» ENTREVISTA: DELICTA CARNIS «

Realizada por: Elimar Oliveira

Respondida por:
Igor d'Ávila

Delicta Carnis

Contatos: Igor d'Ávila
delictacarnis@gmail.com

TGZ: O Delicta Carnis teve um início de carreira conturbado, como foi estabilizar a banda após tantas mudanças de formação, nome, etc?

Igor d'Ávila:
Primeiramente, todos nós do Delicta Carnis, gostaríamos de agradecer pela oportunidade. É bom você perguntar isto, para que eu tire está dúvida que várias pessoas têm. O Delicta Carnis é uma banda nova surgida agora em 2005, embora tenha muitíssima herança da banda Abaddon que tinha como guitarrista o André Abaddon e Vitão na batera, que são estes também, integrantes do Delicta Carnis. Mas mesmo assim, vou responder de acordo com a pergunta. Em 2002, André Abaddon mudou-se de Campina Grande/PB para Vitória/ES e conheceu Vitão, que resolveram montar uma banda e a denominaram de Abaddon. Com um bom tempo de estrada o Abaddon participa da coletânea “Extreme Underground Vol I” pelo selo Avernus Records. Mudaram o nome para Ritus Tenebrum porque uma outra Abaddon, só que de Minas Gerais balangou beiço. Em 2005 eu me mudei de Juiz de Fora/MG para Vitória/ES e conheci o André Abaddon pelo Hellfrost, com quem eu já mantinha contato pelo de nós dois termos também, WebZines. Então combinamos de criar o Delicta Carnis com heranças do Abaddon e começamos logo em seguida a ensaiar com a formação original que é a mesma da atual: eu, Igor d’Ávila (vocal), Abaddon (guitarra), Hellfrost (guitarra), Vitão Remains (bateria) e Lord Baphomet (baixo). Logo em seguida acabamos de gravar o Demo-Cd “Delicta Carnis” e o lançamos no festival “2º Nocturnal Hordes Devastation” em Juiz de Fora/MG.

TGZ: A primeira mudança no nome foi devido à existência de uma outra banda com a mesma denominação, a segunda mudança foi por motivo interno de vocês mesmos e escolheram o nome atual, mas essas mudanças interferiram na sonoridade da banda?

Igor d'Ávila:
Como eu disse anteriormente o nome “Delicta Carnis” veio para mostrar que é uma banda nova, embora todos nós tenhamos décadas de Metal na veia. O som do Delicta Carnis é mais trabalhado e ao mesmo tempo mais agressivo do que o do Abaddon, na minha opinião.

TGZ: Tocam as músicas do início, essa “Mind Conflict” por exemplo, saiu numa coletânea que foi amplamente divulgada no Underground, porém quando vocês participaram ainda chamavam-se Abbadon e estavam no começo de tudo, há diferença na proposta da banda dessa época pra agora?

Igor d'Ávila:
Tocamos sim a música “Mind Conflict”, porém bem diferente. Ela está bem mais rápida e com seqüência diferente da original. Ela começa Death e acaba Black, se é que você me entende (risos).

TGZ: As mudanças não se limitaram apenas na denominação, houve várias também no line-up, o que houve?

Igor d'Ávila: O Delicta Carnis nunca mudou o line-up, embora o Pedro do Catacumba tenha gravado algumas guitarras e o baixo da Demo. A formação original e atual é a seguinte: eu, Igor d’Ávila (vocal), Abaddon (guitarra), Hellfrost (guitarra), Vitão Remains (bateria) e Lord Baphomet (baixo).

TGZ: Atualmente a vaga baixo está ainda a ser preenchida, certo?

Igor d'Ávila:
A vaga está muito bem preenchida pelo Lord Baphomet que entrou pra ficar e destruir junto ao Delicta Carnis.

TGZ: Curiosidade, porque o nome Delicta Carnis?

Igor d'Ávila:
Porque todos nós adoramos cometer os delitos da carne (risos). Estávamos à procura de um nome que amanhã não fosse aparecer outra banda com o mesmo, então ele teria que ser complicado. Eu, Abaddon e Hellfrost começamos a pesquisar na internet, dicionários de latim, que é uma língua que soa bem para nome de banda, e chegamos a uma unanimidade a favor de Delicta Carnis.

TGZ: Vocês lançaram recentemente uma demo auto-intitulada, a qualidade é muito boa, as músicas são ducaralho e a produção também é excelente, como vem sendo a divulgação desse material?

Igor d'Ávila: A divulgação está bem rápida e melhor do que imaginávamos, já que lançamos outro dia e já tem muita gente sacando. Um fato que vale lembrar foi no lançamento do Demo-Cd em Juiz de Fora/MG, que antes do evento começar, passamos o som com duas músicas e quando descemos do palco já tinha gente comprando A Demo.

TGZ: Quais são as principais influências no som do Delicta Carnis? E as letras o que abordam? Inspiram-se em alguma ideologia, filosofia?

Igor d'Ávila:
Cada um da banda tem bandas diferentes como influência, mas sempre abrangendo os estilos Death-Metal, Black-Metal e Thrash-Metal. Sobre as letras, costumo dizer que filosofia é coisa pra filósofo, mas como a gente não pode só berrar, falamos de coisas como guerras, batalhas medievais, fim do mundo, eliminação da raça humana, confusões mentais, misticismo e até mitologia nórdica que eu curto desde muleque.

TGZ: Quais foram os principais shows do Delicta Carnis? Tocaram em outros estados/regiões?

Igor d'Ávila:
O principal show que tocamos foi o “2º Nocturnal Hordes Devastation” em Juiz de Fora, Minas Gerais, que além da estréia da banda e lançamento da Demo, foi um puta festival com nomes fodas como Ocultan, Oligarquia, Catacumba, Paradise In Flames etc.

TGZ: Essa é uma pergunta que costumo fazer a todas as bandas, como é a cena ai em Vitória/ES?

Igor d'Ávila:
Olha. É bem organizada e forte, embora não pareça por morar muita gente da cena em Vila Velha e Serra que são municípios vizinhos. Tem até uma rádio universitária que rola sons underground como o nosso e entrevistas com as bandas e WebZines, que também tem de qualidade aqui. Essas paradas eu acho um puta incentivo. Tem bastante shows e agora está virando rota de shows de bandas gringas como Anthrax, Motörhead e de bandas fodas do Brasil como Krisiun, Unearthly, Torture Squad, Bestial, Malefactor, Sepultura entre outras.

TGZ: Obrigado por nos ter cedido essa entrevista, deixe uma mensagem final e fale sobre os planos futuros do Delicta Carnis, se pretendem lançar um long-play ou uma nova demo, etc:

Igor d'Ávila:
O Delicta Carnis já está acabando de fazer duas músicas novas e estamos preparando um CD com vídeo-clipe, estas músicas novas e a gravação ao vivo do “2º Nocturnal Hordes Devastation”. Só não sabemos se vamos lançar como CDr, Debut-CD independente ou alguma gravadora vai querer lançar a gente (risos). Valeu a vocês mais uma vez pelo espaço e obrigado a todos os reais bangers que curtem nosso som e que fazem algo pela cena Metal Nacional.

 
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