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ENTREVISTA: MYSTICAL
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Realizada
por: Elimar
Oliveira
Respondida por: Rodrigo
Mystical
End
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TGZ:
Eu fiz um resumo da história do Mystical
End ai acima, mas teve algo que não
citei que gostaria de acresentar?
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Rodrigo: ....Ok!!! tomei apenas a liberdade
de mencionar a entrada do baixista Eduardo
Meira na banda...Ok? (*N.E.:
– Ok !)
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TGZ:
Vocês em poucos meses de formação,
gravaram uma demo que bastante elogiada pelo
público, o fato de quase todos os membros
ter vindo de bandas em atividade facilitou
esse processo que as vezes demora até
anos?
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Rodrigo: Sem dúvida! A experiência
que tivemos em outras bandas foi fator determinante
para a gravação do “Abyss
of Madness”, sem essa “rodagem”
no underground Nacional, talvez, teríamos
levado alguns anos para a finalização
deste projeto.
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TGZ:
Percebi que o Mystical End se preocupa
muito com a divulgação do nome
da banda, até a organização
do material impressiona, muito bem feito,
todos nós sabemos que tudo isso é
difícil pra uma banda underground que
quase nunca tem apoio, e como vem sendo a
receptividade do público pro trabalho
de vocês? Onde a banda tem mais apreciadores?
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Rodrigo: Muito obrigado!!! Realmente
trabalhamos de forma intensa pelo Mystical
End, sou um cara que ama o cenário
underground do país e respeito muito
as bandas, que como nós, lutam pelo
seu trabalho. Bem, estou me formando em comunicação
e estou utilizando todas as ferramentas da
profissão na divulgação
da banda, creio que este é um diferencial,
trabalhamos com planejamento e amor ao estilo,
e para nós, o apoio que realmente importa,
é o apoio de pessoas como vocês,
reais headbangers! O Mystical End têm
um público muito grande em Minas e
no Rio Grande do Sul, além da nossa
região. Gostaríamos, desde já,
agradecer a todos que nos apóiam!
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TGZ:
Quais foram as melhores apresentações?
Onde a banda recebeu melhor tratamento? E
como foi tocar com uma estrutura de “grandes
shows” como foi a segunda edição
do Rock Star ocorrido em 11 de Setembro de
2004?
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Rodrigo: Bem, creio que todas as apresentações
tenham uma particularidade, em cada uma delas,
ocorrem fatos marcantes, mas posso citar a
apresentação de Ribeirão
Preto, lá, fomos banda de abertura
do Executer, e fomos muito bem recebidos pelos
organizadores, bandas e público, foi
um show realmente marcante.
Com relação ao show do dia 11
de setembro, foi uma experiência nova,
uma banda do underground tocando numa estrutura
de uma banda consagrada... o que ficou deste
show, foi a consolidação do
nome da banda e alguns fatos realmente importantes
do Mystical End, como a vinda de uma excursão
de Minas pra ver a banda...isso foi extremamente
incrível!!! Do contato com o Shaaman,
posso destacar a amizade criada com o Hugo
Mariutti, um cara que como nós, veio
do underground, muito simples e headbanger!
E...Ficamos felizes ao encontrarmos fotos
dele com a camiseta do Mystical End.
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TGZ:
Essa data é importante e é difícil
não menciona-la, afinal foi a data
em que ocorreu um divisor de eras, o tão
comentado ataque das torres gêmeas,
como foi o clima desse show?
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Rodrigo: Sem dúvida foi um “atrativo”
a mais para os shows, afinal, esta é
uma data que estará marcada para sempre
na história da humanidade. Com o “Game
of Chaos” estaremos abordando questões
políticas e conflitos como estes. Voltando
a pergunta, o clima... Foi ótimo, pesado,
intenso, METAL!
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TGZ:
Qual sua opinião sobre esse acontecimento?
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Rodrigo: Sou um pouco extremista, creio
que este foi o resultado de anos de maus tratos,
estupros e invasão. Enfim, esta foi
a resposta! Os culpados são eles próprios,
culpem a política agressiva sem critério
deste país arrogante!
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TGZ:
Voltando a falar sobre a banda, e ai, quando
sai e o que devemos esperar neste segundo
material do Mystical End?
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Rodrigo: O Cd está praticamente
pronto, em duas semanas começo a gravar
os vocais, a previsão de lançamento
é para agosto/setembro.
Este segundo CD contará com mais músicas,
mais peso, agressividade, sem perder, é
claro, as características da banda,
que é em sua plenitude, uma banda de
Metal tradicional. O “Game of Chaos”
é a nossa afirmação,
e neste CD, estaremos preparando uma grande
novidade em se tratando de uma banda do cenário
underground, vocês serão um dos
primeiros a receber o novo material!
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TGZ:
Após o lançamento pretendem
tocar fora do estado de São Paulo?
Quais os planos futuros da banda?
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Rodrigo: Olha, estamos realmente focados
nos shows, com o “Abyss of Madness”
estivemos perto de tocar em várias
regiões do país, porém,
não tínhamos dinheiro para bancar
as viagens, mas recebemos propostas de Minas,
Rio, Rio Grande do Sul e até mesmo
do Norte/Nordeste do país.
O que visualizamos para o Mystical End é,
com o lançamento do “Game of
Chaos”, estar em todos os lugares possíveis,
os grandes centros são importantes,
mas, queremos tocar em cidades pequenas, médias
e grandes, enfim, estar com os headbangers
de todo o país, levando até
eles um pouco da nossa música, mostrando
o nosso trabalho e fazendo o que curtimos.
Esse é o nosso principal objetivo,
tocar, tocar e tocar!
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TGZ:
A banda participou da votação
do BMU, mas vocês souberam quantos votos
receberam? E acreditam que existe mesmo uma
votação pra definir o cast do
Festival?
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Rodrigo: Esta é uma questão
polêmica, muitas pessoas dizem que o
cast do festival estava previamente definido,
outras afirmam que não, que a votação
é realmente válida.
Creio que o Richard é um cara sério,
que trabalha pelo crescimento do Metal Nacional.
Não sei quantos votos tivemos, porém,
sei que todo o circuito underground deu uma
força pra banda, e nós não
desistiremos, vamos infernizar até
que as bandas undergrounds tenham o seu espaço
nestes grandes eventos.
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TGZ:
Tomara
que realmente exista esse critério
pra selecionar as bandas participantes, se
não é foda pra todos, inclusive
eu, que acessam o site e votam pra que bandas
participem, mas o que é mais estranho
ainda é que não é divulgada
a quantidade de votos, as colocações
das bandas, mas tudo bem, pelo menos o Festival
é composto por bandas brasileiras que
estão batalhando seu espaço,
mas creio que pro Mystical End não
tem sido extremamente necessário participar
desse evento, afinal a banda vem obtendo reconhecimento
pelo Brasil e até em outros países,
e no exterior como está a divulgação
da banda?
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Rodrigo: Concordo com você, todos
esperamos que seja desta forma, e para o Mystical
End, seria uma grande oportunidade tocar neste
festival, porém, não o tratamos
com objetivo prioritário, temos que
correr atrás, se rolar o BMU, ok, mais
um show! Se não, estaremos trabalhando
da mesma forma pois, para a banda, tocar para
3 mil pessoas é o mesmo que tocar para
30, fazemos o máximo para respeitar
quem paga a entrada, somos uma banda do underground!
A resposta que estamos conseguindo no Brasil
e no Exterior está ótima, e
o que nos deixa ainda mais motivados, é
o fato de estarmos conseguindo tudo isso sem
lobby, estamos conseguindo na raça
e na força do material.
Com relação ao exterior, temos
vários contatos na Itália, França
e Portugal, o material foi muito bem recebido
e com o lançamento do “Game of
Chaos”, quem sabe não rola alguns
shows por lá.
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TGZ:
Aqui no Nordeste existe uma cena muito foda,
bandas que já tem muitos anos de estrada,
zines, etc, vocês tem contatos por aqui?
Pelo menos no Rio Grande do Norte eu já
sei que tem, já rolou até música
da banda em rádios de lá...
Quais contatos tem pelo Nordeste e também
aqui na Bahia?
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Rodrigo: Sem querer ser simpático
ou coisas to tipo, saiba que a cena do Norte/Nordeste
é realmente FODA, o que me irrita,
é o fato de promotores e outras coisas,
não botarem fé neste público,
pô, headbangers existem em todos os
lados, não apenas em SP, RJ... Creio
que esta postura inibe a força das
bandas do Norte/Nordeste, mas, o movimento
underground é muito forte, e podem
Ter certeza, vamos fazer a nossa cena aparecer,
vamos incomodar!
Olha, quando recebemos a fita de Natal, com
headbangers pedindo a música “The
Masterplan”, foi uma emoção
única! Do outro lado do país,
a nossa música sendo reconhecida, pedida...
foi algo maravilhoso!
Os nossos contatos são com rádios,
zines, sites... Pessoas como vocês,
que apóiam e acreditam no Metal Brazuca!...
E podem esperar, estaremos em breve, tocando
aí!
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TGZ:
Eu fiquei intrigado com uma coisa, por que
o nome Mystical End?
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Rodrigo: Estava realmente complicado
definir um nome para a banda, tentamos várias
coisas, mas nenhuma se encaixava com a nossa
proposta. E como eu e o Carlos Pranches somos
fanáticos por Iced Earth, estávamos
escutando o Cd e conversando....Até
que eu pensei “putz, essa Mystical End
é foda, puta riff”, hehehehe.
Definimos que além de um bom nome,
combinaria com a nossa proposta musical. Enfim,
creio que foi uma boa escolha.
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TGZ:
Tem algo que vocês gostariam de acrescentar
que não foi abordado nas perguntas
acima?
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Rodrigo: Nada, as perguntas foram perfeitas!!!!
Muito obrigado mesmo pelo apoio e pela amizade,
contem sempre com o Mystical End, saibam que
somos parceiros do underground, e assim que
o nosso novo site estiver no ar, queremos
um banner trade de vocês lá!!!....São
pessoas como vocês que dão força
e legitimidade ao nosso estilo!!! Valeu!!!
Stay METAL!!!
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