}
Realizada por: Elimar
Oliveira
}
Respondida por: João
Paulo
Atomica
|
CONTATOS:
A/c
Eduardo de Souza Bonaldia
Caixa Postal 15094
São Paulo/SP - 01519-970
Http://www.atomicaband.com |
|
TGZ:
O Atomica iniciou suas atividades em
meados dos anos oitenta, lançou três
bons discos e acabou, o que houve? |
João: Nós ficamos desanimados
com o cancelamento de uma possível
turnê na Europa em 1993, e vimos que
não havia mais nada a fazer no Brasil
para que a banda atingisse um patamar estável
no cenário. Depois disso, cada membro
da banda procurou resolver sua vida, como,
por exemplo, estudar, se graduar e conseguir
emprego para se sustentar e sustentar a família.
|
TGZ:
Faça um breve comentário
de cada um desses três álbuns: |

João: *Atomica 1: O disco mais
original de todos, muita técnica, velocidade,
peso, palhetadas, gravado na raça,
diferente de tudo que tinha no Brasil na época
e sucesso da banda até hoje!
*Limits of Insanity: Disco que reproduziu
uma fase que a banda atravessava, muito diferente
do primeiro, tinha o André Rod nos
vocais após uma situação
complicada de vocalistas na banda. Tinha peso,
técnica e inovações,
porém a produção não
revelou o verdadeiro som da banda, que ficou
prejudicada no lançamento deste disco.
*Disturbing The Noise: A banda colocou
ordem na casa, fez um disco absurdamente agressivo,
veloz e pesado. Agora com uma produção
boa, resgata o primeiro disco, com a técnica
do segundo. Muito bom!
|
TGZ:
Na época vocês tinham um
certo reconhecimento, participavam de bons
shows e o público como reagiu na época
em que vocês resolveram parar com a
banda? |
João: Na verdade o público
não ficou sabendo que nós havíamos
parado! Nós simplesmente paramos e
não anunciamos nada. Fomos sumindo
da cena aos poucos! Na época não
tivemos noção do que o público
pensou com o nosso sumiço, mas quando
voltamos, deu pra ter uma idéia. Realmente
a banda tinha muito nome! Foi legal!
|
TGZ:
Vocês continuaram no meio musical?
Encontravam-se, conversavam sobre uma volta,
como aconteceu? |
João: Nós continuamos envolvidos
com a música, apesar de ter dedicado
um bom tempo desses anos, ao estudo e ao trabalho.
Tanto que durante esse tempo, casamos, tivemos
filhos e tudo mais. Sobre a volta, nós
estávamos tocando junto numa banda
cover do AC/DC, daí para voltar com
o Atomica foi um passo!
|
TGZ:
Qual a principal diferença daquela
época pra hoje? Quais os pontos negativos
e positivos comparando as épocas? |
João: Naquela época havia
mais paixão e menos profissionalismo,
porém o público era muito mais
radical. Hoje em dia, o profissionalismo aumentou,
temos a facilidade da Internet e a paixão
diminuiu, pois ver uma banda de fora já
não é mais novidade e os nossos
músicos já estão nivelados
com os do exterior, o que quebrou um pouco
a magia que existia antigamente quando íamos
a um show estrangeiro.
|
TGZ:
O Atomica lançou o disco ao vivo
“Back and Alive” pra marcar definitivamente
a volta, como vem sendo a receptividade dos
fãs, os fãs mais antigos têm
entrado em contato com vocês? E quais
os planos pra de agora em diante? |
João: Muito boa! Acho que foi
a melhor maneira de ter marcado a nossa volta!
Os fãs mais antigos simplesmente adoraram
o CD e eles mandam várias mensagens
positivas. Os planos para o futuro se resumem
num novo CD pra detonar e colocar o nome do
Atomica definitivamente no cenário
nacional e internacional!
|
TGZ:
Uma curiosidade, antes a banda se chamava
Attomica e agora é Atomica, porque
essa mudança? |
João:
O nome com dois “Ts” atrapalhava
um pouco a comunicação com a
imprensa e rádio! Além disso,
queríamos batizar a nova fase que a
banda deu início com essa volta, aproveitando
para deixar o logo legível e fácil
de ser reproduzido!
|
TGZ:
Qual sua opinião sobre bandas
que pagam pra que falem “bem”
de seus materiais, bandas que pagam pra saírem
em “grandes’ revistas e bandas
que pagam pra abrir grandes shows? |
João: Acho que pagar por uma
opinião positiva é demais! Pagar
para sair em revista é burrice, pois
com merecimento, isso acontece automaticamente.
Agora, para abrir shows, acho que dependendo
do motivo, pode até valer a pena, pois
a banda cria uma ótima oportunidade
de se apresentar para um público que
ela jamais colocaria num show próprio.
|
TGZ:
Na sua opinião, qual o caminho
correto de uma banda, sair em tournée
estrangeira com os custos autofinanciados
pra depois se divulgar em seu país
de origem, ou deixar que as coisas rolem naturalmente?
|
João: Cara, acho difícil
julgar a atitude mais correta, pois todos
querem que sua banda dê certo. Infelizmente
no Brasil a banda precisa ser reconhecida
no exterior para ser respeitada, por isso
minha opinião é que se invista
no exterior.
|
TGZ:
Falando em reconhecimento estrangeiro, o Atomica
na época teve algum convite pra tocar
fora do Brasil e os discos foram divulgados
lá fora? Onde? |
João: Sim, mas não deu
certo! Na verdade todos os discos foram parar
de alguma forma no exterior, pois recebíamos
cartas de vários países, como:
EUA, França, Alemanha, Holanda, Bélgica,
Portugal, Espanha, Dinamarca, Singapura, Áustria,
África do Sul, Japão e Austrália.
|
TGZ:
Uma banda Thrash Metal quase sempre aborda
temas envolvendo política, sociedade...
O Atomica acho que também aborda temas
similares, por isso gostaria de saber a sua
a opinião sobre o mundo atual recheado
de guerras e governos hipócritas tentando
destruir nações com interesses
financeiros e tentando iludir a opinião
pública com argumentos mentirosos: |

João: Na verdade nem o primeiro
e nem o terceiro disco não abordam
temas políticos, apenas o segundo!
Mesmo assim, nossa opinião sobre isso
é que o mundo caminha para a sua destruição,
pois estamos sendo governados por pessoas
vazias, materialistas e desumanas. Algumas
de nossas novas músicas irão
abordar esses temas: “In Hell We Live”,
“Under Pressure” e “Dying
Mission”.
|
TGZ:
Muitos afirmam que num futuro próximo
existirá uma disputa por água
e não mais por petróleo (que
tem suas reservas não-renováveis).
Particularmente tenho um pé atrás
com os EUA quando o assunto é a nossa
soberania. Qual mensagem vocês poderiam
deixar pra galera mais nova, que de repente
está até “por fora”
de assuntos envolvendo esta nação
que desrespeita os direitos do homem, mas
que incrivelmente consegue iludir todos com
seus produtos e sua propaganda massiva? (NE.:
Entenda minhas críticas contra o governo
norte-americano e não contra o povo
norte-americano, admiro muitas bandas e muitas
pessoas de lá e creio que muita gente
de lá nada tem a ver com isso). |
João: A mensagem é curtir
a vida, mas ao mesmo tempo ter consciência
política para saber o que é
certo e errado nas atitudes governamentais
em nosso país e no mundo!
|
TGZ:
Mas voltando a falar do Atomica que
é o principal tema de nossa conversa,
como vem sendo o trabalho com a Hellion Records?
Muitas bandas nacionais estão trabalhando
com este selo e tem falado muito bem, nós
particularmente temos uma relação
muito boa com este selo: |
João: A Hellion é uma empresa
séria e que cresce a cada ano. No momento
tem abraçado muita coisa ao mesmo tempo
e creio que com muito esforço e organização,
vai superar as dificuldades e conquistar o
sucesso como gravadora. Nós estamos
apostando na Hellion para o novo álbum
da banda, e tenho certeza de que a Hellion
está fazendo o mesmo com a gente!
|
TGZ:
Cite cinco álbuns que na sua
opinião são clássicos
definitivos do Metal: |
João: 'Highway to Hell' –
AC/DC, 'Paranoid' – Black Sabbath, 'Fistful
of Metal' – Anthrax, 'Bonded By Blood'
– Exodus e 'Master Of Puppets' - Metallica
|
TGZ:
Obrigado pela atenção,
e tomara que a banda logo lance um novo disco
de estúdio e consolide de vez a sua
volta e quem sabe passe por aqui e faça
um fudido show, temos uma cena fudida que
curte muitas bandas na linha do Atomica, inclusive
se você conhece alguém ou alguma
banda daqui aproveite o espaço abaixo
e mande algum recado pra algum contato seu
e deixe também alguma mensagem pros
seus fãs e pros leitores do ThunderGod
Zine: |
João: Gostaria de mandar um abraço
pro Jaime do Metalvox, pra todos os bangers
de Feira de Santana e pra vocês leitores
do ThunderGod Zine! Espero que o Atomica passe
por aí para detonar um show inesquecível!
Obrigado por todos os e-mails que você
nos enviaram. Keep Thrashing!
|