» ENTREVISTA: LOSNA «


}
Realizada por: Cezar Augusto
} Respondida por: Débora & Fernanda
Losna

CONTATOS:

A/c Débora
Av. Jordão 142/402
Porto Alegre/RS - 91.420-500
http://www.losna.hpgvip.com.br


Banda formada pelas irmãs alucinadas Débora e Fernada, guitarrista/b. vocal & baixista/vocal, respectivamente em meados de 1997 na capital gaúcha. A sua formação no setor de bateria é bastante inconstante e curiosamente várias que já passaram com irresponsabilidade escolhiam ás drogas ao invés dos ensaios com a banda, enfim recentemente parece que preencheram essa lacuna. Ficaremos sabendo então de tudo que ronda a atmosfera da Losna, além de seus assuntos tradicionais, também entramos em assuntos como drogas, machismo, paganismo, ocultismo entre outros tópicos de suma importância... Logo abaixo :
 
TGZ: Saudações, explique o porquê do nome Losna para os nossos leitores.

Débora:
Porque fazemos um som amargo. Nada docinho. Quem se atrever a tomar em doses elevadas o chá e outros preparados a partir da Losna, principal componente do absinto, pode ter tremores, convulsões e até delírios. E esses são os mesmos efeitos esperados para pessoas que ouvem as músicas da banda.

TGZ: Vocês tomaram esse chá para pôr o nome, foi?

Fernanda:
Sim, em apenas uma ocasião. E foi o suficiente, pois o sabor é ruim que dói. O chá costuma ser indicado para tratar problemas digestivos, entre outros males... Há quem diga, segundo um gaudério nos comentou, que é a famosa “erva mata bicha”. (Bicha no caso, eles estaria fazendo uma alusão ao verme parasita da ventre humana).

TGZ: Desde seu surgimento (1997) até então já passaram sete bateristas pela banda, seria difícil falar sobre essa inconstância na Losna?

Débora:
Não, pelo ao contrário, a resposta é simples e direta, foram tudo “pau no cu”. Esse tipo de criatura é o mais comum de encontrar, existe aos montes. Simplesmente, saíam sem motivo algum, deve ser alguma deficiência cerebral, ainda não trazida à luz da ciência.

TGZ: Quanto a parte dos vocais, passaram-se duas que caíram no mesmo rumo, ou seja, o das drogas. Coincidências? E o que pensa acerca das drogas ilícitas e lícitas?

Débora:
Não, não acredito em coincidências. Tanto drogados, lesados ou incapacitados têm em qualquer área. Não vejo problema nenhum em se drogar. Mas, não me peça que ajude um drogado. Quer se matar, ou zoar por aí; faça. Mas não venha com lamentações pra cima de mim. Vomitar, chorar, gritar será inútil. Sou insensível para esses tipos de ‘probleminhas’ provocados. Os meus já me bastam!

TGZ: Comente os tópicos sonoros, líricos e significativos das demos: “Losna” (1997), “Artemísia Absintium L” (1999) e “Dark Mess” (2001). Aproveite para relatar também como foi trabalhar com as pessoas passadas por entre esses materiais.

Fernanda: *Losna (1997) –
Não é uma demo muito elaborada. Tínhamos na formação uma baterista. As letras continham muita ironia. Foi um registro tipo demo-ensaio, tosco, realizado mais com o intuito de nos percebermos como banda. Algo interessante é que o vocal ficava a cargo de Débora. Mas, seu objetivo maior era a guitarra.
*Artemisia Absintium L (1999) –
Contava com um baterista que tinha, digamos, “mais domínio” do que sua antecessora. Nesta demo, regravamos as músicas do demo-ensaio (Losna) e juntamos com mais algumas outras. Contávamos na formação com uma vocalista competente (Rê). A parte lírica dessa demo continha temas sobre alcoolismo, morte, brigas, trapaças, além de ódio à política externa norte-americana. Foi registrado em rolo.
*Dark Mess (2001) –
Também gravamos esta em rolo. O baterista da vez era um indivíduo um pouco mais competente do que o anterior. Tínhamos planos de que os vocais fossem feitos por Rê, uma vez que ela era componente da banda quando se iniciaram as gravações. No entanto, algum vírus da frescura atingiu-a e então ela foi substituída. A parte lírica tinha temas sobre vampirismo, maldições, assassinato e ódio ao patronato.

TGZ: Lançada recentemente a nova demo “Bitter Flavours”; que liquido está dentro da garrafa que é oferecido à caveira na capa e o que quiseram transmitir com esta idéia ?

Fernanda:
O líquido presente na garrafa é um absinto “cênico”; ou seja, usamos outra substância representativa a fim de evitar desperdícios. Ele é basicamente um alucinógeno. Os pequenos espectros que estão partindo da garrafa pretendem fugir da boca devoradora da caveira, a Morte. É a sublimação dos espectros.

TGZ: Vocês realizam um crossover de hardcore old school com Thrash Metal, o que resulta num som nervosamente agressivo e violento. Em quais meios está sendo feita a difusão deste material demonstrativo e como vem sendo sua receptividade crítica?

Débora:
A divulgação da demo Bitter Flavours vem sendo feita por revistas especializadas como Rock Brigade, Roadie Crew, Rock Underground e Vahalla, além de zines (tanto impressos, como virtuais). Não sei nada ainda acerca das críticas dessa demo, porque não saiu nenhuma.

TGZ: “Bitter Flavours” é totalmente dedicada ao inesquecível e grandioso Thor”. Então comente este fato na verdade curioso que decai numa ambigüidade de idéias, certo?

Fernanda:
Realmente existe essa ambigüidade na dedicatória. Sempre admiramos o valente deus nórdico Thor. E tínhamos também um felino com esse nome, uma homenagem que fizemos a fim de termos um pretexto para evocar todos os dias esse nome. Infortunadamente, nosso felino veio a falecer no início deste ano.

TGZ: Na boa, já está até ficando clichê falar sobre a presença feminina no Metal, mas isso não quer dizer que o tema deixe de ser abordado. Portanto, diga: já rolou algum machismo direcionado a vocês em alguma ocasião? Qual a reação e o que pensam acerca?

Débora:
Bah...nem me lembro se ouvi algo do tipo. Mesmo porque meu ouvido não é penico, tampouco meu cérebro armazena tamanha inutilidade.

TGZ: Agora, qual sua opinião sobre a mística tríade de temas: Paganismo, Wicca, Ocultismo ?

Fernanda:
Paganismo é um termo usado para designar religião em que se cultuam muitos deuses; politeísmo. Há muita riqueza no conteúdo da Mitologia Grega, Egípcia, Céltica, Nórdica, entre outras... Interesso-me muito pelo tema, especialmente pelos devaneios poéticos da Mitologia Nórdica, Sleipnir – o cavalo de oito patas , os disfarces de Odin, as trapaças e castigos de Loki...
Sobre o assunto mitologia há ainda uma curiosidade envolvendo Losna, este é o nome da deusa etrusca da Lua.
Wicca é um culto de origem celta. Há muito material a respeito sendo atualmente vinculado na mídia (Internet, revistas, televisão). Qualquer livraria apresenta na seção “esotéricos” muitos títulos sobre Wicca. Particularmente eu não tenho muito interesse pelo tema, no entanto gostaria muito de visitar as antigas construções subterrâneas de Edimburgo.
Ocultismo é a crença na existência de poderes sobrenaturais tais como magia, espiritismo, astrologia. Já fiz visitas a centros espíritas, de umbanda e candomblé, conheci magos... Foi uma aventura antropológica e tanto!
Mas resumindo, tenho uma visão um tanto pessimista acerca disso tudo. Se com algum desses credos ou qualquer outra forma de religião eu pudesse pagar minhas contas no final de cada mês, eu estaria satisfeitíssima.

TGZ: Qual a importância que a Losna dá para coletâneas, visto que a banda já participou da Rock Soldiers Vol. 10 ?

Débora:
É um meio soberbo para divulgação de uma banda. Além, que uma coletânea por reunir várias bandas tem o poder de em um único disco apresentar uma ampla visão do que está rolando no mundo “underground”. Tenho profunda admiração por idealizadores de coletâneas, como no caso do Rock Soldiers, Marivan Ugoski, um grande guerreiro da cena.

TGZ: Projetos efervescentes da Losna para esses tempos? Explane-os...

Débora:
Compor, ensaiar, fazer shows, tocar, tocar e tocar. Pretendemos lançar um CD oficial, muito em breve.

TGZ: Então Débora, já vem pensando em filmes para relacionar com o Metal em seus trabalhos colaborativos com o ThunderGod ? (hehe)

Débora:
Não posso revelar é surpresa!

TGZ: Em estado de ebulição cerebral, vou ficando aqui e agradecemos por sua força e à Losna, pois compartilhando desse estado sinta-se livre para suas espontâneas mensagens....!!!


Débora:
Agradecemos muito ao espaço e apoio do ThunderGod Zine e ao seu editor, Cezar, em relação à Losna.
Desejo-te muito sucesso e força.
Que mantenhas viva esta chama fulminante que é a luta pelo “underground”, com garra e sem frescuras !!!


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Ao lado a formação -->

Débora (Guitarra & backing vocals);
Fernanda (Vocals & Bass);
Marcelo (Drums).

 
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