» ENTREVISTA: PREAPARED TO KILL «

Realizada por: Renan (Colaborador)

Respondida por:
Fabrício

Prepared To Kill

A/c Fabrício
Av. Dr. Ulysses Guimarães, 800
Pq. Laranjeiras - Sorocaba/SP - 18.077-000 serial_carnage@ig.com.br

TGZ: Dou início a esta entrevista com grande satisfação, pois a Prepared to Kill é uma banda de grandes amigos meus, tanto os antigos integrantes quanto os atuais, alguns deles amigos de longa data. Gostaria que vocês fizessem uma introdução do andamento e acontecimentos atuais do Prepared para que todos possamos estar por dentro de tudo da banda.

Fabrício:
E ae galera! Primeiro gostaria de agradecer o espaço que nos foi cedido e a chance que vocês estão dando na divulgação da banda. Bom, falando do andamento das coisas, estamos divulgando nossa segunda Demo chamada Thrash Hell Ultimate. Até agora tudo vem acontecendo de uma maneira gratificante à banda. Estamos conseguindo um grande reconhecimento através do público e mídia especializada, com vários releases positivos em revistas e zines.

TGZ: A banda claramente tem, cada vez mais, um som voltado à veia Thrash, mas como conheço a banda desde o princípio, sei que nem sempre foi assim. No começo a banda tinha um som mais na linha tradicional/speed. Como ocorreu esta reformulação? Tem a ver com a mudança de integrantes?

Fabrício:
Acredito que sim. Uma banda é um conjunto de idéias e influencias que resultam num determinado fim. Cada integrante possui uma veia musical diferente dentro do Heavy Metal. Isso é o mais interessante, pois uns se identificam mais com o Heavy Metal Tradicional outros com Thrash e assim vai. Uma composição é o resultado do que a pessoa está sentindo naquele momento. E se ela se identifica mais com um determinado estilo, suas músicas serão pautadas em cima disso. Acredito que naquela primeira fase da banda os antigos integrantes possuíam uma veia mais forte dentro do Heavy Metal Tradicional, e isso fez com que esse novo trabalho se tornasse um divisor de águas à banda. Acredito que, hoje as idéias das composições estejam numa mesma sintonia, pois todos os integrantes atuais possuem suas veias musicais calcadas em raízes dos anos 80, mais precisamente dentro do Speed-Thrash. E mesmo assim possuímos algumas diferenças na hora de compor, pois uns se identificam mais com a escola alemã e outras, que possuem uma forma mais direta de som, enquanto outros com uma maneira mais técnica e influenciados também por escolas européias, só que mais voltados ao estilo “Bay Area”. E o resultado final é sempre massa!

TGZ: Citem um pouco da história das bandas/projetos dos membros do Prepared to Kill.

Fabrício:
Bom. Acredito que eu seja o mais “rodado” da banda. (rs). Comecei bem cedo e tive a oportunidade de tocar em várias bandas. A primeira banda em que toquei foi o Mortal Profecia, apesar de ser muito jovem na época foi uma experiência muito boa pra eu ter tocado em uma banda que tem um longo caminho percorrido dentro do underground com seus mais de 15 anos de estrada. Depois passei pelo Alcoholikiller, onde ajudei a formar a banda. No Hippie Hunter também fui da primeira formação e ajudei a começar a banda, e acredito que seja onde mais cresci musicalmente. Também toquei na banda Degolator que é um projeto do Renan Degolator (Bywar), onde tivemos que dar uma parada pela falta de tempo. E por fim, tenho um projeto que espero logo se transformar numa banda. O Serial Carnage. Na verdade tive que dar um tempo nas atividades e ensaios pela falta de tempo e instabilidade em conseguir músicos para completar a formação. E por fim estou no Prepared, onde fui o último a entrar dessa nova formação. O Jon também fez parte do Alcoholikiller onde tocamos juntos. E está sendo muito bom repetir essa parceria agora no Prepared, ele é um ótimo vocalista. O Goro já teve também experiências em outras bandas. Ele tocou na Fire Diamond e Excalibur (projeto Grave Digger Cover), que é uma banda oficial de covers dos “caras”. Inclusive, ele tocou com os próprios caras do Grave Digger dessa última vez que eles vieram ao Brasil pra gravar o DVD. Eles fizeram uma jam. O Alan não tocou em outra banda a não ser o Prepared. Ele é o único da formação original e um dos fundadores da banda, e está com o Prepared já faz uns sete anos.

TGZ: Recentemente a banda obteve uma nota com muitos elogios com relação a Demo “Thrash Hell Ultimate", em um release da Roadie Crew, comentem este fato e descrevam como os integrantes se sentiram após o ocorrido.

Fabrício: Foi muito massa ver nosso material ser muito bem comentado por uma revista de grande porte como a Roadie Crew. Isso nos ajudou e vem nos ajudando bastante em termos de divulgação da banda, e nos deixou bastante orgulhosos em ver nosso trabalho reconhecido e bastante elogiado. Conseguimos também um grande comentário de nossa demo na Rock Brigade, sem contar os vários sites e zines que nos tem ajudado bastante divulgando e comentando nosso material.

TGZ: Como tem sido a aceitação do público Thrash nos sons em que vocês têm participado? E com relação a Demo, os bangers gostaram?

Fabrício:
Com relação aos sons, estamos conseguindo uma boa aceitação por parte dos bangers de locais onde nunca havíamos tocado e onde já somos conhecidos. Sempre depois das apresentações o pessoal vem nos cumprimentar e falar sobre o show. Isso nos deixa bastante contentes em ver que estamos conseguindo passar todo nosso sentimento e amor ao Metal. Sobre a Demo, não poderia ser melhor! Estamos recebendo correspondências de diversas partes do país solicitando nosso material. Estão chegando cartas de lugares em que nem imaginávamos que o nome da banda já estivesse conhecido. Certamente isso nos deixa extremamente gratificados.

TGZ: Explique o processo de gravação da Demo. Foi trabalho profissional, quanto tempo levou para gravarem? Pois o resultado ficou muito bom.

Fabrício:
Essa Demo foi feita sem nenhuma pretensão, acreditem. Estávamos pensando em gravar um ensaio pra mandar a uma amiga da namorada do Alan que estava indo pra Alemanha e pediu material nosso pra levar pra lá. Como não tínhamos um novo material e nem grana, resolvemos gravar um ensaio com uma qualidade melhor. Conversamos com o pessoal do Bugre Records e explicamos o que estava acontecendo e para que seria a gravação. Eles nos disseram que estavam com um pacote para as bandas que fazem um som comercial para shows de rádio FM, e nos mostraram algumas gravações. Só que não havia bandas de Heavy Metal gravadas por ser um lance comercial, analisamos as gravações e independente de estilo, vimos que as músicas estavam bem gravadas.

TGZ: Obviamente o Destruction é uma grande influência da banda, daí, que creio partiu a decisão de gravarem a faixa “Curse the Gods”, a qual ficou do caralho. Vocês têm idéia de gravarem mais covers de influencias da banda?

Fabrício: Legal que tenha gostado. Não sei. A minha opinião é que devemos nos concentrar em trabalhos próprios, dar mais ênfase a esse material. Pois afinal de contas somos uma banda de som próprio. Pode ser que um dia venhamos a gravar algo que nos influencia novamente, mas penso que o material próprio é o mais importante. Vamos deixar uma ou duas músicas no máximo de covers em nosso set ao vivo. A respeito do Destruction, essa é a banda que o Alan mais gosta entre todas. Todos gostamos muito também, mas o Alan é muito fã dos caras, tem até tatuagens da banda no braço.

TGZ: Tenho percebido que o Underground brasileiro tem crescido de maneira empolgante relembrando os velhos e bons tempos de Metal no Brasil. Vocês enxergam desta forma? O que acham deste aumento para com a procura de bandas voltadas ao “Old School’? Vocês apreciam as bandas nacionais do estilo que têm surgido?

Fabrício:
Aqueles saudosos tempos deixaram saudades. Mas o mais legal desse revival é que essas bandas vêm pra dar mais e mais força ao underground, que precisa muito dessa união dos bangers. E creio que está havendo essa procura por bandas Old School, porque naquela época o amor ao Metal era o que predominava e isso era uma das coisas que dava força ao movimento, que infelizmente aos poucos foi sendo deixado pra trás por boa parte da nova geração que estava surgindo. Mas quem sabe agora as coisas não estejam tomando novos rumos. E quanto a bandas brasileiras, sempre foram uma forte influencia pra mim. E na minha opinião quando fazemos som com sentimento e amor verdadeiro, não devemos nada a nenhuma banda gringa. E digo que as bandas nacionais são até melhores que as estrangeiras, pois quem está envolvido com a cena está nela por amor ao estilo, vendo que não temos nenhuma forma de incentivo e precisamos ralar muito pra que as coisas aconteçam.

TGZ: Cite alguns dos shows mais importantes que já ocorreram em todo o tempo de banda.

Fabrício:
Pra mim, todos os shows que estamos fazendo estão sendo muito especiais. Sinto que há uma grande união entre os integrantes. Mesmo sendo o último a entrar na banda, fui muito bem recebido por todos. Quanto aos shows, um que foi bem massa, foi o da primeira vez em que tocamos em Itararé - S.P. A banda ainda não era conhecida por lá, e conseguimos fazer um show excelente onde todos bangearam muito e rolaram vários stage dive e moshs. Teve até um cara que perdeu um dente. (he, he!!!). Foi legal também por ter sido a primeira vez em que viajamos juntos com o pessoal do Bywar. Foi risada o tempo todo! Outro show que destaco também foi nossa primeira apresentação em Ribeirão Pires. Fomos muito bem recepcionados pelo pessoal e o show também foi matador. Valeu à galera do Infected.

TGZ: A banda não tem se apresentado muito ultimamente; o quê justifica isso?

Fabrício:
Realmente isso tem feito muita falta à banda. Adoramos tocar ao vivo e embora desde o segundo semestre do ano passado em que a banda vem passando por sua melhor fase, esse ano estamos tocando pouco e de certa forma atrapalha a banda, pois estamos sentindo falta do feeling das apresentações ao vivo. E fica aí o recado: Aê galera estamos a fim de tocar, se houver o interesse em nos chamar aguardaremos o contato. (he, he!!!)

TGZ: Quais são os futuros planos do Prepared to Kill?

Fabrício:
Bom, seguindo em frente com nossos planos depois de uma boa aceitação desse nosso trabalho, estamos pensando em gravar algo novo entre o final desse ano e primeiro semestre do ano que vem. Estamos pensando agora em gravar nosso primeiro CD (full lenght), já temos uma grande quantidade de material novo, e estamos compondo cada vez mais coisas novas. Quem sabe não role algo novo até o fim do ano.

TGZ: Valeu cambada de retardados, foi um prazer fazer esta entrevista, agradeço a oportunidade do TGZ e ao Prepared to Kill, caso queiram acrescentar algo, o espaço é de vocês. Abraço!

Fabrício: Nós é que agradecemos o espaço que nos foi disponibilizado. Agradecemos a todos do T.G.Z. e ao Renan que nos fez esta entrevista. Valeu a chance de dizer o que sentimos e pensamos sobre a essência e sentimento que é o Heavy Metal. Valeu !!!

 
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