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Tradução
por: Paula
Jabür
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Questões por:
Cezar Augusto
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Respostas por: Larry
Roberts
Novembers
Doom
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TGZ:
Quem denominou a banda e por que o nome
Novembers Doom? |

Larry Roberts: Para ser honesto,
o nome da banda foi idéia de um antigo
guitarrista, de muito tempo atrás,
lá em 1991, que não está
conosco há uma cara. Na época
a banda era chamada Laceration, mas a banda
se desviou rumo a uma sonoridade mais Doom
e decidimos mudar o nome para algo que soasse
mais obscuro e taciturno... Não há
nenhum grande plano ou qualquer coisa por
trás do nome, apenas novembro tende
a ser o mês mais inóspito e triste
por aqui. O nome pode soar planejado hoje
em dia, mas há 14 anos era um pouco
mais original.
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TGZ:
Fale sobre as mudanças de formação
ocorridas de uns tempos pra cá? E como
se encontra a atual formação? |
Larry Roberts: Bem, a única real
mudança que tivemos recentemente foi
que nós mutuamente decidimos nos separar
do baixita Mike Lagros, que toca em tempo
integral com sua banda Disinter. Colocamos
anúncios de audições
e checamos algumas pessoas. Nesse meio tempo
fomos contactados pelo nosso antigo baixista,
Brian Whited, que expressou interesse em vir
até aqui e tentar. Tudo deu certo e
ele está na banda agora. Estamos todos
na mesma sintonia, então funciona bem.
A única adição à
formação desde nosso último
álbum foi o guitarrista Vito Marchese,
que substituiu Eric Burnley em 2002. Eric
queria uma família e se mudou para
um local a 6 horas daqui, então saiu
da banda e Vito tem feito um grande trabalho
desde então.
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TGZ:
Vocês já tiveram acordo
com outras gravadoras (Advantgarde Music,
Martyr Music Group, Dark Symphonies) quais
os motivos que os levaram a ir mudando até
fechar acordo atualmente com a The End Recs.? |

Larry Roberts: Bem, basicamente, com
cada selo que trabalhamos tentamos tomar um
do outro tanto quanto pudemos até o
contrato acabar e ser hora de nos mudarmos
para outro. Muito simples, na verdade. A maioria
dos selos assina com você por alguns
álbuns na melhor das oportunidades.
Cada novo contrato que assinamos foi melhor
para nós que o primeiro. Apenas procuramos
pelo melhor "lar" para o Novembers
Doom ao longo da estrada.
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TGZ:
Até agora, como vocês avaliam
o trabalho desenvolvido pela The End Records? |
Larry Roberts: A The End Records é
um selo legal, pessoas boas lá e tal.
E há algumas bandas boas no selo conosco.
Eles fazem bastante promoção
e eu tenho visto os CDs em diversas lojas
por aqui, portanto, até agora muito
bom.
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TGZ:
O artista que faz as capas dos álbuns
é o mesmo? E qual o significado da
capa do novo “The Pale Haunt Departure”? |
Larry
Roberts: Na verdade, se você ler
o encarte, vai ver que desta vez não
usamos Travis Smith (que fez a arte de "The
Knowing" e "To Welcome The Fade"),
ao invés disso optamos por um cara
chamado Attila Kis, a quem Paul conheceu através
de um fórum on-line. Nós ficamos
tão impressionados com o trabalho que
ele estava nos enviando, que decidimos por
ele desta vez. A arte da capa se amarra ao
tema da canção título,
que lida muito com a questão da fé
e que acontece com você quando seu tempo
aqui nesta Terra acaba...
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TGZ:
Gostaria que comentassem também
sobre os significados das imagens dentro do
encarte do álbum, pois percebi um tanto
de surrealismo e de apocalíptico. Estou
certo? Enfim, expressem as idéias inspiradas
e transmitidas através de tais. |
Larry Roberts: Toda a arte do encarte
se amarra com as palavras e assuntos das músicas.
Há diversos temas abordados em nossas
canções... Perda, dor-de-cotovelo,
fé, dor física e emocional,
arrependimento e até casuais fagulhas
de esperança. Eu honestamente prefiro
que os ouvintes leiam as letras e estudem
a arte para chegar a suas próprias
interpretações, utilizando suas
imaginações. Prefiro não
entregar tudo muito especificamente.
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TGZ:
Falem sobre a participação no
álbum de alguns músicos adicionais |
Larry
Roberts: Bem, o álbum foi concebido
por Chris Djuricic (que trabalhou com done
Jungle Rot, Enforsaken, Disinter, etc.) e
a mixagem fou feita pelo grande músico/produtor
Dan Swano (Edge Of Sanity, Bloodbath, incontáveis
outras...). Ambos, Chris e Dan fizeram grandes
trabalhos em suas respectivas funções.
Dan até adicionou um solo de guitarra
no final da "Dark World Burden"
porque achou que a música lhe lembrava
um pouco Edge Of Sanity, então fez
sentido que ele contribuísse! Finalmente,
a masterização foi feita por
James Murphy, cujo trabalho com bandas como
Death, Testament etc. nós admiramos.
Ele fez um excelente trabalho colocando os
toques finais no som do álbum. Estamos
muito satisfeitos e honrados de ter trabalhado
com esses caras.
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TGZ:
O álbum compõe-se por faixas
intensas, densas e pesadíssimas, mas
também por outras mais atmosféricas
em incursões acústicas com ares
de melancolia e introspecção.
Todos participam no processo de construção
das composições? Como comungam
as inspirações que decaem nessas
criativas sinfonias? |
Larry Roberts: Eu sou o principal compositor
na banda, juntamente com Vito, que também
compõe muitas das músicas também.
Basicamente nós rascunhamos sobre nossas
muitas principais influências e desenvolvemos
temos nosso próprio estilo e som ao
longo dos anos. Eu ouço muitos tipos
diferentes de música, do metal ao jazz
e por aí vai... E eu toquei em diversos
estilos de banda ao longo dos anos, então
não me limito a um estilo de composição
ou forma de tocar. E acho que foi assim que
chegamos ao som que temos hoje. Os outros
caras da banda são bem como eu: têm
diferentes gostos musicais e cabeças
abertas para não nos limitarmos a nada.
Curtimos escrever músicas brutalmente
pesadas e gostamos de escrever músicas
serenas, acústicas e tristes. Contanto
que soe como Novembers Doom no final, estamos
felizes. Ao mesmo tempo, contanto que haja
diversão para nós em tocar algo
que todos gostamos, fazemos isso.
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TGZ:
Falando de shows, por quais países
vocês já tocaram? Em outubro
de 2005 vocês estão confirmados
no ‘ProgPower Europe’, certo? |
Larry Roberts: Por enquanto tocamos apenas
na América do Norte e Canadá.
Porém temos planos de visitar a Europa
neste ano. Vamos participar do ProgPower Fest
em outubro e então esperamos fazer
uma pequena bateria de shows depois disso.
Provavelmente retornaremos ao Canadá
novamente neste ano, também, se tudo
correr de acordo com os planos.
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TGZ:
O que não falta dentro do Doom Metal
são diversos rótulos e sub-rótulos.
Acham necessário ou desnecessário
tantas referências? Por quê? |
Larry
Roberts: Eu não acredito muito
em sub-gêneros, rótulos e títulos.
Acho que tudo está ficando muito específico
e crítico demais. Quando eu era mais
jovem, ouvia música que era boa e ponto
final. Não ligava se era chamado speed
metal ou thrash metal ou doom metal etc...
Se eu ouvisse e gostasse, era o que importava.
Eu entendo a necessidade de rótulos
para, às vezes, ajudar a descrever
uma banda para as pessoas, mas acho que saiu
do controle. Nós nem consideramos a
Novembers Doom uma banda doom. Eu acho que
limita muito. Certamente temos influências
de doom e partes doom em nosso som, mas há
mais que não cabe no rótulo.
Prefiro que as pessoas se refiram a nós
como metal, simplesmente. Não posso
impedir que as pessoas rotulem as coisas,
mas gostaria de ver as pessoas não
serem tão consumidas por rótulos
e tentando escolher lados o tempo todo. Ouça
música de todos os tipos e absorva,
é o que eu digo.
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TGZ:
O que opinam sobre o novo direcionamento
sonoro de bandas como o Anathema e o Paradise
Lost? |
Larry Roberts: Eu não sei... Bem,
eu acho que qualquer coisa que eles queiram
fazer que os torne felizes artisticamente
é boa para eles. Muitas bandas como
essas mencionadas começaram muito cedo
e, conforme você progride como músico
e fica mais velho, seus gostos e talentos
evoluem e mudam. Muitas pessoas se incomodam
porque essas bandas não tocam mais
um metal brutal, mas isso é uma pena
porque o artista tem que evoluir e se auto-satisfazer
em primeiro lugar. Eu prefiro que uma banda
evolua mesmo que signifique mudar drasticamente
o som original desde que esteja sendo honesta
sobre isso. Melhor do que ver uma banda estagnada
só para agradar a velhos fãs
e não porque se sente bem tocando aquele
som.
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TGZ:
Conversando sobre Religiões,
o que acham dos incessantes conflitos e guerras
“em nome de Deus”? |
Larry Roberts: Esse é um assunto
pesado para se discutir, na verdade. Eu acho
que qualquer tipo de guerra é um saco,
porque na maioria das vezes é desnecessária.
Mas, por outro lado, parece ser parte de como
a humanidade lida com as coisas desde o início
dos tempos e nunca vai mudar. Minha atitude
na vida é viver e deixar viver, e fazer
o que for necessário para tornar sua
vida melhor desde que não interfira
ou machuque ninguém nesse processo.
Se mais pessoas pudessem viver dessa forma,
independente de raça ou religião,
acho que seria melhor para todos. Espiritualidade
te preenche, religião é baboseira
inventada pelo homem.
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TGZ:
Você acredita em vida após
a morte? |
Larry Roberts: Eu não faço
idéia. Eu tento não pensar sobre
essas coisas com frequência porque a
verdade é que eu creio que nenhum de
nós tem nenhuma noção
sobre o que realmente ocorre após a
morte, o que nos espera e tudo isso. Humanos
tendem a se achar tão fudidamene espertos
e filosóficos, mas eu acho que simplesmente
não fazemos idéia do que está
lá fora ou de porque sequer estamos
aqui. Por isso não gosto de nenhuma
forma organizada de religião, porque
é tudo baseado no que parece lógico
para os seres humanos e não em verdades
absolutas. Eu tenho visto algumas evidências
de fantasmas e coisas dessa natureza, então
deve haver alguma forma de "vida"
que vá além do nosso mundo tridimensional
e se isso inclui reencarnação
ou não, não faço idéia.
As pessoas podem teorizar o quanto quiserem,
mas ninguém sabe por certo, sabe?
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TGZ:
E quais as crenças da Novembers
Doom, são materialistas, ocultistas,
espiritualistas, ateístas...? |
Larry Roberts: Todos têm suas crenças
pessoais e acho que, honestamente, não
posso falar por eles, nem acho que eles queiram
falar muito sobre essas coisas de qualquer
modo porque é muito pessoal. Ás
vezes sentamos e discutimos esses assuntos,
mas respeitamos os sentimentos uns dos outros
sobre religião e espiritualidade e
não bisbilhotamos nos assuntos uns
dos outros quanto a isso. Posso lhe dizer
que ninguém da banda é ocultista
ou satanista ou o que quer que seja, não
compramos a idéia dessas merdas, nem
a promovemos de nenhum modo. Pessoas acham
que metal e o Mal andam de mãos dadas
o tempo todo e isso lhe faz parecer "durão"
e legal, mas não me importa, eu não
caio nessa porcaria. Estou velho e crescido
demais para coisas sem sentido.
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TGZ:
Citem 6 bandas, 6 álbuns e 6
músicas, que são clássicas
na preferência de vocês? |
Larry Roberts: Hmmm......Bom, para mim,
seis bandas que têm sido primordial
influência seriam The Beatles,
Kiss, Voivod, Celtic Frost, Led Zeppelin e
Pink Floyd. Seis álbuns que são
"clássicos" para mim seriam
"Kiss Alive II”, "Led Zeppelin
III”, "Meddle" do Pink Floyd,
"Angel Rat" do Voivod, "Greatest
Love Songs Vol. 666" do H.I.M e "Twinaleblood"
do Pyogenesis. Há tantas canções
clássicas que nem sei por onde começar...
De primeira eu digo "Something"
dos Beatles, "Love Is Dead" do Atrocity,
"It's Over" de Roy Orbison, "The
Usurper" do Celtic Frost, "Echoes"
do Pink Floyd e "Thats the Way"
do Led Zeppelin. Estou deixando fora toneladas
de outras excelentes bandas e músicas
e discos que eu amo, mas essa é uma
pergunta difícil!!!
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TGZ:
Ok! O ThunderGod Zine agradece pela
presença importante da Novembers Doom
em nosso trabalho. Deixem suas considerações
e mensagens finais... |
Larry Roberts: Muito obrigado por seu
tempo e apoio!
Por favor, chequem nosso website www.novembersdoom.com,
onde podem nos escrever, ler sobre nós
e até ouvir nossas músicas e
assistir um videoclipe!
Tudo de bom para todos.
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