}
Realizada por: Cezar
Augusto
} Respondida
por: Diego
Hermit
Age
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CONTATOS:
A/c
Diego Voges
Av.Neuza Goulart Brizola 779
Zona Nova - Cep: 95.555-000
Capão da Canoa- RS
http://www.hermit.com.br
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Diego: Creio
que deva algumas satisfações
a todos pela demora em concluir o álbum.
Sim, admito que a demora passou dos limites
e o lançamento do CD já atrasou
em um ano...
Espero que algo fique esclarecido durante
essa leitura...
Bom proveito!
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TGZ:
Buenas! A Hermit Age está passando
por um período de indecisões,
já que até agora nada fora lançado,
a não ser as mp3’s disponíveis
em seu site? |
Diego: Acho que indecisão não
seria a palavra certa. Meu tempo disponível
para trabalhar nas mixagens diminuiu muito
nesse ano, e tenho mania de nunca dar como
pronto esse processo...É um tipo de
perfeccionismo que faz atrasar, mas não
cancelar um projeto.
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TGZ:
Por falar nisso, você tem a noção
de quantas vezes foram baixadas (downloads)
cada uma dessas 3 mp3’s? |
Diego: Olha, foi além das expectativas.Teve
época em que cada musica chegava a
ser baixada 40 vezes num só dia. Isso
é muito bom, pois a musica da Hermit
tá chegando em várias pessoas
diferentes diariamente. É a grande
vantagem da Internet na divulgação
de um trabalho
|
TGZ:
A sonoridade da banda mudou em relação
as Demo’s anteriores, pois fazia um
som mais introspectivo na veia atmosférica
do Doom Metal, e pelas poucas composições
novas que escutei, estão com características
que se aproximam do chamado Death Metal melódico,
embora que mantenha as melodias singulares
que distingue ser a Hermit Age. |
Diego: Quando componho, procuro não
me prender a nada...Nem estilos, nem rótulo....Ouço
muita coisa diferente, e isso acaba refletindo
no que a minha cabeça entende como
música.
Você acha mesmo que lembra Death metal
melódico? Tá aí um tipo
de som que eu não ando ouvindo ultimamente,
hehe...
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TGZ:
(Risos) lembra um tanto sim, mas como
disse, ainda com aquelas atmosferas de melodias
que caracterizam a Hermit, sendo interessantes
suas várias inspirações
que dão um ar de originalidade ao som,
né? |

Diego: O clima continua sendo o ponto
principal das composições. Não
consigo fazer algo simplesmente pesado (embora
ouça bastante coisa assim).
Pra eu tocar, preciso sentir toda aquela miscelânea
de sentimentos que envolvem nossos sons....
...E é essa miscelânea que, quando
entendida por alguém de fora, faz tudo
valer a pena!...
... Não tem nada melhor do que ver
minhas palavras, às vezes indecifráveis
até pra eu mesmo serem traduzidas e
entendidas por alguém mais!
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TGZ:
Bem, como você disse na entrevista ao
TGZ #01 acerca do conceito lírico sobre
o Medo, a sua personagem “Mary Anne
entra como a pessoa que vive nos dois mundos:
A realidade e o sonho... o mundo dos vivos
e dos mortos...”. Exponha um pouco mais
sobre esse intimista modo de compor as letras. |
Diego: Modo quase egoísta...
...Escrevo coisas não para serem entendidas,
mas sentidas...Gostaria de conseguir fazer
quem está lendo ou ouvindo uma letra
minha conseguisse sentir aquilo que senti
ao escrevê-la. Às vezes aparece
alguém que captou isso, e quando vou
ver, a pessoa tem algum ponto em comum comigo
ou com meu trabalho.
Essa
história deve ser o contexto do álbum,
mas não vou me preocupar e a ordem
a está respeitando. É até
mais interessante se, em outra ordem, tudo
fizer algum sentido diferente. Pra quem não
leu a outra entrevista: A história
traz personagens como o medo, o anoitecer,
a realidade, todos personificados...Alguns
se odeiam, outros nem tanto... É mais
ou menos como mostrar um lado um pouco humano
em personificações nada humanas.
É como a criação de deuses,
a humanidade criou deuses a sua própria
imagem e semelhança; e se esqueceu
disso. Tanto que hoje obedece a deuses invejosos,
ciumentos e vingativos...
|
TGZ:
Bastante viajante a concepção
da história(!). Falando sobre ‘Medo’,
a banda Imago Mortis em seu 1º álbum,
abordou bem a frase “O medo da morte
é o que move a vida que há”.
O que achas? |
Diego: Seria por que só damos
valor àquilo que sabemos que vai acabar
ou já acabou? È a minha interpretação
(Que os Imago Mortis me perdoem, hehe)
|
TGZ:
Penso que ao que vai acabar, tipo de nos sentir
mais vivos e ativos. |
TGZ:
Contudo, sobre o esperado 1º álbum
oficial. Já tem título e será
que a gravação contará
com uma formação estabilizada
ou com músicos participantes? |
Diego: Não... A gravação
de "Sinnocence" será esta
que estou concluindo. Novos membros participarão
de um processo de composição
de um futuro álbum desde o início.
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TGZ:
E quantidade de faixas já estipulou? |
Diego: Oito...Eu acho...
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TGZ:
E "Sinnocence", que significa esta
palavra? |
Diego: Um trocadilho entre Sin (Pecado)
e Innocence (Inocência). Retrata bem
a dualidade , os contrastes....
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TGZ:
Humm...E planeja lançá-lo
de forma independente ou por via de alguma
gravadora? Por quê? |
Diego: Se alguma gravadora se interessar
por lançar, com certeza lançarei
por gravadora. Pra isso, farei uma pré-divulgação
desse Cd apenas pra gravadoras.
|
TGZ:
E já cogitou alguns nomes para enviar
essa pré? |
Diego: Não. Como disse, meu tempo
pra me envolver com isso anda um pouco escasso...Nem
sei quais seriam as opções ideais
pra lançar um som tipo o nosso. Alguma
sugestão?
|
TGZ:
Huuum, depois te darei alguma sugestão,
agora meu cérebro tá um pouco
comido agora, risos. |
TGZ:
Mudando rapidamente o assunto, já
vi numa foto de seu estúdio, um quadro
com uma referencia a Et’s. No caso,
tu acredita? |
Diego: Com certeza! Não haveria
sentido existirem milhares e milhares de
planetas sem que haja vida em nenhum deles!
Quem diz que não ha vida extraterrestre,
ou é muito egocêntrico de acreditar
que o universo é o planeta Terra
e um monte de astros desabitados , ou prefere
não acreditar por algum motivo maior....
|
TGZ:
É complexo mesmo esse universo
cósmico, apesar de relativo aos pensamentos
minimalistas e sem sentido amplo de tentar
enxergar além, né irmão? |
Diego: Imagina... As pessoas se voltaram
a uma vida tão básica, tão
pequena, a rotina das maiorias é trabalhar,
olhar televisão e dormir. Não
existe espaço pra algo assim numa mente
anestesiada.
|
TGZ:
Certeza, as pessoas são muito
limitadas. |
TGZ:
Diego, quais as principais diferenças
notadas entre a cena de Porto Alegre e a de
vários lugares interioranos por aí
que você conhece de perto? |

Diego: Tem diferenças bem marcantes...Em
Porto Alegre quase todo mundo que vai aos
shows, também é músico,
e rola um respeito entre uma banda e a outra
muito legal. É certo que depois do
show vai pintar algum convite pra algum outro
festival com mais outras 4 ou 5 bandas , onde
rolará outro convite e assim por diante...
No interior, o pessoal agita mais, troca mais
contato e guarda o nome da banda pra sempre!
São diferenças, mas como pode
ver, nenhum defeito....A cena do RS é
realmente muito boa.
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TGZ:
Legal ! Ademais, tu poderia falar sobre
o Hermit Studio? |
Diego: É meu Estúdio pessoal...Pras
gravações da Hermit Age mesmo
, mixagem de bandas de amigos e pra ganhar
algo na cidadezinha onde moro, hehe...Mas
por aqui ele não tem nome (ninguém
conseguiria nem pronunciar o nome "Hermit"
por aqui)
|
TGZ:
E que nesse estúdio ‘Eremita’
continue equalizando as compilações
do ThunderGod, ok? (r...s..) |
Diego: Com certeza!!! Tuas horas já
tão reservadas pra sempre!!!
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TGZ:
Valeu mesmo pela força, sem palavras!
Pois, Amigo, mesmo sabendo que tu não
está se sentindo tão bem hoje.
Ainda assim deu pra passar as idéias
da Hermit dentre a situação
e planos, assim algumas considerações
significativas... Brigadão mais uma
vez e pode contar com o nosso apoio sempre
que possível, beleza? |
Diego: Cara, tu também pode contar
comigo sempre que precisar! Numa melhor hora
podemos ter uma conversa mais longa e divagar
melhor sobre os assuntos !!!
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TGZ:
Pode crer, as “viagens” não
só no sentimento Metalizado, mas também
nas introspecções reflexivas
e atemporais não podem cessar, finalize
brother... |
Diego: Agradeço por mais essa
oportunidade de falar ao público do
TGZ !Continuem acompanhando o trabalho do
Cezar e de sua equipe!!
E que venham mais e mais boas notícias
nesse grandioso Underground Brasileiro!!
Have fun !!
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