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Realizada
por: Cezar
Augusto
Respondida por: Dario
Pubianus
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TGZ:
Olá Dario, após o traçado
acima, é fato que o Pubianus vem agradando
fãs do metal extremo e do hardcore
“old school”, além de desagradar
aos ouvidos mais sensíveis. Acha que
a banda está caindo mais ao gosto de
fãs de um ou de outro estilo, ou realmente
há um “equilíbrio”
entre ambos esses maníacos dentro da
receptividade abrangida até agora?
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Dario – Saudações
Cezar, Elimar e todos que estão acompanhando
esta entrevista. Primeiro eu gostaria de agradecer
pela oportunidade de divulgarmos nosso trabalho
por meio do ThunderGod.
Bom, respondendo a pergunta, na verdade existe
esse “equilíbrio” entre
os maníacos. Nós sempre tivemos
contato e gosto pelos dois estilos, o metal
e o hardcore “old school”, então
tanto o público que vai aos nossos
shows como quem adquire nossos materiais são
compostos por quem curte o hardcore old e
quem curte o metal extremo, e aqueles que
curtem os dois tipos de som como nós
mesmos. Em relação ao fato de
desagradar aos ouvidos mais sensíveis,
desde o início da banda até
hoje, o único comentário negativo
que nós tivemos foi em relação
a um show que fizemos em 2004 na cidade de
Marialva
(PR), nós descobrimos um desses diários
virtuais e tinha comentários a respeito
desse evento, e todos que assinaram falando
a respeito do Pubianus, faziam comentários
ridículos a respeito do baterista,
ninguém falou sobre o som, os caras
diziam coisas do tipo: esse baterista é
muito magro....., esse baterista é
muito feio....
Veja só, hoje em dia tem gente que
vai a show só pra ver a musculatura
dos músicos (hahaha) e não pra
curtir o som. Mas a gente nem ligou, porque
esse negócio de diário virtual
pra nós é “café
com leite”, coisa de desocupado.
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TGZ:
Logo quando conheci a banda, fiquei a
me perguntar se o nome seria uma junção
de “Pubis + Ânus” e no site
há algo falando acerca, mas é
exatamente isto mesmo? De quem partiu essa
idéia escrota para a denominação
(haha)? |
Dario – Realmente, o nome é
a junção das duas nojeiras,
púbis e ânus. Esse nome veio
do primeiro vocalista e um dos fundadores
da banda. O cara é um doente mental
e depravado sexual!
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TGZ:
Inclusive, o site é composto
por várias idéias toscas, sarcásticas,
chocantes, engraçadas...Este contexto
tem a ver com as letras, certo? E, se possível,
cite algumas das idéias mais escrotas
contidas no site para atiçar aos mais
curiosos? |
Dario – Sim, o contexto
do site tem tudo a ver com a proposta da banda,
ou seja, ser tosco (risos), inclusive quando
eu fui passar as infos pro webmaster fazer
o site, eu já falei logo de cara, faz
uma coisa bem tosca, não é pra
fazer nada bonitinho não. As idéias
são baseadas nas letras sim e no nome
da banda, a gente vai lá e coloca coisas
relacionadas a letras, por exemplo, coisas
a respeito de zumbis, seriais killers e tal,
e coisas relacionadas com o nome da banda,
nojeiras relacionadas à pornografia
e bizarrice e por aí vai. O mais engraçado
nisso tudo, é que geralmente quem entra
no site fala que pensava que o som ia ser
uma bosta por causa do site, mas depois que
escuta, tece elogios pra banda, a maioria
dos comentários de quem nos conhece
pelo site tem sido assim, então o lance
do site é mais ou menos esse também,
ou o cara nos ama ou nos odeia, portanto,
nunca julgue um livro pela capa (risos). Nosso
som não é lá essas coisas,
mas também não é tão
porcaria quanto o site (mais risos).
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TGZ:
Dario, você não é da formação
original, então fale como se deu a
entrada no posto de baixista?
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Dario – Eu já
conhecia o primeiro vocalista, o doente mental
que eu falei no começo da entrevista
que deu o nome pra banda, conhecia das baladas,
de shows e tal. Depois de um tempo ele já
tinha montado a banda e me apresentou o baterista
e o guitarrista. Nisso já começou
a formar um novo ciclo de amizades, mas nessa
época ainda eles já tinham um
baixista. Depois de um tempo eles ficaram
sem baixista e continuaram a fazer shows sem
baixista mesmo. Em uma determinada conversa
de boteco eu falei pro vocalista (na época):
Cara, eu me ofereço para tocar baixo
na banda de vocês....
O cara simplesmente curtiu a idéia
e já falou pro guitarrista e baterista
na mesma hora e pronto, eu já tava
na banda. Acho que eles aprovaram porque eu
nem sabia tocar baixo quando eu falei isso,
na verdade eu nem sei até hoje (risos).
Aí deu no que deu, eu comprei o baixo
só pra entrar na banda e tô aqui
até hoje.
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TGZ:
Cite as Demos lançadas antes,
não só da sua entrada, mas também
da entrada da Rosana (vocais guturais); já
que apenas Glauber(Guitarra) e Thiago (Bateria/Vozes
rasgadas); hein? |
Dario – Antes de eu e
a Rosana entrarmos na banda, teve duas Demos,
uma em cd-r e outra em tape, na época
que foram lançadas, uma tinha um baixista,
a outra já não tinha. Uma tinha
uma vocalista junto com o primeiro vocal,
o fundador da banda, então foi um lance
meio que para os integrantes da banda mesmo
darem uma sacada de como estavam tocando,
mesmo porque, eram Demos-ensaios, gravadas
totalmente de forma caseira, e apesar de contar
com capinha e tudo, mal foram divulgadas,
eram mais para distribuir pra galera que ia
aos shows e tal.
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TGZ:
Pois, já na Demo “Violência
Sonora”, como foi o sentimento de ter
gravado numa banda de verdade, visto que você
já havia passado apenas por alguns
projetos enrolados? (Poderia falar sobre tais
também?) |
Dario – Pois é,
eu tentei várias vezes montar algumas
bandas mas geralmente fazendo parte do vocal,
pois como eu disse, eu mal sei tocar meu baixo
(risos), mas esses lances nunca foram pra
frente por desinteresse dos demais, mesmo
porque o sonho de quem tem o rock metal correndo
nas veias é ter uma banda e sair tocando.
Quando eu entrei no Pubianus, os caras já
faziam shows e sempre conversavam a respeito
de idéias pra banda e tal, aí
você sacava que era um lance que os
caras queriam levar adiante e não ficar
só na enrolação. Para
quem sempre pirava em ter uma banda, só
o fato de começar a fazer shows e ter
uma ótima recepção da
galera já foi gratificante demais,
depois o lance de entrar em estúdio,
lançar um material gravado e ainda
por cima depois receber diversos elogios a
respeito, sem comentários né
meu chapa!
Quanto a projetos, antes mesmo de entrar no
Pubianus, eu já tinha montado um projeto
chamado Infecto, existe até hoje, mas
não tem nada haver com o Pubianus,
é uma sonoridade mais thrash/death
e com uns toques de outros estilos, por isso
eu prefiro não rotular, as letras são
todas em português e falam sobre a mente
humana e alguns lances relacionados com filosofia.
Eu faço as letras e vocal. Prefiro
chamar de projeto mesmo ao invés de
banda, porque será um lance só
de estúdio mesmo, não de shows,
mesmo porque, cada música é
com um convidado especial em cada instrumento.
O lance anda totalmente devagar simplesmente
pelo fato de cada músico fazer parte
de alguma banda e terem seus compromissos,
mas eu prefiro fazer um lance devagar e bem
feito do que fazer algo nas pressas e sair
algo com um resultado catastrófico.
A intenção é gravar um
cd, mas como eu falei, vai ter que ser algo
feito na medida do possível não
só pelo fato dos demais integrantes
terem seus compromissos, mas também
pelo fato de que gravar um cd inteiro e prensar
não sai nada barato, para fazer isso
no momento eu não tenho condições,
mas na medida do possível eu escrevo
uma letra, junto um conhecido que toca algum
instrumento e a gente vai moldando algo para
que futuramente eu possa realizar mais este
sonho. Aguardem!
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TGZ:
E a Rosana, hein, chegou arregaçando
com os vocais guturais, como tem sido a aceitação
do público ao escutar ela vociferar
na Demo? (Capaz de muitos desatenciosos pensarem
que estão escutando vocais guturais
masculinos, neh?! Hehe) |
Dario
– Pois é, o lance da Rosana
foi o seguinte, em 2004 nós fizemos
um show em Apucarana (PR) ainda com o antigo
vocalista e fundador da banda, enquanto a
banda estava tocando, sem mais nem menos começamos
a escutar um vocal guturalzão misturado
com o vocal do batera e do antigo vocalista,
quando olhamos para o lado, vimos a Rosana,
uma pessoa que a gente mal conhecia e que
tinha ido na mesma van que a gente com o microfone
na mão e vociferando junto com a gente,
continuamos o show com essa “zoeira”
toda e no final veio um monte de gente nos
cumprimentar pelo show e elogiar o vocal da
Rosana como se ela fosse da banda, e na época
nem era....
Tivemos vários shows feitos inclusive,
que sem mais nem menos surgia alguém
no palco e começa a “cantar”,
a gente já foi chamado várias
vezes de “banda espontânea”
por causa disso. O cara chega e começa
a berrar com a gente do nada, mesmo porque
mesmo se tivesse letra no encarte do cd não
ia adiantar nada, não dá pra
entender nada o que a gente canta (risos),
então as vezes rola essas piras de
chegar alguém e subir no palco. A Rosana
fez isso nesse show que eu comentei e o vocal
realmente surpreendeu. Poucos ensaios depois
deste show o vocalista desencanou da banda
e deixou o Pubianus. A primeira pessoa que
nós pensamos para substituí-lo
foi a Rosana, foi aí que ela entrou,
fez uma série de shows conosco e gravou
o primeiro cd-demo oficial “Violência
Sonora”. Realmente muita gente se impressiona
ao saber que é uma mulher que faz aquele
vocal. Muita gente pergunta se ela usa algum
tipo de efeito e tal, é tudo natural.
Mas quanto a vocalista, eu vou dar uma notícia
de primeira mão para vocês aqui,
agora no final de 2005 nós decidimos
tirar a Rosana da banda!!! Infelizmente ela
começou a faltar em vários ensaios
e aos poucos também nós fomos
notando que ela é uma pessoa que não
tem personalidade própria, que estava
na banda mais com intuito de querer aparecer
pros outros do que levar o trabalho adiante,
sem contar também que fomos descobrindo
um lado “Tio Patinhas” dela, dinheirista
pra caramba saca!? Então não
tinha mais como ficar com ela na banda. Seria
mais profissional da parte dela chegar na
banda e dizer que não estava mais afim
de continuar com a gente do que matar ensaio
e não perder um ensaio sequer da banda
do namorado dela no dia seguinte ao nosso
ensaio, sendo que todos ensaios do Pubianus
que ela matava, já tinha uma desculpa
mirabolante na ponta da língua.
Nós, inclusive, perdemos um grande
evento no começo de Novembro aqui no
Paraná por causa das mancadas dela,
rolou um grande festival com bandas thrash,
hardcore de vários estados do Brasil
e inclusive uma banda da Colômbia e
nós participaríamos deste evento
mas não pudemos ir de última
hora, inclusive
eu gostaria de aproveitar o espaço
aqui no ThunderGod para pedir desculpas em
nome da banda para a produção,
público e demais bandas deste festival
na cidade de Arapongas (PR), a gente ainda
vai aparecer por aí!
Também de primeira mão, já
aviso que não é por causa de
um ou de outro que a banda vai se desfalcar.
Já estamos com um novo vocalista para
substituir a Rosana. O nome dele é
Rafael, já vimos ele cantando em uma
banda que ele fez parte por pouco tempo e
o vocal dele também impressiona muito,
então não tivemos dúvidas
em chamá-lo e já vamos fazer
alguns shows com ele, agora é só
terminar a divulgação do cd
“Violência Sonora” e começarmos
a divulgação com ele (Rafael)
e gravarmos novo material, além dos
shows, pois convites já estão
pintando vários inclusive para outros
estados e cidades bem distantes do nosso.
O negócio agora é levar adiante.
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TGZ:
Inclusive, a gravação foi
feita com todos na mesma sala tocando, como
se fosse em um show e em canais separados.
Como avaliaram o entrosamento com o resultado
obtido? |
Dario
–
O lance de gravarmos todos tocando ao mesmo
tempo, foi por dois motivos na verdade, um
deles é que sai muito mais barato do
que gravar todos os instrumentos separadamente
e como não tínhamos dinheiro
suficientemente para bancarmos uma gravação
com mais recursos mandamos ver, mesmo porque
já era a hora de gravarmos algo, o
outro motivo é que para lançarmos
um material no formato demo, achávamos
que não tinha muita necessidade de
fazer algo com muitos recursos, muito mais
caro já que a quantidade do material
é limitada. Gravamos todos tocando
juntos na mesma sala como em um show, isso
fez com que economizássemos dinheiro
e tempo também, mesmo assim os instrumentos
foram gravados em canais separados. De qualquer
maneira o material tanto sonoro quanto visual
saiu bem profissional.
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TGZ:
E o pouco dinheiro que fez com que a
gravação fosse realizada com
os poucos recursos, atrapalhou muito ou tudo
fluiu naturalmente sem maiores estresses? |
Dario – Fluiu naturalmente,
pois como eu disse anteriormente, não
tínhamos muito dinheiro disponível,
mas já era a hora de gravarmos. Sem
estresses!
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TGZ:
Não posso deixar de falar da capa da
Demo, ilustrada por uma menina assustada com
os olhos "esbugalhados" e cabelos
arrepiados. De onde extraíram a foto
e o que querem assim transmitir? |

Dario – A foto eu peguei nesses
e-mails, saca esses e-mails que o pessoal
entope a caixa de e-mails com piadas, com
vídeos, e outras coisas mais, eu recebo
esses e-mails direto, e em um deles tinha
essa foto da menina com uma cara assustada,
não me lembro ao certo do que falava
o e-mail, mas quando eu vi aquela foto eu
já tive a idéia de usar no cd.
Na foto aparece ela assustada porque está
descendo em um tobogã, então
eu peguei só a imagem dela assustada,
não da para perceber muito o porquê
dela estar assustada. O termo “Violência
Sonora” a gente sempre usou para a banda,
ficou meio que uma marca registrada, inclusive
às vezes nos cartazes a gente pedia
pro organizador do show ao invés de
escrever o estilo da banda, escrever “Violência
Sonora”, mesmo porque a gente não
curte muito esse lance de rótulo e
escrevendo isso no cartaz ao invés
de escrever o estilo, chama mais ainda a curiosidade
e atenção das pessoas, puro
marketing né (risos), então
como o nome do cd foi “Violência
Sonora” a imagem da criança assustada
é para mostrar que ela assustou por
causa do som, que ela está assustada
com a “Violência Sonora”!
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TGZ:
Outro detalhe é a homenagem prestada
à Janet Leigh, atriz que fez a famosa
cena do chuveiro no filme “Psicose”,
no encarte do cd. Qual foi a mente psicótica
que frutificou esta grande sacada/idéia
e o quê pensou no momento dessa fertilização
cerebral? |
Dario – Poxa, o filme Psicose
é um filmão e como todos sabem,
toda vez que sai algum comentário sobre
o filme, na imprensa, por exemplo, aquela
clássica cena do chuveiro é
um ponto de referência sobre o filme.
Na época que eu estava fazendo a arte
do encarte do cd-demo, foi a época
em que a atriz que fez essa famosa cena morreu,
então eu decidi colocar a homenagem
pra ela, mas também como forma de fazer
meio que um tributo para o gênero do
filme que é uma grande influência
pro Pubianus, o suspense. Eu coloquei essa
homenagem e mandei para a gráfica mesmo
sem os demais integrantes saberem, mas quando
eles viram piraram na idéia.
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TGZ:
Pois, o Cd-Demo consta de algumas curiosidades
do tipo “Acredite se quiser, mas é
verdade” (r.s..). Relate-as... |
Dario – Essas curiosidades eu
divulgo no press-release que está indo
junto com o cd-demo para os meios que fazem
resenhas, foi usado a frase “Acredite
se quiser, mas é verdade!” para
mostra-las.
Algumas delas são que antes mesmo do
“Violência Sonora” ficar
pronto, a Rosana, vocalista recém demitida
tinha ido gravar a única master da
banda que tinha acabado de sair do estúdio
na casa de uma conhecida dela, ela gravou
uma pra ela e a original ficou comigo. Pouco
tempo depois comecei a receber e-mails, mensagens
pelo celular e vi recados em um site de divulgação
de bandas aqui, dizendo que curtiram nosso
cd e tal, resumindo, nosso cd começou
a ser pirateado antes mesmo de ficar pronto,
a arte gráfica e o lance do silk. Outra
curiosidade, é que no começo
e final da música “Ladrões
da fé”, rola um lance de exorcismo,
quem escuta pensa que foi lance que a gente
fez no estúdio, mas na verdade se trata
de um trote telefônico em uma igreja,
que circulou pela internet, eu recebi por
e-mail, no trote o cara fala que seu amigo
está possuído e o pastor começa
a exorcizar o cara pelo telefone, enquanto
o cara finge estar sendo exorcizado o pastor
continua o “trabalho” por mais
de quatro minutos. É muito comédia,
em breve nós vamos disponibilizar o
trote na íntegra em nosso site e talvez
colocar de bônus em um futuro lançamento.
Outra curiosidade é que assim que mandamos
uma promo para um programa de rádio
aqui da cidade, foi tocado sons nossos por
várias vezes em dias seguidos, inclusive
fora da seção underground e
da seção de bandas nacionais,
tocando em blocos junto com bandas como Disgorge,
Cannibal Corpse e Napalm Death.
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TGZ:
O tema “Pirataria” é polêmico,
uma vez escrevi um texto contra os que fazem
pirataria de bandas da cena underground. Qual
a sua postura diante do assunto? |
Dario – Realmente este é
um tema polêmico, como eu tenho uma
distro, eu tenho contatos com vários
selos que fazem lançamentos em cd’s
manufaturados e até com quem tem envolvimento
na parte de licenciamento para que o cd seja
prensado na fábrica, então dá
para ter uma idéia do preço
da unidade de cada cd quando ele sai da fábrica,
então quando você vai em uma
loja e vê um cd nacional a um preço
exorbitante, da para sacar o quanto é
lucrado em cima. Mesmo que o cara tenha que
pagar impostos, frete e o caralho a quatro,
o valor que é lucrado em cima do valor
de quando o cd sai da fábrica é
muito, mas muito abusivo mesmo em cima do
cidadão que vive em um país
onde o salário mínimo é
de R$ 300,00, isso quando se tem um emprego.
O que acontece? O cara prefere ir ao camelô
e pagar uma miséria em um cd mal gravado.
Daí em diante eu já sou suspeito
para falar mais sobre o assunto, porque mesmo
sendo totalmente contra a pirataria, vou dizer
o que do camelô que tá vendendo
o pirata, o cara precisa de dinheiro para
sobreviver também...
Em relação a pirataria de bandas
da cena underground, o sujeito que faz pirataria
de bandas da cena, não está
dando apoio nenhum a banda. Uma banda underground,
rala um monte, se esforça ao máximo
para pelo menos tentar conseguir lançar
uma demo, pelo menos com a gente foi assim,
e daí chega alguém para copiar
o trabalho todo com o intuito de economizar,
sejamos francos, os cd’s de bandas underground
no Brasil estão acessíveis se
compararmos com os preços de cd’s
feitos em fábrica, que eu citei de
alguma banda grande, agora o pior é
quando o cara copia o material demo, é
a mesma coisa daqueles caras que chegam na
portaria de um show pedindo desconto no ingresso
com o intuito de economizar uns trocados pro
goró. O cara não está
dando valor nenhum para a banda, muito pelo
contrário, está desvalorizando
a banda, deixando de dar a força para
a banda tocar com o intuito de chapar. Quando
o nosso material demo começou a chegar
nas mãos dos outros antes do lançamento,
eu fiquei puto, na verdade eu culpei a Rosana
pelo fato, ela não tinha nada que pegar
a master no estúdio sem nos avisar
e gravar uma cópia na casa da conhecida
dela, essa conhecida dela ficou com os sons
no computador e passou adiante, agora você
acha que quem pegou nossos sons antecipadamente
vai querer saber de dar uma força comprando
nosso material com capinha colorida, caixinha,
cd silkado e tudo mais, vai nada, o cara quer
ficar com o cd-r que ele copiou. É
o que acontece!
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TGZ:
O Pubianus está participando de várias
coletâneas, mostrando que valorizam
bastante essas iniciativas... Essa atitude
plausível de vocês vem lhes garantindo
o retorno esperado de divulgação
frente aos produtores das mesmas? |
Dario – Sim, sim, estamos tendo
vários contatos de pessoas que conheceram
a banda através das coletâneas.
Assim que saiu o cd-demo, recebemos vários
convites de vários produtores de coletâneas
em 2005 já estamos com três coletâneas
na mão, já prontas, incluindo
a do ThunderGod! Já no começo
de 2006 está para sair mais uma aqui
no Brasil e uma na Argentina. Apesar de termos
recebido diversos convites, é claro
que escolhemos com cautela de qual participar,
precisamos ver se o trabalho realmente é
honesto e profissional, não podíamos
participar de qualquer uma, mas um outro motivo
que fez com que não entramos em outras
coletâneas foi o lance financeiro também,
afinal para participar de coletâneas
a banda precisa investir também, então
fica complicado participar de muitas ao mesmo
tempo, de qualquer maneira este é um
trabalho que vale a pena investir e na medida
do possível vamos continuar participando
de coletâneas.
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TGZ:
E os shows devem ser uma destruição
desgraçada, neh...Comente sobre esse
prazer compartilhado com os insanos, e se
houver lugares especiais a serem relembrados,
fique a vontade... |
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Dario – Ah, com certeza, é
uma grande satisfação subir
no palco e fazer a quebradeira geral. Praticamente
todos os shows, desde quando eu entrei na
banda pelo menos foram demais, com exceção
daquele show em Marialva que eu falei no começo
da entrevista. Só o fato de chegar
alguém após a apresentação
e dizer que curtiu a banda, o som, e quer
manter contato com a gente já é
muito satisfatório, mas um show que
particularmente eu curti e muito, foi um show
no Diretório Central Estudantil aqui
em Londrina em Maio de 2005, nós juntamos
algumas bandas e fizemos o show com a aparelhagem
das próprias bandas e o dinheiro da
portaria seria para ajudar no custo da viagem
para o show em Curitiba um mês depois.
Deu tudo certo no show e o público
simplesmente destruiu tudo durante nossa apresentação,
foi demais a energia de todos presentes, depois
vimos resenhas do show em sites aqui da região
e com comentários extremamente positivos
relacionados a apresentação
do Pubianus. Teve um show aqui também
antes desse, no final de 2004 com várias
bandas de várias vertentes do Metal,
e nosso set list era de aproximadamente 15
músicas mais ou menos, não me
lembro bem ao certo quantas, mas logo na terceira,
o cara da aparelhagem subiu no palco começou
a desligar os equipamentos e tirou a gente
do palco, foi histórico, a gente considera
essa uma das melhores apresentações
(risos), mas é verdade, a gente ficou
super contentes, um outro fato histórico
foi uma vez que a gente estava indo para Maringá
tocar com mais outras bandas daqui de Londrina,
então nós juntamos todas as
bandas, mais uma galera e fretamos um ônibus
inteiro, tava indo tudo beleza até
que o ônibus quebrou no meio do caminho,
o que aconteceu foi que uma viagem que era
para durar 50 minutos, durou mais de quatro
horas! Todas as bandas chegaram, subiram no
palco e tocaram sem tempo nem pra respirar
direito, afinal, devido ao imprevisto, chegamos
praticamente na hora em que era pra acabar
o show, bem tarde mesmo, mas mais uma vez
a energia do público foi destruidora!
|
TGZ:
Grande Dario, continue esse batalhador que
você é, fazendo e muito pela
cena dentro de suas atividades “undergroundianas”
e que a Pubianus consiga conquistar seus objetivos
com toda essa honestidade nua, crua e explícita
!!! |
Dario – Eu agradeço e muito
pela oportunidade e apoio que vocês
estão dando ao Pubianus, também
quero dizer, sem puxar o saco, mas uma pura
verdade, é que o ThunderGod é
um dos poucos webzines que eu visto a camisa
de verdade por fazer um trabalho sério
e honesto em nome do Metal, não é
desses webzines que literalmente “sugam”
as notícias um do outro, vocês
correm atrás do que estão querendo
divulgar, sem contar que ainda rola a versão
impressa, os zines impressos estão
cada vez mais entrando em extinção
e vocês continuam na luta, eu apoio
pra caramba isso!
Para quem tiver interesse em conhecer o Pubianus
e qualquer outro trabalho meu relacionado
ao underground, é só contatar.
Continuamos na luta! Valeu a todos...
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