» ENTREVISTA: OPUS DRACONIS «

} Realizada por: Cezar Augusto

} Respondida por: Aeturnus & Lord Aske

Opus Draconis

CONTATOS:

C/o Nemesis Recs
Rua António, nº 18 - Botequim
2350-293 - Riachos - Portugal

Site:
www.nemesismusica.com
Site da Banda:
www.opusdraconis.cjb.net

TGZ: Salute! Por que alguns fazem a confusão de pensar que a Opus Draconis antes se chamava Seges Findere?

Aeturnus:
Eu fui convidado a fazer parte da banda, porém mesmo antes de concretizar o lançamento de um próximo trabalho, a banda parou as atividades, sendo assim montei um projecto meu chamado Opus Draconis, no qual muitos pensam que é a continuação da banda, porem não é, trata-se de uma banda totalmente diferente da citada.


TGZ: As letras de Opus Draconis falam sobre falsidade na cena, ódio contra a manipulação religiosa, etc. Dê sua opinião sobre o que vê ocorrer de falsidades na cena Underground.

Aeturnus:
Vejo pessoas a falarem de ti ou de teu trabalho sem realmente conhecê-lo ou levarem a cena também pelo lado da inveja, muitas vezes fazem-se de amigos com tapinhas nas costas a dizer que a banda é bacana e quando tu sai do local, malham-te falando mal de seus ideias ou de seu modo de tocar, querendo crescer em cima de brigas infantis.

TGZ: E esse ódio contra a manipulação religiosa, vocês criticam de maneira generalizada ou apenas contra a Igreja católica?

Aeturnus:
Geral!! Não apoio a escravização do ser humano por um Deus ou ser superior. Crenças e mitologias estúpidas ao meu ver.
Lord Aske: Eu não gosto da imposição religiosa em geral.

TGZ: Fale sobre os MCd’s lançados e das participações em compilações até agora.

Aeturnus:
Nosso primeiro Mcd “Necrodesecration Of Christendom” foi gravado em 2002 com duas músicas de estúdio e duas em versão ensaio, uma delas uma cover de “Transilvanian Hunger” do Darkthrone, que não saiu como queríamos, mas foi o que deu para fazer no momento, porém fico impressionado com a distribuição deste Mcd, pois não era nada de excepcional e ainda com algumas canções mal gravadas e tivemos uma tiragem de 1500 copias, já com Split-Mcd “Enslave By Light” com o Oligarquia do Brasil, já tínhamos uma editora (pequena) apesar de ser muito underground esse foi lançado em 2004 em 500 cópias. Compilações fizemos parte de duas: uma da Espanha chamada “Necromancer volume I” e uma no Brasil chamada “Metal Vox”.

TGZ: Em finais de 2004 assinaram contrato com a Nemesis para a edição de dois Cd’s, "Satanic Truth About False Union" é o primeiro. De quem partiu o contato para esse acordo, da Nemesis ou da Opus Draconis? Por que a idéia de contrato para dois álbuns?

Aeturnus:
Nós já mantínhamos contacto com a Nemesis e eles seriam a agência que organizaria os concertos para Opus Draconis, porem a negociação surgiu de forma natural, quando o Simão ouviu alguns temas do que seria o álbum e aprovou o material, perguntamos se estariam interessados em lançar, como a resposta foi positiva por parte da Nemesis, fechamos um contrato para dois álbuns.

TGZ: A produção gráfica do álbum está excelente, quem foi o responsável pelas idéias e criações artísticas?

Aeturnus:
Fui eu… porém penso que a arte do próximo ficará melhor, pois vou ter um amigo para me ajudar, por que algumas coisas não ficaram como eu queria.

TGZ: Já a produção sonora está ótima, mas a tarola da bateria ficou baixa, certo? Acham que esse pequeno detalhe afeta em algo?

Aeturnus: Acho que perde um pouco em power, mas nada que me tire o sono, estamos a pensar em utilizar um novo estúdio, onde será gravado o novo álbum que já esta 60% dele composto, e aqueles que esperam um álbum como ‘Satanic Truth’ terá uma grande surpresa com o quem vem por ai.
Lord Aske: De fato o som não ficou 100% perfeito, mas isso apenas nos motiva a tentar fazer melhor. Vamos tentar que o som no próximo álbum melhore e espero que o público goste dos temas que estamos a compor, alguns deles bastante diferentes da linha de composição do’ Satanic Truth’.

TGZ: Comente acerca das participações do Tear (de Desire) e do Nuno (Painstruck) em algumas faixas.

Aeturnus:
O Nuno é nosso produtor, além de ser um excelente guitarrista um dos melhores dentro da cena Portuguesa, nunca vi solos tão técnicos no cenário português, o man é um monstro na guitarra, toca bué, e o convite surgiu de forma espontânea, tipo Nuno faria um solo para OD, ele disse até mais que um, aproveitei e ele fez o solo de The Darkest Day In The Black Forest e na Satanic Truth About False Union. O Tear é um irmão para mim, e quando falei com ele, foi na hora que aceitou fazer as vozes em Disciples Of Affliction, o man tem um gutural de fazer inveja a muitos, além de ser um bakano. Foi o máximo trabalhar com eles, gente muito porreira!

TGZ: A introdução, “Purity Of Evil”, foi extraída do filme “The Omen” (“O Exorcista” ). Qual a relação existente para terem inserido essa criativa idéia no álbum?

Aeturnus:
Não é do filme Exorcista mais sim do filme A profecia “The Omen”, muitos confundem isso!( *N.E.: - Claro, vacilei, “A profecia” do amaldiçoado Damien ). Foi ideia do Necrobastard, desde que ele entrou na banda este foi um dos contributos dele, no Mcd”Enslave By Light” também tem uma intro do filme e um outro. Acho que é um bom clima para o álbum.

TGZ: o tema, o que acham da saga dos filmes “The Omen”?

Aeturnus:
Gosto dos três primeiros, porem o IV que é com a garota não curto muito, achei fraco.

TGZ: “Sanctuary (Sacrilegium Dominii)” e “Elfen (Sacrilegium Dominii II)” são nomes de duas das 13 composições. Qual a importância em mesclar o latim em títulos de músicas?

Aeturnus:
Sempre achei o latim uma escrita muito interessante e penso que dá mais ênfase aos temas de Opus Draconis, que também é latim … ‘Trabalho dos Dragões’ traduzindo ao pé da letra.

TGZ: Fale sobre a "Satanic truth about false union - Tour 2005".

Lord Aske:
Está a ser muito fixe e esperamos que seja cada vez melhor. Temos muitos concertos agendados para breve e estamos prestes a confirmar mais alguns
Para mim tocar ao vivo é do melhor que há! Por isso, quantos mais concertos melhor, até porque curto muito conhecer os membros de outras bandas e o seu som ao vivo.

TGZ: Vocês utilizam-se de Pseudônimos e usam Corpse Paint. Esclareçam o significado de ambos na atmosfera negra da horda?

Aeturnus:
O nome é uma questão de livre escolha, não utilizo o nome cristão que me foi imposto, e as pinturas são a nossa preparação para a guerra!

TGZ: Qual o maior conhecimento ideológico seguido pela Opus Draconis? Todos os membros compactuam dos mesmos preceitos?

Lord Aske:
Cada membro de OD tem os seus ideais e as suas convicções. E só cada um individualmente poderá explicar quais são.
Aeturnus: Pessoalmente não falo dos meus. Apenas adianto que para mim o Black Metal é uma forma de expressão musical onde eu consigo exteriorizar muitos sentimentos que não consigo noutros gêneros.

TGZ: Percebi no Guestbook do site da Opus, que o guitarrista Aeturnus é atacado por envolvimentos em polêmicas e discussões. Ele poderia esclarecer essas histórias e o conhecimento dele para com essas pessoas?

Aeturnus:
Man, eu vejo isso como grande acto de besteirol, pois existem pessoas que se dão ao trabalho de estar a acompanhar meu crescimento, mesmo sabendo que não consegue suportá-lo, eu não conheço essas pessoas, por que elas nem coragem tem de se identificar no ‘Guestbook’, porém já caguei para isso , eu até umas semanas atrás respondia, mas agora não o faço mais , de que adiantar dar explicações a estas pessoas, o melhor a fazer é deixar isso de lado, tenho minha banda, meu trabalho e minha família para me preocupar , não vou me cansar mais com este pessoal, que encham o guestbook, pois toda a vez que o fazem; muitos outros escrevem–me (e-mails ou no próprio guestbook) dizendo que não vale dar atenção a este pessoal, pois é apenas o facto de eu estar a fazer um trabalho sério e competente, por que se eu não estivesse a desenvolver nada, não causaria nada nestas pessoas, que já me acham parte importante de suas pobres vidas.

TGZ: Já acabou a produção do primeiro vídeo? Adiante algo a respeito. Ok?

Aeturnus:
O vídeo será do tema que está em promoção no nosso site e em algumas rádios, chama-se “The Throne Of Absence II”, ainda não está pronto, porém já foi todo filmado, agora estamos no aguardo de receber o producto final, a ver vamos como isso ficará.

TGZ: Apresente a cena Metal de Portugal. Como esta se encontra atualmente?

Lord Aske:
Uma grande panasquice, pois a mais putos a brincar de ofender o trabalho de bandas sérias que a se fazer algo de jeito, isso dentro do Black Metal, pois nos outros estilos de Metal extremo temos grandes bandas como os Bleeding Display, Holocausto Canibal, Necrose, Morbid Death entre outros, dentro do Black Metal posso só citar três óptimas bandas Infernal Kingdom, Invoke e Tormentvm. Espero que estas pessoas amadureçam e aprendam a lidar com as victorias dos outros afinal não é sempre que uma banda em dois anos consegue mostrar que podemos fazer o nome de Portugal sair para o mundo e não precisamos falar mal da banda ‘X’ ou do fulano ‘Y’, fazemos nosso trabalho e os picados com isso que andam a queimar-se, pois eu não procuro ninguém, pelo contrário eles que me procuram.

TGZ: Agradecemos pela entrevista ao ThunderGod Zine. Pode passar mensagens para os leitores e para os brasileiros?


Aeturnus: Primeiro quero agradecer-te pela entrevista e tempo prestado aos Opus Draconis e a mim, e a todo o público do Metal no Brasil, esperamos vê-los ainda este ano no “Festival Tribus”.
E queremos informar que nosso primeiro vídeo-clip sairá agora em Maio, o nome da música é "The Throne of Absence II" e para quem nunca ouviu nada dos Opus Draconis deixamos aqui o nosso website www.opusdraconis.cjb.net e para adquirir o Cd da banda entrar em contacto com a Nemesis no site www.nemesismusica.com

Regards !!
Força nisso !!


 
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