» ENTREVISTA: AMADUSCIAS «

} Realizada por: Cezar Augusto

} Respondida por: Rodrigo & Evandro

Amaduscias

CONTATOS:

A/c Rodrigo S.
Caixa Postal, 665 – Centro
Passo Fundo/RS - 99010-970
Http://www.amaduscias.com.br
TGZ: Salute! Os trabalhos da Amaduscias seguem o da extinta Phantasmagoria, por que essa mudança de nome, seria pela linha sonora, conceitual ideológica, enfim?

Rodrigo:
A Phantasmagoria foi um dos meus antigos projetos que devido a problemas pessoais entre os integrantes, após alguns shows, foi extinta. Depois de algum tempo e formulação das músicas a banda acabou e como eu fui um dos envolvidos nas composições da banda naquela época (desde toda a parte da bateria criada nas músicas, alguns riffs de guitarra e até algumas partes de vocais, após uma conversa com o antigo guitarrista (qual concordou com a que eu desse continuidade aos “nossos” trabalhos porém, desta vez, com nova formação...) foi quando recrutei os guerreiros e formei a Amaduscias, horda criada com o intuito de seguir a mesma linha, continuar tocando as músicas da Phantasmagoria até que a Amaduscias tivesse as suas composições e formação estabilizadas... Em resumo, a linha sonora é basicamente a mesma porém, a ideologia é outra, a Amaduscias tem ideologia de uma banda de black metal, com sonoridade war e ideologia pagã.

TGZ: A horda principiou como uma quadrilha e após algumas turbulências acabou ficando mesmo como uma tríade, quais os motivos ocasionais para assim “fechar o círculo”?

Rodrigo:
Deixa eu te corrigir, a Amaduscias começou já com um trio e somente após algumas mudanças de formação, chegou a ser um quarteto (formação que realmente nunca devia ter acontecido; é algo que já esquecemos. Infelizmente existem algumas criaturas que se infiltram na cena e acabam escondendo suas verdadeiras faces, passando-se por confiáveis e parceiras, quando vimos, já era tarde demais e tínhamos na banda um ser repugnante que realmente não merece nossa compaixão...), quando caímos na realidade, estávamos nos queimando por causa dessa imundície toda... Resolvemos reformular a horda e voltar a ser um trio, na verdade já tocamos até em shows com essa atual formação... Eu já havia feito show tocando e cantando antes mesmo dessa fase “turbulenta” e posso te dizer que, agora sim, estamos com os pés bem no chão, com consciência de nossa responsabilidade e de quem devemos (ou não) nos aproximar (ou deixar que se aproxime de nós!).

TGZ: Curioso, Rodrigo, o fato de você ser baterista e vocalista, é complicado desenvolver estes postos concomitantemente?

Rodrigo:
Olha cara, se eu te dizer que não é complicado estou mentindo, é sim muito complicado pois a maioria dos bateristas fazem apenas backing vocal mas sempre tive como inspiração alguns nomes como Chris Reifert (Autopsy) e Jörgen "Ventor" Reil (Kreator), os caras tocam muito e FAZEM VOCAL!!! O negócio é ter vontade! E depois, como foi assim que tudo começou e novamente, tornou-se necessário, sou sim o novo baterista/vocalista da Amaduscias e ainda, não tem vocalista com ideologia black metal em nossa cidade... Nossa linha é bem diferente das bandas por aqui existentes então, tudo é questão de se acostumar... Claro que algumas coisas são muito difíceis mesmo, mas... Tudo é “adaptável” e aceitar com compreensão as dificuldades...

TGZ: De onde vocês extraíram o nome Amaduscias (Leitor: significado na introdução acima), e qual o significado para a atmosfera vital dos integrantes?

Rodrigo:
Da literatura mitológica. Achamos que é o nome realmente transmite os ideais da horda, principalmente referindo-se a “padroeira da música pesada” pois “somos uma banda de black metal com atitudes do verdadeiro metal”.

TGZ: “Nossos hinos são criados com ódio e crueldade, com a finalidade de resgatar a cultura dos nossos antigos ancestrais. Lutamos por nosso país, por nossa terra, por nossa cultura e contra toda e qualquer forma de falsidade e hipocrisia”. Quem são os seus antigos ancestrais?

Evandro:
Pelo que chamamos de “ancestrais” falamos de todas as pessoas que marcaram nosso passado e já não estão mais conosco (mas sempre estarão em nossa lembrança!), ou seja, pessoas das quais tiramos ensinamentos para nosso dia-a-dia. Estas “personalidades” deixaram suas mensagens e atitudes gloriosas e é de nossa obrigação manter a honra dessas pessoas com atitudes gloriosas, sem falsidade e sem hipocrisia (atitudes muito esquecidas pelas pessoas hoje em dia).

TGZ: Por aqui ouvimos falar que existem muitas pessoas aí pelo sul do Brasil possuidoras de ideais separatistas, qual seu conhecimento do assunto e o que pensas?

Evandro:
Nós fazemos parte de um estado que foi colonizado por muitas raças, principalmente européias e fizeram um estado que tem orgulho de ser um exemplo entre os outros por seu trabalho e por receber e tratar bem todas as pessoas na qual vem até nosso estado conhecer nossa cultura. Como já dito por nós mesmos todos da Amaduscias lutamos por uma mesma bandeira (Brasil).

TGZ: “Puro Pagan War Metal” é a denominação executada pela Amaduscias. Normalmente esse rótulo “War Metal” é visto por muitos como tendo idéias nazis latentes, já aconteceu alguma acusação disso sobre vocês? Cite as bandas que você sabe seguir esses ideais políticos de pseudo-supremacia?

Evandro: Nosso “rótulo” “war metal” é apenas pelo estilo musical que seguimos nas composições, deixamos muito claro que nossa ideologia é pagã e acima de tudo, temos na nossa música o verdadeiro espírito do metal qual não visa idéias políticas, ou seja, cada um tem a liberdade de fazer o que bem entender e defender sua bandeira da forma que quiser. Quanto a esse tipo de ideologia ter sido confundida com a Amaduscias, estávamos começando a sentir o preconceito, mas, a única pessoa que fazia parecer a Amaduscias apoiando o movimento NS, felizmente, já não se encontra mais conosco e NUNCA MAIS estará sequer, perto de nós!

TGZ: Qual a importância do “Corpse Painting” para vocês, algum simbolismo oculto? E vocês nunca usaram pseudônimos, certo?

Evandro:
Falando em “corpse paint”, nós tratamos de guerras e conflitos em nossa temática e o “corpse paint” para nós significa nossas “armaduras”, nossas “armas”, é como se estivéssemos nos preparando para uma verdadeira “guerra” e quem nos vê assim nos shows, talvez tenha a mesma impressão. Não, nunca pensamos em pseudônimos.

TGZ: O título do Promo-Cd (2004) é “Moral, Honour, Truth”. Defina e direcione sua postura perante a estas 3 poderosas palavras: Moral, Honra, Verdade ?

Evandro:
Ter Moral para quando falar alguma coisa, não ter pessoas desmentindo nossas falas através do seu passado. Honra é ter orgulho das raízes e ideais que defendemos. Verdade? É isso mesmo que a palavra diz, ser verdadeiro em tudo que fazemos e falamos! Atitude! (Verdade é mais um dos motivos pelo qual somos um trio novamente!).

TGZ: O trabalho é resultado de um ensaio gravado no 2º semestre de 2004, porém a produção engana, devido à sua simples e ótima qualidade. Concordam ou não?

Rodrigo:
Sim, o trabalho “Moral, Honour, Truth” ficou realmente muito bom já que é mesmo uma “live-promo”. A qualidade sonora ficou excelente, para falar a verdade muito acima do que nós mesmos esperávamos, a banda estava realmente “no momento”, gravamos e ficou isso aí. Quanto ao resultado gráfico e final do cd, isso é apenas uma “prévia” do trabalho oficial da Amaduscias que esperamos lançar até o final de 2005.

TGZ: Em quase 10 minutos nas faixas são destrinchados o fuzilamento com rispidez, voracidade e cadencias típicas. Quais seriam os principais inspiradores da Amaduscias?

Evandro/Rodrigo:
Existem várias hordas que respeitamos muito, algumas delas seriam a nível internacional seriam: Emperor, Bathory, Dark Funeral, In Battle, Marduk, Setherial... E a nível Brasil: Krisiun, Nephasth, Rebaelliun, Mental Horror...

TGZ: Dentre as faixas, há uma Introdução instrumental “Respect” que fora composta para decair na frase que explicitam “Respeito à quem nos respeita”, certo? Como avaliam essa questão do respeito e se por aí rola muito, no caso, o contrário?

Evandro/Rodrigo:
Sim, a faixa “Respect” é uma introdução á música “Respeito a quem nos respeita”. Esse lance de falta de respeito existe em todos os lugares, classes... Não seria aqui que iria ser diferente, porém usamos essa frase para deixar bem claro que respeitamos a todos, desde que façam do mesmo para conosco!

TGZ: Já soube que os shows de Black Metal pelo sul andam sendo violentos através de muitos radicalismos de seres “tirados a extremistas” e algumas rixas, enfim... Isto é real? E qual seu pensar acerca da violência física dos que a promovem em meio ao Metal?

Rodrigo:
Olha, acompanho a cena underground a muitos anos, já tive o prazer de conferir muitos shows aqui no RS, SC, PR e SP e em todos os estados pude presenciar grandes e ótimos shows mas da mesma forma, em todos os estados pude infelizmente ver esse tipo de violência e confusão então, não concordo que os shows do “sul” sejam violentos... A violência “física” também não existe apenas nos shows do nosso underground, em tudo que é lugar existe a tal “violência” desnecessária... Embora mostre a força de umas pessoas contra as outras.

TGZ: Rodrigo & Amaduscias, o TGZ agradece pela vossa presença soturna! ”Anoitece, o silêncio é quebrado com o balanço das árvores, folhas caem pelo sopro forte, em meio a vultos e miragens...”. Declarem as últimas frases guerreiros !

Evandro/Rodrigo:
Agradecemos imensamente pelo espaço cedido, creio que aqui conseguimos esclarecer muitas coisas que envolviam(em) o nome da Amaduscias. Pedimos que quaisquer dúvidas entrem em contato conosco. Responderemos a todas as cartas/e-mails que chegarem até nós. Hail!


Formação :
( Da esquerda para a direita)
=>

Alexandre (Baixo)
Rodrigo (Bateria & Vocal)
Evandro (Guitarra)
 
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