» ENTREVISTA: ZINE METAL INVADERS «

} Realizada por: Cezar Augusto e Elimar Oliveira

} Respondida por: Alan

Metal Invaders Zine

CONTATOS:

A/c Alan Magalhães
Rua Q - Nº 12 - 2º Etapa – Feira X
Feira de Santana/BA - 44.085 – 000 metalinvaders2005@yahoo.com.br

TGZ: Hail Metal Brother Alan, você continua com o Metal Invaders Zine depois de vários companheiros, e agora como está sendo trabalhar sozinho na edição do trabalho?


Alan
: Trabalhoso, pois como você também sabe, fazer tudo sozinho, é foda: ainda mais se tratando do Metal Invaders, que é um zine antigo e respeitado na cena. Mas como sempre, o resultado final foi esperado e satisfatório, e, além disso, pude calar a boca de muita gente, como dois filhos-da-puta daqui da cidade, que de real não fazem nada pela cena a não ser atrapalhar, fodam-se vocês seus merdas...

TGZ: A nova edição apresenta mudanças na capa sem as imagens épicas/medievais e mostra um novo logotipo. Por quê?

Alan
: O Metal Invaders é um zine que sempre esteve em transformações desde sua primeira edição, quando era todo xerocado, até as capas coloridas: onde tenho orgulho em dizer que o Metal Invaders é um dos pioneiros a lançar o zine com capa colorida, chegando a posteriormente influenciar outros zines: passando também a ser impresso todo a laser junto com os pôsteres que na maioria sempre foram coloridos e em couchê. Então como sabem, estou sozinho na edição do zine, e como o mesmo está sempre evoluindo, eu decidi fazer uma mudança geral que se reflete na nova fase que o zine está passando, e sendo assim mudei o logo, a diagramação interna e ao invés de continuar com capas medievais, resolvi colocar a partir dessa edição, bandas na capa como parte das novas mudanças, e até agora as críticas têm sido boas quanto a isso, e eu estou satisfeito.

TGZ: Por que houve uma redução do número de matérias e conseqüentemente de páginas do Zine?

Alan
: Devido ao fato de estar sozinho na edição do novo zine e estar pela primeira vez fazendo tudo, pois antes todo o trabalho com o zine era dividido entre dois ou três a depender da edição, e principalmente pelo custo, pois agora é somente eu pra enviar para as bandas, ao pessoal que acompanha o zine, as revistas e aos irmãos zineiros que gostam de fazer troca dos seus artefatos com o Metal Invaders.

TGZ: Fale das duas compilações lançadas, abordando não só as bandas presentes, mas também a proposta, o trabalho dessa independente produção e a tiragem de cada uma.

Alan
: A primeira coletânea na verdade foi uma experiência um tanto quanto arriscada, pois a responsabilidade nesse caso era bem maior e a cobrança das bandas presentes seria conseqüentemente maior também, sendo que estaríamos entrando em contato com bandas que já possuíam gravadoras e tínhamos que pegar a autorização para liberação das mesmas, etc. E saiu com uma tiragem limitada de apenas 120 cópias: Já a segunda coletânea você já está com mais um pouco de experiência, o que torna o processo mais rápido, pois você pode analisar os erros cometidos com a primeira pra não cometer de novo; ela está em fase divulgação, as bandas que já receberam as cópias disseram que gostaram da coletânea, tanto da parte gráfica, assim como das outras bandas presentes, onde algumas disseram que a seleção das bandas e das músicas estavam boas, ao contrario da grande maioria das coletâneas independentes que lançam sempre o cd com 99% só de bandas de extremo. A proposta com a coletânea é mostrar as bandas presentes no zine e de divulgar as que estão começando no cenário e principalmente de fortalecer o underground.

TGZ: E onde foram e são divulgadas essas coletâneas? Muitos não valorizam trabalhos de coletâneas (e como sabemos disso). O que você acha desse fato?

Alan
: As coletâneas foram divulgadas em revistas, zines, webs, etc. Já foram enviadas para Portugal, Argentina e todo Brasil. Infelizmente temos que conviver com essa triste realidade de pessoas que não valorizam o nosso trabalho, sem falar das pessoas que tem consciência e mesmo assim não valorizam. O grande foda disso tudo é ver que pessoas de muito mais longe escrevem pra você com interesse em adquirir o zine ou a coletânea, enquanto que pessoas que são de sua cidade não dão a mínima pros zines, compram revistas mais caras e o que é pior , essa pessoas são suas amigas e estão bem perto de você bebendo e saindo pra zuar, e ainda tem cara de pau de dizer que quando tiver uma grana vão adquirir seu artefato, isso sem mencionar os que dizem que seu zine está caro....(risos)

TGZ: Ainda há algumas bandas que ingressam na coletânea e ficam com falsas promessas, enrolando...Somente enxergando seu lado (egoístico), sem se importar com quem está produzindo para a divulgação delas mesmas. Como entender, né?

Alan
: Porra meu velho, como se não bastasse as pessoas que não dão valor, ainda temos que nos lapidar com as bandas que não cumprem seus compromissos a exemplo da banda Brietal, gravem este nome, Brietal, banda rip-off de Fortaleza/CE, uma banda que deve ser limada do cenário, pois até hoje não pagou o valor referente a sua música na coletânea e nem deu satisfação alguma; e engraçado é agora na segunda coletânea, mais uma dose de banda rip-off, esta agora é a Crematorium de Petrolina/PE, que também até hoje não pagou e quase que não dá satisfação.Você que está lendo, deve estar se perguntando se eu sou ingênuo a ponto de colocar essas bandas no Cd sem receber a grana primeiro, só que o fato é: o cenário é pequeno e existe um voto de confiança entre ambas as partes e o que é pior , antes de tudo, além de sermos headbangers, somos homens e se não honramos a nossa palavra, não temos valor nenhum perante o underground e nem como homem. Então fiquem alertas para essas bandas: Brietal e Crematorium.

TGZ: Você também organiza shows, toca em banda, como é conciliar tudo?

Alan: Cara, na verdade sempre se dá um jeito pra conciliar tudo e os anos de Metal ajudam também. E como você mencionou, mesmo com tudo isso que eu faço (organizo shows, tenho banda e o zine), ainda tem uns pau no cú que abrem a boca pra dizer que não faço nada pela cena feirense; mais é isso aí, tem gente pra tudo e em todo lugar.

TGZ: Dentre as oito edições lançadas, qual foi o fato mais curioso acontecido?

Alan
: O fato mais curioso pra mim que aconteceu com o zine, foi uma resenha feita da quinta edição no zine Choose Your Side onde em uma de suas seções ele destacava dois zines da cena, um tradicional que no caos foi o Metal Invaders, e um Web. Nesta seção ele colocou o MIZ como um dos melhores zines do Brasil e o que eu mais fui ao delírio, foi quando ele disse que nos tínhamos sido influencia decisiva na opção de lançar seu zine com capa colorida. Tiveram outros fatos, mas no momento, este é o que me recordo.

TGZ: Qual sua opinião sobre a cena de Feira de Santana quanto às bandas, zines (impressos e virtuais), etc?

Alan
: A cena de Feira está bem melhor em comparação a quando eu era mais novo e estava começando a curtir Metal, onde aqui não se tinha muito acesso às bandas. Hoje em dia temos zines impressos bem respeitados, claro que o meu é o melhor, brincadeira... (risos), temos ai o Metal Discharge, o ThunderGod, o Born to be Wild, o Slaughter, o Seraph (um dos mais antigos de Feira que não esta mais na ativa). Temos também os web-zines, como o Metal Vox e o Eye of Shiva. Sem contar as bandas, como a Deformity BR, mais antiga de Feira, a Martyrdom, a Ceremonial e a minha que é a Metal War. O pessoal mais novo consegue material com facilidade, e o que é melhor, Feira de Santana hoje em dia faz parte da rota das turnês das bandas nacionais, e me orgulho de ter contribuído pra isto também.

TGZ: Tu acha que na cidade há muitos críticos parasitas e pessoas sem noção de união? Acha que existe solução?

Alan
: Com certeza, aqui também existem parasitas como toda cidade que possui uma cena de Metal forte. Eu costumo dizer que esses parasitas fazem vestibular pra ser mal, e quando passam vão pra FAM (Faculdade dos Abestalhados Maus) e passam a viver no castelo de Bambuluar...risos...A única solução pra essas pessoas é o tempo, que faz com que suas máscaras caiam...

TGZ: Apoio! É algo que quase não se consegue para alçar as metas desejadas, além das pessoas desinteressadas em adquirir o material, a busca por apoiadores e anunciantes acaba quase sempre em frustração. A que você atribui esse descaso de muitos para com os Zines?

Alan
: Creio que é devido ao mundo capitalista que vivemos, pois nenhuma gravadora, loja, etc; vai apoiar um zine sem ter um retorno financeiro em troca. Infelizmente é assim que funciona.

TGZ: Tocando nesse tópico polêmico, existem também bandas que não valorizam os Zines e que nem respondem aos anseios de apoio dos mesmos. Essas atitudes contradizem o underground (Até mesmo já escrevi – Cezar - um texto sobre esse tema). Fale sobre suas experiências com isso?

Alan
: Você bem sabe disso, pois já fez parte do Metal Invaders e agora com o ThunderGod deve passar por isso. O que acontece na verdade é que essas bandas não acreditam na força dos zines e acham que só conseguem uma real divulgação se saírem em revistas, esquecendo que mesmo saindo propagandas delas na revista, se a banda não for boa mesmo, não tem propaganda que resolva; tem bandas que acha que o zineiro também não tem gasto com postal , impressão, etc. O texto que você escreveu na época traduzia tudo na integra sobre o que acontece com os zineiros. Ainda temos bandas que apoiavam os zines e hoje não acreditam mais, como a Monster, Steel Warrior, Malefactor, etc, que são bandas boas e vendem porque fazem um som do caralho, e não por saírem em revistas. Um bom exemplo aqui perto é a HeadHunter que é velha na cena, mundialmente conhecida e ate hoje responde a zines.

TGZ: Quais os meios preferenciais para a divulgação da nova edição e da coletânea, e como você enxerga a divulgação em cada desses meios selecionados?

Alan
: Na verdade, a divulgação está sendo feita normalmente como nas outras edições, que vai desde a divulgação de outros zines até revistas, distribuidoras, webs, flyers, etc. Cada um tem o seu papel importante, pois todos são meios de divulgação , não importa como são feitos.

TGZ: O que os leitores podem esperar do futuro do MIZ, tipo para quando uma nova edição e ainda sonha em lançar em impressão off-set? Enfim, como será daqui por diante?

Alan
: Daqui pra frente, o Metal Invaders continuará em sua jornada divulgando o cenário e esperando apoio pra tentar conseguir lançá-lo todo em off-set e por que não dizer, virar a mais nova: ‘‘Revista do verdadeiro Banger”, ‘’Onde o amor pelo Metal ergue-se sobre qualquer modismo”...

TGZ: Beleza! Faz um breve histórico das edições lançadas, informando se as anteriores ainda encontram-se disponíveis.

Alan
: A única edição das anteriores, disponível é a 7ª. É o seguinte:
(1999) MIZ #01 (Tam. A4 – 50 Págs – Xerox): Releases, curiosidades, comentários (Demos, cd’s e shows), letras traduzidas, cena Metal feirense, entrevistas (Damage, Amos, Imago Mortis, Warlord, Centennial), estória épica fictícia, bio do HammerFall; e muito mais...
(2000) MIZ #02 (Tam. A4 – 40 Págs – Xerox): Comentários (Demos, cd’s e shows), letras traduzidas, entrevistas (Deformity Br, A Sorrowful Dream, Disharmonical Tempest, Burning in Hell, Sunrise, Pandora, Pecado Capital Zine), discografia do Blind Guardian, curiosidades; e muito mais...
(2000) MIZ #03 (Tam. A4 – 48 Págs – Xerox): Biografia do Manowar, entrevistas (Blazing Corpse, Steel Warrior, Insanity, Corpse Grinder, Pettalom, Deadly Fate, Martyrdom, Morbid Imperium Zine), curiosidades, comentários (Demos, Cd’s, Shows e Zines), letras traduzidas, pôsteres do Steel Warrior e Pettalom; e muito mais...
(2001) MIZ #04 (Tam. A4 – 44 Págs – Xerox – Capa e Pôster em papel couchê): Comentários (Demos, Cd’s, Shows e Zines), letras traduzidas, discografia do Running Wild, textos, poesias, entrevistas (Liar Symphony, Rhestus, Mr. Wizard, Eydillion, Réquiem Aeternam, Damage), curiosidades; e muito mais...
(2001) MIZ #05 (Tam. A4 – 41 Págs – Xerox – Capa e Pôster coloridos em couchê):Entrevistas (Malefactor, Zone Off, Thespian, Drowned, Asgard Zine), resenhas (Demos, Cd’s, Shows e Zines), letras traduzidas, poesias, texto polêmico, discografia e histórico do Cathedral, pôster da Liar Symphony; e muito mais...
(2002) MIZ #06 (Tam. A4 – 44 Págs – Xerox – Capa e Pôster coloridos em couchê): Reviews (Demos, Cd’s, Shows e Zines), letras, curiosidades, textos polêmicos : “A hipocrisia das bandas”, “Por que o decaso para com os zines (?)”, “A tal união dos bangers”, entrevistas ( Midgard, Clamus, Zoltar, Hadamma, Eyector, Bloody of the Kings Zine), poesias, pôster do Tuatha de Dannan, Cruzadinha Metal; e mais...
(2003) MIZ #07 (Tam. A4 – 69 Págs – Impresso a laser P & B – Capa e Pôster coloridos em couchê): Comentários (Demos, Cd’s, Shows e Zines), poesias, curiosidades, texto sobre a pirataria de Cd’s de bandas do underground, Cruzadinha Metal, texto polêmico: “O avesso da camisa”, entrevistas (Farscape, Dominus Praelii, Obscurity Tears, Escape, Brave, Damien, World Demise Zine), pôster do Dominus Praelii, letras traduzidas; etc.
(2004) MIZ #08 (Tam. A4 – 20 Págs – Impresso a laser P & B – Capa e Pôster coloridos em couchê): Comentário discográfico: Queen, reviews de Cd’s, Demos, Shows e Zines, letras traduzidas, discografia do SkyClad, entrevistas (Mastervoid, Perpetual Dusk, Subtera, Nordheim), pôster do Rhestus; etc.

TGZ: Valeu, Alan “Etió(Ops!), boa sorte e forças para seguir avante !!! E não esqueça: As nossas cabeças não foram feitas apenas para pensar e para tentar raciocinar, mas também para batermos até o fim !!!(hehehe)!!! Bang or be Banged !!!

Alan
: Valeu velho Dorsal e Mazinho!! E com certeza temos que desenvolver o nosso raciocínio pra deixarmos de sofrer neste mundo de pensador.Obrigado pela entrevista, muita força, mulheres, cerveja, sexo e Metaaaaaaaaaaaaaaaaaaalllllllllllllllllllllllllllllllll

 
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