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ENTREVISTA: ABUSO
VERBAL « |
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Realizada
por: Hioderman
(Colaborador)
Respondida por: Felis
Abuso
Verbal
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TGZ:
Fala rapá!? E aí abusados verbais,
hehehehe! K-ra o Abuso Verbal já é
figurinha carimbada no underground (mesmo
com pouco tempo de existência), mas
tu vai fazer uma prévia dos trabalhos
já lançados pelo Abuso Verbal
para que os leitores conheçam melhor
a banda, ok?
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Felis:
Olá amigo!! É um prazer
poder participar desse ilustre zine! Cara,
apesar do pouco tempo de banda, e pouco tempo
na cena, já temos um bom reconhecimento
no Brasil, por zines, distros e amigos. Tudo
isso é reflexo do que plantamos, divulgação
“pesada” e sempre em busca de
amigos e parceiros; mas claro, procuramos
colocar a disposição um material
que seja de boa qualidade e interessante para
quem ouve. Lançamos nosso primeiro
Cd (Podridão) em 2003, foi bom, mas
não conseguimos passar o “feeling”
da banda, obteve boas resenhas, mas não
era o que queríamos. Em 2004 foi lançado
o “Seu castigo”, esse sim conseguiu
chamar a atenção da galera,
pois é bem produzido e com boas músicas,
ali conseguimos um direcionamento de som,
pois todos na banda são fãs
de Metal. Agora estamos prestes a lançar
um “ao vivo”, que terá
uma divulgação melhor por se
tratar de uma parceria com o selo Anaites.
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TGZ:
Veio, tu é um grande colaborador
do underground enviando matérias e
entrevistas para sites e zines, qual a recompensa
disto para ti? E sei que há um novo
zine sendo elaborado por você e pelo
Vô Bastardo, o que podes nos adiantar
sobre este novo trabalho?
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Felis:
Faço colaboração
com zines e sites por gosto próprio,
pois é uma maneira de conhecer bons
amigos, e claro, ajudar nossa cena. Não
ganho nada com isso, além do respeito
e amizade com batalhadores igual a mim. Esse
zine que está nascendo aqui será
mais um projeto do Vô do que meu. Terá
além de entrevistas, bios, releases,
comentários de filmes “B”
e coisas do gênero. Como faço
a parte de contato da banda, ajudarei com
entrevistas e algo mais. Bandas interessadas
em participar entrem em contato!
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TGZ:
Aí, eu tive a coragem de lançar
o LIVE de vocês na “marra”,
hehehehe!! Eu fiquei com a parte fácil,
hehehe! Comente como é lançar
um trabalho ao vivo e por um selo pequeno,
problemas e facilidades undergrounds, ok!?
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Felis: Como você falou “Coragem”,
pois fazer um trabalho assim é mais
do que um risco.Mas ficamos contentes com
o resultado, não mexemos em nada após
a gravação, pois seria muita
“desonestidade” tentar enganar
quem adquirir o material. Trata-se de um Cd
simples, com muito trabalho e empenho. O trabalho
com o selo Anaites está sendo ótimo.
Problemas, sempre teremos, o que mata tudo
é o maldito “dinheiro”.
Mas o lado bom é que você Zartan
tem muitos contatos e além de tudo
é honesto, o que é difícil
encontrar, tem muitos produtores que só
querem roubar as bandas, se aproveitam da
falta de experiência. Denunciem esses
falsos!!!
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TGZ:
Antes vocês faziam covers de Sepultura,
Pantera e bandas Thrash..., Mas ao lançar
“Podridão”, a crítica
underground considerou o som de vocês
como “Grind” apesar de eu achar
o som “old school death metal”.
Como rotular o som de vocês por vocês
mesmos? |
Felis: Já fomos rotulados de tudo.
(rsrrsrs..) splatter, grind, punk/hardcore,
old metal, death/thrash, até crossover...
Pois se encontra de tudo no som, mas sempre
com senso blasfêmico e crítico.
Não nos preocupamos com rótulos,
só fazemos o som.
Todos comparam com isso ou aquilo... Mas nunca
falamos: “vamos tocar assim para parecer
isto”, deixamos o som rolar.
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TGZ:
Qual seu parecer sobre “Old School”
e o “Boom” que ele tem alcançado
ultimamente no underground atual? |
Felis: Cara, esse lance de old school
é muito bom! Pois muitas pessoas que
não puderam participar naquela época,
estão ligadas hoje, e melhor, descobrindo
as bandas da década de 80. Todos gostam
de um som bem “tocado” com muitas
notas e solos... Mas o som oitentista se diferencia
disso, o som era feito sem muita frescura,
e bem direto. Nosso som tem essa característica,
bem simples e direto, talvez daí a
comparação. E hoje algumas bandas
conseguem transformar 2 ou 3 notas em clássicos.
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TGZ:
Cantar em português não
restringe um pouco a divulgação?
Digo, muitos sonham em ganhar respeito lá
fora e depois voltar ao Brasil (o Krisiun
fez isso no início, investiu lá
fora primeiro e depois no Brasil...)? |
Felis: Esse lance de cantar em português
ainda causa polêmica, ainda é
novidade em nosso próprio país.
Fazemos assim desde o começo, mas não
veria sentido em nossas letras se cantadas
em outras línguas. Gosto de bandas
que cantam em português. Recebi um Cd
de uma banda “OPUS 666”, um baita
som! Black/Death todo em português.
E muita banda está fazendo isso, para
poderem serem “mais diretos” em
suas mensagens. Adoro Krisiun, e pelo que
eles tocam poderia ser até cantado
em japonês que o som seria uma mensagem
só, morte ao cristianismo!! Mas o Imperiuos
Malevolence gravou um música, “Arquiteto
da Destruição”, que fico
ótima, e não soou estranha.
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TGZ:
Véio, além de tocar no Abuso
Verbal o que vocês fazem? Estudam? Trabalham?
Tocam em outras bandas? |
Felis: Eu sou Eletro-técnico e
estudo administração, o Vô
trampa com o pai, na construção
civil, o Caxa depende do dia. (rsrsrsr..)
mas normalmente é pintor. Até
temos vontade de fazer uns projetos, mas o
tempo é curto, e o Abuso nos ocupa
um baita tempo, então preferimos nos
dedicar totalmente a banda.
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TGZ:
Bom, agora vamos falar do “Seu
Castigo ao VIVO”, fale aos leitores
os atrativos deste trabalho e porque escolheram
o cover “Necromancer” para este
trabalho? |
Felis: Sobre o Cd ao VIVO como disse,
se trata de um material simples. Mas bem feito
por se tratar de uma demo. Com encarte, letras
etc... O que é difícil encontrar
pelo alto custo, e pouco dinheiro que as bandas
dispõem. Terá uma divulgação
a nível nacional e internacional. Sobre
o cover, é uma vontade antiga, mas
nunca quisemos colocar em um Cd de estúdio,
pois aproveitamos o pouco tempo de estúdio
para produzir algo nosso. Essa musica é
uma das melhores da década de 80, tocávamos
nos shows Brujeria, mas essa é mais
antiga e representa toda uma geração
de velhos e novos metaleiros.
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TGZ:
Hora do merchandising, hehehehe: Vocês
irão participar da Anaites Comp. Vol.
#02 ao lado de diversas bandas undergrounds...
Qual o valor destas iniciativas você
vê para as bandas e o underground? |
Felis: Essa participação
na comp. Anaites será muito bom para
a banda, pois já é um trabalho
conhecido e sério. A divulgação
vai alem das fronteiras nacionais, e proporciona
as bandas uma exposição maior
do trabalho, o que se torna difícil
se for feita só pela banda. Com certeza
terá edições 3,4,5 e
assim por diante...
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TGZ:
Cara, “Seu Castigo”
é uma música grudenta, do tipo
que fica implantado na mente do indivíduo
(meus vizinhos que o digam, hahahaha!!), a
simplicidade e também por ser direta
eram os ideais da banda desde o início?
Com qual sentimento e influencias criaram
a música “Seu Castigo”?
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Felis: ) Essa música é
realmente “Pegajosa”(rsrsrsrs...),
mas passa um clima totalmente Sombrio e macabro,
pois a letra fala de bruxaria e paranóias.
Eu não gosto de escutar ela quando
estou sozinho...(rsrsrsrsr..) Um dia cheguei
no ensaio e eles estavam tocando-a então
comecei a cantá-la. E letra é
do Vô, ele lê uns livros e obtém
inspiração, mas ficou ótima!
Mas sempre buscamos algo simples, pois não
somos músicos virtuosos.
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TGZ:
Como estão os shows? Há uma
tour armada para divulgar o novo trabalho
(assim que a gráfica liberar as capas,
hehehe!)? |
Felis: Assim que chegar essas capas (rsrsrs..),
pretendemos buscar contatos para uma futura
“tour”, mas sabemos que é
difícil pela falta de grana. Tocamos
pela região, temos duas datas confirmadas
aqui no PR. Público tem em todo país,
mas a locomoção se torna o maior
empecilho. Vi o pessoal do Andralls falar
que bandas que não cobram para tocar
estragam a cena. Sabemos como é difícil
organizar algum evento, e aposto que no começo
eles tocaram muito só pela comida ou
transporte.
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TGZ:
Realidade, Fanatismo..., Ilusões cotidianas
sociais e a humanidade em si os influenciam
ou influenciaram em algo nas músicas
de vocês? |
Felis: O fanatismo talvez seja a maior
fonte de inspiração para nossas
letras, estamos vendo pastores fugindo com
milhões, enquanto os “fiéis”
vendem tudo o que tem para conseguir seu lugar
no céu... Religião causa guerra,
destruição. “Sociedade
Canibal” reflete bem o quê vivemos.
Quem ler nossas letras com certeza se identificará.
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TGZ:
É isso aí seus possuídos,
por esta é isto! Deixem um recado aos
leitores do ThunderGod ou o que mais quiserem
acrescentar a esta entrê!!!! |

Felis: Obrigado pela oportunidade!! Saudações
dos “Possesseds”!! Queremos agradecer
todo apoio e suporte que está nos proporcionado.
Ao ThunderGod, Elimar e Cezar. Aos amigos,
e bandas que já tocamos. A galera de
Mandaguaçu, Nenê, Tino, Michel
e Rafael do “Mesemon Ecrof” pela
força e amizade!!
Gostaríamos de contatar amigos e apoiadores
do underground nacional!
Falsos e aproveitadores, por favor, não
escrevam!
Sempre Metal!!!
Abuso Verbal.
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