» ENTREVISTA: FLAGELADÖR «

} Realizada por: Cezar Augusto

} Respondida por: Exekutör & Bitch Hunter

Flageladör

CONTATOS:

A/c Armando Macedo
R. Fradão, 95 casa 1, Itaipu
Niterói/RJ - 24340-000
http://www.flagelador.cjb.net


Exekutör:
Meu chicote de fogo está pronto pra flagelar as nossas groupies.

TGZ: Vamos logo com uma curiosidade: De quem foi a idéia e o porquê de pôr um acento na letra “o” do nome Flageladör?

Exekutör:
Eu resolvi pôr assim como uma homenagem ao Motörhead, como uma citação direta a eles.

TGZ: Inclusive, até mesmo o pseudo (Exekutör) de Armando e (Bitch Hünter) de Gabriel têm esse acento. Foi pra combinar apenas ou tem algum significado intrínseco?

Exekutör:
Não tem nada demais em relação a isso... Foi pelo mesmo motivo, eu devia estar bêbado num dia desses e resolvi escrever assim, e gostei, hehehehehehe
Bitch Hünter: Botei esse acento sem motivos muitos fortes, apenas sempre curti vendo, por exemplo, nas bandas Motörhead e Infernö que são 2 bandas que eu curto bastante.


TGZ: Tangendo a Pseudônimos, comente aí Gabriel sobre o seu pseudo? (hahaha)

Bitch Hünter:
Estive pensando muito sobre qual pseudônimo usar, achei que Bitch Hünter seria o que mais teria a ver comigo já que o puteiro é o meu segundo lar.
Exekutör: Inclusive, eu dei essa idéia a ele, pois ele se dá melhor com putas do que ninguém... As putas adoram ele. Ele arrasa corações em todos os puteiros onde a gente pára pra beber...hehehehehe

TGZ: Haha, como pode um bicho feio desses, hein?

Exekutör:
Ah, coisas do além...Isso é algo que só acontece com membros do Flageladör
Bitch Hünter: Quando eu junto uma grana e vou ao puteiro com o bolso recheado, eu viro um cara bonito!


TGZ: Haha, agora entendi ! Quais as razões para terem ocorrido mudanças na formação? Quais foram mesmo?

Exekutör: As razões foram o seguinte: O primeiro baixista Daniel Devorator, saiu pra se dedicar a sua outra banda, que ele estava montando na época, que veio a ser o Raw Raze. No lugar dele entrou o Vinicius Selvagem, que tocou conosco inclusive no ‘Old Metal Attack’, onde tocamos ao lado do Vulcano, Chakal, Apokalyptic Raids, Farscape e Diabolic Force, mas ele também saiu pra se dedicar mais a sua banda, e na época ele também tocava no Raw Raze...hehehehehe. No seu lugar entrou o atual baixista, Hellpreacher. O nosso ex-guitarrista, Thiago Depraved, saiu pra se dedicar a sua banda, que não era o Raw Raze, e sim o Dark Forest, e em seu lugar veio o "Caçador de Putas"...Em breve eles devem sair da banda pra se juntar ao Raw Raze...hehehehe

TGZ: Exekutör: Sei que você toca na Raw Raze (Heavy tradicional), além dela em mais alguma? E, você, Bicha Hünter (ops!) Bitch Hünter, toca também em algum projeto paralelo?

Bitch Hünter:
Eu atualmente só toco no Flageladör mesmo! E eu poderia ser um ‘Bicha Hunter’ mesmo, olhando pelo lado de caçar essas bichas e dar correntadas para verem se elas tomam juízo. (*N.E.: Se saiu bem, haha)
Exekutör: Boa garoto! hehehe. Eu toco apenas no Flageladör e Raw Raze. Eu gostaria de tocar em mais bandas, pois eu sou fanático por tocar ao vivo, pelo clima de subir no palco fedendo a álcool e blasfemar tudo que está guardado em minha mente doentia.


TGZ: Apresentem o primeiro registro “Vingança” e seu conteúdo.

Exekutör: Ela é a nossa primeira demo e conta com as músicas “Vingança”, “Perseguir e Exterminar” e “Possessão Diabólica”, que foram gravadas por mim na guitarra e voz, Iron Fist na batera e o Vinicius Selvagem no baixo, além de “Forjado Em Aço e Fogo” e “Massacre Bestial”, que eram de um 3-Way CD-R, e eu pus na demo como bônus. Essas duas músicas foram gravadas por mim apenas, em todos os instrumentos. E gravamos bêbados todas as músicas...

TGZ: O fato de gravarem bêbados atrapalhou ou ajudou, por quê? Ah, mais pra frente falaremos mais de álcool, haha.

Bitch Hünter:
Sempre estamos bêbados nas festas, nos puteiros, nos shows, no palco e porque não beber na gravação?!
Exekutör:
Ah! ajuda sempre! Se a gente for tocar ou gravar sóbrios, ficamos nervosos com algum possível erro, ou algo assim....Bêbados, não ligamos pra nada, pelo contrário, gravamos de uma forma mais descontraída, sem ligar pra erros pequenos, parando apenas pra consertar erros maiores.

TGZ: É! A banda nunca saiu do Sudeste em matéria de shows? Por quais lugares já tocaram, e transpassem os melhores e piores momentos desse lugares. Ok?

Exekutör:
Nunca saímos do Sudeste. Já tocamos em São Paulo, Belo Horizonte e Juiz de Fora/MG...Infelizmente, por motivos de compromissos com trabalho ou estudo, não podemos perder muitos dias viajando pra tocar em outros lugares... Assim, aqui no Sudeste, a gente consegue tocar e voltar em apenas um fim de semana. Mas esperem, que em breve eu quero estar bebendo com os pilantras e canalhas do Nordeste, Sul e outras partes do país... Ah, e aproveitem pra nos apresentar as suas irmãs. Os melhores momentos são de bebedeira, putaria, quando a gente parte pro ataque com as minas, hehehehehe....Os piores momentos são a ressaca.
Bitch Hünter:
Os melhores momentos pra mim são os churrascos que a galera sempre prepara, as bebedeiras com nossos amigos que não podemos ver sempre por causa da distância, e o fato de conhecermos um monte de garotas novas que podemos tomar “tocos” que nunca mais iremos ver a cara delas.

TGZ: Vocês são uns canalhas mesmo, hahaha. E quando vão deixar que rompam o hímen complacente do Flagelador para que venham a tocar fora do estado? Já existe essa excitação de expectativa por parte da banda?

Exekutör:
Romper o nosso hímen??? Que nada, rapá! Hehehehe (*Nota esculhambada do Editor.: Hahahahaha). Ah, claro que rola uma vontade forte de irmos tocar ao lado de nossos amigos de outros estados, vermos os bangers e bater cabeça ao lado deles...E conhecer garotas de outros sotaques......Mas em breve eu quero estar no Nordeste, que tem uma das mais fudidas cenas do Brasil.


TGZ: Pode crer, o que vocês exigiriam pra tocar, especificamente na Bahia, aqui em Feira de Santana, hein?!

Exekutör:
Passagem, 4 garrafas de cachaça e algumas groupies e 666 toalhas brancas.


TGZ: Hahaha, groupies pra bandas underground, vocês mesmo tem de conquistar, sabes que groupies só são concedidas pra bandas grandes e pro mainstream pela organização dos shows, ou nem sempre?

Exekutör:
Que nada! Quando a gente organiza shows pra outras bandas aqui no Rio, a gente arruma groupies pros caras....Ah, peraê, lembrei: as groupies são pra gente mesmo...Foi mal... (N.E.: Tá vendo, risos)
Bitch Hünter:
Sempre dá pra conquistar alguma groupie, nem que seja a mais feia do show!! Afinal eu só vou saber se a mulher é feia no dia seguinte quando me contarem me zuando.

TGZ: Entãoo... A banda está preparando um novo material, fale sobre o trabalho de estúdio, o modo de gravação, como o trabalho se chamará, quantas músicas farão parte do track list e em quais formatos sairá?

Exekutör:
Cara, o nosso disco já está gravado e sairá pela Dark Sun Rec. Ele foi todo gravado com material analógico, e produzido pelo Leon Necromaniac, do Apokalyptic Raids, um grande amigo nosso. No momento estamos mixando o disco, e ele sairá em CD e Vinil. Terá 8 músicas (duas regravações da Demo, “Forjado Em Aço e Fogo” e “Perseguir e Exterminar”), e se chamará ‘A Noite Do Ceifador’.


TGZ: Em questões de letras, a Flagelador preocupa-se na hora das composições em redigir suas mensagens fudidas para os HeadBangers? Esclareçam sobre o que retratam as músicas.

Exekutör:
As músicas falam sobre álcool, satanismo, luxúria...Tudo relacionado ao Heavy Metal, destruição, álcool..... Nossa musica é feita com sentimento pelo Metal, de HeadBangers pra HeadBangers! Pra todo mundo que luta pelo verdadeiro Heavy Metal e pela religião do aço!


TGZ: Sem palavras, nem Bitch Hünter precisou complementar! E Vocês seguem alguma ideologia espiritual ou são apenas materialistas? Aliás, vocês acreditam que possa existir vida após a morte? Preocupam-se com isto? Por quê?

Bitch Hünter:
Na verdade eu não ligo pra estas baboseiras, tô pouco me lixando pra onde eu vou quando morrer. Eu me preocupo com coisas mais importantes como o resultado do bicho, o que eu irei fazer no sábado à noite, em caçar algumas groupies...
Exekutör:
Ah, realmente, o resultado da Loto é muito importante pra mim, mais que religião...

TGZ: Eu também faço umas apostas, mas tenho um azar da porra, vocês já ganharam, pelo menos, mixarias nas apostas?

Exekutör:
Cara, como diria o Lemmy: "You know, i´m born to loose, and gambling is for fools, but thats the way i like it baby, i dont wanna live forever". Ah, e "Dont´forget the joker", hehehehehe.
Bitch Hünter: Nunca ganhei nesses jogos infelizmente, a única coisa que eu ganhei uma vez foi na raspadinha que o prêmio era uma nova raspadinha que eu acabei não ganhando nada, mas eu ainda tenho esperanças.
Exekutör: Eu já ganhei algumas coisas em festas de rua, como garrafas de conhaque...

TGZ: Já foi alguma coisa (!!!). Bem, muitas bandas levam o satanismo a sério, outras por rebeldia descompromissada para chocar com o velho espírito insubordinado do Heavy Metal frente à hipócrita sociedade e seus padrões religiosos. Em qual das duas opções a banda se encaixa, complementando de alguma forma sua atitude.

Exekutör:
Nas duas... A gente leva a sério, e quer chocar os cristãos. Na verdade, isso já foi dito antes e eu vou reforçar a idéia: Heavy Metal deve ser implicitamente, ou explicitamente satânico!


TGZ: A Flageladör executa seu som com um feeling transbordante de emoção na veia de grupos dos anos oitenta, cantando em português, tal como várias bandas brasileiras da década. Façam louvor agora a várias bandas que são inspirações para a existência da Flageladör e a nível pessoal como bangers.

Bitch Hünter:
As bandas nacionais que são a minha inspiração para o Flageladör são Holocausto, Azul Limão, Stress, Taurus, Dorsal Atlântica, Anthares, Extermínio, Centúrias, Harppia, Vulcano, Metalmorphose, entre outras!
Exekutör: Extermínio, Dorsal Atlântica, Vulcano, Bathory, Bulldozer, Hellhammer, Anthares, Taurus, NWOBHM, isso tudo faz parte do nosso som, porque faz parte da nossa vida. A banda tem influências que vão do Heavy Metal ao Thrash, do Black ao Death do início, Punk antigo, essas coisas. Nós sabemos qual é a nossa raiz. Tudo que sempre ouvimos nos influencia, não apenas som dos anos 80, mas também 60/70, como Thin Lizzy, Deep Purple, GFR, UFO, entre outras... Porra, na verdade eu não curto o Metalmorphose....hehehehehe
Bitch Hünter: Hehe

TGZ: Vocês tocaram com o Vulcano, como foi compartilhar essa emoção. Comentem o que quiser sobre esse show.

Bitch Hünter:
Foi simplesmente maravilhoso tocar com eles! Vulcano com certeza é uma das minhas principais influências! Adoro o som dos caras. Foi muito bom também ler na Roadie Crew que o Zhema citou o Flagelador como banda que ele gostaria de tocar junto e até foi bom tocar com eles porque eu vi o show deles sem pagar entrada, daí deu para beber mais, hehe.
Exekutör: Foi demais, uma grande honra pra nós, pois todos na banda são grandes fãs deles de infância! Crescemos ouvindo o som deles...Inclusive, é uma das nossas inspirações pra cantar em português...Nós já tocamos duas vezes com eles, e foi demais...Grandes caras, eles!

TGZ: Então, sabendo que vocês tomam muitas cervejas, até mesmo em cima do palco, vocês se equilibram ou nem ligam de ficar muito alcoolizados e acabarem por muito errar e/ou esquecerem partes dos sons, essas coisas naturais, hein?

Bitch Hünter: Nosso show acontece de tudo, eu tomo cerveja em cima do palco porque não agüentaria ficar os 50 minutos sem beber cerveja, isso pra quem já tomou o primeiro gole é uma eternidade. Eu não sei se eu erro ou não, porque eu tenho amnésia alcoólica, hahaahah
Exekutör: Eu sóbrio ando todo torto....Eu preciso de álcool pra me equilibrar, heheheheh; a gente não erra, porque estamos com um puta entrosamento. Inclusive, paramos de ensaiar há muito tempo, a última vez que tocamos juntos foi em BH, há alguns meses atrás, e vamos tocar em Juiz de Fora mês que vem, sem ensaiar...hehehehehehe

TGZ: Contem sobre bebedeiras que tenham rolado curiosidades.

Exekutör:
Todas as bebedeiras rolam curiosidades...Teve uma vez, com nosso ex-baixista, Vinicius Selvagem, que ele foi comer uma coroa, e a coroa desmaiou. Ele pensou que ela tinha morrido, e saiu correndo...Por isso ele se chama selvagem, hehehehehe
Bitch Hünter:
Teve uma vez que eu fiquei puto pelo Armando ter vomitado na minha guitarra.
E teve uma vez que rolou um lance engracado em Juiz de Fora: Eu estava sem onde dormir e tinha pouco dinheiro, gastei em cerveja e levei uma puta para um hotel.
Quando eu me lembrei que não tinha dinheiro, eu a deixei dormindo e dei o calote na puta e no hotel. hahahaha foi constrangedor.

TGZ: Hahahahahahahahaha, tô morrendo de rir aqui, pilantras

Exekutör:
Já quase fui preso por atentado ao pudor, pois estava comendo uma menina na rua, sabe como é, carnaval....Hehehehe. Fora isso, o nosso batera uma vez estava em um churrasco, e ficou tão bêbado, que resolveu tomar banho de mangueira e tirou a roupa e ficou pelado...Daí ele resolveu ir pra rua, e era mulher correndo pra um lado, criança gritando correndo pro outro.....
Ah, o nosso baixista há uns anos atrás, quando ele ainda estava na escola, achou que havia passado de ano e foi pro boteco encher a cara pra comemorar, pois achou que fez boa prova.....Os pais dele o acharam nesse dia, 8h da noite caído no chão do bar, fedendo a cerveja...E no dia seguinte ele soube que havia se dado mal na escola, hehehehehehe (*N.E.: Se fudeu, haha)
Ah, e teve também um dia que eu fui numa festa e bebi tudo que havia de bom pra beber. Daí, mijei dentro de um vazinho, e depois me falaram que no vaso havia as cinzas da avó do dono da festa, bons tempos aqueles....
Bitch Hünter:
Ah e teve também um dia que eu fiquei tão bêbado que meu irmão ficou de saco cheio e me deixou sozinho sem dinheiro, tive que pegar dinheiro com uma amiga pra pegar ônibus, mas devido a estar bêbado peguei um ônibus que iria pra um lugar totalmente oposto da minha casa, foi foda esse dia, hehe...

TGZ: “Preciso beber, essa é a vida que escolhi, se eu não me preocupo, por que você tem de se preocuparrrr, me embriagarrr, me encher de álcool até cair no chão, áálcool”! ( Dorsal )

Exekutör:
Esse som resume a minha vida. Quando eu morrer eu quero ser conservado dentro de uma garrafa gigante de cachaça, igual a um verme de Tequila mexicana.
Bitch Hünter: Somos dois!

TGZ: Foda! Como é a idéia de lançamento do Split entre a Flageladör e a paulista Comando Nuclear (do irmão Ron & Cia) para o fim do ano? Será independente ou por qual selo sairá, por quê?

Exekutör:
Deverá sair em conjunto por nossos selos, daremos essa idéia a nossas gravadoras. Será uma grande honra, pois o Rodrigo Exciter é um grande irmão nosso, já participamos de bebedeiras absurdas, já levamos ele pra beber no puteiro aqui na minha cidade inclusive. Ah, por falar em histórias de bebedeira, teve uma vez em SP que ele subiu pra cantar conosco o Cover do Exciter, pra “Violence and Force”, e assim que ele acabou de cantar, eu meti o pé na bunda dele e ele deu um Stage Dive involuntário, hehehehehehe. O engraçado é que ele depois me disse: "- Cara, eu já sabia que você faria algo assim...hehehe".
E voltando ao assunto do Split, no fim do ano entraremos em estúdio pra gravar mais 5 musicas novas que serão utilizadas nesse álbum....E queremos que seja apenas em vinil, essa idéia será apresentada às nossas gravadoras...

TGZ: Quais são as gravadoras?

Exekutör:
A nossa é a Dark Sun, e a deles eu não sei ao certo... Mas a Demo deles está pra sair agora, e no fim do ano o Split.

TGZ: Ok! Olha só que viagem: Acabei de ver agorinha na TV uma matéria sobre grupos neonazistas (uns skinheads que foram presos no RS) e o jornal enfocando que outros se mudaram para os EUA pra se juntar e formar vários grupos do tipo. Aproveitando a brecha, o que vocês acham desse tema?

Exekutör:
Eu abomino qualquer tipo de racismo. Eu como negra, branca, ruiva, verde...Acho que racismo é idiotice num país multi-étnico. Vamos voltar a falar de bebida e mulheres, que tal? Hehehehehe

TGZ: É Claro, haha, falar de imbecis tá por fora mesmo, ainda assim, deixemos que Bitch Hünter acabe por flagelar esses acéfalos...

Bitch Hünter:
Se eu sou contra skinheads alemãos, imagine BRASILEIROS. E também sou contra racismo ainda mais num país multi-etnico como o nosso, como o Armando acabou de dizer. E tem mais skinhead não bebe, não fuma, não fode, não faz nada !! Sou contra a esse tipo de vida, hahaha
Exekutör: (Pra acabar a flagelação) Esse tipo de vida, sem álcool, é a maior violência que uma pessoa pode sofrer! Porra, os caras não bebem? Ah, então é por isso que fazem atentados...


TGZ: Mudando de assunto: Por aqui temos a impressão de que a cena Metal do RJ é bastante subdividida. Por que será? Qual a visão de vocês?

Bitch Hünter:
Não é bem assim, eu sou amigo de pessoas de diferentes vertentes aqui no Rio de Janeiro, tenho contato com pessoas das bandas de Death Metal, Black Metal, Thrash Metal, GrindCore sem o mínimo problema! Estamos sempre juntos nos shows e nas bebedeiras claro. Afinal, todos somos HeadBangers.
Exekutör: Subdividida? Eu não vejo por esse lado...
A cena Thrash é bastante unida com outras cenas. Aqui no Rio estamos mais interessados em saber o porquê que a nossa cerveja está quente do que qualquer outra coisa.
A união aqui é bem grande, com pessoas de gêneros distintos do Metal unido.
É necessário um certo radicalismo sim, mas sem chegar ao ridículo de não falar com certa banda por ela ser de Grind ou de Black Metal.
Tem dinheiro pra beber, conhece mulher pra me apresentar, vai comprar minha Demo?
- Então pode se sentar na minha mesa...

TGZ: Exekütor você é um alcoólatra assumido maníaco, haha, e Bitch também não fica atrás. Querem fazer algum louvor a esse “Hidromel” (Líquido concedido pelos Deuses)?

Exekutör:
Hidromel não era aquela bebida dos Vikings? (*N.E.: Também, hahahaha). Cara, minha alma foi feita pra queimar no inferno, não pra ser congelada pela neve eterna do norte....Bebida do norte pra mim, só se for cachaça, a verdadeira bebida do Norte (do Norte do Brasil, hehehehe). (*NE.: Boa ! haha)
Nós somos apaixonados por pinga! Veneramos uma boa cachaça, com o Maximo teor alcoólico possível, até cairmos ao chão! Inclusive, na nossa gravação do álbum, o nosso batera foi dar uma golada no vidro de álcool do estúdio, e acabou caindo saliva dele na garrafa, e quando o produtor foi limpar a fita com o álcool, acabou apagando a linha de bumbo de algumas músicas
Bitch Hünter: Hahahah foda. Cara eu nunca bebi essa bebida para poder louvá-la, mas se tem álcool ela com certeza deve ser boa! Eu prefiro tomar uma cerveja mesmo, essa sim eu louvo.

TGZ: Voltando a Falar do RJ, é impossível não lembrar do Dorsal Atlântica; então, qual a consideração que vocês possuem por todas as fases da própria? E sobre Carlos Lopes (O velho Carlos “Vândalo”) e os projetos dele (Mustang, de Rock’n Roll, e Usina Le Blond, de Funk)?

Exekutör:
Cara, os projetos dele são coisas que não entram na minha concepção de som...Eu não tenho nada a falar deles. Quanto ao Dorsal, eu sou fanático pela fase em português, principalmente o ‘Ultimatum’ e o ‘Antes do fim’, mas as fases em inglês, eu já acho muito chatas....
Quanto ao Carlos Vândalo, foi um grande ícone do Metal nacional, como um herói pra uma geração de HeadBangers no Brasil. Já o Carlos Lopes, pôs tudo a perder, hehehehehe
Bitch Hünter: O Armando falou exatamente o que eu penso! Hahaahha nem preciso acrescentar nada.

TGZ: Falando do novo disco ‘A Noite do Ceifador’, quando for lançado, a Flageladör planeja realizar alguma turnê bestial?

Exekutör:
Sim! Iremos visitar todos os bordéis e botecos do país, também tocando em zonas de jogos ilegais, etc... Além disso, queremos tocar e bater cabeça com nossos amigos espalhados pelo Brasil, grandes HeadBangers que sempre nos apoiaram! E mostrar pra vocês que muita coisa dessa entrevista é realmente posta em prática...Hehehehehehe
Bitch Hünter: Pô é foda... Armando fala tudo que eu queria falar.

TGZ: Exekutör: Toma vergonha na cara e vê se atualiza o Raw Site da Flageladör. Bitch Hünter, por ter entrado depois na banda, tava reclamando comigo que nem a cara tosca dele não tá ainda exposta nas fotos do Site (hahaha)

Exekutör:
Ah, ninguém se interessa por aquela tosqueira não! Heheheheh
Quem sabe um dia eu atualizo.....Quer saber? Vou atualizar porra nenhuma, vou pro puteiro que é mais jogo, hehehehe.
Bitch Hünter: Minha cara tem que aparecer no Site sim! Afinal como as groupies poderiam escolher a quem dar, se não pode ver a gente? Isso pra mim é uma jogada do Armando, pois ele sabe que eu sou um forte concorrente as groupies quando tocamos nos shows.
Exekutör: Claro! É a lei da sobrevivência... O macho da espécie faz de tudo pra tentar entrar em vantagem com as fêmeas, senão, ele não acasala e perpetua a espécie.

TGZ: Hahahahhaha! Vamos lá: Vocês já participaram de alguma coletânea, ou nós do ThunderGod (com a “ThunderGod Compilation Vol. II”) que vamos quebrar o “cabaço” da banda nesse sentido? (hahaha) Incluirão a faixa “Massacre Bestial”, certo?

Exekutör:
Bitch Hunter, essa entrevista está cheia de duplo sentido... Acho melhor a gente ir pro bar e caçar umas piranhas, que tal? Hehehehe. (N.E.:
Oxe! Porra de duplo sentido, vá se fuder Armando, Hahahahahahahaha)
Exekutör: Hehehe. É, na verdade, essa será a primeira coletânea que apareceremos, e será uma honra. Sim, escolhemos a Massacre Bestial, pois ela é uma música que representa tudo o que o Flagelador propõe, tanto em letra quanto em música. Ela é a cara da banda
Bitch Hünter: Tudo pra você é desculpa para irmos beber e caçar piranhas! Mas eu topo a idéia.

TGZ: Porra, tô ressaqueado de umas cachaças e cervejas, e ainda assim tive cérebro pra ter feito essa entrevista tão espontânea quanto o Heavy Metal, é uma honra ter também o Flageladör como aliado do ThunderGod Zine, tomara que os leitores também curtam essa longa e prazerosa entrevista informativa e descontraída do início ao fim, hein Brothers?

Bitch Hünter:
Com certeza, Mendigo do Amor! Valeu mesmo pelo apoio e vamos sempre lutar pelo Metal nacional! Espero estar em breve tocando na Bahia e vamos juntos bater cabeça até quebrarmos nossos pescoços! E com certeza vamos arregaçar umas baianas, pois dizem que elas são quentes e eu quero me queimar.
Peraê vou adicionar mais coisas... Ah, foda-se!... Porra, minha mãe fica de papo aqui e me desconcentra.
(N.E.: Hahahahahaha)
Exekutör: Hehehehehehehe
Exekutör: Tratante, com cerveja e cachaça, todo mundo se entende! A gente enche a cara e acaba falando a mesma língua!
Foi uma honra pra nós também, e uma grande força que você está nos dando! Agradecemos de verdade a essa entrevista. E a todos que um dia forem ao nosso show, espero que curtam e batam muita cabeça, se quebrem nos Moshs e Stage Dives, e bebam ao nosso lado!
E que as garotas nos esperem, pois estamos chegando nas suas áreas...
Quero agradecer a todos os HeadBangers que leram essa entrevista, e a todos aqueles que um dia dividiram palco, instrumentos, bebidas ou mulheres com o Flageladör.
Long Live The Loud !
 
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