» ENTREVISTA: VIOLENTHRASH «

- Perguntas : Cezar Augusto-
- Respostas : Moisés (Guitar) -
- Entrevista realizada em Dezembro de 2007 -

O
Violenthrash é um grupo oriundo da capital baiana, Salvador, que como o próprio nome já deixa a transparecer, pratica um violento Thrash Metal e com inspirações oitentistas do estilo. Nesta entrevista, vocês conhecerão os planos, objetivos e outras coisas mais através das palavras sinceras e descontraídas do guitarrista Moisés. VAMOS LÁ:
TGZ: Saudações Violenthrashers!!! A banda surgiu em meados do ano de 2005 com a sede de fazer Thrash Metal. No início foi difícil montar a banda, de achar os componentes certos para com os propósitos explícitos?

Moisés: Saudações alcoólicas, metalbrother Cezar! Primeiramente, gostaria de agradecer-lhe pelo espaço que você está cedendo-nos e parabenizar-lhe pelo ótimo trabalho que vocês vêm desempenhando no underground nacional.
O Violenthrash, na realidade, é a continuação de um projeto que não chegou a sair do papel: o Devastação 80, que tinha como objetivo realizar apenas covers de bandas nacionais desta mesma década. Porém, para a gente não era suficiente apenas fazer covers. Nós queríamos mesmo levantar a bandeira do que nós acreditamos e do que gostamos e então resolvemos montar o Violenthrash.

TGZ: Legal! O grupo sofreu mudanças na formação, aproveite para contar sobre esse aspecto, e citar a formação atual.

Moisés: Sim. Exatamente.
Devido à conduta duvidosa do nosso antigo baterista perante os ideais de um headbanger de verdade, nós resolvemos tirá-lo da banda. Logo em seguida, nós convidamos o André, que era um antigo conhecido do Dhiego (vocal), pois precisávamos de um baterista logo visto que tínhamos um show marcado para pouco menos de um mês após o acontecido, e o André se adaptou tão bem que foi efetivado como membro oficial da banda.


TGZ: O Violenthrash já realizou alguns shows em Salvador e apresenta várias músicas fudidas. Como vocês avaliam a receptividade do público para com a banda?

Moisés: A aceitação do público com o Violenthrash tem sido extraordinária! Muito mais do que esperávamos. Às vezes, chega até a assustar um pouco, pois apesar de ter sido idealizado desde 2005, o Violenthrash tá na ativa mesmo desde fevereiro/março deste ano. Somos uma banda nova e a galera tem gostado pra caralho do nosso trabalho. Isso é muito gratificante para quatro bêbados. hahahaha


TGZ: Hehe...Vocês têm divulgação na internet em meios como MySpace e Orkut. Existem muitas bandas que são contra se divulgarem na internet, por ser um meio acessível a todos. O quê vocês opinam sobre essas atitudes?

Moisés:
Chega até ser uma afirmação hipócrita alguém que faz música dizer que não quer ter o seu trabalho conhecido e reconhecido pelo público. É óbvio que eu não faço questão de que qualquer um tenha o material do Violenthrash na mão ou saia vestido com uma camisa da banda por aí, mas quero sim que aqueles que curtem de verdade conheçam o nosso trabalho. E, para isto, estes meios de divulgação são imprescindíveis.
Quem achar isso errado e quiser pagar uma página da Roadie Crew pra anunciar o nosso trabalho, pode nos procurar! hahahahahahahaha


TGZ: Vocês estão preparando o primeiro registro da banda. Diga-nos como será esse material.

Moisés:
Isso mesmo! Pretendemos produzir em 2008 uma coletânea independente composta juntamente com mais três bandas. Este trabalho contará com três músicas de cada banda e terá também todo um trabalho gráfico. Aguardem!


TGZ: E as letras das composições abordam quais temáticas?

Moisés: As nossas letras falam sobre violência, álcool e o anticristianismo.


TGZ: Até agora já rolaram curiosidades (fatos curiosos, cômicos, interessantes) que queiram contar? Fiquem à vontade...

Moisés:
O fato mais cômico relacionado à banda é o seguinte: Devido à postura duvidosa do nosso antigo baterista, conforme dito anteriormente, ganhamos a fama de “Psytrance”. Ou seja: Todos acham que freqüentamos rave. Mas se um dia algum “headbanger” me ver por lá, tenha certeza de que o ácido que você usou é muito bom e eu quero saber onde encontrar também! hahahahaha

TGZ: Como vocês vêem o cenário metálico de Salvador? Comentem.

Moisés: Cara... O cenário hoje em Salvador é algo engraçado. As pessoas reclamam quando não têm shows. Quando rola algum show, reclamam porque “o valor do ingresso tá caro”, ou “a localização do show é ruím”, “não tem transporte fácil”, enfim... Mas é aquela coisa: Se headbanger tivesse nascido pra se dar bem na vida, o Headhunter D.C. não estaria aí há mais de 20 anos na cena lutando por um espaço, por exemplo. O mal é a hipocrisia das pessoas. É muito fácil você chegar numa comunidade do Orkut e sentar o pau nos produtores, nas bandas e nas lojas do gênero, se você não vai aos shows e não sabe da dificuldade de alimentar uma cultura secundária sem qualquer ajuda em uma terra onde predomina a baixaria e a promiscuidade. hehehehe

TGZ: A cena Thrash Metal nacional está com um “boom” de grupos tocando no estilo old school, tal como a Violenthrash. Porém existem várias pessoas que criticam essa questão... O que vocês pensam a respeito de tudo isso?

Moisés:
Olha Cezar... A crítica sempre vai existir seja ela construtiva ou depreciativa. Eu toco Thrash Metal hoje porque tenho vontade de tocar Thrash Metal, sabe? Apesar de gostar de diversos outros gêneros dentro do Metal, o que eu tenho vontade de fazer é o Thrash Metal. E para as pessoas que nos olham “torto” e nos classificam modistas, não tenho nada a dizer... Apenas o tempo poderá dizer... Daqui a 10 anos você me faz essa mesma pergunta, ok? hahahahahaha

TGZ: Tá Ok (risos), e vocês estão precisando tocar aqui em Feira de Santana. Quais as exigências? (hehe)

Moisés:
hahahahahahaha Com certeza, precisamos sim! A vontade é muito grande, tenha certeza!
Nós não cobramos cachê. Basta que nos garantam transporte, estadia (comida e local para repousar) e algumas cervejas que está tudo certo.

TGZ: Beleza... E qual o maior sonho que gostariam de realizar com a banda?

Moisés:
O nosso maior sonho, com certeza, é o de viver de Thrash Metal e álcool. hahahahaha

TGZ: E gostariam de ressaltar algum assunto que por acaso não foi mencionado?

Moisés:
Não... No momento não há o que ressaltar... A sua entrevista foi completa! Por sinal, você está de parabéns! hahahahahahahahahaha

TGZ: Valeu, hehe, “brigadão”, nós desejamos forças para a Violenthrash dentro de seus projetos !!! Deixem seus recados... !!!

Moisés:
Gostaria de agradecer em nome de toda a banda, a você e ao ThunderGod Zine, meu grande amigo, pela força que vocês vêm nos dando e também a todos que têm comparecido aos nossos shows e nos ajudando de qualquer forma. Desejamos um 2008 altamente alcoólico para você e contamos com a presença de todos nos próximos ataques: Tanto dos que não foram, quanto dos já presenciaram os massacres alcoólicos do Violenthrash! Muito obrigado! DUCABRUNCO !

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