» ENTREVISTA: FRACTAL POINT «

} Tradução por: Paula Jabür

}
Questões por: Cezar Augusto


} Respostas por: Guilherme

Fractal Point

CONTATOS:

C/o Guilherme Vorpe
75, ch. des Cornillons
1292 Chambésy
Switzerland
http://www.fractalpoint.ch
 
Versão original em Inglês ( Version Original in English ) => Clique aqui/Click here
TGZ: Em primeiro lugar apresente-nos o Fractal Point e faça um breve resumo de sua história:

Guilherme: Bem, a banda foi criada pelo Julien (baterista) e por mim no inverno de 1999. André, Carlo e Olivier juntaram forças com a Fractal Point cerca de um ano depois. Em 2002, nós gravamos nosso primeiro MCD chamado "Analysis of Dimensions". Logo antes desse lançamento, André e Olivier deixaram a banda porque estavam ocupados com outras atividades. Laurent e Antoine integraram a Fractal Point nesse momento e, em 2004, nós entramos em estúdio para gravar o CD completo, "The Bizarre Machinery of Universe".

TGZ: Porque vocês batizaram a banda com o nome Fractal Point ? O que ele significa?

Guilherme:
"Fractais" são conceitos matemáticos que descrevem uma estrutura que está sempre indo e voltando, mas em diferentes escalas. O ponto, que indica uma coordenada precisa, representa a banda em sua filosofia, levando em conta as diferentes escalas e estruturas que podem ser encontradas no cosmo. Sendo também um modo de expressão dimensional assim como as coordenadas cartesianas, o ponto fractal indica, no conceito da banda, uma escala que apenas a música pode expressar
.

TGZ: Ao ouvir o som tocado por vocês, dá pra perceber influências do Death, e outras bandas na linha ou seja há um certo virtuosismo no som da banda. Quando idealizaram a banda vocês já pensavam em fazer um som assim ou seguiu naturalmente?

Guilherme:
Na verdade nós não estamos tentando tocar nenhum tipo particular de música. Temos ouvido bandas de metal por muitos anos, mas sempre estivemos abertos a outros estilos como clássico, rock e jazz. A opção por uma voz alta foi apenas porque nós queríamos algo explosivo considerando nossa concepção, que gira em torno de um fenômeno violento acontecendo no universo.

TGZ: The Bizarre Machinery of Universe, lançado em 2004, é o primeiro álbum de vocês? Mas a banda tem outros materiais lançados, como mcd’s, cite-os:

Guilherme:
Como eu disse, nós gravamos o MCD em 2002. Ele recebeu um resposta entusiástica do público. Em 2003, gravamos uma demo chamada simplesmente "At the Beginning…". Enviamos para diversos selos e recebemos diferentes propostas. Assinamos então com os franceses da "DeadSun Records" que nos deram apoio para lançar o "The Bizarre Machinery of Universe".

TGZ: Qual é a temática das letras do Fractal Point? O álbum é conceitual?

Guilherme:
Sim! O título "The Bizarre Machinery of Universe" descreve exatmanete o conceito deste álbum. A primeira música, "At the Beginning", é sobre a criação do nosso universo. As músicas seguintes tentam explicar (meta)fisicamente o desenvolvimento da energia primária que cria tudo que há no espaço conhecido. É um misto de ficção e ciência. Nós esperamos que seja inteligível para aqueles que tentarem mergulhar no mundo do Fractal Point...

TGZ: A Deadsun Records lançou The Bizarre Machinery... em outros países além da França, quais?

Guilherme:
Para ser honesto, nós não sabemos exatamente. Eu só sei que foi lançado em quase todos os países aqui na Europa... Quem quiser comprar o CD pode visitar nosso website e encontrar a informação de como proceder.

TGZ: Parece que vocês tinham uma formação instável até pouco tempo atrás, agora a banda já está com todos os integrantes?

Guilherme:
Na verdade, não. Estamos procurando um novo baterista. Julien saiu pois vai viver na Finlândia. Ele já não estava motivado para tocar numa banda de metal e estava ficando mais ocupado com suas atividades de webdesigner... ainda somos muito bons amigos.

TGZ: Acho que a melhor maneira de divulgar o som de uma banda é fazendo shows, vocês tem feito? E os prnicipais festivais europeus, o Fractal Point vai participar de algum?

Guilherme:
Nós fizemos diversos shows em torno da Suiça e alguns na França, também. Mas todos nós temos atividades bastante restritivas. Todos trabalhamos e meus estudos de Física e Matemática me mantém muito ocupado. Mas logo que nossa formação estiver completa novamente, vamos tentar fazer mais shows...

TGZ: Fale sobre a cena Metal de seu país.

Guilherme:
A Suíça tem uma excelente cena metálica. Bandas como Celtic Frost, Coroner, Samael e The Young Gods abriram caminhos para as bandas locais entrarem. Temos músicos muito bons, mas falta apoio e subestrutura para permitir às bandas mais novas gravarem seu material e se promover. Porém, tenho certeza de que no futuro várias bandas suíças ocuparão um lugar na cena metálica internacional.

TGZ: O que vocês conhecem da cena Metal daqui do Brasil, aqui há bandas extremas conhecidas em todo o mundo como Krisiun, Headhunter DC, Sepultura, vocês tem contato com headbangers daqui?

Guilherme:
Bom, como meu nome indica, sou brasileiro. Então, tenho contato com bandas do Brasil. Em particular, somos amigos com o pessoal da Eminence, com quem temos excelente contato por causa de suas grandes personalidades. Encontramos os caras do Sepultura uma ou duas vezes, também. Eu acho que o Brasil é um país que tem um enorme potencial, mas algumas bandas precisam levar sua música mais a sério porque a competição é muito dura na cena metálica.

TGZ: Quais os planos futuros da banda? Pretendem sair mundo afora tocando? Deixe suas considerações finais:

Guilherme:
Nós temos algum material novo e estamos estudando planos para um segundo CD. Esperamos poder fazer um turnê européia e talvez até algumas datas no Brasil, então, fique ligado... Obrigado pela entrevista e talvez nos vejamos em um de nossos shows...

 
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