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ENTREVISTA: TENEBRARUM
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Por : Cezar
Augusto - |
- Respostas :
Mário Carvalho
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- Contatos
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Mário é
um dos guerreiros da cena underground e já
há algum tempo vem confeccionando seus
trabalhos (Banda Vômito Vaginal e Tenebrarum
Zine/Prods), além de colaborar com
vários zines (inclusive com o nosso)
e é para tratar de assuntos pertinentes
ao seu Zine Tenebrarum que, desde já,
inicia-se esta entrevista via Msn. Vamos lá:
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TGZ:
Saudações irmão,
apresente o Tenebrarum em questão de
objetivo e foco abordado por esse zine fudido. |

Mário:
Saudações Irmão Cezar,
é uma honra para mim ser entrevistado
por você.
O Tenebrarum zine, eu o idealizei para juntar
2 cenas a quais eu admiro muito que são
a cena Metal e a cena Core, o primeiro numero
já foi lançado em formato tablóide
papel jornal com 8 páginas, entrevistas
com Ungodly, Scars e Abuso Verbal, resenhas
de cds,demo e lps, shows, e contatos do underground....
O número 2, eu pretendo lançar
no começo do ano que vem no mesmo formato,
só que dessa vez maior, com um total
de 12 paginas, e incluir nele alguns textos.
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TGZ:
A idéia de unir as duas cenas, constitui
um alicerce undeground de união, como
vem sendo a repercussão do primeiro
número no geral? |
Mário:
É, a idéia é essa de
união mesmo, já que existem
muitas pessoas que têm preconceito,
por exemplo quem curte Metal, não curte
hardcore, e vice-versa, eu acho isso uma besteira
porque as duas cenas são irmãs;
o número 1 está sendo bem aceito,
todos que já tem o material elogiam
o mesmo, isso me sinto honrado porque ele
não saiu como eu queria, porque foi
a primeira vez que eu usei o programa, e não
deu para utilizar fotos das Demos, porque
durante a editoração do zine,
as fotos estavam ficando distorcidas, aí
fiquei com medo de sair assim na gráfica,
então fiz ele bem simples... Mas o
numero 2 como falei estará bem melhor....
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TGZ:
Essa questão de preconceito é
tolice, e tem tantas bandas de Metal que sofrem
influências punk e hc, e vice-versa
(e isso é das antigas), e muitos acham
que agir assim é ser “radicalzão”,
né Mário? |
Mário:
É muita tolice mesmo, porque
a cena core influenciou muita coisa principalmente
o thrash dos anos 80, mas essa burrice de
preconceito é foda, tem banda de Metal
que acha ridículo tocar com uma banda
de HC ou Punk, mas acha lindo e super natural
tocar com bandas cristãs de metal,
muitas pessoas vão dizer que eu reclamo
do preconceito, e estou sendo preconceituoso
em relação as bandas cristãs,
mas quem curte Punk, Hc e seus subgêneros,
e quem curte metal e seus subgêneros,
irão de convir que a religião
cristã está usando os estilos
em questão para usurpar e fazer o que
sempre fez... alienar o povo... O Lance tem
que ser Core e Metal Ateu.... haushushaushahsuahsa
.... Não pode haver essa separação
das cenas, porque no inicio de tudo principalmente
aqui no nordeste, quando tu conseguia um material
e ia fazer troca com outra pessoa, tu ia pegando
de tudo... Pelo menos comigo foi assim, cresci
no meio das duas cenas, então não
sei fazer a separação... Só
existe 2 coisas que difere as cenas: Primeiro,
a cena Punk\Hc\Core tem muito mais mulheres
envolvidas com o underground e são
muito mais ativas do que na cena Metal, e
a cena Punk\Hc\Core é mais underground
que a cena Metal.
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TGZ:
Sei, e acerca das bandas entrevistadas
e das resenhas que compõem a 1ª
edição; você fez tudo
sozinho ou contou com colaboradores? |
Mário:
Contei com a participação
de Jaime Amorim do Metal Vox, ele fez 2 entrevistas
que foram Ungodly e Scars, eu fiquei com a
entrevista do Abuso Verbal e as resenhas.
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TGZ:
Anteriormente você falou que foi desvirginado
pelo uso do programa de edição
pela 1ª vez. Qual o programa e as dificuldades
que você enfrentou? |
Mário:
Desvirginado cara, como tu é
pervertido meu, fica falando essas coisas
assim, o que as girls iram pensar da gente...
hasuhaushoiahsiuasiuahsiuass.... Falando sério
agora, eu usei o Pagemaker para a editoração
do zine, e Photoshop para o tratamento das
imagens.... Tipo dificuldade não tive
não, só que na hora da criação
do layout do zine me bateu um pânico,
porque as fotos estavam ficando distorcidas
ai eu não pude colocar propagandas,
e nem capas dos materiais que recebi, mas
depois eu fuçando no programa, eu descobri
que ele faz isso, para economizar memória,
e eu não sabia.... Mas agora que estou
sabendo ele não me pega mais com as
calças no chão.... Hhuhsuashuahsuashuahsuahsua...
Dificuldade mesmo só foi essa.
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TGZ:
Olha só quem fala que é pervertido
hehehehe, desvirginado no sentido de você
ter sido usado pela primeira vê pelos
programas hehehe, mas então é
ótimo que esteja aprendendo a lidar
com editoração eletrônica,
e isto nos leva ao papo sobre os zines feitos
em máquinas de datilografar ou feitos
à mão. Eu acho fudidos também,
e você o que pensa? |
Mário:
Todos os zines são ótimos
e têm o seu valor, mas zines feitos
à mão e datilografados são
animais, dá um trabalho enorme recortar,
colar, datilografar ou escrever à mão,
e depois montar as páginas, e depois
tirar as xerox, sou um grande fã desse
tipo de zine.
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TGZ:
Outro tópico interessante é
o que foca os fanzines tradicionais (impressos)
e os virtuais (ou web zines). Qual sua opinião
sobre ambos em matéria de acessibilidade
e compromissos para com o cenário? |
Mário:
Tipo eu gosto dos
dois, tanto dos fanzines, como dos webzines,
a parte de acessibilidade os webzines têm
mais chances, porque está inserindo
num meio de informação de fácil
acesso, já os zines tradicionais, o
cara tem que ter no mínimo contatos
no underground para poder receber flyers dos
zines impressos, isso os torna menos acessíveis
que os webzines. Já na parte de compromissos,
aí depende do editor do zine, porque
ele pode editar tanto um webzine como zine
impresso, se ele não tiver caráter
ou compromisso com o trabalho dele ou com
a cena, tudo vai por águas abaixo.
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TGZ:
De fato! Bem, fale por alto sobre suas
atividades, tanto com a banda Vômito
Vaginal, quanto sobre a parte do Tenebrarum
Zine atuar também com Prods., e cite
suas colaborações em outros
zines nacionais. |

Mário:
O Vomito Vaginal é um projeto
que eu tenho desde de 2004, ele já
chegou a ser banda, mas aí tive alguns
problemas e acabei ficando sozinho, aí
contratei um amigo para fazer as guitarras/baixo,
aí mandei a base para o Luiz Gabriel
do RJ fazer a bateria, ele já terminou
em breve irei gravar os vocais, a banda é
um crust/grind tradicional, só que
ao contrário das bandas nesse gênero
que só têm músicas politizadas,
eu faço uma espécie de mistura
entre músicas políticas e músicas
com temática pornô.
Sobre a produtora Tenebrarum, eu já
ajudei em alguns shows aqui na minha cidade,
e também já lancei alguns materiais
como o zine Metal Warriors #2 do meu amigo
Fawster Teles, e Demos do Ave Lucifer, Evil
Church, Arkanus ad Noctum, Abantesma, Tenebrarum
zine, o Split VCP x Necrose Vaginal... Zines
tem o ThunderGod, Metal Vox, Máquina
do Metal, só esses 3 como colaborador,
mas existe outros que eu ajudei, fornecendo
material para resenhas.
<= Foto de Mário (quando tinha 1
ano de idade), ou seja, antes de se tornar
um maníaco pervertido.
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TGZ:
Isso aí! Olha só, Muitas bandas
nacionais não dão mais o valor
devido aos zines e passam a se importar somente
em se divulgar em revistas grandes; o quê
dizer sobre tais? Comente. |
Mário:
Isso
é uma palhaçada, o pior não
são as que nunca deram atenção,
mas sim aquelas que no começo eram
underground e unidas com os zineiros e depois
de gravar um Debut, eles preferem mandar seus
materiais para revistas grandes, que não
dão valor à banda, fazem resenhas
ridículas, e colocam bandas de tradição
no meio de qualquer merda... Mas eles acham
isso bonito, porque eles só sabem querer
ganhar dinheiro, mas ainda bem que existem
bandas que continuam iguais, não se
negando a dar entrevista, mandando material,
etc.... Mas a cena é isso mesmo, existem
muitas bandas na cena, mas poucas que fazem
parte da cena underground.
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TGZ:
Mário, você é um pervertido
maníaco e psicopata hahahaha, gostaríamos
que você explicitasse as suas preferências
de leituras e de filmes no âmbito pornô,
gore, splatter e terror. Complete, falando
se já pensou em fazer algum Zine nessas
linhas temáticas? |
Mário:
Eu
pervertido... que nada, ainda estou aprendendo
com meu Mestre Cezar, leituras ultimamente
eu não tenho lido muito, só
os meus livros de engenharia, mas quando eu
tinha tempo, adoro o Stephen King o mestre,
já filmes eu admiro filmes do zé
do caixão, e os pornô eu prefiro
os americanos, as mulheres lá são
mais loucas, e não fazem cú
doce.... Total hardcore haeuhauehauheuaheuahuhauhauheauheuahh...
Eu já pensei em fazer um website com
resenhas de filmes pornô e de terror,
mas não sei se um dia irei colocar
esse projeto para frente, mas que seria massa
seria..... Aiíeu ai te chamar para
ser colaborador brother, tu aceitas?
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TGZ:
-Sim, aceito; inclusive, Elimar (outro editor
do ThunderGod) ta com uma idéia de
um Hq sobre um personagem que ele criou (O
Andarilho Noturno), poderíamos ver
a possibilidade de colocar os quadrinhos nesse
site também, visto que trata de um
banger fudido que sai pra despejar seu prazer
nas delícias, enfim... Hein? |
Mário:
Pode ser, e se ele quiser poderemos
fazer ate um HQ mesmo aqui na gráfica....
já pensou ? Tinha que ser Elimar. aquele
pervetido.... hauehaueauheuaheuhehuaheaheua
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TGZ:
Excelente...hehehehe...Diga o que o levou
a botar o nome Tenebrarum no Zine? |
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Mário:
Tá
aí uma boa pergunta... a verdade é
por causa de uma música da banda Abruptum,
a outra banda do Morgan do Marduk, aí
eu fui pesquisar e descobri o significado
e ficou esse mesmo. Eu achei um nome forte
para o zine e distro. |
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TGZ:
Quais as bandas que você como fã,
gostaria de tê-las em entrevistas no
seu Zine, falando –se tanto de banda
que já se extinguiu, quanto de bandas
na ativa; hein? |
Mário:
Porra, em primeiro lugar Sarcófago,
depois o Blasphemy, o Terrorizer, Slayer,
Lobotomia, RDP, Vaginal Incest, Agathocles.Tem
muita banda que se eu pudesse entrevistaria.
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TGZ:
E para os interessados em adquirir a primeira
edição do Tenebraum Zine, como
devem proceder? |
Mário:
É
fácil demais, só mandar 1 real
ou 1 selo do mesmo valor para as despesas
postais e vai receber o zine de graça.
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TGZ:
Será que você teria alguma curiosidade
para nos contar? |
Mário:
Nao sei se é um fato curioso,
mas é engraçado... Quando eu
fui fazer sexo pela primeira vez, eu fui em
um prostíbulo de uma moça chamada
Joana, isso eu tinha uns 14 anos.... Aí
quando cheguei lá todas aquelas mulheres
seminuas e tudo mais, aí Joana falou
assim: "Ei garoto é sua primeira
vez?” aí eu falei: “É
sim!" , e ela disse: "Então
é comigo"... Aí subimos
para o quarto dela neh... quando cheguei lá,
ela mandou eu tirar a roupa, no que eu tirei,
ela já estava nua em cima da cama na
posição frango assado, aí
ela: “vem filho, vem com tudo”,
aí eu fui neh... porra não durou
nem 5 minutos, aí ela se virou e perguntou:
"ja terminou, não acredito",
aí eu falei: “Já oras”
( com uma cara de medo), aí ela falou:
“tu espera aí 20 minutos que
eu já volto”. Meu irmão
quando ela voltou só faltou me comer
literalmente, depois disso fiquei viciado
e ia ao puteiro dela 3 vezes por semana, toda
semana, eu já tinha até caderno
pra pagar depois.... haeuhauehauheuaheuhauehauehauheauheuahueaueuaheaue
|
TGZ:
hahahahaha, você deveria botar essa
história no seu zine, hahahahhahaha |
Mário:
Haeuhauehauheuaheuhauehauehauheauheuahueaueuahea
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TGZ:
Nada melhor que acabar essa entrevista, após
a “resenha” cômica que você
contou aí, hehehe, valeu mesmo pela
colaboração e iniciativas que
você vem dando ao cenário com
espontaneidade e honestidade. Temos certeza
que os seus projetos, como o Tenebrarum Zine,
irão cair em mãos de pessoas
compromissadas com o Metal e Core, beleza
irmão?! |
Mário:
Eu que agradeço a confiança
e o espaço que você, Cezar e
Elimar me deram aqui nessa entrevista e como
colaborador do ThunderGod, é uma honra
pra mim..... Deixo aqui um abraço para
os irmãos da cena e um beijo e um cheirinho
pras girls...hasuhaushuashuahsuahshaush....
Quem quiser conhecer o meu trabalho, basta
entrar em contato, sou feio, mas não
mordo e prometo responder rápido as
cartas ou emails...Valeu !!!
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