Realizada
por: Renan
(Colaborador)
Respondida por: Fabrício
Prepared
To Kill
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TGZ:
Dou
início a esta entrevista com grande
satisfação, pois a Prepared
to Kill é uma banda de grandes amigos
meus, tanto os antigos integrantes quanto
os atuais, alguns deles amigos de longa data.
Gostaria que vocês fizessem uma introdução
do andamento e acontecimentos atuais do Prepared
para que todos possamos estar por dentro de
tudo da banda.
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Fabrício: E ae galera! Primeiro
gostaria de agradecer o espaço que
nos foi cedido e a chance que vocês
estão dando na divulgação
da banda. Bom, falando do andamento das coisas,
estamos divulgando nossa segunda Demo chamada
Thrash Hell Ultimate. Até
agora tudo vem acontecendo de uma maneira
gratificante à banda. Estamos conseguindo
um grande reconhecimento através do
público e mídia especializada,
com vários releases positivos em revistas
e zines.
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TGZ:
A banda claramente tem, cada vez mais,
um som voltado à veia Thrash, mas como
conheço a banda desde o princípio,
sei que nem sempre foi assim. No começo
a banda tinha um som mais na linha tradicional/speed.
Como ocorreu esta reformulação?
Tem a ver com a mudança de integrantes? |
Fabrício: Acredito
que sim. Uma banda é um conjunto de
idéias e influencias que resultam num
determinado fim. Cada integrante possui uma
veia musical diferente dentro do Heavy Metal.
Isso é o mais interessante, pois uns
se identificam mais com o Heavy Metal Tradicional
outros com Thrash e assim vai. Uma composição
é o resultado do que a pessoa está
sentindo naquele momento. E se ela se identifica
mais com um determinado estilo, suas músicas
serão pautadas em cima disso. Acredito
que naquela primeira fase da banda os antigos
integrantes possuíam uma veia mais
forte dentro do Heavy Metal Tradicional, e
isso fez com que esse novo trabalho se tornasse
um divisor de águas à banda.
Acredito que, hoje as idéias das composições
estejam numa mesma sintonia, pois todos os
integrantes atuais possuem suas veias musicais
calcadas em raízes dos anos 80, mais
precisamente dentro do Speed-Thrash. E mesmo
assim possuímos algumas diferenças
na hora de compor, pois uns se identificam
mais com a escola alemã e outras, que
possuem uma forma mais direta de som, enquanto
outros com uma maneira mais técnica
e influenciados também por escolas
européias, só que mais voltados
ao estilo “Bay Area”. E o resultado
final é sempre massa!
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TGZ:
Citem um pouco da história das bandas/projetos
dos membros do Prepared to Kill. |
Fabrício: Bom. Acredito que eu
seja o mais “rodado” da banda.
(rs). Comecei bem cedo e tive a oportunidade
de tocar em várias bandas. A primeira
banda em que toquei foi o Mortal Profecia,
apesar de ser muito jovem na época
foi uma experiência muito boa pra eu
ter tocado em uma banda que tem um longo caminho
percorrido dentro do underground com seus
mais de 15 anos de estrada. Depois passei
pelo Alcoholikiller, onde ajudei a formar
a banda. No Hippie Hunter também fui
da primeira formação e ajudei
a começar a banda, e acredito que seja
onde mais cresci musicalmente. Também
toquei na banda Degolator que é um
projeto do Renan Degolator (Bywar), onde tivemos
que dar uma parada pela falta de tempo. E
por fim, tenho um projeto que espero logo
se transformar numa banda. O Serial Carnage.
Na verdade tive que dar um tempo nas atividades
e ensaios pela falta de tempo e instabilidade
em conseguir músicos para completar
a formação. E por fim estou
no Prepared, onde fui o último a entrar
dessa nova formação. O Jon também
fez parte do Alcoholikiller onde tocamos juntos.
E está sendo muito bom repetir essa
parceria agora no Prepared, ele é um
ótimo vocalista. O Goro já teve
também experiências em outras
bandas. Ele tocou na Fire Diamond e Excalibur
(projeto Grave Digger Cover), que é
uma banda oficial de covers dos “caras”.
Inclusive, ele tocou com os próprios
caras do Grave Digger dessa última
vez que eles vieram ao Brasil pra gravar o
DVD. Eles fizeram uma jam. O Alan não
tocou em outra banda a não ser o Prepared.
Ele é o único da formação
original e um dos fundadores da banda, e está
com o Prepared já faz uns sete anos.
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TGZ:
Recentemente a banda obteve uma nota com muitos
elogios com relação a Demo “Thrash
Hell Ultimate", em um release da Roadie
Crew, comentem este fato e descrevam como
os integrantes se sentiram após o ocorrido.
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Fabrício: Foi muito
massa ver nosso material ser muito bem comentado
por uma revista de grande porte como a Roadie
Crew. Isso nos ajudou e vem nos ajudando bastante
em termos de divulgação da banda,
e nos deixou bastante orgulhosos em ver nosso
trabalho reconhecido e bastante elogiado.
Conseguimos também um grande comentário
de nossa demo na Rock Brigade, sem contar
os vários sites e zines que nos tem
ajudado bastante divulgando e comentando nosso
material.
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TGZ:
Como tem sido a aceitação
do público Thrash nos sons em que vocês
têm participado? E com relação
a Demo, os bangers gostaram? |
Fabrício: Com relação
aos sons, estamos conseguindo uma boa aceitação
por parte dos bangers de locais onde nunca
havíamos tocado e onde já somos
conhecidos. Sempre depois das apresentações
o pessoal vem nos cumprimentar e falar sobre
o show. Isso nos deixa bastante contentes
em ver que estamos conseguindo passar todo
nosso sentimento e amor ao Metal. Sobre a
Demo, não poderia ser melhor! Estamos
recebendo correspondências de diversas
partes do país solicitando nosso material.
Estão chegando cartas de lugares em
que nem imaginávamos que o nome da
banda já estivesse conhecido. Certamente
isso nos deixa extremamente gratificados.
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TGZ:
Explique o processo de gravação
da Demo. Foi trabalho profissional, quanto
tempo levou para gravarem? Pois o resultado
ficou muito bom. |
Fabrício: Essa Demo foi feita
sem nenhuma pretensão, acreditem. Estávamos
pensando em gravar um ensaio pra mandar a
uma amiga da namorada do Alan que estava indo
pra Alemanha e pediu material nosso pra levar
pra lá. Como não tínhamos
um novo material e nem grana, resolvemos gravar
um ensaio com uma qualidade melhor. Conversamos
com o pessoal do Bugre Records e explicamos
o que estava acontecendo e para que seria
a gravação. Eles nos disseram
que estavam com um pacote para as bandas que
fazem um som comercial para shows de rádio
FM, e nos mostraram algumas gravações.
Só que não havia bandas de Heavy
Metal gravadas por ser um lance comercial,
analisamos as gravações e independente
de estilo, vimos que as músicas estavam
bem gravadas.
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TGZ:
Obviamente o Destruction é uma grande
influência da banda, daí, que
creio partiu a decisão de gravarem
a faixa “Curse the Gods”, a qual
ficou do caralho. Vocês têm idéia
de gravarem mais covers de influencias da
banda? |
Fabrício:
Legal que tenha gostado. Não sei. A
minha opinião é que devemos
nos concentrar em trabalhos próprios,
dar mais ênfase a esse material. Pois
afinal de contas somos uma banda de som próprio.
Pode ser que um dia venhamos a gravar algo
que nos influencia novamente, mas penso que
o material próprio é o mais
importante. Vamos deixar uma ou duas músicas
no máximo de covers em nosso set ao
vivo. A respeito do Destruction, essa é
a banda que o Alan mais gosta entre todas.
Todos gostamos muito também, mas o
Alan é muito fã dos caras, tem
até tatuagens da banda no braço.
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TGZ:
Tenho percebido que o Underground brasileiro
tem crescido de maneira empolgante relembrando
os velhos e bons tempos de Metal no Brasil.
Vocês enxergam desta forma? O que acham
deste aumento para com a procura de bandas
voltadas ao “Old School’? Vocês
apreciam as bandas nacionais do estilo que
têm surgido? |
Fabrício:
Aqueles
saudosos tempos deixaram saudades. Mas o mais
legal desse revival é que essas bandas
vêm pra dar mais e mais força
ao underground, que precisa muito dessa união
dos bangers. E creio que está havendo
essa procura por bandas Old School, porque
naquela época o amor ao Metal era o
que predominava e isso era uma das coisas
que dava força ao movimento, que infelizmente
aos poucos foi sendo deixado pra trás
por boa parte da nova geração
que estava surgindo. Mas quem sabe agora as
coisas não estejam tomando novos rumos.
E quanto a bandas brasileiras, sempre foram
uma forte influencia pra mim. E na minha opinião
quando fazemos som com sentimento e amor verdadeiro,
não devemos nada a nenhuma banda gringa.
E digo que as bandas nacionais são
até melhores que as estrangeiras, pois
quem está envolvido com a cena está
nela por amor ao estilo, vendo que não
temos nenhuma forma de incentivo e precisamos
ralar muito pra que as coisas aconteçam.
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TGZ:
Cite alguns dos shows mais importantes
que já ocorreram em todo o tempo de
banda. |
Fabrício: Pra mim, todos os shows
que estamos fazendo estão sendo muito
especiais. Sinto que há uma grande
união entre os integrantes. Mesmo sendo
o último a entrar na banda, fui muito
bem recebido por todos. Quanto aos shows,
um que foi bem massa, foi o da primeira vez
em que tocamos em Itararé - S.P. A
banda ainda não era conhecida por lá,
e conseguimos fazer um show excelente onde
todos bangearam muito e rolaram vários
stage dive e moshs. Teve até um cara
que perdeu um dente. (he, he!!!). Foi legal
também por ter sido a primeira vez
em que viajamos juntos com o pessoal do Bywar.
Foi risada o tempo todo! Outro show que destaco
também foi nossa primeira apresentação
em Ribeirão Pires. Fomos muito bem
recepcionados pelo pessoal e o show também
foi matador. Valeu à galera do Infected.
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TGZ:
A banda não tem se apresentado muito
ultimamente; o quê justifica isso? |
Fabrício: Realmente isso tem feito
muita falta à banda. Adoramos tocar
ao vivo e embora desde o segundo semestre
do ano passado em que a banda vem passando
por sua melhor fase, esse ano estamos tocando
pouco e de certa forma atrapalha a banda,
pois estamos sentindo falta do feeling das
apresentações ao vivo. E fica
aí o recado: Aê galera estamos
a fim de tocar, se houver o interesse em nos
chamar aguardaremos o contato. (he, he!!!)
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TGZ:
Quais são os futuros planos do Prepared
to Kill? |
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Fabrício:
Bom, seguindo em frente com nossos planos
depois de uma boa aceitação
desse nosso trabalho, estamos pensando em
gravar algo novo entre o final desse ano e
primeiro semestre do ano que vem. Estamos
pensando agora em gravar nosso primeiro CD
(full lenght), já temos uma grande
quantidade de material novo, e estamos compondo
cada vez mais coisas novas. Quem sabe não
role algo novo até o fim do ano.
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TGZ:
Valeu cambada de retardados, foi um prazer
fazer esta entrevista, agradeço a oportunidade
do TGZ e ao Prepared to Kill, caso queiram
acrescentar algo, o espaço é
de vocês. Abraço! |
Fabrício:
Nós
é que agradecemos o espaço que
nos foi disponibilizado. Agradecemos a todos
do T.G.Z. e ao Renan que nos fez esta entrevista.
Valeu a chance de dizer o que sentimos e pensamos
sobre a essência e sentimento que é
o Heavy Metal. Valeu !!!
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