» ENTREVISTA: GRAVE DESECRATOR «

} Realizada por: LeatherFace (Colaborador)

} Respondida por: Valak Necrogoat

Grave Desecrator

CONTATOS:

A/c Valak Necrogoat
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Rio de Janeiro – RJ
21070-970 - Brasil
http://www.grave666desecrator.cjb.net

TGZ: Fale sobre o começo do Grave Desecrator, até os dias de hoje.

Valak Necrogoat:
Salve!! O GD começou em 1998 por mim Valak (guitarras), Butcherazor (baixo) e F. Mordor (vocals). Tivemos um grande problema para ensaiar nossas velhas composições devido a interminável procura por um baterista fixo, que aqui no Rio é muito difícil. Devido a um “entra e sai” contínuo deles, chamamos L. Pagani (ex-Mysteriis) para gravar nossa Demo, e isto foi na maldita data de 31 de Outubro de 2001. E essa Demo se chama apenas “Demo 01”. Passaram-se os tempos e continuamos com os mesmos problemas, até chamarmos Adrameleck (ex-Nocturnal Worshipper/Ap.Raids/Sodomizer) para gravar nosso 7’Ep em vinil chamado “Cult of Warfare and Darkness”, isto em 2003. Este vinil saiu pelo selo alemão Ketzer Rec.em 500 cópias limitadas e algumas banhadas a sangue. Estamos no processo de nosso Debut Cd que se chamará “The Sign of Doom” e sai ainda este ano, também pelo selo Ketzer Rec. Temos um Split 12’LP para sair junto com o Black Angel do Peru pelo selo sueco I Hate Rec. Isto para Janeiro de 2006.


TGZ: Sua primeira Demo teve uma ótima resposta do Underground e distribuição também !!!!!! Porém é uma atitude rara as bandas de hoje lançarem seus trabalhos em Tape...Diga por que tomou esta decisão em vez de lançar sua Demo em formato de Cdr ?

Valak Necrogoat:
As Demo-Tapes em Cassete foram, são e sempre serão o maior símbolo do Underground. Nós realmente não gostamos muito dos Cd´s-Demos, pra ser sincero, embora eu veja isso como o futuro iminente. Nós espalhamos nossa Debut-Demo bastante mundo afora, conseguindo chamar a atenção de alguns selos e vários Zines mundo afora. Digo até que a resposta lá de fora foi maior do que a daqui no Brasil, embora tenhamos passado muitas cópias para cá também. Eu tenho alguns Cdr’s de boas bandas, mas seriam bem mais “Cult” se estivessem em Cassete, na minha opinião.


TGZ: Seguido da Demo, você lançaram o 7’Ep “Cult Of Warfare and Darkenss” (!!!!!!!) pela Ketzer Records. Como vocês chegaram a eles, e diga como foi a repercussão deste lançamento, que sei que se esgotou rapidamente.

Valak Necrogoat:
O Alex, dono da Ketzer entrou em contato comigo, pois eu tinha um Mini Tape Label chamado “Swords and Leather”, o qual lançamos a Demo, mostrando interesse em distribuir a Demo lá na Alemanha; então enviamos umas 150 cópias para ele, e as distribuiu rápido. Depois veio seu interesse em fazer algo mais fudido, e como somos possuídos pelo vinil, por que não um 7’Ep, formato um tanto esquecido no Brasil?? O vinil ficou fudido, algumas cópias têm o sangue do Alex e outras o nosso próprio (muito limitadas), como uma ode ao que isso representou para nós!!”Cult of Warfare and Darkness” esgotou na Ketzer, mas alguns selos no exterior ainda estão vendendo. Por acharmos que poucos brasileiros teriam acesso a esse vinil, negociamos uma versão k7 fudida com o Tape Label Hellspike Rec. do Brayner(ex- Sanctifier), e nesta versão existem 2 faixas bônus de um entorpecido ensaio nosso, onde está presente nosso “feeling” infernal, mesmo com instrumentos desafinados por algumas horas...


TGZ: Você gosta de bandas cults como: Blasphemy, Root, Sathanas, Evil, Sexthrash, Mortuary Drape ......Bandas cults porém não atraem tanta atenção do grande público como as bandas mais mainstream = gays !!!!! Você tem saudades da época que essas bandas eram referência no som para caras que tinham vontade de fundar suas bandas. Você tem saudades da época que o Black Metal era realmente temido?

Valak Necrogoat:
Só tenho, embora eu ache que ainda existam boas bandas pelo Brasil e mundo afora. Mas com certeza, sem comparação com aqueles gloriosos fins dos 80´s início dos 90´s. A maioria das pessoas que hoje montam bandas não sabem que bandas foram estas, as quais você citou por exemplo..Isso é uma pena, mostra a falta de “background” que esta cena exibe. Eu ainda tenho prazer em fazer o que faço, se fosse pela cena em si e suas atitudes, e pelo corrompido “meio” ou “mídia underground”, eu já teria parado com isso, mas eu ainda gosto do que faço e acho que os caras que estão comigo também, então isto é tudo.


TGZ: Você gosta mais do 7’Ep do que da sua oficial Demo-Tape. Por que e o quê podemos esperar do seu próximo álbum ?

Valak Necrogoat:
Sim, não nos envergonhamos de nossa Demo, mas sua sonoridade não é exatamente o que queríamos passar, mas ainda assim nós achamos ela muito importante. Nosso 7ep é mais cru e negro!! Ele fala por si!! Nossos novos sons estão matadores, realmente muito mais na linha do 7’Ep se comparado com a Demo. Aguardem e todos verão o apocalipse!!


TGZ: Guerra, Holocausto, Apocalipse, a chegada da Besta e o fim da Cristandade parecem ser temas de suas letras. Podemos esperar novos tópicos no Grave Desecrator ou o tema do seu sonho de Armagedon será permanente como no caso de bandas como Bolth Trower que nunca mudam seu tema lírico?

Valak Necrogoat:
Não, nós gostamos de vários tópicos, sempre conectados com o lado obscuro o qual o Black Metal é (ou deveria.) ser ligado.
Nós não temos um tema específico, devido a nossos temas que versaram sobre holocausto, guerras etc, muitos nos acharam como War Metal, mas não acho que seja o caso.
As letras do 7’Ep foram feitas por mim e elas tratam da guerra com uma visão mais pessoal e elitista as vezes, não apenas como algo de bombas ou soldados etc...
Seria algo metafórico, mas um pouco espontânea eu diria, sem qualquer ambição de torná-las algo poético ou “intelectual”.

TGZ: Vocês são Die Hards Hellbangers que não abrem mão de seus spikes, correntes, couro, cintos de balas, como os antigos deuses do Metal (Destruction, Venom, etc...). Diga por que mantêm esta tradição ainda viva e expresse seu ódio contra bandas novas que riem de pessoas como vocês que mantêm este culto vivo, as quais têm um visual andrógino (Gay), se vestindo com camisas de botão, acreditam em Jesus Cristo, rezam, etc ......

Valak Necrogoat:
Você falou tudo por nós. São todos uns gays que não sabem a essência do Metal. Eu não vou mais falar o que todo verdadeiro cultuador de Metal já sabe. Essas bandas não são nada para nós, elas podem até continuar versando poemas “gothigays” e colocando melodias e viadagens pseudo “evoluídas” em suas merdas. Da gente, o máximo que eles podem conseguir se nos trombarem numa noite de álcool e luxúria, é muita porrada !!!


TGZ: E sua opinião (sincera) sobre a cena underground brasileira a nível de: Público, gravadoras, infra-estrutura para shows?

Valak Necrogoat:
A mesma merda que em todo lugar, existem boas bandas e um monte de porcarias, alguns bons selos e outros de um bando de mercenários, bandas que pagam pra tocar, cristãos etc...Mas isso já se torna até um forte clichê, pois é sempre assim e em todo lugar. Eu prefiro concentrar meus esforços no Grave Desecrator e no que acho que a cena pode me oferecer de bom e interessante. Nós tentamos esquecer a merda que nos ronda.


TGZ: Algumas cópias do seu 7’Ep vieram com sangue !!!!!! De quem foi esta idéia doentia?

Valak Necrogoat:
Eu tive essa idéia no passado influenciado pelo insano Paul Ledney do impiedoso Profanatica (R.I.P?), mas acabei deixando de lado. Mas o Alex fez isso em alguns 7’Eps e quando chegaram os nossos, resolvemos pôr nosso sangue lá também. Representa o nosso sangue pelo Metal Satânico. Nada mais!

TGZ: Hoje parece que o Black Metal perdeu sua essência, com membros de bandas consagradas como o Hellhammer do Mayhem, participando em álbum de bandas de white metal !!!!!!!! Não acha que atitudes como esta de bandas de bandas de Black Metal se misturando com cristãos vai contra tudo o que o Black Metal significa , que é um estilo que vai contra tudo isto que essas pessoas pregam ( Evangélicos crentes, retardados mentais ...)?

Valak Necrogoat:
No caso do Hellhammer, acho pouco provável que ele tenha realmente sido um satanista ou um cultuador do obscuro em sua vida. Eu respeito seu trabalho com o Mayhem, mas ele não está medindo esforços para acabar com sua imagem ultimamente, se bem que ele não deve estar nem aí, pra ser sincero. Eu não posso confiar no que indivíduos do outro lado do mundo fazem em suas vidas particulares, eu vivo a atmosfera de seus trabalhos, o que eu acho mais importante.
Na verdade é decepcionante isso tudo, mas no fundo eu procuro não me importar mais com tais atitudes, simplesmente eu as ignoro e busco a influência em suas músicas, no caso as que me agradem, não em suas personalidades de merda...

TGZ: Sua opinião sobre algumas postura antivida de certas bandas que colocavam em seus álbuns uma seringa, incentivando o uso de drogas (Don’t Stop The Madness )?

Valak Necrogoat:
Isso tem algum apelo extremo. Coisas extremas me atraem particularmente, mas muitas dessas coisas vêm da Europa, onde eu acho que a maioria realmente nunca presenciou ou sabe exatamente o que é a violência, pelo menos acho que não como nós estamos acostumados aqui. Sobre incentivo as drogas...Fodam-se !

TGZ: Diga sobre seus planos com o Grave Desecrator. E podemos esperar uma apresentação ao vivo de vocês?

Valak Necrogoat:
Nosso Debut Cd, Split LP, como dito antes, talvez algo mais para o ano que vem, e sim, estamos vendo algumas apresentações...Será algo matador e cáustico.

TGZ: Isto é tudo Valak , deixe suas palavras finais para todos aqueles que têm apoiado e seguido vocês. O espaço é seu agora .......

Valak Necrogoat:
Agradeço a entrevista e tua atenção dada ao Grave Desecrator. Apóiem o mal, não a hipocrisia cristã !!!

 
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