» ENTREVISTA: MYSTICAL END «

Realizada por: Elimar Oliveira

Respondida por:
Rodrigo

Mystical End

A/c Rodrigo Cafundó
Rua Carlos Ayres, 200 - Centro
Itapetininga/SP - 18.200-000
http://www.mysticalend.cjb.net

TGZ: Eu fiz um resumo da história do Mystical End ai acima, mas teve algo que não citei que gostaria de acresentar?

Rodrigo:
....Ok!!! tomei apenas a liberdade de mencionar a entrada do baixista Eduardo Meira na banda...Ok? (*N.E.: – Ok !)


TGZ: Vocês em poucos meses de formação, gravaram uma demo que bastante elogiada pelo público, o fato de quase todos os membros ter vindo de bandas em atividade facilitou esse processo que as vezes demora até anos?

Rodrigo:
Sem dúvida! A experiência que tivemos em outras bandas foi fator determinante para a gravação do “Abyss of Madness”, sem essa “rodagem” no underground Nacional, talvez, teríamos levado alguns anos para a finalização deste projeto.

TGZ: Percebi que o Mystical End se preocupa muito com a divulgação do nome da banda, até a organização do material impressiona, muito bem feito, todos nós sabemos que tudo isso é difícil pra uma banda underground que quase nunca tem apoio, e como vem sendo a receptividade do público pro trabalho de vocês? Onde a banda tem mais apreciadores?

Rodrigo:
Muito obrigado!!! Realmente trabalhamos de forma intensa pelo Mystical End, sou um cara que ama o cenário underground do país e respeito muito as bandas, que como nós, lutam pelo seu trabalho. Bem, estou me formando em comunicação e estou utilizando todas as ferramentas da profissão na divulgação da banda, creio que este é um diferencial, trabalhamos com planejamento e amor ao estilo, e para nós, o apoio que realmente importa, é o apoio de pessoas como vocês, reais headbangers! O Mystical End têm um público muito grande em Minas e no Rio Grande do Sul, além da nossa região. Gostaríamos, desde já, agradecer a todos que nos apóiam!

TGZ: Quais foram as melhores apresentações? Onde a banda recebeu melhor tratamento? E como foi tocar com uma estrutura de “grandes shows” como foi a segunda edição do Rock Star ocorrido em 11 de Setembro de 2004?

Rodrigo:
Bem, creio que todas as apresentações tenham uma particularidade, em cada uma delas, ocorrem fatos marcantes, mas posso citar a apresentação de Ribeirão Preto, lá, fomos banda de abertura do Executer, e fomos muito bem recebidos pelos organizadores, bandas e público, foi um show realmente marcante.
Com relação ao show do dia 11 de setembro, foi uma experiência nova, uma banda do underground tocando numa estrutura de uma banda consagrada... o que ficou deste show, foi a consolidação do nome da banda e alguns fatos realmente importantes do Mystical End, como a vinda de uma excursão de Minas pra ver a banda...isso foi extremamente incrível!!! Do contato com o Shaaman, posso destacar a amizade criada com o Hugo Mariutti, um cara que como nós, veio do underground, muito simples e headbanger! E...Ficamos felizes ao encontrarmos fotos dele com a camiseta do Mystical End.

TGZ: Essa data é importante e é difícil não menciona-la, afinal foi a data em que ocorreu um divisor de eras, o tão comentado ataque das torres gêmeas, como foi o clima desse show?

Rodrigo:
Sem dúvida foi um “atrativo” a mais para os shows, afinal, esta é uma data que estará marcada para sempre na história da humanidade. Com o “Game of Chaos” estaremos abordando questões políticas e conflitos como estes. Voltando a pergunta, o clima... Foi ótimo, pesado, intenso, METAL!

TGZ: Qual sua opinião sobre esse acontecimento?

Rodrigo:
Sou um pouco extremista, creio que este foi o resultado de anos de maus tratos, estupros e invasão. Enfim, esta foi a resposta! Os culpados são eles próprios, culpem a política agressiva sem critério deste país arrogante!

TGZ: Voltando a falar sobre a banda, e ai, quando sai e o que devemos esperar neste segundo material do Mystical End?

Rodrigo:
O Cd está praticamente pronto, em duas semanas começo a gravar os vocais, a previsão de lançamento é para agosto/setembro.
Este segundo CD contará com mais músicas, mais peso, agressividade, sem perder, é claro, as características da banda, que é em sua plenitude, uma banda de Metal tradicional. O “Game of Chaos” é a nossa afirmação, e neste CD, estaremos preparando uma grande novidade em se tratando de uma banda do cenário underground, vocês serão um dos primeiros a receber o novo material!

TGZ: Após o lançamento pretendem tocar fora do estado de São Paulo? Quais os planos futuros da banda?

Rodrigo:
Olha, estamos realmente focados nos shows, com o “Abyss of Madness” estivemos perto de tocar em várias regiões do país, porém, não tínhamos dinheiro para bancar as viagens, mas recebemos propostas de Minas, Rio, Rio Grande do Sul e até mesmo do Norte/Nordeste do país.
O que visualizamos para o Mystical End é, com o lançamento do “Game of Chaos”, estar em todos os lugares possíveis, os grandes centros são importantes, mas, queremos tocar em cidades pequenas, médias e grandes, enfim, estar com os headbangers de todo o país, levando até eles um pouco da nossa música, mostrando o nosso trabalho e fazendo o que curtimos. Esse é o nosso principal objetivo, tocar, tocar e tocar!


TGZ: A banda participou da votação do BMU, mas vocês souberam quantos votos receberam? E acreditam que existe mesmo uma votação pra definir o cast do Festival?

Rodrigo:
Esta é uma questão polêmica, muitas pessoas dizem que o cast do festival estava previamente definido, outras afirmam que não, que a votação é realmente válida.
Creio que o Richard é um cara sério, que trabalha pelo crescimento do Metal Nacional. Não sei quantos votos tivemos, porém, sei que todo o circuito underground deu uma força pra banda, e nós não desistiremos, vamos infernizar até que as bandas undergrounds tenham o seu espaço nestes grandes eventos.


TGZ: Tomara que realmente exista esse critério pra selecionar as bandas participantes, se não é foda pra todos, inclusive eu, que acessam o site e votam pra que bandas participem, mas o que é mais estranho ainda é que não é divulgada a quantidade de votos, as colocações das bandas, mas tudo bem, pelo menos o Festival é composto por bandas brasileiras que estão batalhando seu espaço, mas creio que pro Mystical End não tem sido extremamente necessário participar desse evento, afinal a banda vem obtendo reconhecimento pelo Brasil e até em outros países, e no exterior como está a divulgação da banda?

Rodrigo:
Concordo com você, todos esperamos que seja desta forma, e para o Mystical End, seria uma grande oportunidade tocar neste festival, porém, não o tratamos com objetivo prioritário, temos que correr atrás, se rolar o BMU, ok, mais um show! Se não, estaremos trabalhando da mesma forma pois, para a banda, tocar para 3 mil pessoas é o mesmo que tocar para 30, fazemos o máximo para respeitar quem paga a entrada, somos uma banda do underground! A resposta que estamos conseguindo no Brasil e no Exterior está ótima, e o que nos deixa ainda mais motivados, é o fato de estarmos conseguindo tudo isso sem lobby, estamos conseguindo na raça e na força do material.
Com relação ao exterior, temos vários contatos na Itália, França e Portugal, o material foi muito bem recebido e com o lançamento do “Game of Chaos”, quem sabe não rola alguns shows por lá.


TGZ: Aqui no Nordeste existe uma cena muito foda, bandas que já tem muitos anos de estrada, zines, etc, vocês tem contatos por aqui? Pelo menos no Rio Grande do Norte eu já sei que tem, já rolou até música da banda em rádios de lá... Quais contatos tem pelo Nordeste e também aqui na Bahia?

Rodrigo:
Sem querer ser simpático ou coisas to tipo, saiba que a cena do Norte/Nordeste é realmente FODA, o que me irrita, é o fato de promotores e outras coisas, não botarem fé neste público, pô, headbangers existem em todos os lados, não apenas em SP, RJ... Creio que esta postura inibe a força das bandas do Norte/Nordeste, mas, o movimento underground é muito forte, e podem Ter certeza, vamos fazer a nossa cena aparecer, vamos incomodar!
Olha, quando recebemos a fita de Natal, com headbangers pedindo a música “The Masterplan”, foi uma emoção única! Do outro lado do país, a nossa música sendo reconhecida, pedida... foi algo maravilhoso!
Os nossos contatos são com rádios, zines, sites... Pessoas como vocês, que apóiam e acreditam no Metal Brazuca!... E podem esperar, estaremos em breve, tocando aí!


TGZ: Eu fiquei intrigado com uma coisa, por que o nome Mystical End?

Rodrigo:
Estava realmente complicado definir um nome para a banda, tentamos várias coisas, mas nenhuma se encaixava com a nossa proposta. E como eu e o Carlos Pranches somos fanáticos por Iced Earth, estávamos escutando o Cd e conversando....Até que eu pensei “putz, essa Mystical End é foda, puta riff”, hehehehe. Definimos que além de um bom nome, combinaria com a nossa proposta musical. Enfim, creio que foi uma boa escolha.


TGZ: Tem algo que vocês gostariam de acrescentar que não foi abordado nas perguntas acima?

Rodrigo:
Nada, as perguntas foram perfeitas!!!! Muito obrigado mesmo pelo apoio e pela amizade, contem sempre com o Mystical End, saibam que somos parceiros do underground, e assim que o nosso novo site estiver no ar, queremos um banner trade de vocês lá!!!....São pessoas como vocês que dão força e legitimidade ao nosso estilo!!! Valeu!!!
Stay METAL!!!


 
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