}
Realizada por: Elimar
Oliveira
} Respondida
por: Rodrigo
Perpetual Disgrace
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Perpetual
Disgrace é um nome novo no cenário
do Black Metal, eles que constituem um quarteto
até agora já conseguiram lançar
uma demo auto-intitulada e ano que vem (primeiro
semestre) prometem que estarão lançando
seu segundo material...Também andam
se apresentando em alguns locais pelo sul-sudeste,
mostrando sua postura perante as artes negras.
Para conhecimento, siga as respostas objetivas
de Rodrigo Tormentor, o qual respondeu pouco
depois mesmo que a enviamos !
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TGZ:
Vocês lançaram o cd-demo auto
intitulado em 2003 e creio que ainda o estão
divulgando, onde, ou, melhor em qual estado
esse material vem obtendo bons comentários
? |
Rodrigo: Bom, estivemos tocando em várias
cidades do interior paulista e paranaense,
e a aceitação do público
vem sendo satisfátoria, mesmo nós
sendo uma banda que não usa dos artíficios
atuais do Black Metal, tais quais tocar com
teclados e vocais femininos ou tocar sempre
na velocidade da luz.
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TGZ:
Por que o baixista Lord Alastor deixou a banda?
E o novo integrante Tormentor, como vocês
o conheceram? |
Rodrigo: Lord Alastor deixou a banda
devido à problemas pessoais e eu, como
já conhecia o trabalho da banda a algum
tempo, fui a escolha mais óbvia para
substituí-lo em agosto de 2003. Deixando
claro que não há diferenças
entre nós e Lord Alastor, que, sempre
que pode, comparece aos nossos ensaios.
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TGZ:
Alguns citam o Black Metal como modismo, o
que eu acho ser uma tremenda injustiça,
mas por outro lado existem sim bandas que
no mínimo são oportunistas,
qual a opinião de vocês acerca
dessa polêmica? |
Rodrigo: Sempre haverão bandas
oportunistas na cena, mas as máscaras
caem rápido e as bandas somem tão
rápido quanto aparecem.
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TGZ:
Falar de Black Metal no Brasil, logo vem em
mente bandas históricas como Sarcófago,
Amen Córner, Sex Thrash, Vulcano, entre
outras que ajudaram a construir a cena que
temos hoje. Do ponto de vista de vocês,
qual a diferença do som e da atitude
dessas bandas em suas épocas em relação
às bandas de hoje? |
Rodrigo: As bandas seminais do estilo
no Brasil com certeza sempre serão
as melhores. O que é triste é
que as bandas estão deixando o padrão
Black Metal 80 de lado e estão se enveredando
demais pelo sinfônico e pelo norueguês,
assim, não encaixando as influencias
Black Metal nacionais no seu som.
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TGZ:
Eu sempre escuto falar de “tretas”
que rolam no Sul do Brasil, aqui no Nordeste
principalmente aqui na Bahia há muita
violência em shows por parte da galera
Black Metal, isso também rola por aí?
Até ponto isso pode ser prejudicial
à cena? Algumas bandas (se é
que posso chamá-las assim) apóiam
essas lamentáveis atitudes e vocês
que acham disto tudo? |
Rodrigo: Sim, quase sempre sai algum
tipo de briga em shows por aqui. Isso pode
prejudicar a cena em número de shows,
que já é escasso e alguns filhos
da puta sempre gostam de foder com tudo. As
bandas que apóiam essas atitudes estão
prejudicando a elas próprias.
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TGZ: Também
não posso deixar de falar do que rola
por ai acerca de preconceitos raciais, onde
na(shit)zistas tentam promover a separação
de nosso país (ridículo), vocês
que são daí, tem que opinião
sobre esse assunto? |
Rodrigo: Eles realmente acham que estão
na Noruega (hahahahahaahah). Eles não
foram avisados que ninguém no Brasil
é puro. Eu não sei o que se
passa na cabeça desses filhas da puta,
separar o Sul...Não vejo vantagem nenhuma
nisso.
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TGZ: Mas
falando do Perpetual Disgrace, quais os planos
futuros da banda? Já tem material pronto
pra um debut? |
Rodrigo: Nós estamos com material
pronto para uma nova demo, q deve sair no
máximo até o primeiro semestre
de 2005 e está com o título
provisório de “Triumph Of The
Satan´s Steel”.
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TGZ: Quais
são as principais influências
da banda? Vocês tocam em shows cover
do eterno Venom e Sarcófago e também
do Amen Córner, qual a importância
dessas bandas pro Perpetual Disgrace? |

Rodrigo: Além dessas bandas ouvimos
muito Heavy Metal oitentista e Thrash Metal.
Se não fossem essas bandas (eu incluo
o Slayer e o Bathory), o Black Metal certamente
não existiria da maneira que ele é
hoje, tanto musical quanto liricamente. |
TGZ: Qual
a importância e significado do uso de
'corpse paint' para os integrantes do Perpetual
Disgrace? |
Rodrigo: Pra mim é apenas um apelo
visual e nada mais, pois ninguém é
mais ou menos Metal se usa corpse painting.
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TGZ: Um
tema bem atual agora: Qual sua opinião
sobre essa que há quem diga ser uma
banda, que na minha opinião é
mais um produto da mídia podre nacional
chamada Massacration? |
Rodrigo: : É realmente lamentável
que muitas pessoas apóiem esse lixo
que rebaixa o Metal a uma simples piada.
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TGZ:
Antes de terminar esta, fale mais sobre a
filosofia da horda? |
Rodrigo: Nós acreditamos que o
mundo está essa merda que está
por conta da hipocrisia e do falso moralismo
cristão, então através
de nossa música procuramos blasfemar
e denegrir ao máximo todo tipo de filosofia
cristã.
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TGZ:Muito
obrigado por nos ceder essa entrevista, fica
o espaço abaixo reservado pra suas
considerações finais: |

Rodrigo: Agradeço aos irmãos
do TGZ pelo espaço cedido e pela força
dada ao real Metal nacional. CRUSH! KILL! DESTROY!
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