» ENTREVISTA: TORTURE SQUAD «

- Perguntas : Elimar Oliveira -
- Respostas : Amílcar Cristófaro (drums) e Castor (bass) -
- Entrevista realizada em Fevereiro de 2007 -

É
com muita honra que temos em nossas páginas o quarteto paulista Torture Squad que espalha todo o terror e agressividade do Death Metal pelo mundo através de álbuns fudidos e shows insanos!!!
O Esquadrão de Tortura está prestes a lançar seu quinto álbum de estúdio e no momento estão divulgando o single “Chaos Corporation” que é uma prévia do novo álbum, confiram abaixo um bate-papo com o baterista Amílcar Cristófaro e o baixista Castor e saibam quais os planos desses Death Metallers!!


TGZ: Hail DeathBangers!!! Muito foda estar conversando com uma das bandas mais fudidas do cenário Death Metal Brasileiro!!! Comecem nos falando da idéia de lançar o single “Chaos Corporation”, falando sobre o set-list do mesmo...

Amílcar Christófaro: Na verdade o single foi uma grande idéia que tivemos, pois ainda não poderíamos lançar o disco inteiro e ao mesmo tempo não queríamos ficar sem lançar nada pelo fato de que não lançamos nada de estúdio a um bom tempo. No single juntamos o útil ao agradável pois tem duas músicas novas pra todos sacarem como estão as composições novas, mais três da nossa primeira demo de 1993. Resolvemos colocar as músicas da demo porque muita gente nos falava que é a única coisa que faltava do Torture pra ter e também foi legal ter no mesmo disco as primeiras composições junto com as mais recentes pois mostra a evolução da banda no mesmo disco.
Castor: Bem, decidimos lançar esse material porque gostaríamos que as pessoas que estavam ansiosas pra saber como o novo álbum do Torture Squad virá e então aproveitamos essa oportunidade para mostrar duas musicas, a faixa titulo “Chaos Corporation” e “The Beast Within” que fazem parte do próximo álbum de estúdio e também incluímos 3 faixas da nossa primeira demo-tape lançada em 93, intitulada “A Soul in Hell”. Também inserimos o vídeo-clipe da música “Pandemonium” como faixa multi-mídia!

TGZ: Este single na verdade é uma prévia do próximo álbum “Hellbound” certo? Quando o mesmo será lançado e o que vocês já podem adiantar sobre esse disco?

Amílcar Christófaro:
É isso mesmo, uma prévia do Hellbound, tanto que as duas faixas que estão lá estarão no disco também. Queremos muito lançar o disco nesse semestre, mas pra isso estamos esperando por respostas de algumas gravadoras gringas e querendo ou não temos que dar prioridade pra elas pois queremos muito que esse disco seja lançado não só no Brasil como no mundo todo por uma gravadora legal. Sobre o disco eu posso te falar que com certeza é o mais bem gravado da nossa carreira e no aspecto musical é o mais diversificado, é claro, tudo isso dentro do nosso estilo Thrash/Death Metal.
Castor: Certamente! Estamos com planos de lançá-lo ainda dentro desse semestre e que vocês podem esperar é um Torture Squad mais pesado, agressivo e com bastantes variações!


TGZ: Desde 1990 quando a banda iniciou suas atividades que tudo tem sido de muita batalha no Torture Squad, mas o que foi mais difícil nesses 17 anos de banda?

Amílcar Christófaro:
Tudo é difícil. Tentar viver de tocar metal em um país que a música popular é completamente o oposto do que você faz, eu posso falar que não é pra qualquer um, tem que amar muito o que faz. Mas o amor que sentimos quando compomos, ensaiamos e tocamos ao vivo passa por cima de todas as dificuldades que aparecem.
Castor: Os obstáculos são praticamente o mesmo de toda banda q tenta sobreviver da sua própria musica. O que posso dizer o que foi mais difícil e continua sendo é poder trabalhar com pessoas competentes e sérias no ramo, isso não só pro Torture Squad, mas para muitas bandas do cenário brasileiro!!! Mesmo assim, nós sempre andamos com as nossas pernas e não dependemos de ninguém! Dependemos de nós mesmos pra dar continuidade ao nosso trabalho!

TGZ: No decorrer dos anos houve mudanças significativas na formação do Torture Squad, mas parece que vocês encontraram a química certa neste atual line-up por estarem juntos a muito tempo, certo? Fale um pouco a respeito dessas mudanças e houve alguma saída por problemas?

Amílcar Christófaro: De forma alguma. Temos um carinho enorme pelo Cristiano até porque sem ele a banda não existiria, ele foi o fundador e levou eu e o Castor pra banda.Ele saiu porque não ele não podia cair na estrada com a banda pelo tempo que fosse necessário e por causa disso chamamos o Mauricio que já era um grande irmão pois já tínhamos tocado juntos antes do Torture.Ele é o cara mais do que certo pra estar junto com a gente e já demonstrou isso faz tempo.
Castor: Bem, o Cristiano Fusco (guitarrista) deixou a banda em 2002 por motivos pessoais dele, ele estava com outro projeto de vida e tudo mais. Nisso recrutamos um velho amigo de infância nosso, Mauricio Nogueira que se adaptou perfeitamente ao nosso estilo e estamos continuando á trilhar nosso caminho e atrás de nossos objetivos mais que nunca!!!

TGZ: E os outros ex-membros, vocês tem contato com todos eles? Estão tocando em outras bandas?

Amílcar Christófaro:
Com o Cristiano tenho contato sim e ele montou uma banda chamada Distort junto com o Dirceu que é ex-baixista do Torture, da fase de 1989 até 1992. O Marcelo que é irmão do Cristiano e era baterista do Torture também não vejo faz muito tempo, mas é uma grande pessoa também, aliás todos são muito gente boa.
Castor: O Cristiano Fusco certa vez me contou que ele está com um projeto com uma banda e logo mais vão lançar um material. Sim todos nós temos o mesmo nível de amizade como sempre, como disse ele saiu por motivos pessoais dele.

TGZ: A temática lírica das letras do Esquadrão de Tortura aborda temas como Morte, Horror, Tortura, mas houve também uma época que vocês estavam escrevendo sobre extraterrestre, como surgiu tal inspiração? Vocês acreditam mesmo em vida em outros planetas?

Amílcar Christófaro: Irmão... Seria muita arrogância do ser humano imaginar que só existe a gente nessa vida simplesmente pelo fato de nunca ter visto um ET cinza de olhos esbugalhados na sua frente não é? Com certeza acreditamos que existe vida em outros planetas sim e quanto mais vai passando o tempo, mais documentários e depoimentos vão aparecendo sobre o assunto e é de arrepiar. Rolou letras sobre esse assunto na época do nosso terceiro disco, o “The Unholy Spell”, e foi justamente nessa época que estava passando o seriado Arquivo-X que eu não perdia um. O Vitor que já é um cara que não precisa de muito pra criar letras... já dá pra imaginar de onde veio a inspiração não é?
Castor: Todos nós somos fascinados por esse tema de ufologia. Leio alguns livros relacionados a isso como os livros de Zacharia Sitchin e J.J. Benítez, que são ótimos em relação a tudo isso, e enxergamos também de vez que não somos os únicos seres a habitar essa infinita galáxia!

TGZ: O Torture já fez muitos shows aqui na Bahia, aqui em Feira de Santana, por exemplo, os shows foram sold-out com os Headbangers curtindo muito o som de vocês! Na tournée do próximo disco o Torture plenaja aportar por nossas terras? E qual lembrança marcante vocês têm daqui?

Amílcar Christófaro: Com certeza a Bahia é um lugar maravilhoso que sempre vamos querer tocar. Os headbangers baianos é como qualquer headbanger em qualquer lugar do mundo, exala a paixão que tem pelo metal e ainda mais pelas bandas brasileiras. Se não me engano, tirando SP, a Bahia foi o estado em que a gente tocou em mais cidades, tocamos em Valente, Euclides da Cunha, Serrinha, Feira de Santana, Salvador e agora temos uma proposta para tocar em Paulo Afonso. É... pelo jeito a Bahia curte uma “tortura” não é (risos) A lembrança marcante que temos são as amizades que fizemos nesses anos todos passando por aí como do pessoal do Malefactor, Ungodly, Headhunter DC, fora outras bandas que não me lembro o nome agora.
Castor: Com certeza iremos!Temos um respeito enorme com o publico baiano que sempre nos recebeu bem em todas as vezes que fomos a Bahia!!! Foi que te disse anteriormente, o problema são os incompetentes que se metem a besta em trabalhar com bandas sérias e que muitas vezes dificultam a passagem das bandas em certas regiões!

TGZ: Vocês fizeram shows também pelo Velho Mundo, mas parece que preferem mesmo tocar por aqui pelo Brasil, certo? É complicado fazer tourneés européias? Qual conselho vocês deixam para bandas que planejam fazer tournée por lá?

Amílcar Christófaro: Na verdade amamos tocar em qualquer lugar desde que tenha o mínimo de estrutura para se fazer um show digno, que faça valer cada centavo que o headbanger pagou no ingresso. Tanto no Brasil quanto no exterior. Infelizmente uma banda de Metal não tem como só ficar tocando no Brasil até porque o Metal não é genuinamente brasileiro e cantamos em inglês, isso tudo porque você está seguindo a tradição de tocar metal e também para divulgar a sua palavra e a sua arte no máximo de lugares possíveis no mundo. Particularmente, mesmo sabendo que o Metal não nasceu no Brasil, tenho a opinião de que hoje em dia não tem povo que tenha mais sangue nos “zóio” pra tocar metal melhor do que o brasileiro.
Castor: Na verdade gostamos e queremos tocar em todo lugar possível nesse planeta.... hehehehehe! O complicado mesmo de uma banda ter que encarar isso em outro continente sem um suporte de uma gravadora com certeza são os custos altíssimos que são quase três vezes mais do que aqui! Mas alem de tudo tem que ter a cara e a coragem de ir e esquematizar tudo certo para que nada saia do controle e possa atrapalhar a trajetória da banda futuramente.

TGZ: Qual sua opinião sobre o momento atual do cenário metálico brasileiro?

Amílcar Christófaro: Muito bom. Você vê milhares de bandas de qualidade e isso em todos os estilos, desde Rock’n Roll até o extremo do Death Metal. Creio que todos estão com a cabeça mais voltada para a música em si do que como se fosse uma competição e isso que é a melhor parte da história. Todo mundo junto no mesmo barco!
Castor: Mais forte do que nunca! Muitas bandas ótimas estão surgindo de norte a sul aqui!!!

TGZ: Quais os pensamentos insanos que vocês têm para o futuro próximo do Torture Squad?

Amílcar Christófaro:
Pensamentos insanos?? Hum...deixe me ver... Fazer uma orgia com 50 mulheres no camarim do próximo show!(risos) Não gostaria, mas estou brincando hein!(risos) Tenho certeza de que o futuro do Torture é o mesmo que estamos vivenciando no presente, ou seja... Ensaiar, compor, gravar e tocar. Fazendo tudo naturalmente com muito amor pelo Metal que é o que sempre fazemos. Sem ter que ficar provando algo pra alguém e nem ter rabo preso com ninguém. Coisa que nunca fizemos e nunca tivemos, isso é o Torture Squad.
Castor: Estamos em negociação com um pessoal de uma gravadora na Europa e tudo esta indo muito bem até a agora e assim que fecharmos algo para o novo álbum já estaremos divulgando oficialmente!E como disse TOCAR EM TODO CANTO DESSE PLANETA!!!!

TGZ: Valeu por nos ter cedido esta entrevista, o espaço está aberto para que acrescentem algo e deixem suas considerações finais:

Amílcar Christófaro: Quero agradecer ao ThunderGod Zine pelo espaço e quero parabenizá-los pelo trampo pois vocês, assim como nós de banda, têm que ser guerreiros pra continuar na árdua batalha da cena metal brazuca .Grande abraço a todos e fiquem esperto no nosso site oficial www.torturesquad.com.br pois assim que tiver algum show por aí quero ver todos headbangers baianos batendo cabeça na frente do palco.
Castor: Muito obrigado a você e a todos que tem o interesse de abrir algum espaço para o Torture Squad poder divulgar o seu trabalho e que esse ano teremos muito trabalho a fazer e trilhar mais ainda a nossa meta!

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