}
Realizada por: Cezar
Augusto
} Respondida
por: Débora
& Fernanda
Losna
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Banda
formada pelas irmãs alucinadas Débora
e Fernada, guitarrista/b. vocal
& baixista/vocal, respectivamente em meados
de 1997 na capital gaúcha. A sua formação
no setor de bateria é bastante inconstante
e curiosamente várias que já
passaram com irresponsabilidade escolhiam
ás drogas ao invés dos ensaios
com a banda, enfim recentemente parece que
preencheram essa lacuna. Ficaremos sabendo
então de tudo que ronda a atmosfera
da Losna, além de seus assuntos tradicionais,
também entramos em assuntos como drogas,
machismo, paganismo, ocultismo entre outros
tópicos de suma importância...
Logo abaixo :
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TGZ:
Saudações, explique o porquê
do nome Losna para os nossos leitores. |
Débora:Porque fazemos um som amargo.
Nada docinho. Quem se atrever a tomar em doses
elevadas o chá e outros preparados
a partir da Losna, principal componente do
absinto, pode ter tremores, convulsões
e até delírios. E esses são
os mesmos efeitos esperados para pessoas que
ouvem as músicas da banda.
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TGZ:
Vocês tomaram esse chá para pôr
o nome, foi? |
Fernanda: Sim, em apenas uma ocasião.
E foi o suficiente, pois o sabor é
ruim que dói. O chá costuma
ser indicado para tratar problemas digestivos,
entre outros males... Há quem diga,
segundo um gaudério nos comentou, que
é a famosa “erva mata bicha”.
(Bicha no caso, eles estaria fazendo uma alusão
ao verme parasita da ventre humana).
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TGZ:
Desde seu surgimento (1997) até então
já passaram sete bateristas pela banda,
seria difícil falar sobre essa inconstância
na Losna? |
Débora: Não, pelo ao contrário,
a resposta é simples e direta, foram
tudo “pau no cu”. Esse tipo de
criatura é o mais comum de encontrar,
existe aos montes. Simplesmente, saíam
sem motivo algum, deve ser alguma deficiência
cerebral, ainda não trazida à
luz da ciência.
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TGZ:
Quanto a parte dos vocais, passaram-se duas
que caíram no mesmo rumo, ou seja,
o das drogas. Coincidências? E o que
pensa acerca das drogas ilícitas e
lícitas? |
Débora: Não, não
acredito em coincidências. Tanto drogados,
lesados ou incapacitados têm em qualquer
área. Não vejo problema nenhum
em se drogar. Mas, não me peça
que ajude um drogado. Quer se matar, ou zoar
por aí; faça. Mas não
venha com lamentações pra cima
de mim. Vomitar, chorar, gritar será
inútil. Sou insensível para
esses tipos de ‘probleminhas’
provocados. Os meus já me bastam!
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TGZ:
Comente os tópicos sonoros, líricos
e significativos das demos: “Losna”
(1997), “Artemísia Absintium
L” (1999) e “Dark Mess”
(2001). Aproveite para relatar também
como foi trabalhar com as pessoas passadas
por entre esses materiais. |
Fernanda: *Losna (1997) – Não
é uma demo muito elaborada. Tínhamos
na formação uma baterista. As
letras continham muita ironia. Foi um registro
tipo demo-ensaio, tosco, realizado mais com
o intuito de nos percebermos como banda. Algo
interessante é que o vocal ficava a
cargo de Débora. Mas, seu objetivo
maior era a guitarra.
*Artemisia
Absintium L (1999) – Contava com
um baterista que tinha, digamos, “mais
domínio” do que sua antecessora.
Nesta demo, regravamos as músicas do
demo-ensaio (Losna) e juntamos com mais algumas
outras. Contávamos na formação
com uma vocalista competente (Rê). A
parte lírica dessa demo continha temas
sobre alcoolismo, morte, brigas, trapaças,
além de ódio à política
externa norte-americana. Foi registrado em
rolo.
*Dark Mess (2001) – Também
gravamos esta em rolo. O baterista da vez
era um indivíduo um pouco mais competente
do que o anterior. Tínhamos planos
de que os vocais fossem feitos por Rê,
uma vez que ela era componente da banda quando
se iniciaram as gravações. No
entanto, algum vírus da frescura atingiu-a
e então ela foi substituída.
A parte lírica tinha temas sobre vampirismo,
maldições, assassinato e ódio
ao patronato.
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TGZ:
Lançada recentemente a nova demo
“Bitter Flavours”; que liquido
está dentro da garrafa que é
oferecido à caveira na capa e o que
quiseram transmitir com esta idéia
? |
Fernanda: O líquido presente na
garrafa é um absinto “cênico”;
ou seja, usamos outra substância representativa
a fim de evitar desperdícios. Ele é
basicamente um alucinógeno. Os pequenos
espectros que estão partindo da garrafa
pretendem fugir da boca devoradora da caveira,
a Morte. É a sublimação
dos espectros.
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TGZ:
Vocês realizam um crossover de hardcore
old school com Thrash Metal, o que resulta
num som nervosamente agressivo e violento.
Em quais meios está sendo feita a difusão
deste material demonstrativo e como vem sendo
sua receptividade crítica? |
Débora: A divulgação
da demo Bitter Flavours vem sendo feita por
revistas especializadas como Rock Brigade,
Roadie Crew, Rock Underground e Vahalla, além
de zines (tanto impressos, como virtuais).
Não sei nada ainda acerca das críticas
dessa demo, porque não saiu nenhuma.
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TGZ: “Bitter
Flavours” é totalmente dedicada
ao inesquecível e grandioso Thor”.
Então comente este fato na verdade
curioso que decai numa ambigüidade de
idéias, certo? |
Fernanda: Realmente existe essa ambigüidade
na dedicatória. Sempre admiramos o
valente deus nórdico Thor. E tínhamos
também um felino com esse nome, uma
homenagem que fizemos a fim de termos um pretexto
para evocar todos os dias esse nome. Infortunadamente,
nosso felino veio a falecer no início
deste ano.
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TGZ:
Na boa, já está até ficando
clichê falar sobre a presença
feminina no Metal, mas isso não quer
dizer que o tema deixe de ser abordado. Portanto,
diga: já rolou algum machismo direcionado
a vocês em alguma ocasião? Qual
a reação e o que pensam acerca?
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Débora: Bah...nem me lembro se
ouvi algo do tipo. Mesmo porque meu ouvido
não é penico, tampouco meu cérebro
armazena tamanha inutilidade.
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TGZ:
Agora, qual sua opinião sobre a mística
tríade de temas: Paganismo, Wicca,
Ocultismo ? |
Fernanda: Paganismo é um termo
usado para designar religião em que
se cultuam muitos deuses; politeísmo.
Há muita riqueza no conteúdo
da Mitologia Grega, Egípcia, Céltica,
Nórdica, entre outras... Interesso-me
muito pelo tema, especialmente pelos devaneios
poéticos da Mitologia Nórdica,
Sleipnir – o cavalo de oito patas ,
os disfarces de Odin, as trapaças e
castigos de Loki...
Sobre o assunto mitologia há ainda
uma curiosidade envolvendo Losna, este é
o nome da deusa etrusca da Lua.
Wicca é um culto de origem celta. Há
muito material a respeito sendo atualmente
vinculado na mídia (Internet, revistas,
televisão). Qualquer livraria apresenta
na seção “esotéricos”
muitos títulos sobre Wicca. Particularmente
eu não tenho muito interesse pelo tema,
no entanto gostaria muito de visitar as antigas
construções subterrâneas
de Edimburgo.
Ocultismo é a crença na existência
de poderes sobrenaturais tais como magia,
espiritismo, astrologia. Já fiz visitas
a centros espíritas, de umbanda e candomblé,
conheci magos... Foi uma aventura antropológica
e tanto!
Mas resumindo, tenho uma visão um tanto
pessimista acerca disso tudo. Se com algum
desses credos ou qualquer outra forma de religião
eu pudesse pagar minhas contas no final de
cada mês, eu estaria satisfeitíssima.
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TGZ: Qual
a importância que a Losna dá
para coletâneas, visto que a banda já
participou da Rock Soldiers Vol. 10 ? |
Débora: É um meio soberbo
para divulgação de uma banda.
Além, que uma coletânea por reunir
várias bandas tem o poder de em um
único disco apresentar uma ampla visão
do que está rolando no mundo “underground”.
Tenho profunda admiração por
idealizadores de coletâneas, como no
caso do Rock Soldiers, Marivan Ugoski, um
grande guerreiro da cena.
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TGZ:
Projetos efervescentes da Losna para esses
tempos? Explane-os... |
Débora: Compor, ensaiar, fazer
shows, tocar, tocar e tocar. Pretendemos lançar
um CD oficial, muito em breve.
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TGZ:
Então Débora, já vem
pensando em filmes para relacionar com o Metal
em seus trabalhos colaborativos com o ThunderGod
? (hehe) |
Débora: Não posso revelar
é surpresa!
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TGZ: Em
estado de ebulição cerebral,
vou ficando aqui e agradecemos por sua força
e à Losna, pois compartilhando desse
estado sinta-se livre para suas espontâneas
mensagens....!!! |

Débora: Agradecemos muito ao espaço
e apoio do ThunderGod Zine e ao seu editor,
Cezar, em relação à Losna.
Desejo-te muito sucesso e força.
Que mantenhas viva esta chama fulminante que
é a luta pelo “underground”,
com garra e sem frescuras !!!
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Ao lado a formação -->
Débora (Guitarra & backing vocals);
Fernanda (Vocals & Bass);
Marcelo (Drums).
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