» ENTREVISTA: BYWAR «

} Realizada por: Cezar Augusto
} Respondida por: Adriano e Renan
ByWar

CONTATOS:

A/c Adriano
Caixa postal 1045
S.C. Sul/SP - 09.560-970
http: //www.bywarthrashers.com
O grupo Thrasher ByWar até agora com 7 anos de atividades vem conquistando seu espaço através da veia old school, seguindo atirando suas balas nas dificuldades encontradas para manter-se sólido em seu caminho... Aqui fora relatada a situação no geral da ByWar no decorrer dessa época, que neste ano de 2004 denotou turbulências na banda a ponto de terem dois contratos quebrados com a MegaHard referente ao 2º disco, que ainda está por sair, mas não por esta mais...
Vamos lá: Através das palavras de Adriano Perfetto (V/G) e Renan Roveran (G), vocês entenderão mehor, e gostaria de destacar ainda esta tocante frase de Renan aqui enfatizada: "...traidores e inimigos do Metal não entendem o significado disso para nós e passam por cima de nossos sentimentos em nome de suas ambições...".
- Concordamos plenamente...!!! Leiam, leiam...

TGZ: Tendo sua semente lançada em 1997, fora relatado no ‘release’ que “...após longa insistência Helio Patrizzi se junta a banda para tocar baixo”. O que quiseram dizer com ‘insistência’? Ah! Aproveita pra falar também por que o nome Bywar?

Perfetto:
O que queremos dizer por insistência é que na época o Helio tocava em uma outra banda de thrash de São Caetano chamada Vortex , mas apesar dele tocar com os caras ele já era nosso amigo a muito mais tempo e queríamos de toda maneira o cara conosco...Sabíamos que se ele entrasse na banda a família estaria completa...E por sorte do Bywar, a banda dos caras começou a fazer um som que não agradava muito o Helio , então ele falou : Eu quero tocar em uma banda cuja a proposta é tocar Thrash Metal..E não outro estilo, e foi aí que ele se juntou a nós.
Já o nome Bywar foi criado por mim e o Enrico. Queríamos algum nome que tivesse algo a ver com guerra, mas não aquela guerra que mata milhões por todos os cantos do mundo e sim uma guerra contra as barreiras que existem dentro do Metal, e estamos até hoje lutando nessa guerra e honrando o nome do Metal por todo o mundo.

TGZ: Em meados do mesmo ano, estreou o 1º registro; a Demo-tape (Dt): “The evil’s attack”, como foram os comentários lançados a este ‘first’ material e se teve algum que vos surpreendeu?

Perfetto:
Nós recebemos muitos elogios de várias revistas e zines, mas acho que o melhor comentário foi feito pelo lendário “Paul Ballof” do Exodus em um show que abrimos para os caras no Fofinho aqui em SP. Ele disse que o nosso som era muito foda e nós lembrávamos muito os caras do Destruction no começo da carreira...Isso foi demais!

TGZ: Em 98, vocês gravaram uma música para a coletânea ‘Source Bands In Collection’; qual o conteúdo dessa coletânea em matéria de diversidade de estilos musicais, e no que ocasionou essa Thrasher participação da Bywar?

Perfetto:
Na verdade essa coletânea era metade bandas que não tinham nada a ver com Metal e a outra metade com bandas de vários estilos de Metal e nós estávamos fazendo a parte Thrash do cd . Foi de extrema importância termos participado dessa coletânea, pois o nome Bywar se expandiu de forma impressionante, recebíamos correspondências de várias partes do Brasil devido ao fato deste cd abranger bandas de vários estados. Sabíamos que seria muito importante participar dessa coletânea e no fim das contas estávamos certos.

TGZ: Em outubro de 98, vocês foram convidados pra abrir o show da legendária Exodus em SP, descrevam esse fato memorável para a banda, falando também se tiveram algum tipo de contato com os membros do Exodus nos bastidores do show, enfim...?

Perfetto:
Sim o show foi do caralho! Para nós foi como um sonho estar abrindo para uma banda que no mesmo dia estávamos ouvindo seus discos. Tivemos contatos com os caras sim , tiramos muitas fotos , bebemos e comemos pizza, demos a nossa demo para os caras e teve o fato que o Paul Ballof nos elogiou dizendo que lembrávamos o Destruction . Foi um momento que jamais esqueceremos.

TGZ: Passando do período de divulgações da Dt até 2001, eis que gravaram o 1º álbum oficial, “Invicible war”, que foi lançado em 2002. Como foi o contato para ter lançado pela Hate Storm Recs. e como enxergaram o trabalho desta em abordagem geral ?

Perfetto:
O lance da Hate Storm conosco foi que já conhecíamos seu dono que era o Jorge Gecov (ex -Violent ). O cara sempre curtiu nosso som e na época que ele ainda tocava com o Violent fazíamos muitos shows juntos, saíamos de balada e ainda por cima eu e o Helio até trabalhamos com o cara, ele era nosso amigo mesmo, e quando ele saiu do Violent e resolveu montar o selo, nós fomos a primeira banda que ele pensou em lançar. Tudo deu certo, pois havíamos acabado as gravações de Invincible War e estávamos correndo atrás de uma gravadora. A Hate Storm caiu como uma luva para o lançamento do nosso primeiro Cd.

TGZ: Ficou muito fudida a arte gráfica da capa e principalmente o encarte com aquela veia old school de fotos com colagens na raça. Esse espírito Metalizado é sem palavras, hehehe, e as cervejas, hein, falem aí das bebedeiras?

Perfetto:
Sempre foi um sonho nosso lançar nossos cds com a cara de álbuns consagrados dos anos 80. Aquelas fotos de zoeira e tudo mais. Quando nos encontrávamos para ensaiar comprávamos muitas cervejas e em varias vezes não ensaiamos de tão bêbados que ficávamos, e nessas horas sempre tinha algum cara pra bater aquelas fotos engraçadas. Foi aí que pensamos: Por que não por essas fotos no cd ??? ( risos )

TGZ: Iniciando e terminando com os velhos chiados de vinil, a produção sonora do álbum também ficou fudida, enfim foi conforme as expectativas da banda, ou acharam que ficou ainda faltando algo nesse quesito? E, aliás, é um fator com o qual vocês se martelam de preocupação ou não?

Perfetto:
Na verdade por mais que um cd fique perfeito depois de finalizado, todo músico sempre vê alguns defeitos e percebe que muita coisa poderia ser incluída ou modificada, mas nada que tirasse nosso sono (risos). Mas no fim ele saiu melhor do que esperávamos, afinal foi nosso primeiro cd e entramos no estúdio com dinheiro contado para as horas de gravação, acho que demos nosso melhor, com sangue e sentimento pelo Metal.

TGZ: Não vou perguntar da aceitação desse disco, pois sei que foi ótima nos meios difundidos; mas sim dos shows, chegou a rolar uma turnê do “Invicible war”, comentem...

Perfetto:
Não rolou nenhuma Tour, fizemos vários shows sim...Mas bateu na trave uma série de shows que iríamos fazer pelo nordeste e centro-oeste, que acabou ficando pra o próximo cd, assim que for lançado.

TGZ: Por que vocês também não lançaram em formato Long Play (LP)?

Roveran:
Esta questão eu acompanhei como fã da banda e conforme o que rolava na época, o lançamento em LP do “Invincible War” ficou só na história mesmo. A HateStorm nunca o fez, como havia prometido.

TGZ: Em 2004, após os términos da gravação do 2º arsenal (=álbum) de balas (= faixas) intitulado “Heretic Signs”, aconteceram alguns imprevistos. Relatem estas turbulências, expressando realmente as conseqüências de tais...

Perfetto:
Sim, tivemos muitas decepções após ter gravado Heretic Signs , uma delas foi a Hate Storm ter prometido o lançamento ainda em 2003 , coisa que não aconteceu , depois ficou para janeiro de 2004, que também não rolou , aí depois o Jorge Gecov resolveu encerrar as atividades do selo e nos deixou com uma mão na frente outra atrás. Tivemos um difícil começo de ano em 2004 incluindo a saída de Victor Regep, mas como diz o ditado: “Há males que vem pra bem” (risos) e o Renan se juntou a nós dando uma nova alma pra banda.
Roveran:
Assim que passei a fazer parte da banda, percebi que havia algumas dificuldades pela qual o Bywar estava passando, principalmente com relação ao “novo” ( que já é velho..r.s...) álbum. Lembro-me de no fim de 2003, o Adriano me ter levado uma cópia do “Heretic Signs”, todo mixado e acabado, e afirmando que o CD sairia ainda naquele ano, conforme o prometido pelo selo que estava com a banda na época (Hate Storm), mas os problemas ainda estavam por vir. Sem contar que houveram os problemas relacionados ao Victor Regep e depois todo o processo de adaptação pelo qual tive que passar junto ao Bywar.

TGZ: Então, a entrada do guitarrista Renan Roveran ocorreu exatamente na sua data de aniversário (09/05/04). Deve ter rolado aquela velha bebedeira old school, não?!

Roveran:
Realmente foi um fato muito interessante e para mim foi uma grande honra. O Adriano Perfetto havia me convidado para fazer parte da banda poucas semanas antes, mas o fato concreto se deu nesta data. Não pudemos tomar aquelas geladas, pois eu moro em Sorocaba, assim como o Adriano, mas tanto o Enrico Ozio como o Helio Patrizzi são de São Caetano, então a comemoração ficou para a semana posterior, após o primeiro ensaio meu na banda.

TGZ: E Renan, diga aí: Por que tu “...nunca se encaixou da maneira desejada nas bandas, como ocorreu no Bywar...” ?

Roveran:
Eu passei por ótimas bandas, toquei com vários amigos, mas bandas a qual permaneci por mais tempo foi o Alcoholikiller (Speed/ Thrash Metal), inclusive gostaria de ressaltar que é uma das bandas do Underground nacional a qual mais admiro, mas no lance de composição musical sempre tive dificuldades em ter um certo entrosamento de idéias, como ocorreu no Bywar, principalmente com o Adriano. Nós dois já havíamos tocado juntos em um projeto (Degolator) que acabou por não dar muito certo, pois o Bywar estava com “agenda” cheia e o Adriano não podia se dedicar muito, e desde esta época notei este entrosamento. Além do direcionamento de planos e sonoridade. É por isso que muitos integrantes de grandes bandas abandonam suas bandas para formar outros projetos, diferenças musicais.

TGZ: Devido a grandes problemas com a gravadora Megahard (que lançaria esse 2º álbum), a Bywar criou seu próprio selo; o “War Records”. Falem desses problemas como quiserem e bem entenderem...

Roveran:
Tem sido uma árdua batalha para nós a questão do lançamento deste álbum. Logo após a minha entrada, devido ao fato de o selo Hate Storm ter encerrado suas atividades, nos vimos sem um meio para lançar o “Heretic Signs”. Foi aí que fizemos contato com a MegaHard records a qual pareceu estar disposta a lançar nosso “play”. Foi tudo certo até a hora mais esperada, o lançamento, o qual até o presente momento não ocorreu. Nos sentimos altamente lesados e magoados com o modo em que fomos tratados, com dois contratos assinados quebrados por parte da gravadora, mentira em cima de mentira, e agora a mesma se nega a encerrar os vínculos conosco.

TGZ: O “Herectic Signs” tem previsão para o 1º semestre de 2005, como anda o enfoque de planejamento de divulgação que farão já com a própria War Recs? E ainda há a possibilidade de uma turnê européia, não é?

Roveran:
Bem, por enquanto fica difícil afirmarmos algo. Estamos enfrentando uma porção de problemas com relação á legalidade para realizarmos alguma coisa de maneira independente, sem contar que a MegaHard vem implicando, inclusive, na devolução de nosso material. Possuímos dois contratos vencidos e mesmo assim o Márcio (MH) se nega em desfazer os vínculos entre banda x gravadora. Portanto, não afirmaremos datas nem nada, como fizemos anteriormente e acabamos por cairmos em contradição, por termos acreditado em pessoas de mau caráter.

TGZ: Querem expressar alguma coisa, que por ventura eu tenha esquecido ?

Roveran:
Gostaria, primeiramente, de me desculpar diante dos Bangers e Thrashers que esperaram pelo lançamento do nosso álbum e agradecer também aos mesmos pela compreensão, pois querem a toda hora derrubar nossos ideais e sonhos. Estes traidores e inimigos do Metal não entendem o significado disso para nós e passam por cima de nossos sentimentos em nome de suas ambições.
Entretanto afirmo, com toda a força que o Metal me proporcionou ao longo dos anos que: “... para eles a guerra é invencível, mas para nós a glória se justifica”.

TGZ: É isso Brothers of Metal, continuem com esse real sentimento do espírito oitentista do Heavy Metal através das linhas agressivas do Fuck’n Thrash na veia dos maníacos bangers !!! Valeu e até maisx...!!!

Roveran:
Obrigado pela oportunidade de estarmos passando um pouco do que tem ocorrido com o Bywar aos fiéis Bangers do Brasil e obrigado também pelo belo trabalho do ThunderGod zine em nome do nosso Metal brasileiro que é foda.
!!!!! Cheers & Beers !!!!!

 
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