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Realizada por: Elimar
Oliveira
} Respondida por: Ney
Desdominus
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TGZ:
Em primeiro lugar eu gostaria de saber
algo que há muito tempo me intriga,
qual o significado do nome Desdominus? |

Ney: Desdominus é uma adaptação
do latim, e significa sem domínio.
Dominus, do latim, é o mesmo que Senhor,
que é usado quando se refere a deuses,
portanto ao pé da letra, Desdominus
quer dizer “sem deus”, e para
nós personifica a total liberdade do
homem, o domínio de sua existência,
sem regras, sem leis e sem dogmas.
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TGZ: Vocês
já tem um bom tempo de estrada, afinal
vocês iniciaram suas atividades em 95,
e tem como material oficial as duas demo-tapes
“Autopsy of the Mind” de 97 e
“Judgement of the Souls” de 98
e o debut-cd “Without Domain”
lançado pelo selo Heavy Metal Rock
em 2003, que trazia cinco músicas inéditas
e a segunda demo como remasterizada. Mesmo
assim praticamente só o Undeground
conhece o Desdominus. Por que a banda ainda
não é tão conhecida do
público em geral? |
Ney: Porque sempre projetamos nossos
materiais para o público underground,
ainda mais se tratando de demo-tape, com lançamento
totalmente independente com divulgação
somente através de flyer e fanzines,
mais underground que isso impossível.
Agora que lançamos o cd, com um selo,
divulgação em revistas especializadas
de grande circulação, internet,
etc, nosso trabalho ficou mais acessível
e conhecido. Nunca demos um passo maior que
a perna para chegar onde estamos, apenas fazemos
o que gostamos com dedicação
e profissionalismo e as coisas acontecem naturalmente.
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TGZ:
Desses materiais lançados qual
realmente projetou a banda pra cena underground?
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Ney: A demo-tape "Autposy of the
Mind" é um material muito importante
para banda, foi através dela que firmamos
a bandeira do Desdominus no underground nacional
e que conseguimos nossos primeiros shows.
Esta demo teve uma grande repercussão,
ficamos surpresos com a aceitação
deste material, que em menos de um ano ultrapassou
mais de 500 cópias distribuídas,
um número considerável para
uma primeira demo; com ela também participamos
de três coletâneas, Smashing Jesus
Head vol. 1 de 1998, Symphony of Death vol.
2 de 1998 e The Last Symphony vol. 1 de 1999.
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TGZ: Ao
lançar a demo “Judgement of the
Souls” em 98 vocês fizeram 32
shows pela região sul e sudeste para
divulgá-la, uma boa tournée,
mas porque vocês não fizeram
o mesmo com o cd “Without Domain”? |
Ney: Gostaríamos de ter tocado
pelo Brasil todo, mas infelizmente não
depende de nós, dependemos dos organizadores
de shows que entram em contato e nos convidam.
Mas fizemos shows importantes na Without Domain
Tour; em São Paulo tocamos ao lado
de grandes bandas da cena nacional e na capital
abrimos para os belgas do Enthroned, também
tocamos em três outros estados: Santa
Catarina, Rio de Janeiro e Minas Gerais, sendo
que nos dois últimos nunca havíamos
tocado antes. De um modo geral a turnê
tem oferecido grandes oportunidades para divulgarmos
nosso trabalho, e sentimos isso através
da resposta do público e da mídia
especializada, dos quais temos recebido várias
críticas positivas.
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TGZ: E
quando virá o sucessor de “Without
Domain”? Tem definido nome do material,
quando será lançado? Será
pela Heavy Metal Rock? |
Ney: Já estamos trabalhando nas
músicas que deverão estar no
novo lançamento, no momento estamos
partindo para a pré-produção
do álbum, mas ainda não temos
data definida e quem irá lançar,
estamos nos preocupando primeiramente em lapidar
as músicas.
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TGZ: Como
é a relação de vocês
com a Heavy Metal Rock, vocês acham
que eles fazem um bom trabalho de promoção
com as bandas de seu cast? |
Ney: Temos um bom relacionamento, e o
fato do selo ser na mesma cidade onde moramos,
facilita em muito a comunicação.
Quanto a promoção, acreditamos
que fazem o que está ao seu alcance.
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TGZ:
Uma curiosidade, nos intervalos de cada faixa
do cd “Without Domain” há
sempre uma narração com dizeres
de esclarecimentos alertando alguns iludidos
com esses dogmas cristãos, mas foi
essa a intenção de vocês
ao colocar essas narrações intervalos
das músicas? |
Ney: Nosso baterista veio com a idéia
na fase final de composição
das letras, de criar um prefácio antes
de cada música, sendo narrado como
uma poesia em português, então
foi criada uma para cada música, menos
para a primeira (Supremacia Underground) que
já é em português, e para
o instrumental uma frase, falada no meio da
música. O objetivo maior destas introduções
é sintetizar o que a banda em um todo
procura transmitir e mostra em português
o que a letra diz.
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TGZ:
E por falar em dogmas, mentiras e etc,
qual a opinião do Desdominus sobre
religião? |
Ney: Acreditamos em tudo que pode ser
humanamente pensado, visto e sentido e desacreditamos
de tudo que foge do domínio da vida
terrena. Não apoiamos nenhum tipo de
religião ou manipulação
através de figuras “sagradas”,
para se obter vantagens pessoais ou de instituições.
“Crenças dividem as pessoas,
dúvidas as unem”.
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TGZ:
A temática abordada nas letras
da banda seguem essa linha ou outros temas
também são abordados? Quais?
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Ney: As letras expõem nossa filosofia
de vida, que não se baseia em nenhum
tipo de dogma ou doutrina, nos mostrando contrários
a qualquer tipo de segmento religioso, destruindo
a moral, velhos ídolos e velhos conceitos.
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TGZ:
Vocês acham que a temática
lírica da banda é tão
importante quanto as músicas? Por quê?
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Ney: Pensamos que uma coisa completa
a outra, o que seria, por exemplo, da letra
sem a música e vice-versa, tanto a
música quanto as idéias escritas
e cantadas, são manifestações
artísticas e cada qual tem sua importância.
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TGZ:
Obrigado por nos ter cedido essa entrevista,
espero muito em breve poder comentar um novo
material do Desdominus! Fica o espaço
abaixo pra vocês acrescentar algo ou
deixar uma mensagem final pros leitores do
ThunderGod Zine e pros apreciadores do trabalho
de vocês: |

Ney: Agradecemos a todos que
tem nos apoiado direta ou indiretamente nesses
doze anos de estrada, somos muito gratos a
aqueles que fazem a cena nacional acontecer.
Visitem nosso site: www.desdominus.com
“Crenças dividem as pessoas,
dúvidas as unem”.
Formação
(Foto ao lado) =>
Ney
Rafael
William
Douglas |