos,
que visa apenas meios de alcançar o
enriquecimento excessivo e que põe
o ser humano a serviço da economia,
quando essa economia deveria ser colocada
a serviço do ser humano. Quanto a ciência
e a tecnologia, ambas se tornaram como as
religiões materialistas que só
acreditam no que enxergam, ambas estão
fora de sua razão e até clonagem
já tiveram a astúcia de criar.
Ou seja, toda a moral na terra está
em decadência, todos os âmbitos
de relação terrena estão
decadentes e por isso somos Niilistas e buscamos
espiritual e misticamente mudanças
nesses planos citados para que uma nova era
de seres no molde do Übermensch preencham
o vazio deixado e que sejam patronos de uma
nora era de justiça e glória.
2 – Paganismo
Übermensch:
Para simplesmente traçar um ponto em
comum entre o Niilismo mencionado acima e
o Paganismo, do qual não devo aqui
comentar ou revelar meus pensamentos sobre
eu diria que o modo pagão de vida seria
o ideal para a sociedade corrompida que citei
acima. Deste modo, estaríamos vivendo
em harmonia com o natural, com o deus e com
todas as suas manifestações.
Finalmente, a raça humana chegaria
ou voltaria a ser tão evoluída
quanto a Lêmure ou a raça Atlântida,
essas que foram as raças anteriores
à nossa raça ária. Lembrando
que os povos ou civilizações
que viveram muito antes de nós pareciam
ser muito mais evoluídos que nós,
tanto espiritual como intelectualmente. Basta
ver seus legados...
3 – Satanismo
Übermensch:
A Magia, o Ocultismo, o Misticismo ou qualquer
outro nome que queiramos usar para atribuir
o lado espiritual divino tende a um equilíbrio
perfeito. Satanismo, no entanto, é
o outro lado da Magia. É como nadar
contra a correnteza de um grande rio. Nada
mais há de ser dito!
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TGZ:
Tangendo ao atual cenário baiano, diga-nos
o que acha da parte mais polêmica, tal
qual envolve algumas rixas que resultam em
confusões e brigas... Diga também
se você vê muitos motivos para
isto?
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Übermensch:
Veja bem, este é um assunto que me
irrita bastante quando é evocado em
lugares onde estou presente. Porém,
vou aqui expressar minha opinião sobre
este cenário baiano.
Atualmente o que causa mais status no cenário
metálico é ser extremo e escutar
música extrema. Para algumas pessoas,
no entanto, ser extremo é louvar ao
diabo, a satanás ou qualquer outra
coisa que agrida o cristianismo; é
ter o visual o mais carregado possível;
ter músculos definidos; ter respeito
através de brigas e afins. Por um outro
lado, o lado mental, o lado ideológico,
o lado espiritual é deixado de lado
ou as vezes taxado como fazendo parte de um
segundo plano. Hoje todos querem ser superiores
uns aos outros, não há a irmandade
definida como outrora havia. E esses com a
vontade de serem superiores saem por aí
agredindo fisicamente, alarmando seus ideais
para porcos e afins. Porém o verdadeiro
ser superior, o verdadeiro Übermensch
se mantêm calado em seu reduto, pois
para ele o tolo impreca e o sábio permanece
intocável. Sábios são
aqueles que sabem o que estou dizendo ou que
conhecem a si mesmo profundamente, assim como
estava em Delfos: “Homem, conhece a
ti mesmo”! Os outros: os tolos que andam
a se enaltecer, a barbárie, os embrutecidos,
os que estão fora do entendimento triangular,
os seres comandados por seu próprio
instinto ou ego são os seres mais hipócritas
ou fadados a se desintegrar, os que fazem
com que o Metal Negro extremo baiano seja
mal visto e um dos mais falsos. É isso,
os que se encaixam neste meu breve comentário
que desapareçam daqui!
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TGZ:
Recentemente, vocês lançaram
o site da banda na web. Qual a importância
dada à divulgação na
internet, e o quê achas das hordas que
se excluem dessa forma de divulgação? |
Übermensch:
O sítio é bem simples, assim
como foi a nossa idéia de criá-lo.
Não esperamos nada ou tudo do nosso
pequeno artefato que está na rede virtual,
fizemos apenas porque sentimos a vontade de
fazer.
Uma das leis que encerram qualquer verdade
ou discussão é a Lei do Livro
Arbítrio. Pois, cada horda tem seu
arbítrio de querer ou não ter
informações na rede virtual.
Para mim é simples assim...
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TGZ:
Se você pudesse viajar uma única
vez no tempo, qual o período histórico
que você almejaria desfrutar? Por quê? |
Übermensch:
Século XIX na Europa seria de grande
valor para minha pessoa, pois foi durante
esse período que os grandes ocultistas
do ocidente desvelaram as artes ocultas para
o nosso hemisfério. Por esse motivo
gostaria de estar lado a lado com estes grandes
mestres do nosso tempo e talvez ter deixado
também um importante legado para esta
geração moderna e materialista.
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TGZ:
A Pestis planeja lançar seu 2°
trabalho para quando? Tem alguma coisa a adiantar
sobre a próxima praga? |
Abaddon Geburah:
Por hora não temos previsão
para o lançamento de um novo trabalho,
mas estamos preparando novos hinos para se
juntarem aos que já existem. Contudo
houve o convite para participarmos de um tributo
ao Amen Corner, do qual faremos parte com
a música “Crowley, Master of
Masters”. Esse tributo tem previsão
de lançamento para o final deste ano
ou o início de 2007.
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TGZ:
Logo, agradeço-lhes pelas respostas
e participação no ThunderGod
Zine. Assinem as últimas linhas desta... |
Übermensch:
Gostaria sinceramente de agradecer ao meu
amigo Cezar e ao Elimar pela oportunidade
de estar nas páginas de seu artefato
e poder gastar horas respondendo esta bela
e esclarecedora entrevista.
É por caminhos tortuosos que se chega
ao triunfo. Quando lâminas flamejantes
erradicarem o reino terreno para sempre, será
a era para um novo indivíduo preencher
o vazio, do molde do Übermensch, para
destruir a luz infectada e vangloriar uma
força original e um novo Aeon de sabedoria
e justiça. Se quereres paz, prepara-te
para a guerra.
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