Realizada
por: Cezar
Augusto
Respondida por: Marco,
Thiago, Cássio e Jonathan
Fire
Shadow
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TGZ:
Saudações (!!!). A Fire Shadow
é uma banda duplamente nova com seus
2 anos de formação e com membros
jovens (como descrito na introdução
acima). A formação somente circulou
entre os que se estabilizaram, ou houve outros
integrantes que não ficaram na banda?
Se sim, foram na mesma faixa etária
e por que saíram?
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Marco:
Antes da formação se estabilizar,
contávamos com mais um guitarrista,
de mesma faixa etária. Com o passar
do tempo, a evolução natural
e o amadurecimento das composições,
começaram a aparecer uma série
de divergências musicais, o que fez
com que uma separação fosse
inevitável.
Thiago: Nós chegamos a realizar
alguns testes com outros guitarristas, mas
no final optamos por trabalhar com apenas
uma guitarra.
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TGZ:
Vocês enfatizaram essa questão
de serem bem jovens (nascidos entre 1988-1990)
com alguma intenção em especial,
ou apenas como complemento comum de informação?
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Jonathan:
Tentamos mostrar que não há
idade para se fazer Heavy Metal...
Thiago: E que investimos em um som
próprio e sério, ao contrário
da maioria das bandas de nossa faixa etária...
Marco: Sem duvida há uma intenção
especial, a de mostrar que somos jovens e
que ainda iremos incomodar muita gente (risos).
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TGZ:
Ok! Antes do lançamento do 1°
registro, Cd Demo "Desire to Kill",
vocês já realizavam shows? Como
era a reação do público
para com as composições?
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Marco:
Antes do lançamento do cd demo fizemos
apenas 1 ou 2 shows, com o exato intuito de
checar se as composições estavam
de acordo com o que o público desejava.
Cássio: Mas antes de lançar
este material era bem difícil arranjar
shows, pois o pessoal das casas e bares da
região ficava inseguro quanto à
competência de uma banda tão
jovem e sem nenhum registro.
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TGZ:
Direcionando-se ao estúdio, como
foi todo o processo de gravação?
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Marco:
Foi realmente muito bom. Para mim em particular,
foi a realização de um pequeno
sonho e sem dúvida um grande passo
para a Fire Shadow.
Cássio: Nos sentimos bem à
vontade, pois estávamos num estúdio
onde o pessoal nos tratou com muita receptividade.
Jonathan: Por ser a minha primeira
experiência em estúdio gravando,
estava meio inseguro e ansioso. Queria terminar
tudo rápido, e foi esse o meu erro,
não mostrando nem metade do meu potencial,
mas as pessoas ao redor me tranqüilizaram
e deram força.
Thiago: E hoje vemos como podemos
melhorar para o próximo trabalho.
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TGZ:
A capinha da Demo é ilustrada por um
desenho de um guerreiro furioso com seu machado
sanguinolento em meio a chamas com caveiras
queimando aos seus pés. Quando Ana
Elisa fez a arte, foi por idéia de
alguém da banda ou ela mesma concebeu
a idéia e depois lhes mostrou? O guerreiro
fará parte das futuras capas?
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Thiago:
Quando pedimos à Ana para fazer a arte
da capa, entregamos a ela a letra da música
e demos algumas idéias sobre o que
poderia ser desenhado. Ela teve liberdade
de criação e desenvolveu muito
bem o que a letra passa. Vale lembrar que
a Ana também é da mesma faixa
de idade que a nossa, com apenas 15 anos.
Cássio: Ainda não sabemos
se o nosso amigo fará parte das próximas
capas... (risos)
Jonathan: Pretendemos inovar...
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TGZ:
Expliquem o porquê do título
“Desire To Kill”.
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Thiago:
“Desire
to Kill” é um título bastante
forte e foi escolhido como nome do nosso 1º
registro porque representa a vontade que temos
de vencer no Heavy Metal, o desejo de que
nossos projetos se realizem.
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TGZ:
É perceptível a seriedade de
vocês na apresentação
do material de divulgação. A
organização nesse quesito é
algo que poucas bandas brasileiras investem.
Qual o seu ponto de vista sobre esse específico
fator de profissionalismo?
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Cássio:
Creio que este é um fator fundamental
e que todas as bandas que pretendem se destacar
deveriam tê-lo.
Marco: O profissionalismo e a seriedade
com que trabalhamos é apenas um reflexo
do que desejamos na cena underground, pois
sabemos o quanto seria bom se todos os envolvidos
nesse movimento fizessem um trabalho realmente
sério...
Jonathan: Não basta apenas
uma boa música, temos que tentar agradar
de todas as formas.
Thiago: Nossa seriedade mostra que
temos um grande objetivo e faremos o possível
para alcançá-lo.
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TGZ:
As críticas dos meios foram favoráveis
e todas discorrem em comentários sobre
as diversas influências da Fire Shadow
em bandas de Metal tradicional e também
de Heavy/Thrash. Quais os nomes que vocês
incluem nessa lista de inspirações?
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Jonathan:
Judas Priest, Iron Maiden, Metallica…
Cássio: Saxon, Black Sabbath,
Primal Fear…
Thiago: Nosso objetivo é adquirir
um pouco de cada banda que apreciamos para
criar um som original, sem restrições
a estilo ou rótulo, já que nossas
influências são bastante variadas.
Marco: Como já foi dito, somos
uma banda jovem, e com certeza ainda ocorrerá
um grande amadurecimento em nossas composições.
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TGZ:
Como vocês enxergaram a mudança
de direcionamento sonoro de bandas como o
Metallica. Normal? Decepcionante? Previsto?
Opinem sobre esse assunto “batido”,
mas sempre interessante de ser comentado.
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Marco:
Bom, falando no caso especifico do Metallica,
como fã eu fiquei bastante decepcionado,
porém por mais que eu ache que a falta
de qualidade (em especial do ultimo álbum)
tenha sido causada pela ganância de
seus integrantes, quem sou eu para julgar
uma banda da qual a importância no cenário
Metal é inquestionável?
Thiago: Como fã de Metallica
eu considero a mudança de sonoridade
um pouco decepcionante, já que eles
deixaram de fazer o que eu gosto. Porém
eu respeito a vontade do grupo de explorar
diferentes estilos.
Cássio: Na minha opinião
é decepcionante, visto que o Metallica
é influência para muita gente
por aí. Muitas vezes isso acontece
por causa do dinheiro, mas creio que não
há problemas financeiros entre eles,
então a única explicação
é a que eles “mudaram de lado”.
Jonathan: Com certeza decepcionante,
esperava mais da banda atualmente. Potencial
eles têm para isso. Deviam criar vergonha
e só fazer shows com músicas
dos seus antigos álbuns, já
que perderam o brilho com o novo álbum.
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TGZ:
Sobre outro assunto
polêmico: Neste ano ocorreu a morte
do Dimebag Darrel (Ex-Pantera) e que atuava
no Damage Plan quando fora assassinado no
palco de show. Um fato triste para o Metal,
mas que serviu de motivo para críticas
destrutivas da mídia (leia-se Arnaldo
Jabor da Globo), que ofendeu o Heavy Metal
e seus amantes. Qual o ponto de vista de vocês
para com tudo isso?
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Marco: Realmente o fato ocorrido com
Dimebag foi muito chocante e lamentável,
porém mais lamentável que a
morte de um dos grandes ídolos do Metal
foi perceber que continuamos vivendo em uma
sociedade extremamente conservadora e preconceituosa,
pois quantas vezes aconteceram tragédias
(inclusive muito recentemente) em shows de
várias vertentes, e nunca se culparam
os estilos musicais? Porém quando isso
ocorre em um show de Heavy Metal, é
óbvio que a mídia vai dizer
que é culpa dos bangers de plantão...
Essa ignorância tinha que acabar, mas
parece que vai ser bem difícil principalmente
enquanto houver colunistas cretinos como Jabor,
na maior manipuladora nacional de televisão.
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TGZ:
É, e como anda a divulgação
da Fire Shadow a nível nacional? E
a nível mundial, foram enviadas Demos
para propagação pelo exterior?
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Thiago:
A divulgação pelo Brasil está
muito boa, recebendo ótimos comentários
de diversas revistas e zines e conquistando
um grande público pelo país
através do nosso site. No exterior
é um pouco complicado por causa da
questão financeira, mas já está
quase certo que iremos participar de uma coletânea
européia ainda este ano.
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TGZ:
A batalha para lançar o primeiro álbum
Full-Length segue a todo vapor? Pretendem
lançar um Promo com algumas faixas
para divulgar e buscar alguma gravadora?
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Thiago:
Com certeza!
Jonathan: Estamos trabalhando duro
nas composições...
Cássio: Pretendemos lançar
um Promo para mostrar a evolução
do Fire Shadow a partir de “Desire to
Kill”.
Marco: Estamos na luta por alguém
que acredite no nosso trabalho e nos apóie
na gravação do primeiro Cd oficial,
pretendemos gravar mais alguma coisa por conta
própria agora no segundo semestre de
2005 para mostrar que a banda continua na
ativa e cada vez melhor, tecnicamente e musicalmente.
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TGZ:
Qual o maior sonho da Fire Shadow?
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Marco:
Creio que nosso maior sonho seja a consagração
no Metal nacional e também internacional.
É uma grande batalha, que já
começou...
Thiago: Queremos nos firmar como
um grande nome do Metal brasileiro e conquistar
o reconhecimento de nosso trabalho por headbangers
de todo o mundo.
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TGZ:
Isso aí !!! Agradecemos pela presença
da Fire Shadow no TGZ e pelo compromisso de
participação na nossa “ThunderGod
Compilation Vol. II”... Que a jornada
de vocês seja vitoriosa e mantenham-se
firmes no caminho (!!!). Deixem suas últimas
palavras... |

Marco: Bom,
gostaria de agradecer o espaço que
o ThunderGod vem dando ao Fire Shadow, e deixar
o endereço do site oficial da banda
para aqueles que se interessaram em conhecer
mais o nosso trabalho:
www.fireshadow.com.br
É isso aí!
Metal is the Law!
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