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Realizada por: Cezar
Augusto
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Respondida por: Aeturnus
&
Lord Aske
Opus
Draconis
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TGZ:
Salute! Por que alguns fazem a confusão
de pensar que a Opus Draconis antes se chamava
Seges Findere?
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Aeturnus: Eu fui convidado a fazer parte
da banda, porém mesmo antes de concretizar
o lançamento de um próximo trabalho,
a banda parou as atividades, sendo assim montei
um projecto meu chamado Opus Draconis, no
qual muitos pensam que é a continuação
da banda, porem não é, trata-se
de uma banda totalmente diferente da citada.
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TGZ:
As letras de Opus Draconis falam sobre
falsidade na cena, ódio contra a manipulação
religiosa, etc. Dê sua opinião
sobre o que vê ocorrer de falsidades
na cena Underground. |
Aeturnus: Vejo pessoas a falarem de ti
ou de teu trabalho sem realmente conhecê-lo
ou levarem a cena também pelo lado
da inveja, muitas vezes fazem-se de amigos
com tapinhas nas costas a dizer que a banda
é bacana e quando tu sai do local,
malham-te falando mal de seus ideias ou de
seu modo de tocar, querendo crescer em cima
de brigas infantis.
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TGZ:
E esse ódio contra a manipulação
religiosa, vocês criticam de maneira
generalizada ou apenas contra a Igreja católica?
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Aeturnus: Geral!! Não apoio a
escravização do ser humano por
um Deus ou ser superior. Crenças e
mitologias estúpidas ao meu ver.
Lord Aske: Eu não gosto da
imposição religiosa em geral.
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TGZ:
Fale sobre os MCd’s lançados
e das participações em compilações
até agora. |
Aeturnus: Nosso primeiro Mcd “Necrodesecration
Of Christendom” foi gravado em 2002
com duas músicas
de estúdio e duas em versão
ensaio, uma delas uma cover de “Transilvanian
Hunger” do Darkthrone, que não
saiu como queríamos, mas foi o que
deu para fazer no momento, porém fico
impressionado com a distribuição
deste Mcd, pois não era nada de excepcional
e ainda com algumas canções
mal gravadas e tivemos uma tiragem de 1500
copias, já com Split-Mcd “Enslave
By Light” com o Oligarquia do Brasil,
já tínhamos uma editora (pequena)
apesar de ser muito underground esse foi lançado
em 2004 em 500 cópias. Compilações
fizemos parte de duas: uma da Espanha chamada
“Necromancer volume I” e uma no
Brasil chamada “Metal Vox”.
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TGZ:
Em finais de 2004 assinaram contrato com a
Nemesis para a edição de dois
Cd’s, "Satanic Truth About False
Union" é o primeiro. De quem partiu
o contato para esse acordo, da Nemesis ou
da Opus Draconis? Por que a idéia de
contrato para dois álbuns? |
Aeturnus: Nós já mantínhamos
contacto com a Nemesis e eles seriam a agência
que organizaria os concertos para Opus Draconis,
porem a negociação surgiu de
forma natural, quando o Simão ouviu
alguns temas do que seria o álbum e
aprovou o material, perguntamos se estariam
interessados em lançar, como a resposta
foi positiva por parte da Nemesis, fechamos
um contrato para dois álbuns.
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TGZ:
A produção gráfica
do álbum está excelente, quem
foi o responsável pelas idéias
e criações artísticas? |
Aeturnus: Fui eu… porém
penso que a arte do próximo ficará
melhor, pois vou ter um amigo para me ajudar,
por que algumas coisas não ficaram
como eu queria.
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TGZ:
Já a produção sonora
está ótima, mas a tarola da
bateria ficou baixa, certo? Acham que esse
pequeno detalhe afeta em algo? |
Aeturnus:
Acho que perde um pouco em power, mas
nada que me tire o sono, estamos a pensar
em utilizar um novo estúdio, onde será
gravado o novo álbum que já
esta 60% dele composto, e aqueles que esperam
um álbum como ‘Satanic Truth’
terá uma grande surpresa com o quem
vem por ai.
Lord Aske: De fato o som não
ficou 100% perfeito, mas isso apenas nos motiva
a tentar fazer melhor. Vamos tentar que o
som no próximo álbum melhore
e espero que o público goste dos temas
que estamos a compor, alguns deles bastante
diferentes da linha de composição
do’ Satanic Truth’.
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TGZ:
Comente acerca das participações
do Tear (de Desire) e do Nuno (Painstruck)
em algumas faixas. |
Aeturnus: O Nuno é nosso produtor,
além de ser um excelente guitarrista
um dos melhores dentro da cena Portuguesa,
nunca vi solos tão técnicos
no cenário português, o man é
um monstro na guitarra, toca bué, e
o convite surgiu de forma espontânea,
tipo Nuno faria um solo para OD, ele disse
até mais que um, aproveitei e ele fez
o solo de The Darkest Day In The Black Forest
e na Satanic Truth About False Union. O Tear
é um irmão para mim, e quando
falei com ele, foi na hora que aceitou fazer
as vozes em Disciples Of Affliction, o man
tem um gutural de fazer inveja a muitos, além
de ser um bakano. Foi o máximo trabalhar
com eles, gente muito porreira!
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TGZ:
A introdução, “Purity
Of Evil”, foi extraída do filme
“The Omen” (“O Exorcista”
). Qual a relação existente
para terem inserido essa criativa idéia
no álbum? |
Aeturnus: Não é do filme
Exorcista mais sim do filme A profecia “The
Omen”, muitos confundem isso!( *N.E.:
- Claro, vacilei, “A profecia”
do amaldiçoado Damien ). Foi ideia
do Necrobastard, desde que ele entrou na banda
este foi um dos contributos dele, no Mcd”Enslave
By Light” também tem uma intro
do filme e um outro. Acho que é um
bom clima para o álbum.
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TGZ:
o tema, o que acham da saga dos filmes “The
Omen”? |
Aeturnus: Gosto dos três primeiros,
porem o IV que é com a garota não
curto muito, achei fraco.
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TGZ:
“Sanctuary (Sacrilegium Dominii)”
e “Elfen (Sacrilegium Dominii II)”
são nomes de duas das 13 composições.
Qual a importância em mesclar o latim
em títulos de músicas? |
Aeturnus: Sempre achei o latim uma escrita
muito interessante e penso que dá mais
ênfase aos temas de Opus Draconis, que
também é latim … ‘Trabalho
dos Dragões’ traduzindo ao pé
da letra.
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TGZ:
Fale sobre a "Satanic truth about false
union - Tour 2005". |
Lord Aske: Está a ser muito fixe
e esperamos que seja cada vez melhor. Temos
muitos concertos agendados para breve e estamos
prestes a confirmar mais alguns
Para mim tocar ao vivo é do melhor
que há! Por isso, quantos mais concertos
melhor, até porque curto muito conhecer
os membros de outras bandas e o seu som ao
vivo.
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TGZ:
Vocês utilizam-se de Pseudônimos
e usam Corpse Paint. Esclareçam o significado
de ambos na atmosfera negra da horda? |
Aeturnus: O nome é uma questão
de livre escolha, não utilizo o nome
cristão que me foi imposto, e as pinturas
são a nossa preparação
para a guerra!
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TGZ:
Qual o maior conhecimento ideológico
seguido pela Opus Draconis? Todos os membros
compactuam dos mesmos preceitos? |
Lord Aske: Cada membro de OD tem os seus
ideais e as suas convicções.
E só cada um individualmente poderá
explicar quais são.
Aeturnus: Pessoalmente não
falo dos meus. Apenas adianto que para mim
o Black Metal é uma forma de expressão
musical onde eu consigo exteriorizar muitos
sentimentos que não consigo noutros
gêneros.
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TGZ:
Percebi no Guestbook do site da Opus, que
o guitarrista Aeturnus é atacado por
envolvimentos em polêmicas e discussões.
Ele poderia esclarecer essas histórias
e o conhecimento dele para com essas pessoas? |

Aeturnus: Man, eu vejo isso como grande
acto de besteirol, pois existem pessoas que
se dão ao trabalho de estar a acompanhar
meu crescimento, mesmo sabendo que não
consegue suportá-lo, eu não
conheço essas pessoas, por que elas
nem coragem tem de se identificar no ‘Guestbook’,
porém já caguei para isso ,
eu até umas semanas atrás respondia,
mas agora não o faço mais ,
de que adiantar dar explicações
a estas pessoas, o melhor a fazer é
deixar isso de lado, tenho minha banda, meu
trabalho e minha família para me preocupar
, não vou me cansar mais com este pessoal,
que encham o guestbook, pois toda a vez que
o fazem; muitos outros escrevem–me (e-mails
ou no próprio guestbook) dizendo que
não vale dar atenção
a este pessoal, pois é apenas o facto
de eu estar a fazer um trabalho sério
e competente, por que se eu não estivesse
a desenvolver nada, não causaria nada
nestas pessoas, que já me acham parte
importante de suas pobres vidas.
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TGZ:
Já acabou a produção
do primeiro vídeo? Adiante algo a respeito.
Ok? |
Aeturnus: O vídeo será
do tema que está em promoção
no nosso site e em algumas rádios,
chama-se “The Throne Of Absence II”,
ainda não está pronto, porém
já foi todo filmado, agora estamos
no aguardo de receber o producto final, a
ver vamos como isso ficará.
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TGZ:
Apresente a cena Metal de Portugal. Como esta
se encontra atualmente? |
Lord Aske: Uma grande panasquice, pois
a mais putos a brincar de ofender o trabalho
de bandas sérias que a se fazer algo
de jeito, isso dentro do Black Metal, pois
nos outros estilos de Metal extremo temos
grandes bandas como os Bleeding Display, Holocausto
Canibal, Necrose, Morbid Death entre outros,
dentro do Black Metal posso só citar
três óptimas bandas Infernal
Kingdom, Invoke e Tormentvm. Espero que estas
pessoas amadureçam e aprendam a lidar
com as victorias dos outros afinal não
é sempre que uma banda em dois anos
consegue mostrar que podemos fazer o nome
de Portugal sair para o mundo e não
precisamos falar mal da banda ‘X’
ou do fulano ‘Y’, fazemos nosso
trabalho e os picados com isso que andam a
queimar-se, pois eu não procuro ninguém,
pelo contrário eles que me procuram.
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TGZ:
Agradecemos pela entrevista ao ThunderGod
Zine. Pode passar mensagens para os leitores
e para os brasileiros? |

Aeturnus: Primeiro quero agradecer-te
pela entrevista e tempo prestado aos Opus
Draconis e a mim, e a todo o público
do Metal no Brasil, esperamos vê-los
ainda este ano no “Festival Tribus”.
E queremos informar que nosso primeiro vídeo-clip
sairá agora em Maio, o nome da música
é "The Throne of Absence II"
e para quem nunca ouviu nada dos Opus Draconis
deixamos aqui o nosso website www.opusdraconis.cjb.net
e para adquirir o Cd da banda entrar em contacto
com a Nemesis no site www.nemesismusica.com
Regards !!
Força nisso !!
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