» ENTREVISTA: SANCTIFIER «
} Realizada por: Elimar Oliveira

} Respondida por: Alexandre

Sanctifier

CONTATOS:

A/c Dying Music
Caixa Postal 611
Natal/RN - 59.025 - 971
http://www.sanctifier.com.br

TGZ: Hail Fucking Death Metal Band! É uma honra pra nós do ThunderGod Zine ter em nossas páginas o fudido Sanctifier! Vocês iniciaram a carreira a um bom tempo atrás, mas a banda ficou um bom tempo também parada e agora retorna com esse fudido disco “Awaked by Impurity Rite”. O que aconteceu em todo esse período?

Alexandre:
Nesse meio tempo cada ex-membro se dedicou à sua vida pessoal, com diferentes opções de vida, eu tentei ser músico profissional tocar na noite, etc, mas não conseguia escutar algo diferente de metal. Basicamente cada um foi procurar uma formação constituir uma família, etc. O álbum Awaked já vinha concebido em minha cabeça a alguns anos, só depois de algo concreto pude organizar minhas idéias e começar o processo de adaptação para o Cd.

TGZ: A qualidade do álbum, tanto gráfica quanto sonora é muito ducaralho! Parabéns ao grande guerreiro Everton de Castro que de certa forma também é responsável por essa empreitada! Mas como vem sendo a receptividade do público?

Alexandre:
A receptividade tem sido excelente, temos tido 100% de reviews positivos na mídia especializada, estamos com muitos pontos de apoio para aquisição do CD no Brasil e principalmente no exterior, em menos de um ano de lançamento só resta a Dying Music 300 cópias do nosso cd, o que para uma banda underground do nosso porte é um grande feito.

TGZ: Esse álbum também foi lançado no Japão, como se deu essa iniciativa? Isso sem dúvidas ajuda a divulgar ainda mais a banda, e como vem sendo a receptividade do público de lá?

Alexandre:
Sim. Temos muitas amizades no exterior e com o japonês Makoto não foi diferente, antes de lançar o material procurávamos uma gravadora para lança o álbum e cheguei a fazer 20 promo packs pro exterior, um deles foi para a mão do Makoto Fujishima e Weird Truth Records, ele gostou bastante da promo e decidiu lançar imediatamente nos dando um fudido suporte. A recepção do público é bastante boa, mas o seu forte é Europa estamos com excelente divulgação, não tenho do que reclamar.

TGZ: O álbum também será lançado em outros países? Quais?

Alexandre:
Estou negociando nos Estados Unidos. Dentro em breve entrará no nosso site o nome da gravadora que cobrirá Canadá e Estados Unidos.

TGZ: Quem já viu o disco notou que se trata de um trabalho conceitual sobre as histórias de Howard Philips Lovecraft e sua obra principal “Necronomicon”, a banda sempre abordou temas ligado a esse escritor e a esse tema? E pros próximos álbuns será abordado o mesmo tema?

Alexandre:
Sempre. A gente sempre esteve ligado a esse tipo obscuro de se escrever letras. A maior influência veio sem duvida das letras do Morbid Angel/Possessed. Procuramos nos aprofundar mais a respeito dos Sumérios e do Necronomicon Al Azif, e encontramos em Lovecraft um mundo que muito me estiga a falar sobre ele, sob a minha ótica é claro, não sob interpretação, mas como tentando procurar uma vivência. O próximo cd trará apenas o Mito de Cthulhu em nove faixas The Apocryphal Tales of Cthulhu (nome provisório).

TGZ: A capa do disco trás uma ilustração bem peculiar, e até misteriosa! Vocês poderiam explicar e revelar os mistérios contido nela?

Alexandre:
Ali tem um pouco de tudo, Lovecraft, Necronomicon...... A capa é uma citação a abertura de um portal para despertar os ritos impuros, ritos esses representados pelo grande CTHULHU, são muitos os elementos a serem explicados, mas basicamente a idéia central é essa, aquelas ruínas atrás são a cidade de R’yleh onde Cthulhu descansa, a estrela no meio é chamada de olho de Ye..... etc, tudo tem um significado e nada foi posto ali apenas para ilustrar.
Voltando a pergunta cinco esse cd é uma seqüência para o segundo, nesse cd agente tem um ritual para despertar Cthulhu no segundo ele já está despertado.

TGZ: A cena nordestina sempre revelou grandes nomes do Metal pro Brasil e pro mundo, principalmente Metal Extremo, mas por outro lado há um preconceito estabelecido por uma parte do público do sudeste e do sul para com a nossa cena, qual sua opinião acerca dessa triste e idiota realidade?

Alexandre:
Eu realmente não sei se o preconceito parte de nós ou deles.
Minha opinião é que descubram quem são essas pessoas e as isolem, não troquem cartas, não mandem e-mails, agora, alimentar esse preconceito eu acho burrice.

TGZ: Por falar em cena, surgiu uma piada intitulada Massacration se auto declarando ser a grande revelação do Metal Nacional, mas que na verdade é só mais um produto do marketing podre que tenta se instalar também no Metal, qual a opinião de vocês e da cena daí de Natal sobre essa palhaçada?

Alexandre: Vou dar minha opinião pessoal, não posso falar sobre a cena inteira, porque deve até ter alguém fútil o suficiente para gostar disso.
Massacration mostra a grande mídia “especializada” como “roqui” brinquedo e afins, mostra como a música metal está sendo retaliada por palhações desse tipo, produtores pilantras, gravadoras pilantras, lojas pilantras, comentaristas palhaços e toda uma máfia do entretenimento trabalhando em prol de consumidores cabeça de vento, que aceitam esse tipo de coisa. Palmas para quem dá cabo para isso e torna nossa cena um circo, onde sempre é mostrada mais uma atração, só que dessa vez, os palhaços somos nós.

TGZ: Recentemente a banda sofreu uma baixa com a saída do vocalista Fabio Brayner, o que houve? Vocês já têm um substituto?

Alexandre:
Infelizmente foi uma decisão muito difícil para nós. Como todos sabem Fábio mora na cidade de
Recife que fica 4 horas e meia de distância de Natal isso nunca foi problema para nós, mas com o lançamento do cd decidimos compor novas músicas e refazer nosso material com composições novas e ensaios, ou seja, intensificar os trabalhos, ficando impossível para o Fábio manter essa regularidade, ele continua nosso amigo e sabe que se um dia ele vier para Natal estará conosco novamente.
Não colocamos um quinto elemento na banda, pois o posto de Fábio é insubstituível, resolvemos ficar como um quarteto com os vocais de Herman (Guitarra) que já cantava e tocava nesse posto no Nightbreath, foi uma substituição rápida e que deu muito certo.

TGZ: Isso com certeza atrapalhou os planos imediatos do Sanctifier, acho que logo após esse o lançamento vocês já estavam pensando em fazer uma tour para divulgá-lo, o que vocês pensam em fazer inicialmente?

Sanctifier: Nós não pensamos em fazer uma tour para divulgar esse play, recebemos propostas de cidades perto de Natal que nos deram totais condições para fazer esses shows, em contra partida recebemos varias propostas do tipo “se quiser vir, venha” e preferimos fazer algo mais planejado num futuro mais propicio. O obstáculo maior é trabalho e estudo de todos, temos que pegar uma época que todos estejam de férias ou planejar para que isso aconteça no mesmo tempo para todos.

TGZ: Ok pessoal, nós do ThunderGod Zine torcemos para que o Sanctifier logo se reestruture e caia na estrada e quem sabe passe por aqui pela Bahia! Fica o espaço abaixo pra vocês deixarem suas considerações finais:

Alexandre:
O Sanctifier continua ensaiando forte e estamos gravando material novo que logo estará no underground, nós perpetuamos o espírito underground podem esperar mais lançamentos desse tipo. Um sonho do Sanctifier e meu particularmente sempre foi tocar na Bahia, espero que em 2005 isso se concretize. Final de 2005, estaremos gravando o novo play dessa vez coma temática voltada para os ritos The Cthulhu o Cd estará disponível no segundo semestre de 2006, daqui até lá os ritos impuros continuarão se espalhando sobre a terra...CTHULHU IS COMING...

 
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