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Tradução
por: Paula
Jabür
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Questões por:
Cezar Augusto
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Respostas por: Maxel
Black
Penetrator
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TGZ:
Inicie, falando como foi o encontro
entre vocês para a formação
da banda? E por que o nome Penetrator? |
Maxel: Quando assistindo a um show do
Dio, em Toronto, minha musa me apresentou
a Bess Ross. Nós curtimos juntos e
trocamos Demo’s de nossas bandas durante
o show. Posteriormente, ao ouvirmos as Demo’s
um do outro, soubemos o quanto nossos poderes
combinados poderiam ser letais. Conversamos
por telefone regularmente até Bess
Ross deixar a sua banda, Travelin War, para
iniciar um novo projeto com Simon Vanderzand
e eu. Nós três começamos
a trabalhar em novembro de 2003 nas músicas
“Spread the Mind” e “Guns
and Whiskey”. Nós então
respondemos a um anúncio de um baixista
procurando banda em dezembro. O anúncio
de David T Green dizia: "Eu quero uma
banda que tenha uma bateria triturante, guitarras
que gritem e um vocalista com os tubos”.
Bess telefonou para Dave e disse a ele: “Eu
tenho o que você quer aqui”. Depois
de tocarmos juntos, soubemos que a química
estava certa e o Penetrator completo.
O nome da banda deriva da palavra “penetrar”
que significa entrar ou forçar passagem.
Gostamos do nome porque ele tem uma insinuação
sexual que soava pesada quando pronunciada.
Contudo, nas entrelinhas, o sentido é
sobre terrorismo, como aqueles que o cometem,
abrem brechas, aterrorizam e se infiltram.
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TGZ:
Qual o significado do Metal na vida de
vocês? |
Maxel: Metal é um estilo de vida
underground que nos dá liberdade para
nos expressarmos através da música
que tocamos e ouvimos. O Metal é uma
rejeição do comercialismo do
mundo capitalista. Aqueles que são
leais ao Metal são crentes em tudo
que é Metal e imunes a lavagem cerebral
imposta pela mídia e seus modismos.
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TGZ:
O primeiro álbum “Unleashed
the Fury” foi muito bem resenhado em
vários meios de divulgação.
Tantos elogios surpreenderam a banda? Ou já
esperavam por essa grande aceitação? |
Maxel: Nós não nos surpreendemos
ao receber críticas positivas porque
as pessoas sempre se impressionaram ao nos
ver ensaiando. Quando o CD foi finalizado
não conseguíamos parar de ouvi-lo.
Era evidente que havíamos criado algo
diferente da maioria do que estava em alta.
Ao invés de guitarras rítmicas
e nenhum solo base, Bess Ross morde o fret
board como um Ted Nugent "bulldog".
Enquanto outras bandas têm vocais que
são monstros docinhos ou urradores
que gritam, eu expresso criativamente uma
variedade de texturas, enquanto ofereço
fôlego e nova vida ao âmbar semiperdido
da forma artística do vocal power metal.
Talvez a clássica época obscura
esteja retornando e os fãs estejam
sedentos por uma banda de power metal moderno
para usurpar o modismo artificial da indústria
fonográfica
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TGZ:
E a banda chegou a fazer alguma turnê
do “Unleashed The Fury”? Por onde? |
Maxel: ‘Penetrator’s Unleash
the Fury Tour’ foi de 3 de junho a outubro
de 2004. Muitas das datas foram na região
de Toronto e se espalharam de Ontario a Montreal.
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TGZ:
Sobre o recente Promo “Penetrator”,
falem de quem foi a idéia da capa e
como avaliam o resultado final, não
só da parte gráfica, mas também
da gravação? |
Maxel: O conceito da broca antiga foi
criado pelo departamento de arte da Sonic
Age Records. Eu imagino que seja melhor do
que algum cara furando sua cara debaixo de
uma lâmpada. Nossa banda está
interessada em minas, carros e poderosos hinos
de Rock.
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TGZ:
É claro que vocês têm
forte influencia do Judas e na própria
música “Penetrator” é
incrível como Maxel Black encarna o
espírito de Rob Halford. Como você,
Max, sente-se sendo comparado por muitos a
um dos mitos do estilo? |
Maxel: Há apenas um único
Rob Halford e eu tenho imenso respeito pelo
Deus do Metal e seu legado musical. Quando
eu era adolescente eu agitava ao som de power
metal e sonhava ser comparado a um ídolo.
Hoje, quando ouço tais comparações
tenho que me beliscar para ter certeza de
que estou acordado. Quanto ao meu espírito,
ele é meu, único e verdadeiro
a mim mesmo, assim como Rob tem sua própria
entidade. Aqueles que se focam muito no lado
Judas do Penetrator estão perdendo
um vasto e maior ataque sonoro. Penetrator
é uma criatura desafiante que leva
a metamorfose ao extremo. O som da banda é
um misto de power metal britânico e
thunder metal americano com alguma hospitalidade
sulista de Ontario. Sente-se, relaxe e tome
um bom chute ouvindo.
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TGZ:
A Penetrador acha possível tocar um
dia ao lado do Judas Priest? Este seria um
dos desejos da banda? |
Maxel: Nós mantemos a cabeça
aberta para qualquer coisa e até que
o CD seja lançado mundialmente não
temos como saber com quem faremos turnês.
No momento, nós concordamos em abrir
para qualquer show de selos grandes que estejam
promovendo turnês nos EUA ou Europa.
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TGZ:
Como vocês avaliam os trabalhos,
tanto do selo Sonic Age, como da Metal Queen
Management. |
Maxel: A Metal Queen Management tem
feito muito por nós. Entrando em nosso
projeto muito cedo, espalhou nossa Demo no
mundo todo e agilizou nossa carreira ao nos
acertar com a Sonic Age Records. Nós
estamos aguardando pacientemente pelos resultados
do trabalho árduo da Sonic. A música
fala por si só, toda poder puro não
importa versão que você tenha.
Dê uma ouvida e você estará
cantando junto enquanto coleta seus dentes
do asfalto com seus dedos quebrados.
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TGZ:
Voltando a falar sobre capa, agora sobre
a arte da “Unleashed The Fury”,
por que aquela idéia de ter três
cachorros furiosos acorrentados? |
Maxel: Inicialmente, nossa idéia
era ter dois perigosos cães celtas
de duas cabeças sendo soltos das correntes
seguras por um ambíguo mestre negro.
As bestas correriam para o visualizador na
intenção de parti-lo em pedacinhos
daí “liberar a fúria”.
No lânguido fundo está um celeiro
de tijolos redondo e úmido com portais
de ferro e tapeçarias medievais. A
expressão do mestre parece brilhar
sob a espessa cerração.
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TGZ:
Poderiam nos apresentar a cena canadense de
Heavy Metal?
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Maxel: Bandas locais incluem Triumph,
Trooper, Exciter, Razor, Eidolon, Annihilator,
Santers e Sword, para citar algumas. Já
ouviu Rush antigo como 2112 e A Farewell to
Kings? A cena underground aqui está
cheia de talentos que incluem bandas sem selo
como Shatterpoint e Warmachine. Também
temos muita diversidade musical. As bandas
abundam na cidade apesar de Toronto ser indiferente
ao Metal. Quando eu era criança, costumava
fazer minhas próprias apresentações
para outras crianças. A cena aqui é
similar a isso, porque depende de você
fazer acontecer ou deixar acabar. Se você
tem uma banda que atrai uma multidão,
você faz sua própria cena acontecer
organizando sua própria festa.
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TGZ:
No Canadá havia uma banda que
tocava NWOBHM chamada Thor, a qual gostamos
muito. Qual o reconhecimento que essa grande
banda teve por aí? Vocês sabem
dizer onde foram parar os integrantes da Thor? |
Maxel: Thor teve seu próprio
programa de TV na Much Music nos anos 80 e
era bem conhecida por causa das peculiaridades
de seu lado performático e chocante
aparência, estilo He-Man. Não
pela Metal genialidade musical. Nós
ríamos assistindo a vídeos da
Thor ou assistindo ele dobrar aço entre
seus dentes. Há alguns anos, Thor tocou
num clube de Toronto para agitar um retorno.
Eu não saberia lhe dizer onde os membros
vivem ou como contactá-los.
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TGZ:
Qual a sua opinião sobre o famigerado
new metal? |
Maxel: A paixão de um homem é
o pesadelo de outro.
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TGZ:
Alguns de vocês devem ter vivido
a cena Heavy Metal da década de 80,
como fariam uma comparação geral
entre aquela época com o cenário
atual? |

Maxel: Eu costumava frequentar um clube
chamado Rock and Roll Heaven. Era o melhor
clube de Metal da cidade de Toronto. Decente,
com telões e excelentes bandas, famosas
ou locais, garotas lindas e gente divertida.
O Gasworks era descendo a rua. Um antigo bar
de motoqueiros que se tornou o palácio
da música pesada e era ponto de encontro
popular de amigos e conhecidos. Bandas e clientes
podiam continuar a se divertir no bar do outro
lado da rua até de madrugada. Larry’s
Hideaway era o rei da cena Rock and Roll sleaze,
mas tudo que resta hoje são vestígios
de grama dos jardins Allen. Uma a uma, as
casas de Rock desapareceram, deixando os headbangers
sem lugar para se encontrar e abrindo um abismo
que nunca mais foi fechado.
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TGZ:
Quais as maiores metas da Penetrator? |
Maxel: Conquistar os palcos do mundo,
gravar quatro álbums de estúdio
e um CD duplo ao vivo. Ilustrar as capas da
Guitar Player, Rolling Stone e Revolver. Que
o Penetrator se torne um nome conhecido e ofereça
a nossos fãs o maior show visual de música
intensa na face do planeta.
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TGZ:
Obrigado pela entrevista e atenção
ao ThunderGod Zine, esperamos que um dia vocês
possam tocar pelo Brasil. Deixem suas mensagens
aos nossos leitores. Stay Heavy !!! |
Maxel: : Nós esperamos estar aptos
a penetrar no Brasil em um futuro próximo.
Obrigado pela entrevista, ThunderGod Zine,
e continue Metal!
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