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ENTREVISTA: WEB SOUNDS
OF BATTLE « |
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THUNDERGOD ZINE
./
Questões:
Elimar
Oliveira
Respostas:
Maximiliano Oliveira
WEB
SOUNDS OF BATTLE
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O
Sounds of Battle é um Web Zine que
alcançou de forma merecida o respeito
na cena pelo excelente trabalhado praticado
por seus idealizadores! Porém todos
sabem que muitos criticam o trabalho de Web
Zines e também muitos elogiam, e para
colocar as idéias de “webzineiro”
para que muitos reflitam sobre suas opiniões...
Conversei com Max, um dos editores do Sounds
of Battle, que falou sobre vários temas
polêmicos e sobre a importância
de Web´s na cena... Mas não vou
adiantar nada nesse enunciado, leiam e tirem
suas conclusões, aproveitem e comentem,
debatam em nosso guestbook algo que concordem
ou não das idéias do entrevistado...
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TGZ:
Hail grande Max! É uma honra
para o ThunderGod Zine ter a presença
de um cara que está na cena a bastante
tempo e faz um puta trampo que é o
Sounds of Battle, poderia resumir em breve
palavras como surgiu o Web Magazine, quem
participa do trabalho, etc...?
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Max: Olá Elimar, o prazer é
meu! Fico muito contente em ver como o ThunderGod
Zine vem crescendo. Bem, sobre o Sounds of
Battle, a coisa é um pouco extensa,
mas vou resumir um pouco: Na verdade é
um projeto que eu e o Luciano Krieger (também
colaborador da Roadie Crew, e de outras revistas)
criamos. Eu tinha um zine chamado "Sounds
of the Empire" e ele tinha um chamado
Anciente Battle, mais voltado ao metal extremo
e resolvemos fundir ambos os trabalhos. Isso
já faz mais ou menos uns três
anos e meio. O Sounds of Battle é basicamente
um web zine voltado ao cenário musical
metálico, mas também abrangemos
desde o Rock´n Roll mais clássico
ao som considerado mais "alternativo",
mas o Metal é o que acaba predominando
pela nossa paixão. Com o auxílio
do Lincoln (Fang Face - Gamma Ray fan Clube)
estamos levando o site para frente.
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TGZ:
Conheci você na época em
que você fazia parta da equipe do fã
clube da banda alemã Blind Guardian,
mais ou menos um trabalho parecido com um
web zine, porém voltado a uma banda,
essa experiência serviu de base? Antes
você já havia trabalhado com
algo similar?
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Max: Sem sombra de dúvidas! O
máximo que eu havia feito anteriormente
era ter colaborado com alguns amigos para
pequenos fanzines, mas na época do
fã-clube do Blind Guardian, eu acabei
tendo que elaborar algumas pautas para o informativo
e bolando entrevistas. O extinto fanzine me
fez gostar ainda mais de uma atividade da
qual eu atuo nos dias de hoje, o jornalismo
musical.
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TGZ:
Esse fã clube até tinha
uma edição acho que trimestral,
impressa, o Sounds of Battle não tem
planos de lançar algum periódico
impresso?
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Max: Na verdade, não havia uma
periodicidade, eu tentava manter ela trimestral,
mas infelizmente acabou não dando certo
por falta de apoio e devido ao meu curto tempo.
O Sounds of Battle tem um projeto de lançar
um periódico impresso, mas tal projeto
está longe de acontecer, pois não
temos muito apoio e isso requer um tempo do
qual não disponibilizamos. Atualmente
estamos reformulando o conceito e o direcionamento
do site, por isso as atualizações
não estão sendo tão constantes
como deveriam. Mas vamos mudar esse quadro
em breve (eu espero)!
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TGZ:
Falando em impresso, muitos bangers, alguns
radicais, torcem o nariz para web zines aifrmando
que web´s não são veículos
de divulgação undeground, porém
muitos desses não apóiam de
fato zines impressos, ou seja falam muito
e fazem muito pouco! Qual mensagem você
deixaria para quem tem tal atitude? E você
concorda que Web Zines não são
veículos de divulgação
underground? Por quê?
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Max: Se tem algo que me impressiona
nessa cena é ver pessoas que mudam
o seu posicionamento a cada mês/ano....
Radicialismo não leva a nada, temos
que entender que a cada dia que passa, o mundo
evolui e temos que acompanhá-lo. Gostando
ou não, a Internet é um dos
meios de comunicação mais eficientes
existentes. Como estudante de jornalismo,
eu valorizo todos os meios de comunicação
em massa, seja o jornais, as revistas, a Internet,
a televisão entre outros... Não
devemos nos limitar, isso seria extremamente
estúpido. No caso da cena metálica
eu adquiro fanzines do mais underground às
revistas de maior estrutura, e eventualmente
ouço programas de rádio locais.
O meu recado é: Não se limitem!
Usem a cabeça, radicalismo não
leva a nada!
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TGZ:
Concordo com você, claro que todos
tem direito a gostar ou não de algo,
afinal vivemos numa democracia, porém
criticar sem fazer melhor é ridículo,
ou pior ainda fazer críticas em embasamentos
óbvios! Eu confesso que gosto muito
sim de zines impressos, revistas, porém
a internet é uma realidade que todos
têm que aceitar, é um veículo
que conduz mais rápido as informações,
é só saber tirar bom proveito
e não banalizar o veículo claro!!!
Mas tem outro assunto polêmico, bandas
que pedem para zineiros comprar seus materiais
para divulgar nos zines, eu acho isso uma
tremenda sacanagem e você? Já
ocorreu isso com você?
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Max: Exatamente! Essa nova geração
que está aí se acostumou com
informações instantâneas.
Se por um exemplo tivermos um "furo",
a Internet vai fornecer a informação
quase que imediato. Um bom exemplo que eu
vi recentemente foi durante a saída
da vocalista Tarja do Nightwish. Foi noticiado
em todos os websites, e criou-se a polemica.
As revistas fizeram o seu papel, que era de
se aprofundar mais sobre o assunto. Por isso
acho que a mídia impressa jamais irá
ser substituída, cada um deles têm
uma função específica.
(essa é a resposta de primeira questão).
Sim, isso já ocorreu comigo. Seria
antiético de minha parte revelar o
nome das bandas, mas vou avisando que não
foi nenhuma brasileira. Entendo que toda banda
tem o seu gasto, mas é necessário
eles entenderem que todos os veículos
de comunicação também
tem uma série de despesas. Ninguém
está livre disso.
Geralmente isso acontece com artistas extremamente
egocêntricos ou bandas muito amadoras
que desconhecem o funcionamento da cena. Particularmente
eu não me irrito com tal atitude, mas
mando uma cartinha básica dando um
toque.
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TGZ:
Entendo e respeito sua posição
de não revelar o nome da banda, eu
jamais pediria que você a revelasse,
porém é um assunto que me irrita
e sempre que possível gosto de expor
tal assunto para que muitos reflitam sobre
suas atitudes, muitas vezes essas pessoas
são as mesmas que criticam web zines
mas se você compra seus materiais ai
sim se divulgam, engraçado não
é?
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Max: Como eu disse antes, eu considero
isso puro amadorismo. É o dever de
uma banda separar uma verba para divulgação,
não importa a quantidade. É
necessário que se faça um número
de cópias separado para a imprensa,
independente do tamanho do veículo.
Entendo que você veja tal atitude com
irritação até concordo
com sua linha de pensamento.
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TGZ:
Falando do nosso trabalho cara, sei
que às vezes é gratificante
quando o fazemos, é sempre foda quando
estamos divulgando a ajudando a uma fudida
banda iniciante conseguir um lugar na cena,
receber um elogio de um visitante/leitor,
em minha opinião isso vale muito a
pena, e para você o que recompensa o
árduo trabalho de divulgar o underground?
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Max: Muito gratificante! Eu me orgulho
em ler o respaldo por parte dos visitantes
quando disseram que conheceram uma banda através
do Sounds of Battle e gostaram. Um tempo atrás,
o Moisés, proprietário da Hellion
Records me comentou que tinha conhecido a
banda mineira Noturna através de nosso
portal e que imediatamente requisitou o material
da banda. Hoje eles estão lançando
o seu primeiro álbum através
do selo. São coisas assim que nos fazem
ter orgulho de nosso trabalho, ter tal participação,
nem que for pequena, é extremamente
gratificante.
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TGZ:
Putz cara isso é muito foda! E
por falar em bandas que se destacam, quais
as bandas que você destaca atualmente
na cena nacional e internacional e como ouvinte
quais as bandas que você tem “quebrado”
seu pescoço no momento?
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Max: No circuito nacional temos bandas
de extrema qualidade. Eu poderia destacar
o Steel Warrior, Ungodly, Drearylands, Mystical
End, Predatory, Andralls, entre muitas outras...
No cenário Internacional eu destacaria
o Grave Digger, Blind Guardian, Rammstein,
Savatage, Tristania, Iced Earth, etc. Considero-me
um cara extremamente eclético, e alguns
até me criticam por essa minha visão.
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Foto
de Max com a banda Valhalla |

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TGZ:
Antigamente muitos insistiam em não
aceitar que nossa cena metálica era
forte e de qualidade, mesmo aqui tendo bandas
como Sarcófago, Vulcano, Viper, Mutilator,
Mystifier, Headhunter DC lançando clássicos
álbuns, agora parece que abriram os
olhos e estão vendo que nossas bandas
não ficam devendo nada a bandas gringas,
mas mesmo assim com esse crescimento ainda
é difícil sobreviver trabalhando
exclusivamente com Heavy Metal, eu sei que
no Brasil é difícil sobreviver
de qualquer jeito (risos), mas na sua opinião
o que falta realmente para consolidarmos uma
cena verdadeiramente profissional onde todos
os envolvidos possam sustentar-se trabalhando
com Metal? Eu acho que apenas poucos conseguem
manter-se dessa forma aqui Brasil e esses
poucos apenas em São Paulo...
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Max: Pois é, infelizmente,
viver de música é um privilégio
para poucos, especialmente se a música
for o nosso bom e velho Metal. Eu acho que
o maior problema concentra-se nos fãs
do estilo. É necessário que
aja um apoio maior, que compareçam
em shows, que adquiram os seus cd´s,
comprem camisetas, entre outros pontos. Mas
o problema não é tão
simples assim, se formos ver a fonte do problema,
vamos encontrar gravadoras que dificultam
com os preços exorbitantes dos cd´s,
mas a culpa não é exclusiva
das gravadoras, pois o número de impostos
e taxas exigidas para que se prense um CD
chega a ser absurda, aí envolve o problema
de distribuição, entre outros.
Para que haja uma cena forte, é necessário
conseguirmos apoiar as bandas de todas as
maneiras possíveis, mas deve haver
uma conscientização coletiva,
pois já vi muito moleque burguês
pagar R$ 5,00 por um Cd pirata, ir a shows
cujo ingresso ultrapassa as três cifras
e não comparecer a um show de banda
underground que não custa nem R$ 10,00.
É o comodismo do público!
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TGZ:
Você tocou num assunto que está
causando certa dor de cabeça as autoridades
brasileiras, gravadoras, lojistas enfim, tem
causado sérios problemas: a pirataria!
Eu sei que o Brasil é um país
pobre e essa prática tem sido meio
de vida de muitas famílias, mas eu
não concordo com esse tipo de comércio
e quando uma banda underground tem seu material
pirateado ainda o problema é ainda
maior devido a todas as dificuldades que sabemos
que um selo e uma banda underground tem para
colocar seus álbuns nas prateleiras,
mas só existe produto quando têm
clientes, concorda? Deixe uma mensagem para
que “bangers” não cometam
esse erro de comprar cd´s piratas de
bandas undergrounds: |
Max: Ah, eu concordo contigo em gênero,
número e grau. A partir do momento
que o público começa a adquirir
produto pirata, está dando apoio à
perpetuação desse antigo problema.
E não é somente com CD´s,
temos inúmeros produtos sendo pirateados,
sejam eles brinquedos (um perigo, pois eles
não estão de acordo com as normas
das leis e podem ferir uma criança),
DVD´s, e até mesmo perfumes.
O povo pensa que comprando um produto pirateado
vai economizar custos, mas é aí
que ele se engana, pois só o preço
do transtorno que tal produto pode oferecer
vai causar muita dor de cabeça. Na
cena musical temos o seguinte: cada vez que
alguém compra um CD pirata, essa pessoa
prejudica não só a gravadora,
como também a própria banda
que deixará de receber um lucro e terá
menos tempo para dedicar-se à atividade
artística. Isso também prejudica
a gravadora que deixa de empregar mais funcionários,
e os lojistas que têm que fazer cortes
em seus estabelecimentos. O problema é
que sempre tem um querendo ser o esperto e
diz "Ah, tô nem aí, todo
mundo faz isso". Mas é justamente
graças a isso que vemos cada vez mais
músicos passando por necessidades,
e isso não atinge somente o Brasil,
e sim o mundo todo, é uma questão
de consciência. Sinceramente, eu não
adquiro produtos piratas e faço questão
de denunciar. Não vejo nenhuma diferença
entre "piratear" e "roubar',
pois no final das contas você está
roubando todo o tempo de trabalho de um grupo
musical, de um artista, de uma gravadora.
Infelizmente é assim que funciona...
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TGZ:
É Max, é um assunto complexo
e polêmico! Mas mudando de assunto e
ainda continuando com polêmicas, qual
sua opinião de bandas que levantam
bandeiras separatistas no Metal, bandas racistas
que apóiam idiotices Nazi, e os oportunistas
do white metal?
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Max: A sua colocação é
perfeita, não passam de idiotices mesmo.
O problema das bandas que apóiam o
nazismo não é nem uma questão
ideológica e sim o estúpido
racismo existente. Parece que se esquecem
que estamos em um país subdesenvolvido
de terceiro mundo cuja colonização
envolveu europeus, africanos, e várias
outras raças, etnias, etc. Pura estupidez.
Em relação ao White Metal eu
sou suspeito para falar, pois o próprio
Sounds não apóia grupos desse
segmento. Isso por uma questão ideológica
também, afinal não quero que
se perpetue um legado podre como o do cristianismo.
Inclusive essa de não apoiar bandas
como o White Metal rendeu um episódio
engraçadíssimo para o Sounds
of Battle... Quer que eu conte?
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TGZ:
Claro!!! Conte sim!!!
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Max: Bem, olha só que
hilário:
Rolou um festival em Santa Catarina, e nosso
colaborador ia cobrir, o porém é
que uma das bandas era White Metal, e eu já
deixei avisado a ele que iria editar a matéria
caso ele incluísse a banda na resenha.
Passado um tempo, o colaborador me enviou
a resenha e eu publiquei (obviamente a participação
da banda de White Metal nem foi citada), e
em questão de dois dias recebi um e-mail
de um garoto que se dizia fã de White
Metal que compareceu ao show e se disse indignado
com a atitude do site por não ter citado
sequer o nome da banda. Educadamente eu expus
meu ponto de vista e minhas razões,
o porém é que no e-mail seguinte,
ele começou a fazer ameaças
dizendo que iria “derrubar” o
site junto com seus amiguinhos “hackers”,
e outras abobrinhas, eu decidi não
dar bola, afinal detesto conflitos inúteis
que não levam a nada. Bem, parece que
o garotinho não obteve sucesso em sua
investida contra o Sounds, e isso me levou
a refletir sobre algo: como as pessoas são
fanáticas e idiotas para impor seu
ponto de vista! Aquilo foi uma estupidez,
o guri queria nos censurar porque não
damos espaço para uma banda cristã.
É brincadeira o que tive que agüentar,
mas valeu a experiência para dar umas
boas risadas.
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TGZ:
É triste ver como o ser humano tenta
manipular o outro, e ainda tenta fazer da
forma mais opressora possível! Max
atualmente vivemos um momento onde algumas
bandas antigas estão voltando a ativa,
algumas de estão botando pra fuder,
outras percebe-se o oportuni$mo como proposta
principal! O que você tem a dizer dessas
voltas? Quais bandas você vibrou quando
voltaram e você torce para que pare
de novo? |
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Max: Não acho que seja somente
puro oportunismo. Obviamente muitas bandas
voltam por grana mesmo, mas e daí?
Não é isso que os fãs
querem? Não viviam enchendo o saco
do Judas Priest quando Rob Halford pulou fora
do barco? As bandas têm que dar aos
fãs o que elas querem e é isso
que vai render o sustento das mesmas. Particularmente
prefiro uma banda mais entrosado do que uma
banda com uma formação clássica.
Então se os próprios fãs
exigem, então terão o que pediram.
Eu não chamaria isso somente de oportunismo,
e sim "exigência do mercado",
essa sim é uma palavra mais adequada.
Confesso que vibrei quando o Candlemass voltou,
foi uma imensa satisfação poder
ouvir um novo trabalho tão bom quanto
os antigos, mas ver outras tipo o Megadeth,
aí já é uma verdadeira
sacanagem, por mim que o Sr. Mustaine se aposente,
pois atitude e inspiração de
músico de Metal ele já não
possui há anos.
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TGZ:
Por falar em Sr. Mustaine você acreditou
mesmo naquela história que ele contou
de que teve uma contusão séria
no punho o que o obrigou e parar de tocar?
E agora o que houve milagre da cura? (risos),
acho que falta um pouco de respeito aos fãs
em geral não acha? |
Max: Não é de hoje que
Dave Mustaine tem os seus faniquitos e os
seus ataques de estrelismo. Se ele teve
ou não aquela contusão no
punho, jamais saberemos, mas falando em
um tom irônico, me pareceu que ele
estava sem inspiração mesmo,
pois há muitos anos eu não
vejo o Megadeth lançar algo que preste
(risos). Pelo visto, além de não
se preocupar muito com os fãs, o
Dave sofre de sérios problemas só
para se ter uma prova do que eu disse, devemos
lembrar da série de frescuras recentemente,
onde ele se recusou a tocar com bandas de
temática satanista, simplesmente
por ter se convertido ao cristianismo.
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| TGZ:
Max, além do que você falou no
início da entrevista, quais os planos
futuros do Sounds of Battle? |
Max: Planos futuros? Bem, de cara é
organizar o portal, fazer com que as atualizações
sejam mais freqüentes e tentar transformá-lo
em um website ainda maior. Há planos
para uma publicação impressa,
mas ainda não vamos nos apegar a isso.
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TGZ:
Cara o papo está excelente, a vontade
era de estender até amanhecer o dia
(NE entrevista feita ao vivo entre 22:00 ás
23:30 de 08 de Abril de 2006) porém
temos que dar um fim a ele! Fica o espaço
abaixo para que você deixe suas considerações
finais, acrescente algo, enfim o espaço
é seu: |
Max: Bem, antes de qualquer coisa eu
devo agradecer pelo espaço que vocês
estão cedendo, valeu mesmo! Tenho que
ressaltar também o belo trabalho que
vocês estão fazendo com o ThunderGod
Zine e principalmente por me deixar fazer
parte dele. Gostaria também principalmente
de avisar a todos que NÃO DEIXEM OS
ZINES MORREREM, apóiem a cena underground,
vão aos shows, comprem CD´s e
valorizem as bandas nacionais, tanto quanto
as gringas, pois a qualidade é a mesma!
Nos vemos por aí!!!!
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