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Realizada por: Cezar
Augusto
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Respondida por: Rodrigo
& Evandro
Amaduscias
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TGZ:
Salute! Os trabalhos da Amaduscias seguem
o da extinta Phantasmagoria, por que essa
mudança de nome, seria pela linha sonora,
conceitual ideológica, enfim? |
Rodrigo:A Phantasmagoria foi um dos meus
antigos projetos que devido a problemas pessoais
entre os integrantes, após alguns shows,
foi extinta. Depois de algum tempo e formulação
das músicas a banda acabou
e como eu fui um dos envolvidos nas composições
da banda naquela época (desde toda
a parte da bateria criada nas músicas,
alguns riffs de guitarra e até algumas
partes de vocais, após uma conversa
com o antigo guitarrista (qual concordou com
a que eu desse continuidade aos “nossos”
trabalhos porém, desta vez, com nova
formação...) foi quando recrutei
os guerreiros e formei a Amaduscias, horda
criada com o intuito de seguir a mesma linha,
continuar tocando as músicas da Phantasmagoria
até que a Amaduscias tivesse as suas
composições e formação
estabilizadas... Em resumo, a linha sonora
é basicamente a mesma porém,
a ideologia é outra, a Amaduscias tem
ideologia de uma banda de black metal, com
sonoridade war e ideologia pagã.
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TGZ:
A horda principiou como uma quadrilha
e após algumas turbulências acabou
ficando mesmo como uma tríade, quais
os motivos ocasionais para assim “fechar
o círculo”? |
Rodrigo: Deixa eu te corrigir, a Amaduscias
começou já com um trio e somente
após algumas mudanças de formação,
chegou a ser um quarteto (formação
que realmente nunca devia ter acontecido;
é algo que já esquecemos. Infelizmente
existem algumas criaturas que se infiltram
na cena e acabam escondendo suas verdadeiras
faces, passando-se por confiáveis e
parceiras, quando vimos, já era tarde
demais e tínhamos na banda um ser repugnante
que realmente não merece nossa compaixão...),
quando caímos na realidade, estávamos
nos queimando por causa dessa imundície
toda... Resolvemos reformular a horda e voltar
a ser um trio, na verdade já tocamos
até em shows com essa atual formação...
Eu já havia feito show tocando e cantando
antes mesmo dessa fase “turbulenta”
e posso te dizer que, agora sim, estamos com
os pés bem no chão, com consciência
de nossa responsabilidade e de quem devemos
(ou não) nos aproximar (ou deixar que
se aproxime de nós!).
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TGZ:
Curioso, Rodrigo, o fato de você
ser baterista e vocalista, é complicado
desenvolver estes postos concomitantemente?
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Rodrigo: Olha cara, se eu te dizer que
não é complicado estou mentindo,
é sim muito complicado pois a maioria
dos bateristas fazem apenas backing vocal
mas sempre tive como inspiração
alguns nomes como Chris Reifert (Autopsy)
e Jörgen "Ventor" Reil (Kreator),
os caras tocam muito e FAZEM VOCAL!!! O negócio
é ter vontade! E depois, como foi assim
que tudo começou e novamente, tornou-se
necessário, sou sim o novo baterista/vocalista
da Amaduscias e ainda, não tem vocalista
com ideologia black metal em nossa cidade...
Nossa linha é bem diferente das bandas
por aqui existentes então, tudo é
questão de se acostumar... Claro que
algumas coisas são muito difíceis
mesmo, mas... Tudo é “adaptável”
e aceitar com compreensão as dificuldades...
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TGZ:
De onde vocês extraíram
o nome Amaduscias (Leitor: significado na
introdução acima), e qual o
significado para a atmosfera vital dos integrantes?
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Rodrigo: Da literatura mitológica.
Achamos que é o nome realmente transmite
os ideais da horda, principalmente referindo-se
a “padroeira da música pesada”
pois “somos uma banda de black metal
com atitudes do verdadeiro metal”.
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TGZ:
“Nossos hinos são criados com
ódio e crueldade, com a finalidade
de resgatar a cultura dos nossos antigos ancestrais.
Lutamos por nosso país, por nossa terra,
por nossa cultura e contra toda e qualquer
forma de falsidade e hipocrisia”. Quem
são os seus antigos ancestrais? |
Evandro: Pelo que chamamos de “ancestrais”
falamos de todas as pessoas que marcaram nosso
passado e já não estão
mais conosco (mas sempre estarão em
nossa lembrança!), ou seja, pessoas
das quais tiramos ensinamentos para nosso
dia-a-dia. Estas “personalidades”
deixaram suas mensagens e atitudes gloriosas
e é de nossa obrigação
manter a honra dessas pessoas com atitudes
gloriosas, sem falsidade e sem hipocrisia
(atitudes muito esquecidas pelas pessoas hoje
em dia).
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TGZ:
Por aqui ouvimos falar que existem muitas
pessoas aí pelo sul do Brasil possuidoras
de ideais separatistas, qual seu conhecimento
do assunto e o que pensas? |
Evandro: Nós fazemos parte de
um estado que foi colonizado por muitas raças,
principalmente européias e fizeram
um estado que tem orgulho de ser um exemplo
entre os outros por seu trabalho e por receber
e tratar bem todas as pessoas na qual vem
até nosso estado conhecer nossa cultura.
Como já dito por nós mesmos
todos da Amaduscias lutamos por uma mesma
bandeira (Brasil).
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TGZ:
“Puro Pagan War Metal” é
a denominação executada pela
Amaduscias. Normalmente esse rótulo
“War Metal” é visto por
muitos como tendo idéias nazis latentes,
já aconteceu alguma acusação
disso sobre vocês? Cite as bandas que
você sabe seguir esses ideais políticos
de pseudo-supremacia? |
Evandro:
Nosso “rótulo” “war
metal” é apenas pelo estilo musical
que seguimos nas composições,
deixamos muito claro que nossa ideologia é
pagã e acima de tudo, temos na nossa
música o verdadeiro espírito
do metal qual não visa idéias
políticas, ou seja, cada um tem a liberdade
de fazer o que bem entender e defender sua
bandeira da forma que quiser. Quanto a esse
tipo de ideologia ter sido confundida com
a Amaduscias, estávamos começando
a sentir o preconceito, mas, a única
pessoa que fazia parecer a Amaduscias apoiando
o movimento NS, felizmente, já não
se encontra mais conosco e NUNCA MAIS estará
sequer, perto de nós!
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TGZ:
Qual a importância do “Corpse
Painting” para vocês, algum simbolismo
oculto? E vocês nunca usaram pseudônimos,
certo? |
Evandro: Falando em “corpse paint”,
nós tratamos de guerras e conflitos
em nossa temática e o “corpse
paint” para nós significa nossas
“armaduras”, nossas “armas”,
é como se estivéssemos nos preparando
para uma verdadeira “guerra” e
quem nos vê assim nos shows, talvez
tenha a mesma impressão. Não,
nunca pensamos em pseudônimos.
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TGZ:
O título do Promo-Cd (2004) é
“Moral, Honour, Truth”. Defina
e direcione sua postura perante a estas 3
poderosas palavras: Moral, Honra, Verdade
? |
Evandro: Ter Moral para quando
falar alguma coisa, não ter pessoas
desmentindo nossas falas através do
seu passado. Honra é ter orgulho
das raízes e ideais que defendemos.
Verdade? É isso mesmo que
a palavra diz, ser verdadeiro em tudo que
fazemos e falamos! Atitude! (Verdade é
mais um dos motivos pelo qual somos um trio
novamente!).
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TGZ:
O trabalho é resultado de um ensaio
gravado no 2º semestre de 2004, porém
a produção engana, devido à
sua simples e ótima qualidade. Concordam
ou não? |
Rodrigo: Sim, o trabalho “Moral,
Honour, Truth” ficou realmente muito
bom já que é mesmo uma “live-promo”.
A qualidade sonora ficou excelente, para falar
a verdade muito acima do que nós mesmos
esperávamos, a banda estava realmente
“no momento”, gravamos e ficou
isso aí. Quanto ao resultado gráfico
e final do cd, isso é apenas uma “prévia”
do trabalho oficial da Amaduscias que esperamos
lançar até o final de 2005.
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TGZ:
Em quase 10 minutos nas faixas são
destrinchados o fuzilamento com rispidez,
voracidade e cadencias típicas. Quais
seriam os principais inspiradores da Amaduscias?
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Evandro/Rodrigo: Existem várias
hordas que respeitamos muito, algumas delas
seriam a nível internacional seriam:
Emperor, Bathory, Dark Funeral, In Battle,
Marduk, Setherial... E a nível Brasil:
Krisiun, Nephasth, Rebaelliun, Mental Horror...
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TGZ:
Dentre as faixas, há uma Introdução
instrumental “Respect” que fora
composta para decair na frase que explicitam
“Respeito à quem nos respeita”,
certo? Como avaliam essa questão do
respeito e se por aí rola muito, no
caso, o contrário? |
Evandro/Rodrigo: Sim, a faixa “Respect”
é uma introdução á
música “Respeito a quem nos respeita”.
Esse lance de falta de respeito existe em
todos os lugares, classes... Não seria
aqui que iria ser diferente, porém
usamos essa frase para deixar bem claro que
respeitamos a todos, desde que façam
do mesmo para conosco!
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TGZ:
Já soube que os shows de Black
Metal pelo sul andam sendo violentos através
de muitos radicalismos de seres “tirados
a extremistas” e algumas rixas, enfim...
Isto é real? E qual seu pensar acerca
da violência física dos que a
promovem em meio ao Metal? |
Rodrigo: Olha, acompanho a cena underground
a muitos anos, já tive o prazer de
conferir muitos shows aqui no RS, SC, PR e
SP e em todos os estados pude presenciar grandes
e ótimos shows mas da mesma forma,
em todos os estados pude infelizmente ver
esse tipo de violência e confusão
então, não concordo que os shows
do “sul” sejam violentos... A
violência “física”
também não existe apenas nos
shows do nosso underground, em tudo que é
lugar existe a tal “violência”
desnecessária... Embora mostre a força
de umas pessoas contra as outras.
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TGZ:
Rodrigo & Amaduscias, o TGZ agradece
pela vossa presença soturna! ”Anoitece,
o silêncio é quebrado com o balanço
das árvores, folhas caem pelo sopro
forte, em meio a vultos e miragens...”.
Declarem as últimas frases guerreiros
! |
Evandro/Rodrigo: Agradecemos imensamente
pelo espaço cedido, creio que aqui
conseguimos esclarecer muitas coisas que envolviam(em)
o nome da Amaduscias. Pedimos que quaisquer
dúvidas entrem em contato conosco.
Responderemos a todas as cartas/e-mails que
chegarem até nós. Hail!

Formação
:
( Da esquerda para a direita) =>
Alexandre (Baixo)
Rodrigo (Bateria & Vocal)
Evandro (Guitarra)
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