» ENTREVISTA: PUBIANUS «

Realizada por: Cezar Augusto

Respondida por:
Dario

Pubianus

Contatos:
C/o
Dario
P.O. Box 2009 - Londrina/PR
86.023-970 - contato@infamedistro.com
http://www.pubianus.com

TGZ: Olá Dario, após o traçado acima, é fato que o Pubianus vem agradando fãs do metal extremo e do hardcore “old school”, além de desagradar aos ouvidos mais sensíveis. Acha que a banda está caindo mais ao gosto de fãs de um ou de outro estilo, ou realmente há um “equilíbrio” entre ambos esses maníacos dentro da receptividade abrangida até agora?

Dario –
Saudações Cezar, Elimar e todos que estão acompanhando esta entrevista. Primeiro eu gostaria de agradecer pela oportunidade de divulgarmos nosso trabalho por meio do ThunderGod.
Bom, respondendo a pergunta, na verdade existe esse “equilíbrio” entre os maníacos. Nós sempre tivemos contato e gosto pelos dois estilos, o metal e o hardcore “old school”, então tanto o público que vai aos nossos shows como quem adquire nossos materiais são compostos por quem curte o hardcore old e quem curte o metal extremo, e aqueles que curtem os dois tipos de som como nós mesmos. Em relação ao fato de desagradar aos ouvidos mais sensíveis, desde o início da banda até hoje, o único comentário negativo que nós tivemos foi em relação a um show que fizemos em 2004 na cidade de Marialva (PR), nós descobrimos um desses diários virtuais e tinha comentários a respeito desse evento, e todos que assinaram falando a respeito do Pubianus, faziam comentários ridículos a respeito do baterista, ninguém falou sobre o som, os caras diziam coisas do tipo: esse baterista é muito magro....., esse baterista é muito feio....
Veja só, hoje em dia tem gente que vai a show só pra ver a musculatura dos músicos (hahaha) e não pra curtir o som. Mas a gente nem ligou, porque esse negócio de diário virtual pra nós é “café com leite”, coisa de desocupado.

TGZ: Logo quando conheci a banda, fiquei a me perguntar se o nome seria uma junção de “Pubis + Ânus” e no site há algo falando acerca, mas é exatamente isto mesmo? De quem partiu essa idéia escrota para a denominação (haha)?

Dario –
Realmente, o nome é a junção das duas nojeiras, púbis e ânus. Esse nome veio do primeiro vocalista e um dos fundadores da banda. O cara é um doente mental e depravado sexual!

TGZ: Inclusive, o site é composto por várias idéias toscas, sarcásticas, chocantes, engraçadas...Este contexto tem a ver com as letras, certo? E, se possível, cite algumas das idéias mais escrotas contidas no site para atiçar aos mais curiosos?

Dario – Sim, o contexto do site tem tudo a ver com a proposta da banda, ou seja, ser tosco (risos), inclusive quando eu fui passar as infos pro webmaster fazer o site, eu já falei logo de cara, faz uma coisa bem tosca, não é pra fazer nada bonitinho não. As idéias são baseadas nas letras sim e no nome da banda, a gente vai lá e coloca coisas relacionadas a letras, por exemplo, coisas a respeito de zumbis, seriais killers e tal, e coisas relacionadas com o nome da banda, nojeiras relacionadas à pornografia e bizarrice e por aí vai. O mais engraçado nisso tudo, é que geralmente quem entra no site fala que pensava que o som ia ser uma bosta por causa do site, mas depois que escuta, tece elogios pra banda, a maioria dos comentários de quem nos conhece pelo site tem sido assim, então o lance do site é mais ou menos esse também, ou o cara nos ama ou nos odeia, portanto, nunca julgue um livro pela capa (risos). Nosso som não é lá essas coisas, mas também não é tão porcaria quanto o site (mais risos).

TGZ: Dario, você não é da formação original, então fale como se deu a entrada no posto de baixista?

Dario – Eu já conhecia o primeiro vocalista, o doente mental que eu falei no começo da entrevista que deu o nome pra banda, conhecia das baladas, de shows e tal. Depois de um tempo ele já tinha montado a banda e me apresentou o baterista e o guitarrista. Nisso já começou a formar um novo ciclo de amizades, mas nessa época ainda eles já tinham um baixista. Depois de um tempo eles ficaram sem baixista e continuaram a fazer shows sem baixista mesmo. Em uma determinada conversa de boteco eu falei pro vocalista (na época): Cara, eu me ofereço para tocar baixo na banda de vocês....
O cara simplesmente curtiu a idéia e já falou pro guitarrista e baterista na mesma hora e pronto, eu já tava na banda. Acho que eles aprovaram porque eu nem sabia tocar baixo quando eu falei isso, na verdade eu nem sei até hoje (risos). Aí deu no que deu, eu comprei o baixo só pra entrar na banda e tô aqui até hoje.

TGZ: Cite as Demos lançadas antes, não só da sua entrada, mas também da entrada da Rosana (vocais guturais); já que apenas Glauber(Guitarra) e Thiago (Bateria/Vozes rasgadas); hein?

Dario – Antes de eu e a Rosana entrarmos na banda, teve duas Demos, uma em cd-r e outra em tape, na época que foram lançadas, uma tinha um baixista, a outra já não tinha. Uma tinha uma vocalista junto com o primeiro vocal, o fundador da banda, então foi um lance meio que para os integrantes da banda mesmo darem uma sacada de como estavam tocando, mesmo porque, eram Demos-ensaios, gravadas totalmente de forma caseira, e apesar de contar com capinha e tudo, mal foram divulgadas, eram mais para distribuir pra galera que ia aos shows e tal.

TGZ: Pois, já na Demo “Violência Sonora”, como foi o sentimento de ter gravado numa banda de verdade, visto que você já havia passado apenas por alguns projetos enrolados? (Poderia falar sobre tais também?)

Dario – Pois é, eu tentei várias vezes montar algumas bandas mas geralmente fazendo parte do vocal, pois como eu disse, eu mal sei tocar meu baixo (risos), mas esses lances nunca foram pra frente por desinteresse dos demais, mesmo porque o sonho de quem tem o rock metal correndo nas veias é ter uma banda e sair tocando. Quando eu entrei no Pubianus, os caras já faziam shows e sempre conversavam a respeito de idéias pra banda e tal, aí você sacava que era um lance que os caras queriam levar adiante e não ficar só na enrolação. Para quem sempre pirava em ter uma banda, só o fato de começar a fazer shows e ter uma ótima recepção da galera já foi gratificante demais, depois o lance de entrar em estúdio, lançar um material gravado e ainda por cima depois receber diversos elogios a respeito, sem comentários né meu chapa!
Quanto a projetos, antes mesmo de entrar no Pubianus, eu já tinha montado um projeto chamado Infecto, existe até hoje, mas não tem nada haver com o Pubianus, é uma sonoridade mais thrash/death e com uns toques de outros estilos, por isso eu prefiro não rotular, as letras são todas em português e falam sobre a mente humana e alguns lances relacionados com filosofia. Eu faço as letras e vocal. Prefiro chamar de projeto mesmo ao invés de banda, porque será um lance só de estúdio mesmo, não de shows, mesmo porque, cada música é com um convidado especial em cada instrumento. O lance anda totalmente devagar simplesmente pelo fato de cada músico fazer parte de alguma banda e terem seus compromissos, mas eu prefiro fazer um lance devagar e bem feito do que fazer algo nas pressas e sair algo com um resultado catastrófico. A intenção é gravar um cd, mas como eu falei, vai ter que ser algo feito na medida do possível não só pelo fato dos demais integrantes terem seus compromissos, mas também pelo fato de que gravar um cd inteiro e prensar não sai nada barato, para fazer isso no momento eu não tenho condições, mas na medida do possível eu escrevo uma letra, junto um conhecido que toca algum instrumento e a gente vai moldando algo para que futuramente eu possa realizar mais este sonho. Aguardem!

TGZ: E a Rosana, hein, chegou arregaçando com os vocais guturais, como tem sido a aceitação do público ao escutar ela vociferar na Demo? (Capaz de muitos desatenciosos pensarem que estão escutando vocais guturais masculinos, neh?! Hehe)

Dario – Pois é, o lance da Rosana foi o seguinte, em 2004 nós fizemos um show em Apucarana (PR) ainda com o antigo vocalista e fundador da banda, enquanto a banda estava tocando, sem mais nem menos começamos a escutar um vocal guturalzão misturado com o vocal do batera e do antigo vocalista, quando olhamos para o lado, vimos a Rosana, uma pessoa que a gente mal conhecia e que tinha ido na mesma van que a gente com o microfone na mão e vociferando junto com a gente, continuamos o show com essa “zoeira” toda e no final veio um monte de gente nos cumprimentar pelo show e elogiar o vocal da Rosana como se ela fosse da banda, e na época nem era....
Tivemos vários shows feitos inclusive, que sem mais nem menos surgia alguém no palco e começa a “cantar”, a gente já foi chamado várias vezes de “banda espontânea” por causa disso. O cara chega e começa a berrar com a gente do nada, mesmo porque mesmo se tivesse letra no encarte do cd não ia adiantar nada, não dá pra entender nada o que a gente canta (risos), então as vezes rola essas piras de chegar alguém e subir no palco. A Rosana fez isso nesse show que eu comentei e o vocal realmente surpreendeu. Poucos ensaios depois deste show o vocalista desencanou da banda e deixou o Pubianus. A primeira pessoa que nós pensamos para substituí-lo foi a Rosana, foi aí que ela entrou, fez uma série de shows conosco e gravou o primeiro cd-demo oficial “Violência Sonora”. Realmente muita gente se impressiona ao saber que é uma mulher que faz aquele vocal. Muita gente pergunta se ela usa algum tipo de efeito e tal, é tudo natural.
Mas quanto a vocalista, eu vou dar uma notícia de primeira mão para vocês aqui, agora no final de 2005 nós decidimos tirar a Rosana da banda!!! Infelizmente ela começou a faltar em vários ensaios e aos poucos também nós fomos notando que ela é uma pessoa que não tem personalidade própria, que estava na banda mais com intuito de querer aparecer pros outros do que levar o trabalho adiante, sem contar também que fomos descobrindo um lado “Tio Patinhas” dela, dinheirista pra caramba saca!? Então não tinha mais como ficar com ela na banda. Seria mais profissional da parte dela chegar na banda e dizer que não estava mais afim de continuar com a gente do que matar ensaio e não perder um ensaio sequer da banda do namorado dela no dia seguinte ao nosso ensaio, sendo que todos ensaios do Pubianus que ela matava, já tinha uma desculpa mirabolante na ponta da língua.
Nós, inclusive, perdemos um grande evento no começo de Novembro aqui no Paraná por causa das mancadas dela, rolou um grande festival com bandas thrash, hardcore de vários estados do Brasil e inclusive uma banda da Colômbia e nós participaríamos deste evento mas não pudemos ir de última hora, inclusive eu gostaria de aproveitar o espaço aqui no ThunderGod para pedir desculpas em nome da banda para a produção, público e demais bandas deste festival na cidade de Arapongas (PR), a gente ainda vai aparecer por aí!
Também de primeira mão, já aviso que não é por causa de um ou de outro que a banda vai se desfalcar. Já estamos com um novo vocalista para substituir a Rosana. O nome dele é Rafael, já vimos ele cantando em uma banda que ele fez parte por pouco tempo e o vocal dele também impressiona muito, então não tivemos dúvidas em chamá-lo e já vamos fazer alguns shows com ele, agora é só terminar a divulgação do cd “Violência Sonora” e começarmos a divulgação com ele (Rafael) e gravarmos novo material, além dos shows, pois convites já estão pintando vários inclusive para outros estados e cidades bem distantes do nosso. O negócio agora é levar adiante.

TGZ: Inclusive, a gravação foi feita com todos na mesma sala tocando, como se fosse em um show e em canais separados. Como avaliaram o entrosamento com o resultado obtido?

Dario – O lance de gravarmos todos tocando ao mesmo tempo, foi por dois motivos na verdade, um deles é que sai muito mais barato do que gravar todos os instrumentos separadamente e como não tínhamos dinheiro suficientemente para bancarmos uma gravação com mais recursos mandamos ver, mesmo porque já era a hora de gravarmos algo, o outro motivo é que para lançarmos um material no formato demo, achávamos que não tinha muita necessidade de fazer algo com muitos recursos, muito mais caro já que a quantidade do material é limitada. Gravamos todos tocando juntos na mesma sala como em um show, isso fez com que economizássemos dinheiro e tempo também, mesmo assim os instrumentos foram gravados em canais separados. De qualquer maneira o material tanto sonoro quanto visual saiu bem profissional.

TGZ: E o pouco dinheiro que fez com que a gravação fosse realizada com os poucos recursos, atrapalhou muito ou tudo fluiu naturalmente sem maiores estresses?

Dario – Fluiu naturalmente, pois como eu disse anteriormente, não tínhamos muito dinheiro disponível, mas já era a hora de gravarmos. Sem estresses!

TGZ: Não posso deixar de falar da capa da Demo, ilustrada por uma menina assustada com os olhos "esbugalhados" e cabelos arrepiados. De onde extraíram a foto e o que querem assim transmitir?

Dario –
A foto eu peguei nesses e-mails, saca esses e-mails que o pessoal entope a caixa de e-mails com piadas, com vídeos, e outras coisas mais, eu recebo esses e-mails direto, e em um deles tinha essa foto da menina com uma cara assustada, não me lembro ao certo do que falava o e-mail, mas quando eu vi aquela foto eu já tive a idéia de usar no cd. Na foto aparece ela assustada porque está descendo em um tobogã, então eu peguei só a imagem dela assustada, não da para perceber muito o porquê dela estar assustada. O termo “Violência Sonora” a gente sempre usou para a banda, ficou meio que uma marca registrada, inclusive às vezes nos cartazes a gente pedia pro organizador do show ao invés de escrever o estilo da banda, escrever “Violência Sonora”, mesmo porque a gente não curte muito esse lance de rótulo e escrevendo isso no cartaz ao invés de escrever o estilo, chama mais ainda a curiosidade e atenção das pessoas, puro marketing né (risos), então como o nome do cd foi “Violência Sonora” a imagem da criança assustada é para mostrar que ela assustou por causa do som, que ela está assustada com a “Violência Sonora”!

TGZ: Outro detalhe é a homenagem prestada à Janet Leigh, atriz que fez a famosa cena do chuveiro no filme “Psicose”, no encarte do cd. Qual foi a mente psicótica que frutificou esta grande sacada/idéia e o quê pensou no momento dessa fertilização cerebral?

Dario –
Poxa, o filme Psicose é um filmão e como todos sabem, toda vez que sai algum comentário sobre o filme, na imprensa, por exemplo, aquela clássica cena do chuveiro é um ponto de referência sobre o filme. Na época que eu estava fazendo a arte do encarte do cd-demo, foi a época em que a atriz que fez essa famosa cena morreu, então eu decidi colocar a homenagem pra ela, mas também como forma de fazer meio que um tributo para o gênero do filme que é uma grande influência pro Pubianus, o suspense. Eu coloquei essa homenagem e mandei para a gráfica mesmo sem os demais integrantes saberem, mas quando eles viram piraram na idéia.

TGZ: Pois, o Cd-Demo consta de algumas curiosidades do tipo “Acredite se quiser, mas é verdade” (r.s..). Relate-as...

Dario –
Essas curiosidades eu divulgo no press-release que está indo junto com o cd-demo para os meios que fazem resenhas, foi usado a frase “Acredite se quiser, mas é verdade!” para mostra-las.
Algumas delas são que antes mesmo do “Violência Sonora” ficar pronto, a Rosana, vocalista recém demitida tinha ido gravar a única master da banda que tinha acabado de sair do estúdio na casa de uma conhecida dela, ela gravou uma pra ela e a original ficou comigo. Pouco tempo depois comecei a receber e-mails, mensagens pelo celular e vi recados em um site de divulgação de bandas aqui, dizendo que curtiram nosso cd e tal, resumindo, nosso cd começou a ser pirateado antes mesmo de ficar pronto, a arte gráfica e o lance do silk. Outra curiosidade, é que no começo e final da música “Ladrões da fé”, rola um lance de exorcismo, quem escuta pensa que foi lance que a gente fez no estúdio, mas na verdade se trata de um trote telefônico em uma igreja, que circulou pela internet, eu recebi por e-mail, no trote o cara fala que seu amigo está possuído e o pastor começa a exorcizar o cara pelo telefone, enquanto o cara finge estar sendo exorcizado o pastor continua o “trabalho” por mais de quatro minutos. É muito comédia, em breve nós vamos disponibilizar o trote na íntegra em nosso site e talvez colocar de bônus em um futuro lançamento. Outra curiosidade é que assim que mandamos uma promo para um programa de rádio aqui da cidade, foi tocado sons nossos por várias vezes em dias seguidos, inclusive fora da seção underground e da seção de bandas nacionais, tocando em blocos junto com bandas como Disgorge, Cannibal Corpse e Napalm Death.

TGZ: O tema “Pirataria” é polêmico, uma vez escrevi um texto contra os que fazem pirataria de bandas da cena underground. Qual a sua postura diante do assunto?

Dario –
Realmente este é um tema polêmico, como eu tenho uma distro, eu tenho contatos com vários selos que fazem lançamentos em cd’s manufaturados e até com quem tem envolvimento na parte de licenciamento para que o cd seja prensado na fábrica, então dá para ter uma idéia do preço da unidade de cada cd quando ele sai da fábrica, então quando você vai em uma loja e vê um cd nacional a um preço exorbitante, da para sacar o quanto é lucrado em cima. Mesmo que o cara tenha que pagar impostos, frete e o caralho a quatro, o valor que é lucrado em cima do valor de quando o cd sai da fábrica é muito, mas muito abusivo mesmo em cima do cidadão que vive em um país onde o salário mínimo é de R$ 300,00, isso quando se tem um emprego. O que acontece? O cara prefere ir ao camelô e pagar uma miséria em um cd mal gravado. Daí em diante eu já sou suspeito para falar mais sobre o assunto, porque mesmo sendo totalmente contra a pirataria, vou dizer o que do camelô que tá vendendo o pirata, o cara precisa de dinheiro para sobreviver também...
Em relação a pirataria de bandas da cena underground, o sujeito que faz pirataria de bandas da cena, não está dando apoio nenhum a banda. Uma banda underground, rala um monte, se esforça ao máximo para pelo menos tentar conseguir lançar uma demo, pelo menos com a gente foi assim, e daí chega alguém para copiar o trabalho todo com o intuito de economizar, sejamos francos, os cd’s de bandas underground no Brasil estão acessíveis se compararmos com os preços de cd’s feitos em fábrica, que eu citei de alguma banda grande, agora o pior é quando o cara copia o material demo, é a mesma coisa daqueles caras que chegam na portaria de um show pedindo desconto no ingresso com o intuito de economizar uns trocados pro goró. O cara não está dando valor nenhum para a banda, muito pelo contrário, está desvalorizando a banda, deixando de dar a força para a banda tocar com o intuito de chapar. Quando o nosso material demo começou a chegar nas mãos dos outros antes do lançamento, eu fiquei puto, na verdade eu culpei a Rosana pelo fato, ela não tinha nada que pegar a master no estúdio sem nos avisar e gravar uma cópia na casa da conhecida dela, essa conhecida dela ficou com os sons no computador e passou adiante, agora você acha que quem pegou nossos sons antecipadamente vai querer saber de dar uma força comprando nosso material com capinha colorida, caixinha, cd silkado e tudo mais, vai nada, o cara quer ficar com o cd-r que ele copiou. É o que acontece!

TGZ: O Pubianus está participando de várias coletâneas, mostrando que valorizam bastante essas iniciativas... Essa atitude plausível de vocês vem lhes garantindo o retorno esperado de divulgação frente aos produtores das mesmas?

Dario –
Sim, sim, estamos tendo vários contatos de pessoas que conheceram a banda através das coletâneas. Assim que saiu o cd-demo, recebemos vários convites de vários produtores de coletâneas em 2005 já estamos com três coletâneas na mão, já prontas, incluindo a do ThunderGod! Já no começo de 2006 está para sair mais uma aqui no Brasil e uma na Argentina. Apesar de termos recebido diversos convites, é claro que escolhemos com cautela de qual participar, precisamos ver se o trabalho realmente é honesto e profissional, não podíamos participar de qualquer uma, mas um outro motivo que fez com que não entramos em outras coletâneas foi o lance financeiro também, afinal para participar de coletâneas a banda precisa investir também, então fica complicado participar de muitas ao mesmo tempo, de qualquer maneira este é um trabalho que vale a pena investir e na medida do possível vamos continuar participando de coletâneas.

TGZ: E os shows devem ser uma destruição desgraçada, neh...Comente sobre esse prazer compartilhado com os insanos, e se houver lugares especiais a serem relembrados, fique a vontade...
Dario – Ah, com certeza, é uma grande satisfação subir no palco e fazer a quebradeira geral. Praticamente todos os shows, desde quando eu entrei na banda pelo menos foram demais, com exceção daquele show em Marialva que eu falei no começo da entrevista. Só o fato de chegar alguém após a apresentação e dizer que curtiu a banda, o som, e quer manter contato com a gente já é muito satisfatório, mas um show que particularmente eu curti e muito, foi um show no Diretório Central Estudantil aqui em Londrina em Maio de 2005, nós juntamos algumas bandas e fizemos o show com a aparelhagem das próprias bandas e o dinheiro da portaria seria para ajudar no custo da viagem para o show em Curitiba um mês depois. Deu tudo certo no show e o público simplesmente destruiu tudo durante nossa apresentação, foi demais a energia de todos presentes, depois vimos resenhas do show em sites aqui da região e com comentários extremamente positivos relacionados a apresentação do Pubianus. Teve um show aqui também antes desse, no final de 2004 com várias bandas de várias vertentes do Metal, e nosso set list era de aproximadamente 15 músicas mais ou menos, não me lembro bem ao certo quantas, mas logo na terceira, o cara da aparelhagem subiu no palco começou a desligar os equipamentos e tirou a gente do palco, foi histórico, a gente considera essa uma das melhores apresentações (risos), mas é verdade, a gente ficou super contentes, um outro fato histórico foi uma vez que a gente estava indo para Maringá tocar com mais outras bandas daqui de Londrina, então nós juntamos todas as bandas, mais uma galera e fretamos um ônibus inteiro, tava indo tudo beleza até que o ônibus quebrou no meio do caminho, o que aconteceu foi que uma viagem que era para durar 50 minutos, durou mais de quatro horas! Todas as bandas chegaram, subiram no palco e tocaram sem tempo nem pra respirar direito, afinal, devido ao imprevisto, chegamos praticamente na hora em que era pra acabar o show, bem tarde mesmo, mas mais uma vez a energia do público foi destruidora!

TGZ: Grande Dario, continue esse batalhador que você é, fazendo e muito pela cena dentro de suas atividades “undergroundianas” e que a Pubianus consiga conquistar seus objetivos com toda essa honestidade nua, crua e explícita !!!

Dario –
Eu agradeço e muito pela oportunidade e apoio que vocês estão dando ao Pubianus, também quero dizer, sem puxar o saco, mas uma pura verdade, é que o ThunderGod é um dos poucos webzines que eu visto a camisa de verdade por fazer um trabalho sério e honesto em nome do Metal, não é desses webzines que literalmente “sugam” as notícias um do outro, vocês correm atrás do que estão querendo divulgar, sem contar que ainda rola a versão impressa, os zines impressos estão cada vez mais entrando em extinção e vocês continuam na luta, eu apoio pra caramba isso!
Para quem tiver interesse em conhecer o Pubianus e qualquer outro trabalho meu relacionado ao underground, é só contatar. Continuamos na luta! Valeu a todos...



 
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