» ENTREVISTA: PENETRATOR «

} Tradução por: Paula Jabür

}
Questões por: Cezar Augusto


} Respostas por: Maxel Black

Penetrator

CONTATOS:

C/o Metal Queen Management
P.O. Box 47038 - RPO 425
220 Yonge Street
Toronto, ON M5B 2P9
www.metalqueenmgmt.ca
Penetrator : www.penetratorpower.com
 
Versão original em Inglês ( Version Original in English ) => Clique aqui/Click here
TGZ: Inicie, falando como foi o encontro entre vocês para a formação da banda? E por que o nome Penetrator?

Maxel:
Quando assistindo a um show do Dio, em Toronto, minha musa me apresentou a Bess Ross. Nós curtimos juntos e trocamos Demo’s de nossas bandas durante o show. Posteriormente, ao ouvirmos as Demo’s um do outro, soubemos o quanto nossos poderes combinados poderiam ser letais. Conversamos por telefone regularmente até Bess Ross deixar a sua banda, Travelin War, para iniciar um novo projeto com Simon Vanderzand e eu. Nós três começamos a trabalhar em novembro de 2003 nas músicas “Spread the Mind” e “Guns and Whiskey”. Nós então respondemos a um anúncio de um baixista procurando banda em dezembro. O anúncio de David T Green dizia: "Eu quero uma banda que tenha uma bateria triturante, guitarras que gritem e um vocalista com os tubos”. Bess telefonou para Dave e disse a ele: “Eu tenho o que você quer aqui”. Depois de tocarmos juntos, soubemos que a química estava certa e o Penetrator completo.
O nome da banda deriva da palavra “penetrar” que significa entrar ou forçar passagem. Gostamos do nome porque ele tem uma insinuação sexual que soava pesada quando pronunciada. Contudo, nas entrelinhas, o sentido é sobre terrorismo, como aqueles que o cometem, abrem brechas, aterrorizam e se infiltram.

TGZ: Qual o significado do Metal na vida de vocês?

Maxel:
Metal é um estilo de vida underground que nos dá liberdade para nos expressarmos através da música que tocamos e ouvimos. O Metal é uma rejeição do comercialismo do mundo capitalista. Aqueles que são leais ao Metal são crentes em tudo que é Metal e imunes a lavagem cerebral imposta pela mídia e seus modismos.

TGZ: O primeiro álbum “Unleashed the Fury” foi muito bem resenhado em vários meios de divulgação. Tantos elogios surpreenderam a banda? Ou já esperavam por essa grande aceitação?

Maxel:
Nós não nos surpreendemos ao receber críticas positivas porque as pessoas sempre se impressionaram ao nos ver ensaiando. Quando o CD foi finalizado não conseguíamos parar de ouvi-lo. Era evidente que havíamos criado algo diferente da maioria do que estava em alta. Ao invés de guitarras rítmicas e nenhum solo base, Bess Ross morde o fret board como um Ted Nugent "bulldog". Enquanto outras bandas têm vocais que são monstros docinhos ou urradores que gritam, eu expresso criativamente uma variedade de texturas, enquanto ofereço fôlego e nova vida ao âmbar semiperdido da forma artística do vocal power metal. Talvez a clássica época obscura esteja retornando e os fãs estejam sedentos por uma banda de power metal moderno para usurpar o modismo artificial da indústria fonográfica

TGZ: E a banda chegou a fazer alguma turnê do “Unleashed The Fury”? Por onde?

Maxel:
‘Penetrator’s Unleash the Fury Tour’ foi de 3 de junho a outubro de 2004. Muitas das datas foram na região de Toronto e se espalharam de Ontario a Montreal.

TGZ: Sobre o recente Promo “Penetrator”, falem de quem foi a idéia da capa e como avaliam o resultado final, não só da parte gráfica, mas também da gravação?

Maxel:
O conceito da broca antiga foi criado pelo departamento de arte da Sonic Age Records. Eu imagino que seja melhor do que algum cara furando sua cara debaixo de uma lâmpada. Nossa banda está interessada em minas, carros e poderosos hinos de Rock.

TGZ: É claro que vocês têm forte influencia do Judas e na própria música “Penetrator” é incrível como Maxel Black encarna o espírito de Rob Halford. Como você, Max, sente-se sendo comparado por muitos a um dos mitos do estilo?

Maxel:
Há apenas um único Rob Halford e eu tenho imenso respeito pelo Deus do Metal e seu legado musical. Quando eu era adolescente eu agitava ao som de power metal e sonhava ser comparado a um ídolo. Hoje, quando ouço tais comparações tenho que me beliscar para ter certeza de que estou acordado. Quanto ao meu espírito, ele é meu, único e verdadeiro a mim mesmo, assim como Rob tem sua própria entidade. Aqueles que se focam muito no lado Judas do Penetrator estão perdendo um vasto e maior ataque sonoro. Penetrator é uma criatura desafiante que leva a metamorfose ao extremo. O som da banda é um misto de power metal britânico e thunder metal americano com alguma hospitalidade sulista de Ontario. Sente-se, relaxe e tome um bom chute ouvindo.

TGZ: A Penetrador acha possível tocar um dia ao lado do Judas Priest? Este seria um dos desejos da banda?

Maxel:
Nós mantemos a cabeça aberta para qualquer coisa e até que o CD seja lançado mundialmente não temos como saber com quem faremos turnês. No momento, nós concordamos em abrir para qualquer show de selos grandes que estejam promovendo turnês nos EUA ou Europa.

TGZ: Como vocês avaliam os trabalhos, tanto do selo Sonic Age, como da Metal Queen Management.

Maxel:
A Metal Queen Management tem feito muito por nós. Entrando em nosso projeto muito cedo, espalhou nossa Demo no mundo todo e agilizou nossa carreira ao nos acertar com a Sonic Age Records. Nós estamos aguardando pacientemente pelos resultados do trabalho árduo da Sonic. A música fala por si só, toda poder puro não importa versão que você tenha. Dê uma ouvida e você estará cantando junto enquanto coleta seus dentes do asfalto com seus dedos quebrados.

TGZ: Voltando a falar sobre capa, agora sobre a arte da “Unleashed The Fury”, por que aquela idéia de ter três cachorros furiosos acorrentados?

Maxel:
Inicialmente, nossa idéia era ter dois perigosos cães celtas de duas cabeças sendo soltos das correntes seguras por um ambíguo mestre negro. As bestas correriam para o visualizador na intenção de parti-lo em pedacinhos daí “liberar a fúria”. No lânguido fundo está um celeiro de tijolos redondo e úmido com portais de ferro e tapeçarias medievais. A expressão do mestre parece brilhar sob a espessa cerração.

TGZ: Poderiam nos apresentar a cena canadense de Heavy Metal?

Maxel:
Bandas locais incluem Triumph, Trooper, Exciter, Razor, Eidolon, Annihilator, Santers e Sword, para citar algumas. Já ouviu Rush antigo como 2112 e A Farewell to Kings? A cena underground aqui está cheia de talentos que incluem bandas sem selo como Shatterpoint e Warmachine. Também temos muita diversidade musical. As bandas abundam na cidade apesar de Toronto ser indiferente ao Metal. Quando eu era criança, costumava fazer minhas próprias apresentações para outras crianças. A cena aqui é similar a isso, porque depende de você fazer acontecer ou deixar acabar. Se você tem uma banda que atrai uma multidão, você faz sua própria cena acontecer organizando sua própria festa.

TGZ: No Canadá havia uma banda que tocava NWOBHM chamada Thor, a qual gostamos muito. Qual o reconhecimento que essa grande banda teve por aí? Vocês sabem dizer onde foram parar os integrantes da Thor?

Maxel:
Thor teve seu próprio programa de TV na Much Music nos anos 80 e era bem conhecida por causa das peculiaridades de seu lado performático e chocante aparência, estilo He-Man. Não pela Metal genialidade musical. Nós ríamos assistindo a vídeos da Thor ou assistindo ele dobrar aço entre seus dentes. Há alguns anos, Thor tocou num clube de Toronto para agitar um retorno. Eu não saberia lhe dizer onde os membros vivem ou como contactá-los.

TGZ: Qual a sua opinião sobre o famigerado new metal?

Maxel:
A paixão de um homem é o pesadelo de outro.

TGZ: Alguns de vocês devem ter vivido a cena Heavy Metal da década de 80, como fariam uma comparação geral entre aquela época com o cenário atual?

Maxel:
Eu costumava frequentar um clube chamado Rock and Roll Heaven. Era o melhor clube de Metal da cidade de Toronto. Decente, com telões e excelentes bandas, famosas ou locais, garotas lindas e gente divertida. O Gasworks era descendo a rua. Um antigo bar de motoqueiros que se tornou o palácio da música pesada e era ponto de encontro popular de amigos e conhecidos. Bandas e clientes podiam continuar a se divertir no bar do outro lado da rua até de madrugada. Larry’s Hideaway era o rei da cena Rock and Roll sleaze, mas tudo que resta hoje são vestígios de grama dos jardins Allen. Uma a uma, as casas de Rock desapareceram, deixando os headbangers sem lugar para se encontrar e abrindo um abismo que nunca mais foi fechado.

TGZ: Quais as maiores metas da Penetrator?

Maxel:
Conquistar os palcos do mundo, gravar quatro álbums de estúdio e um CD duplo ao vivo. Ilustrar as capas da Guitar Player, Rolling Stone e Revolver. Que o Penetrator se torne um nome conhecido e ofereça a nossos fãs o maior show visual de música intensa na face do planeta.

TGZ: Obrigado pela entrevista e atenção ao ThunderGod Zine, esperamos que um dia vocês possam tocar pelo Brasil. Deixem suas mensagens aos nossos leitores. Stay Heavy !!!

Maxel:
: Nós esperamos estar aptos a penetrar no Brasil em um futuro próximo. Obrigado pela entrevista, ThunderGod Zine, e continue Metal!

 
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