» ENTREVISTA: ABUSO VERBAL «

Realizada por: Hioderman (Colaborador)

Respondida por:
Felis

Abuso Verbal

A/c Felis
Rua Santa Rita, 411
Mandaguaçu/PR - 87.160–000
www.geocities.com/bandaabusoverbal

TGZ: Fala rapá!? E aí abusados verbais, hehehehe! K-ra o Abuso Verbal já é figurinha carimbada no underground (mesmo com pouco tempo de existência), mas tu vai fazer uma prévia dos trabalhos já lançados pelo Abuso Verbal para que os leitores conheçam melhor a banda, ok?

Felis:
Olá amigo!! É um prazer poder participar desse ilustre zine! Cara, apesar do pouco tempo de banda, e pouco tempo na cena, já temos um bom reconhecimento no Brasil, por zines, distros e amigos. Tudo isso é reflexo do que plantamos, divulgação “pesada” e sempre em busca de amigos e parceiros; mas claro, procuramos colocar a disposição um material que seja de boa qualidade e interessante para quem ouve. Lançamos nosso primeiro Cd (Podridão) em 2003, foi bom, mas não conseguimos passar o “feeling” da banda, obteve boas resenhas, mas não era o que queríamos. Em 2004 foi lançado o “Seu castigo”, esse sim conseguiu chamar a atenção da galera, pois é bem produzido e com boas músicas, ali conseguimos um direcionamento de som, pois todos na banda são fãs de Metal. Agora estamos prestes a lançar um “ao vivo”, que terá uma divulgação melhor por se tratar de uma parceria com o selo Anaites.


TGZ: Veio, tu é um grande colaborador do underground enviando matérias e entrevistas para sites e zines, qual a recompensa disto para ti? E sei que há um novo zine sendo elaborado por você e pelo Vô Bastardo, o que podes nos adiantar sobre este novo trabalho?

Felis:
Faço colaboração com zines e sites por gosto próprio, pois é uma maneira de conhecer bons amigos, e claro, ajudar nossa cena. Não ganho nada com isso, além do respeito e amizade com batalhadores igual a mim. Esse zine que está nascendo aqui será mais um projeto do Vô do que meu. Terá além de entrevistas, bios, releases, comentários de filmes “B” e coisas do gênero. Como faço a parte de contato da banda, ajudarei com entrevistas e algo mais. Bandas interessadas em participar entrem em contato!

TGZ: Aí, eu tive a coragem de lançar o LIVE de vocês na “marra”, hehehehe!! Eu fiquei com a parte fácil, hehehe! Comente como é lançar um trabalho ao vivo e por um selo pequeno, problemas e facilidades undergrounds, ok!?

Felis:
Como você falou “Coragem”, pois fazer um trabalho assim é mais do que um risco.Mas ficamos contentes com o resultado, não mexemos em nada após a gravação, pois seria muita “desonestidade” tentar enganar quem adquirir o material. Trata-se de um Cd simples, com muito trabalho e empenho. O trabalho com o selo Anaites está sendo ótimo. Problemas, sempre teremos, o que mata tudo é o maldito “dinheiro”. Mas o lado bom é que você Zartan tem muitos contatos e além de tudo é honesto, o que é difícil encontrar, tem muitos produtores que só querem roubar as bandas, se aproveitam da falta de experiência. Denunciem esses falsos!!!

TGZ: Antes vocês faziam covers de Sepultura, Pantera e bandas Thrash..., Mas ao lançar “Podridão”, a crítica underground considerou o som de vocês como “Grind” apesar de eu achar o som “old school death metal”. Como rotular o som de vocês por vocês mesmos?

Felis:
Já fomos rotulados de tudo. (rsrrsrs..) splatter, grind, punk/hardcore, old metal, death/thrash, até crossover... Pois se encontra de tudo no som, mas sempre com senso blasfêmico e crítico. Não nos preocupamos com rótulos, só fazemos o som.
Todos comparam com isso ou aquilo... Mas nunca falamos: “vamos tocar assim para parecer isto”, deixamos o som rolar.

TGZ: Qual seu parecer sobre “Old School” e o “Boom” que ele tem alcançado ultimamente no underground atual?

Felis:
Cara, esse lance de old school é muito bom! Pois muitas pessoas que não puderam participar naquela época, estão ligadas hoje, e melhor, descobrindo as bandas da década de 80. Todos gostam de um som bem “tocado” com muitas notas e solos... Mas o som oitentista se diferencia disso, o som era feito sem muita frescura, e bem direto. Nosso som tem essa característica, bem simples e direto, talvez daí a comparação. E hoje algumas bandas conseguem transformar 2 ou 3 notas em clássicos.

TGZ: Cantar em português não restringe um pouco a divulgação? Digo, muitos sonham em ganhar respeito lá fora e depois voltar ao Brasil (o Krisiun fez isso no início, investiu lá fora primeiro e depois no Brasil...)?

Felis:
Esse lance de cantar em português ainda causa polêmica, ainda é novidade em nosso próprio país. Fazemos assim desde o começo, mas não veria sentido em nossas letras se cantadas em outras línguas. Gosto de bandas que cantam em português. Recebi um Cd de uma banda “OPUS 666”, um baita som! Black/Death todo em português. E muita banda está fazendo isso, para poderem serem “mais diretos” em suas mensagens. Adoro Krisiun, e pelo que eles tocam poderia ser até cantado em japonês que o som seria uma mensagem só, morte ao cristianismo!! Mas o Imperiuos Malevolence gravou um música, “Arquiteto da Destruição”, que fico ótima, e não soou estranha.

TGZ: Véio, além de tocar no Abuso Verbal o que vocês fazem? Estudam? Trabalham? Tocam em outras bandas?

Felis:
Eu sou Eletro-técnico e estudo administração, o Vô trampa com o pai, na construção civil, o Caxa depende do dia. (rsrsrsr..) mas normalmente é pintor. Até temos vontade de fazer uns projetos, mas o tempo é curto, e o Abuso nos ocupa um baita tempo, então preferimos nos dedicar totalmente a banda.

TGZ: Bom, agora vamos falar do “Seu Castigo ao VIVO”, fale aos leitores os atrativos deste trabalho e porque escolheram o cover “Necromancer” para este trabalho?

Felis:
Sobre o Cd ao VIVO como disse, se trata de um material simples. Mas bem feito por se tratar de uma demo. Com encarte, letras etc... O que é difícil encontrar pelo alto custo, e pouco dinheiro que as bandas dispõem. Terá uma divulgação a nível nacional e internacional. Sobre o cover, é uma vontade antiga, mas nunca quisemos colocar em um Cd de estúdio, pois aproveitamos o pouco tempo de estúdio para produzir algo nosso. Essa musica é uma das melhores da década de 80, tocávamos nos shows Brujeria, mas essa é mais antiga e representa toda uma geração de velhos e novos metaleiros.

TGZ: Hora do merchandising, hehehehe: Vocês irão participar da Anaites Comp. Vol. #02 ao lado de diversas bandas undergrounds... Qual o valor destas iniciativas você vê para as bandas e o underground?

Felis:
Essa participação na comp. Anaites será muito bom para a banda, pois já é um trabalho conhecido e sério. A divulgação vai alem das fronteiras nacionais, e proporciona as bandas uma exposição maior do trabalho, o que se torna difícil se for feita só pela banda. Com certeza terá edições 3,4,5 e assim por diante...

TGZ: Cara, “Seu Castigo” é uma música grudenta, do tipo que fica implantado na mente do indivíduo (meus vizinhos que o digam, hahahaha!!), a simplicidade e também por ser direta eram os ideais da banda desde o início? Com qual sentimento e influencias criaram a música “Seu Castigo”?

Felis:
) Essa música é realmente “Pegajosa”(rsrsrsrs...), mas passa um clima totalmente Sombrio e macabro, pois a letra fala de bruxaria e paranóias. Eu não gosto de escutar ela quando estou sozinho...(rsrsrsrsr..) Um dia cheguei no ensaio e eles estavam tocando-a então comecei a cantá-la. E letra é do Vô, ele lê uns livros e obtém inspiração, mas ficou ótima! Mas sempre buscamos algo simples, pois não somos músicos virtuosos.

TGZ: Como estão os shows? Há uma tour armada para divulgar o novo trabalho (assim que a gráfica liberar as capas, hehehe!)?

Felis:
Assim que chegar essas capas (rsrsrs..), pretendemos buscar contatos para uma futura “tour”, mas sabemos que é difícil pela falta de grana. Tocamos pela região, temos duas datas confirmadas aqui no PR. Público tem em todo país, mas a locomoção se torna o maior empecilho. Vi o pessoal do Andralls falar que bandas que não cobram para tocar estragam a cena. Sabemos como é difícil organizar algum evento, e aposto que no começo eles tocaram muito só pela comida ou transporte.

TGZ: Realidade, Fanatismo..., Ilusões cotidianas sociais e a humanidade em si os influenciam ou influenciaram em algo nas músicas de vocês?

Felis:
O fanatismo talvez seja a maior fonte de inspiração para nossas letras, estamos vendo pastores fugindo com milhões, enquanto os “fiéis” vendem tudo o que tem para conseguir seu lugar no céu... Religião causa guerra, destruição. “Sociedade Canibal” reflete bem o quê vivemos. Quem ler nossas letras com certeza se identificará.

TGZ: É isso aí seus possuídos, por esta é isto! Deixem um recado aos leitores do ThunderGod ou o que mais quiserem acrescentar a esta entrê!!!!

Felis:
Obrigado pela oportunidade!! Saudações dos “Possesseds”!! Queremos agradecer todo apoio e suporte que está nos proporcionado.
Ao ThunderGod, Elimar e Cezar. Aos amigos, e bandas que já tocamos. A galera de Mandaguaçu, Nenê, Tino, Michel e Rafael do “Mesemon Ecrof” pela força e amizade!!
Gostaríamos de contatar amigos e apoiadores do underground nacional!
Falsos e aproveitadores, por favor, não escrevam!
Sempre Metal!!!
Abuso Verbal.

 
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