» ENTREVISTA: NOVEMBERS DOOM «

} Tradução por: Paula Jabür

}
Questões por: Cezar Augusto


} Respostas por: Larry Roberts

Novembers Doom

CONTATOS:

C/o The End Records
331 Rio Grande, #58
SLC, UT 84101 – USA
http://www.theendrecords.com
Novembers Doom : www.novembersdoom.com
 
Versão original em Inglês ( Version Original in English ) => Clique aqui/Click here
TGZ: Quem denominou a banda e por que o nome Novembers Doom?

Larry Roberts: Para ser honesto, o nome da banda foi idéia de um antigo guitarrista, de muito tempo atrás, lá em 1991, que não está conosco há uma cara. Na época a banda era chamada Laceration, mas a banda se desviou rumo a uma sonoridade mais Doom e decidimos mudar o nome para algo que soasse mais obscuro e taciturno... Não há nenhum grande plano ou qualquer coisa por trás do nome, apenas novembro tende a ser o mês mais inóspito e triste por aqui. O nome pode soar planejado hoje em dia, mas há 14 anos era um pouco mais original.

TGZ: Fale sobre as mudanças de formação ocorridas de uns tempos pra cá? E como se encontra a atual formação?

Larry Roberts:
Bem, a única real mudança que tivemos recentemente foi que nós mutuamente decidimos nos separar do baixita Mike Lagros, que toca em tempo integral com sua banda Disinter. Colocamos anúncios de audições e checamos algumas pessoas. Nesse meio tempo fomos contactados pelo nosso antigo baixista, Brian Whited, que expressou interesse em vir até aqui e tentar. Tudo deu certo e ele está na banda agora. Estamos todos na mesma sintonia, então funciona bem. A única adição à formação desde nosso último álbum foi o guitarrista Vito Marchese, que substituiu Eric Burnley em 2002. Eric queria uma família e se mudou para um local a 6 horas daqui, então saiu da banda e Vito tem feito um grande trabalho desde então.


TGZ: Vocês já tiveram acordo com outras gravadoras (Advantgarde Music, Martyr Music Group, Dark Symphonies) quais os motivos que os levaram a ir mudando até fechar acordo atualmente com a The End Recs.?

Larry Roberts:
Bem, basicamente, com cada selo que trabalhamos tentamos tomar um do outro tanto quanto pudemos até o contrato acabar e ser hora de nos mudarmos para outro. Muito simples, na verdade. A maioria dos selos assina com você por alguns álbuns na melhor das oportunidades. Cada novo contrato que assinamos foi melhor para nós que o primeiro. Apenas procuramos pelo melhor "lar" para o Novembers Doom ao longo da estrada.

TGZ: Até agora, como vocês avaliam o trabalho desenvolvido pela The End Records?

Larry Roberts:
A The End Records é um selo legal, pessoas boas lá e tal. E há algumas bandas boas no selo conosco. Eles fazem bastante promoção e eu tenho visto os CDs em diversas lojas por aqui, portanto, até agora muito bom.

TGZ: O artista que faz as capas dos álbuns é o mesmo? E qual o significado da capa do novo “The Pale Haunt Departure”?

Larry Roberts:
Na verdade, se você ler o encarte, vai ver que desta vez não usamos Travis Smith (que fez a arte de "The Knowing" e "To Welcome The Fade"), ao invés disso optamos por um cara chamado Attila Kis, a quem Paul conheceu através de um fórum on-line. Nós ficamos tão impressionados com o trabalho que ele estava nos enviando, que decidimos por ele desta vez. A arte da capa se amarra ao tema da canção título, que lida muito com a questão da fé e que acontece com você quando seu tempo aqui nesta Terra acaba...

TGZ: Gostaria que comentassem também sobre os significados das imagens dentro do encarte do álbum, pois percebi um tanto de surrealismo e de apocalíptico. Estou certo? Enfim, expressem as idéias inspiradas e transmitidas através de tais.

Larry Roberts:
Toda a arte do encarte se amarra com as palavras e assuntos das músicas. Há diversos temas abordados em nossas canções... Perda, dor-de-cotovelo, fé, dor física e emocional, arrependimento e até casuais fagulhas de esperança. Eu honestamente prefiro que os ouvintes leiam as letras e estudem a arte para chegar a suas próprias interpretações, utilizando suas imaginações. Prefiro não entregar tudo muito especificamente.

TGZ: Falem sobre a participação no álbum de alguns músicos adicionais

Larry Roberts:
Bem, o álbum foi concebido por Chris Djuricic (que trabalhou com done Jungle Rot, Enforsaken, Disinter, etc.) e a mixagem fou feita pelo grande músico/produtor Dan Swano (Edge Of Sanity, Bloodbath, incontáveis outras...). Ambos, Chris e Dan fizeram grandes trabalhos em suas respectivas funções. Dan até adicionou um solo de guitarra no final da "Dark World Burden" porque achou que a música lhe lembrava um pouco Edge Of Sanity, então fez sentido que ele contribuísse! Finalmente, a masterização foi feita por James Murphy, cujo trabalho com bandas como Death, Testament etc. nós admiramos. Ele fez um excelente trabalho colocando os toques finais no som do álbum. Estamos muito satisfeitos e honrados de ter trabalhado com esses caras.

TGZ: O álbum compõe-se por faixas intensas, densas e pesadíssimas, mas também por outras mais atmosféricas em incursões acústicas com ares de melancolia e introspecção. Todos participam no processo de construção das composições? Como comungam as inspirações que decaem nessas criativas sinfonias?

Larry Roberts:
Eu sou o principal compositor na banda, juntamente com Vito, que também compõe muitas das músicas também. Basicamente nós rascunhamos sobre nossas muitas principais influências e desenvolvemos temos nosso próprio estilo e som ao longo dos anos. Eu ouço muitos tipos diferentes de música, do metal ao jazz e por aí vai... E eu toquei em diversos estilos de banda ao longo dos anos, então não me limito a um estilo de composição ou forma de tocar. E acho que foi assim que chegamos ao som que temos hoje. Os outros caras da banda são bem como eu: têm diferentes gostos musicais e cabeças abertas para não nos limitarmos a nada. Curtimos escrever músicas brutalmente pesadas e gostamos de escrever músicas serenas, acústicas e tristes. Contanto que soe como Novembers Doom no final, estamos felizes. Ao mesmo tempo, contanto que haja diversão para nós em tocar algo que todos gostamos, fazemos isso.

TGZ: Falando de shows, por quais países vocês já tocaram? Em outubro de 2005 vocês estão confirmados no ‘ProgPower Europe’, certo?

Larry Roberts:
Por enquanto tocamos apenas na América do Norte e Canadá. Porém temos planos de visitar a Europa neste ano. Vamos participar do ProgPower Fest em outubro e então esperamos fazer uma pequena bateria de shows depois disso. Provavelmente retornaremos ao Canadá novamente neste ano, também, se tudo correr de acordo com os planos.

TGZ: O que não falta dentro do Doom Metal são diversos rótulos e sub-rótulos. Acham necessário ou desnecessário tantas referências? Por quê?

Larry Roberts:
Eu não acredito muito em sub-gêneros, rótulos e títulos. Acho que tudo está ficando muito específico e crítico demais. Quando eu era mais jovem, ouvia música que era boa e ponto final. Não ligava se era chamado speed metal ou thrash metal ou doom metal etc... Se eu ouvisse e gostasse, era o que importava. Eu entendo a necessidade de rótulos para, às vezes, ajudar a descrever uma banda para as pessoas, mas acho que saiu do controle. Nós nem consideramos a Novembers Doom uma banda doom. Eu acho que limita muito. Certamente temos influências de doom e partes doom em nosso som, mas há mais que não cabe no rótulo. Prefiro que as pessoas se refiram a nós como metal, simplesmente. Não posso impedir que as pessoas rotulem as coisas, mas gostaria de ver as pessoas não serem tão consumidas por rótulos e tentando escolher lados o tempo todo. Ouça música de todos os tipos e absorva, é o que eu digo.

TGZ: O que opinam sobre o novo direcionamento sonoro de bandas como o Anathema e o Paradise Lost?

Larry Roberts:
Eu não sei... Bem, eu acho que qualquer coisa que eles queiram fazer que os torne felizes artisticamente é boa para eles. Muitas bandas como essas mencionadas começaram muito cedo e, conforme você progride como músico e fica mais velho, seus gostos e talentos evoluem e mudam. Muitas pessoas se incomodam porque essas bandas não tocam mais um metal brutal, mas isso é uma pena porque o artista tem que evoluir e se auto-satisfazer em primeiro lugar. Eu prefiro que uma banda evolua mesmo que signifique mudar drasticamente o som original desde que esteja sendo honesta sobre isso. Melhor do que ver uma banda estagnada só para agradar a velhos fãs e não porque se sente bem tocando aquele som.

TGZ: Conversando sobre Religiões, o que acham dos incessantes conflitos e guerras “em nome de Deus”?

Larry Roberts:
Esse é um assunto pesado para se discutir, na verdade. Eu acho que qualquer tipo de guerra é um saco, porque na maioria das vezes é desnecessária. Mas, por outro lado, parece ser parte de como a humanidade lida com as coisas desde o início dos tempos e nunca vai mudar. Minha atitude na vida é viver e deixar viver, e fazer o que for necessário para tornar sua vida melhor desde que não interfira ou machuque ninguém nesse processo. Se mais pessoas pudessem viver dessa forma, independente de raça ou religião, acho que seria melhor para todos. Espiritualidade te preenche, religião é baboseira inventada pelo homem.

TGZ: Você acredita em vida após a morte?

Larry Roberts:
Eu não faço idéia. Eu tento não pensar sobre essas coisas com frequência porque a verdade é que eu creio que nenhum de nós tem nenhuma noção sobre o que realmente ocorre após a morte, o que nos espera e tudo isso. Humanos tendem a se achar tão fudidamene espertos e filosóficos, mas eu acho que simplesmente não fazemos idéia do que está lá fora ou de porque sequer estamos aqui. Por isso não gosto de nenhuma forma organizada de religião, porque é tudo baseado no que parece lógico para os seres humanos e não em verdades absolutas. Eu tenho visto algumas evidências de fantasmas e coisas dessa natureza, então deve haver alguma forma de "vida" que vá além do nosso mundo tridimensional e se isso inclui reencarnação ou não, não faço idéia. As pessoas podem teorizar o quanto quiserem, mas ninguém sabe por certo, sabe?

TGZ: E quais as crenças da Novembers Doom, são materialistas, ocultistas, espiritualistas, ateístas...?

Larry Roberts:
Todos têm suas crenças pessoais e acho que, honestamente, não posso falar por eles, nem acho que eles queiram falar muito sobre essas coisas de qualquer modo porque é muito pessoal. Ás vezes sentamos e discutimos esses assuntos, mas respeitamos os sentimentos uns dos outros sobre religião e espiritualidade e não bisbilhotamos nos assuntos uns dos outros quanto a isso. Posso lhe dizer que ninguém da banda é ocultista ou satanista ou o que quer que seja, não compramos a idéia dessas merdas, nem a promovemos de nenhum modo. Pessoas acham que metal e o Mal andam de mãos dadas o tempo todo e isso lhe faz parecer "durão" e legal, mas não me importa, eu não caio nessa porcaria. Estou velho e crescido demais para coisas sem sentido.

TGZ: Citem 6 bandas, 6 álbuns e 6 músicas, que são clássicas na preferência de vocês?

Larry Roberts:
Hmmm......Bom, para mim, seis bandas que têm sido primordial influência seriam The Beatles, Kiss, Voivod, Celtic Frost, Led Zeppelin e Pink Floyd. Seis álbuns que são "clássicos" para mim seriam "Kiss Alive II”, "Led Zeppelin III”, "Meddle" do Pink Floyd, "Angel Rat" do Voivod, "Greatest Love Songs Vol. 666" do H.I.M e "Twinaleblood" do Pyogenesis. Há tantas canções clássicas que nem sei por onde começar... De primeira eu digo "Something" dos Beatles, "Love Is Dead" do Atrocity, "It's Over" de Roy Orbison, "The Usurper" do Celtic Frost, "Echoes" do Pink Floyd e "Thats the Way" do Led Zeppelin. Estou deixando fora toneladas de outras excelentes bandas e músicas e discos que eu amo, mas essa é uma pergunta difícil!!!

TGZ: Ok! O ThunderGod Zine agradece pela presença importante da Novembers Doom em nosso trabalho. Deixem suas considerações e mensagens finais...

Larry Roberts:
Muito obrigado por seu tempo e apoio!
Por favor, chequem nosso website www.novembersdoom.com, onde podem nos escrever, ler sobre nós e até ouvir nossas músicas e assistir um videoclipe!
Tudo de bom para todos.

 
Livro de Visitas
Livro de Visitas Resenhas (Cd's, Demos, Dvd's, etc) Novidades Materiais Links Entrevistas Editorial + Equipe Contatos TGZ Agenda de Shows Pág. Inicial Pág. Inicial Agenda de Shows Contatos TGZ Editorial + Equipe Entrevistas Links Materiais Novidades Resenhas (Cd's, Demos, Dvd's, etc) Livro de Visitas