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Perguntas : Cezar
Augusto - |
- Respostas :
Fawster Teles (Baixo)-
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- Entrevista
realizada em Agosto de 2007 -
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Quando
a Guerra do Golfo é deflagrada
no Oriente Médio em meados dos
anos 90, na capital do Estado do Piauí
explode a banda SCUD, que veio quebrar
as barreiras da cultura regional e definir
um estilo que passava despercebido,
mas que envolvia jovens por todo Brasil
e nomeava grandes bandas nacionais e
internacionais. No decorrer de seu curso,
a banda vem obtendo vitórias
e a mais recente delas foi o lançamento
do álbum "Clouds Taken By
The Wind".
Vamos agora conversar com Fawster Teles,
baixista, para ele nos contar mais...
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TGZ:
Saudações Fawster &
Scud ! A banda tem um bom tempo que surgiu,
explodindo na época da guerra do Golfo,
para demarcar seu território na cena
nacional. Por que o nome SCUD? E apresente
os lançamentos dos primeiros trabalhos
da banda, até chegar ao Debut Cd.
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Fawster
O nome SCUD significa "Nuvens levadas
pelo vento", alusão ao míssil
iraquiano na guerra do golfo pérsico.
Na discografia temos o Demo-Tape "Lampião"
(1991), o Compacto "Shout" (1993),
o Cd-Promo "Shut Eyes" (2003) e
agora o Debut "Clouds taken by the wind"
(2006); todos lançados de forma independente.
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TGZ:
Dentre essa discografia, houve mudança
no som da banda ou sempre mantiveram a linha.
Comente. |

Fawster
Em "Lampião" (91), o Scud
fazia um som thrash metal, mas com muitas
influências de metal melódico,
devido a presença forte do então
guitarrista Thyrso Neto (ex-Vênus e
Avalon); na época, o Alelaf era baixo/vocal.
Já no segundo trabalho, o compacto
"Shout" (93), o som já sofreu
grandes mudanças, pois tinha entrado
para a banda componentes com outras influências
musicais (eu que vinha do Fahrenheit) e o
Joe Ferry (Black Mass - Belém/PA).
Aliados a idéias renovadoras da banda,
passamos a compor músicas bem mais
agressivas, como "Bean With Rice"
a qual fizemos questão de incluir no
set atual. Desta época para o promo
"Shut Eyes" (2003), a banda passou
um tempo inativa, retornando às atividades
na cidade de Parnaíba-PI contando apenas
com Alelaf (guitarra/vocal) da última
formação. Juntaram-se a ele
o baterista Fábio Nasc (Morbid Whisper
- Brasilia/DF) e o novato Klécius Oliveira
(baixo). Com essa formacão, o Scud
se reestruturou como banda ativa, fazendo
shows tanto em Parnaiba como Teresina. Com
essa formação, gravaram o debut
"Clouds..." ... após a gravação,
Klécius sai da banda por motivos pessoais
e eu volto ao posto de origem, participando
do show de lançamento desse álbum.
Na banda, cada um possui várias influências
e formas próprias de ver as coisas.
A infinidade de estilos que a banda escuta
e de certa forma absorve é muito diversificado.
Vai o mais melódico ao mais brutal
... do mais antigo ao mais moderno. Hoje,
achamos que estamos mais para Brazilian Rock
Band, pelo "rock and roll" ser a
raiz do que temos hoje em dia por aí.
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TGZ:
Um misto de influências “rockers”
agressivas !!! E 2006 marcou o lançamento
do 'play' oficial, "Clouds Taken By The
Wind", cujo Cd fora totalmente gravado
na capital do "Delta do Rio Parnaíba".
Como foram as horas no estúdio e se
ficaram 100% satisfeitos com a produção
final? |

Fawster
Bom, não participei das gravações.
Todo o processo de "confecção"
de "Clouds..." foi realizado em
terras parnaibanas ... com exceção
da prensagem, que fora feita em São
Paulo pela Sonopress. Participei com algumas
letras que havia mandado ao Alelaf, quando
eu ainda estava na ativa com o Zorates (RIP).
O cd foi gravado de forma calma e gradativamente,
de uma maneira que tudo ficasse da melhor
forma possível, o que de fato aconteceu.
Estamos muito felizes com o resultado final
do nosso Debu,t pois conseguimos atingir os
objetivos para ele almejado.
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TGZ:
Huuum... e foi interessante também
vocês o terem lançado de forma
independente; diante desse fato, a Scud havia
"corrido atrás" de selos
nacionais ou estrangeiros, ou foi opção
já premeditada o lançamento
independente? |

Fawster
Quem é que não gostaria de ter
seu primeiro álbum lançado por
uma boa gravadora/selo, né? Mas foi
sim, foi opção da banda lançar
"Clouds..." de forma independente.
Achamos melhor ir apresentando o trabalho
às gravadoras/selos em geral e termos
um amadurecimento como banda em cima disso,
o que de fato está acontecendo. Fizemos
ótimos contatos com algumas pessoas
e vamos ver o que rola para o próximo
álbum que inclusive já tem alguns
"esqueletos" prontos. Algumas delas,
já tocamos ao vivo.
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TGZ:
Um fato curioso: O "Clouds Taken By The
Wind" foi lançado numa sexta-feira
13; data que, na crença popular, é
dia de azar (hehe). A data para esse lançamento,
então, foi planejada ou aconteceu naturalmente?
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Fawster
Reunimos no salão do Hotel Delta de
Parnaíba, nossos patrocinadores, formadores
de opinião e amigos para festejarem
socialmente o lançamento do nosso debut.
A data sexta - feira 13 não foi proposital,
e está nos dando muita sorte até
hoje.
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TGZ:
Ótimo, é uma data
de mera supertição (rss). Agora,
volte a sua mente ao show de lançamento
do álbum, sinta-se naquela data...
Logo relembre para nós como foram os
aspectos mais marcantes para a banda na interação
com o público. |
Fawster Há momentos
em nossas vidas que ficam na lembrança
para todo o sempre. É assim com o lançamento
de nosso debut. Conseguimos reunir num lugar
bem descolado cerca de 500 pessoas entre elas
headbangers, roqueiros, familiares e afins
para festejarem conosco o primeiro show com
o álbum já em mãos. Utilizamos
uma estrutura de som e iluminação
bem legal, e a interação com
a galera foi algo de longe extraordinário,
ela respondeu positivamente à nossa
performance. Aquela noite foi algo muito especial
e marcante para todos nós.
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TGZ:
E falando em show, tivemos a oportunidade
de nos conhecer pessoalmente quando tocaram
na capital baiana. No caso, na "Seletiva
Wacken Open Air - Alemanha - 2007 / Seletiva
Salvador/BA". O quê acharam do
evento, de terem vindo tocar na Bahia, público,
enfim... |
Fawster
Pois é. Aquela nossa estada em Salvador
foi outro acontecimento que jamais será
esquecido. Adoramos conhecer pessoas legais
que até então só tínhamos
contato através de cartas e internet,
como você, Cezinha, e o Jaime (Metal
Vox). Pudemos rever a galera do Headhunter
D.C, tomar umas na noite anterior com o Belzebuth
(Mystifier) e Alck, que por força maior
não puderam comparecer ao show, o pessoal
do Harlequim ... Siege Of Hate ... o Airton
(Roadie Crew) ... enfim ... nos sentimos muito
felizes por estar com essas pessoas num evento
tão importante para a cena metálica
do país como um todo. O evento foi
muito legal, ótimas bandas, público
muito fodido. Tivemos a chance de mostrar
nosso som aos headbangers presentes, e este
respondeu à altura. Isso foi o ponto
máximo da estada do SCUD em terras
soteropolitanas.
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TGZ:
Vocês estão planejando
a "Scud WindsTour 2007" para tocar
em 27 shows espalhados pelo Brasil (claro,
com algumas datas à confirmar). Como
foi para estruturar todas as datas, e como
estão as expectativas para darem início
à essa jornada de shows (de Setembro
até Dezembro)? |
Fawster Essa turnê
é algo que sempre esteve em nossos
planos, mas por força maior ainda não
tinha dado para colocá-la em prática.
Decidimos que a hora é agora e que
o momento é esse. É muito complicado
uma banda não tão conhecida
no país como o SCUD conseguir agendar
datas em cidades tão distantes da nossa,
porém, estamos conseguindo grandes
resultados. Tivemos problemas em agendar pelo
nordeste, mas iremos fechar nessa região
no próximo ano, já conversamos
com alguns produtores e gostaram da idéia,
porém, isso ficará para depois
que essa turnê terminar. Estamos super
ansiosos para começarmos os shows ...
sabemos que só trarão benefícios
ao SCUD, e essa turnê será um
divisor de água para todos nós.
As expectativas são as melhores possíveis,
está havendo uma interatividade muito
forte entre banda e produtores e isso é
muito positivo para o andamento de toda a
turnê.
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TGZ:
Ao contrário de muitas bandas
da cena que não têm essa pertinente
preocupação, a Scud sabe se
divulgar... O fato de haver um zineiro (você)
ajuda bastante a banda, visto seus muitos
contatos no cenário; concorda? Explane
seu ponto de vista. |
Fawster
Sim. O fato de eu ser um fanzineiro (Metal
Warriors Mag – www.metalwarriors.cjb.net)
contribui bastante para uma divulgação
maior do SCUD, pois conheço o terreno
onde temos que abranger. Sem falar que o magazine
por si próprio, abre muitas portas
para a banda, assim como abriu as portas para
o Zorates (minha ex-banda) quando na ativa.
Há muito tempo venho batalhando na
cena e contribuindo um pouco para o engrandecimento
da mesma. Na verdade, iremos dar uma reforçada
na divulgação da banda com essa
turnê. Quem nunca ouviu falar em SCUD
... poderá conferir de perto.
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TGZ:
Ok, Fawster, aproveite pra falar um
pouco sobre o seu zine: Metal Warriors. |
Fawster
Bom, o Metal Warriors Mag está na sua
quarta edição. O formato mudou
em relação às duas primeiras
edições, ficou mais compacto
para facilitar o intervalo entre as edições,
mas manteve-se fiel aos seus objetivos que
é ajudar as bandas na divulgação
de seus trabalhos. Éramos para lançar
a quinta edição agora para levar
na turnê, mas acabou ficando dependioso
devido ao tempo, e sua publicação
só será possível após
retornar dessa turnê. Um fator até
de fácil aceitação, acredito...
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TGZ:
Antes de acabar, o que você gostaria
de salientar que por acaso não foi
abordado nesta entrevista? |
Fawster
Bom, na verdade nada ... mas gostaria de utilizar
esse espaço aqui e agradecer em nome
de toda a banda SCUD pela grande força
que vocês do Thundergod tem dado não
só a nós, mas em condicional
a todas as bandas do nosso underground. Acreditando
sempre na união e no posterior fortalecimento
de toda uma causa.
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TGZ:
Obrigado amigo, forças para a Scud,
a gente se vê nos shows... |
Fawster
Salvador ... estamos a caminho! Vamos torcer
pra gente pisar mais uma vez nessa cidade
linda.
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