» ENTREVISTA: YNIS VITRIN «

\. THUNDERGOD ZINE ./

Realizada por:
Cezar Augusto
Respondida por:
Antônio Soccol

YNIS VITRIN

Contatos:

A/c Antônio Soccol
@ : ynisvitrin@ynisvitrin.com
Site : www.ynisvitrin.com


De Caxias do Sul, tendo seu surgimento em 1999, o grupo passou por algumas reformulações de nomes e formações para alcançar o épico nome Ynis Vitrin e sua formação atual (Rondinel de Oliveira: Guitarra - Antônio Soccol: Teclados - Benhur Vieira Lima: Baixo e vocais - Nelcidor Dall'Agnol: Bateria - Jocemar Maciel: Guitarra ). O tecladista Antonio Soccol sinceramente nos encaminha ao conhecimento desta promissora banda de Prog Metal melódico, a qual gradativamente vem obtendo méritos por seu sério trabalho...

TGZ: Saudações! A banda começou sem pretensões, tocando covers e tal, trocando de nome, formações e estilo. Conte-nos melhor acerca deste princípio até solidificar sua formação e proposta musical.

Antônio Soccol: Tudo ocorreu naturalmente, inclusive a saída e a entrada de dois integrantes que deram forma a banda. Ao longo do tempo a banda começou a assumir uma postura mais séria e abrir portas para influências mais diversificadas até a formatação atual.

TGZ: Sob o nome de Episode, a banda assim lançou o 1° Cd-Demo, contendo duas músicas: “Regret” e “Crossfire”, o qual não chegou a ser lançado pelo fraco resultado. Certo? A análise feita para chegar a essa conclusão foi unânime na época. Por quê?

Antônio Soccol: Sim. O resultado ficou muito abaixo do desejado, tanto instrumental como vocal, já que na época eu era o vocalista da banda e reconheço que na minha interpretação vocal o resultado não passou de razoável, sendo otimista é claro.

TGZ: Em Março de 2003, a banda entra em estúdio para a gravação de uma nova Demo, intitulada “A Dark Land”; época em que ocorreu a mudança de nome para YNIS VITRIN. Antes de falar sobre a Demo, diga-nos o significado deste nome para a banda e o porquê de sua mudança.

Antônio Soccol: Enquanto eu lia a quadrilogia “Brumas de Avalon” me ocorreu intitular a banda com o atual nome, já que a banda estava descontente com o nome de “Episode” que soava parecido com “Rhapsody”. Sempre fui fã incondicional da lenda do Rei Arthur e este nome me pareceu feito para nós (risos).

TGZ: Certo, então em 2005 vocês lançaram a Demo “A Dark Land” composta por 11 faixas, e que mais parece um álbum, não só pela quantidade de faixas, mas também pela ótima produção. Comente a satisfação e parecer da banda acerca deste lançamento.

Antônio Soccol: O álbum foi muito bem aceito tanto pelo público como pela crítica especializada e impulsionou o aparecimento na mídia nacional e internacional. Em abril deste ano fomos escolhidos a banda do mês em um site britânico, sem contar as inúmeras resenhas positivas ao redor do mundo que nos elegeram como uma das grandes revelações do cenário Metal da América Latina. Estamos plenamente satisfeitos com o resultado que o CD nos trouxe.

TGZ: Interessante é que da 1ª até a 6ª faixa, a gravação foi realizada no Brave Metal Studio de Março de 2003 a Março de 2005. E da 7ª faixa até a 11ª, a gravação foi no Ynis Vitrin Home Studio. Vocês notaram diferenciais nas gravações a serem ressaltados?

Antônio Soccol: Sim, os gastos (risos), além disso, as gravações passaram a ser produzidas pela Ynis Vitrin o que trouxe maturidade musical e percepção na produção sonora. Quanto as diferenças de gravação, naturalmente são visíveis, principalmente nas timbragens, mas não há detrimento para nenhuma delas, cada qual tem sua maneira, e quanto a primeira parte gravada no Brave Metal Studio é algo que somou muito para a banda, já que foi gravada com um profissional do mais alto nível.

TGZ: As construções musicais se embasam numa mescla de passagens de Power Metal melódico e partes típicas do Prog Metal. As idéias para as composições e comunhão para a concepção das mesmas ocorrem de forma voluntária por todos? Enfim fale a respeito dessa importância.

Antônio Soccol
: Vale ressaltar que atualmente a banda não compõe mais nada de Power Metal. O processo de composição passa pela aprovação geral. Mesmo que a música seja composta por uma única pessoa nada impede que ela receba arranjos dos outros integrantes, até é bem comum que isto aconteça. Na YV as músicas saem bem naturalmente e normalmente não há contradições de nenhuma das partes já que pensamos muito parecidos acerca das composições.

TGZ: No cenário do underground nacional, existem muitas pessoas que discriminam o Heavy Metal melódico e até mesmo grupos de outras vertentes metálicas que não tocam com bandas melódicas. O que vocês pensam sobre tudo isso?

Antônio Soccol: Não temos preconceitos com bandas de outras vertentes dentro do Metal, o que vale é a qualidade do trabalho e a postura da banda. Como disse acima, não compomos mais nada de Power ou Melódico, mas não por preconceito e sim pela descoberta de sonoridades as quais nos identificamos mais e produzimos com mais originalidade.

TGZ: Quais as ocupações extra-banda dos integrantes do Ynis Vitrin?

Antônio Soccol: Quatro integrantes trabalham com informática, sistemas e Internet e nosso baterista trabalha em uma ótica no centro de Caxias. Eu (Antonio) e o Jocemar (Guitarrista) cantamos no Coro da Universidade de Caxias do Sul duas vezes por semana, para desenvolver sensibilidade musical e também para integração social.
TGZ: Voltando a falar da Demo “A Dark Land”, de onde vocês extraíram a imagem da capa e qual o seu significado artístico?

Antônio Soccol: Eu tive a idéia e a aplicação ficou por conta do Benhur, nosso vocalista e baixista. Não consigo explicar como surgiu a idéia, pois ela foi surgindo naturalmente e sendo aplicada e modificada lentamente até o resultado atual. Penso que primávamos por impacto visual e quando chegamos a este resultado acabamos por consenso encerrando o desenvolvimento da imagem.

TGZ: E a temática das letras da banda versa sobre quais assuntos?

Antônio Soccol: Temos praticamente 30 músicas gravadas atualmente, e cada uma delas retrata o tempo em que ela foi composta, estado emocional, acontecimentos extra-banda, expectativas pessoais, expressões emocionais, etc. Todas as letras são compostas por mim e o Benhur, e temos instintos parecidos para desenvolver letras o que acaba tornando as letras um meio de expressão pessoal relacionado ao momento da vida de cada um.

TGZ: Vocês estão fazendo muitos shows? Alguns a serem enfatizados?

Antônio Soccol: Alguns, nós temos agenda marcada para fora de Caxias e para fora do estado. NO ano passado a banda se inscreveu em um concurso internacional e acabou sendo uma das bandas pré-classificadas e estamos no aguardo do resultado para sabermos se iremos tocar nos EUA em agosto deste ano, o resultado deve sair este mês.

TGZ: Tocando em um assunto atemporal, vocês acham que o mundo guarda muitos mistérios numa reflexão de olharmos para si mesmos e para a imensidão que nos cerca nessa “terra de obscuridade”?

Antônio Soccol: Com certeza. Mas nós da YV somos mais mecanicistas e nos atemos mais à lei da ação e reação e tentamos sempre conduzir nossas ações da forma mais racional possível. Cremos que a vida é um mistério, mas não nos prendemos muito a nos questionar, pois achamos que o mais conveniente é não nos sensibilizarmos muito com questões que não compreendemos e criar oportunidades as quais podemos controlar.

TGZ: Qual o sonho que a Ynis Vitrin deseja realizar com seus sérios propósitos?

Antônio Soccol: Ser uma banda reconhecida em todo o mundo, pela nossa música e pelo nosso caráter e percorrer o mundo inteiro levando a nossa mensagem através da nossa obra. Não cremos no sucesso sem o mérito, sem valor na alma, sem respeito ao próximo e as diferenças humanas.

TGZ: Certo, agradeço-lhes então pela participação no ThunderGod Zine. Transmitam suas mensagens aos leitores e informações adicionais que, por ventura, queiras acrescentar...

Antônio Soccol: Muito obrigado ao ThunderGod Zine pelo carinho e pela oportunidade de responder a essas perguntas e ao nosso público a nossa gratidão pelo apoio incondicional cedido a banda ao longo destes anos. Muito obrigado a todos!!!


 
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