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ENTREVISTA: ZINE METAL
INVADERS « |
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Realizada por: Cezar
Augusto e Elimar
Oliveira
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Respondida por: Alan
Metal
Invaders Zine
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TGZ:
Hail Metal Brother Alan, você continua
com o Metal Invaders Zine depois de vários
companheiros, e agora como está sendo
trabalhar sozinho na edição
do trabalho? |
Alan: Trabalhoso, pois como você
também sabe, fazer tudo sozinho,
é foda: ainda mais se tratando do
Metal Invaders, que é um zine antigo
e respeitado na cena. Mas como sempre, o
resultado final foi esperado e satisfatório,
e, além disso, pude calar a boca
de muita gente, como dois filhos-da-puta
daqui da cidade, que de real não
fazem nada pela cena a não ser atrapalhar,
fodam-se vocês seus merdas...
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TGZ:
A nova edição apresenta
mudanças na capa sem as imagens épicas/medievais
e mostra um novo logotipo. Por quê? |
Alan: O Metal Invaders é um zine
que sempre esteve em transformações
desde sua primeira edição, quando
era todo xerocado, até as capas coloridas:
onde tenho orgulho em dizer que o Metal Invaders
é um dos pioneiros a lançar
o zine com capa colorida, chegando a posteriormente
influenciar outros zines: passando também
a ser impresso todo a laser junto com os pôsteres
que na maioria sempre foram coloridos e em
couchê. Então como sabem, estou
sozinho na edição do zine, e
como o mesmo está sempre evoluindo,
eu decidi fazer uma mudança geral que
se reflete na nova fase que o zine está
passando, e sendo assim mudei o logo, a diagramação
interna e ao invés de continuar com
capas medievais, resolvi colocar a partir
dessa edição, bandas na capa
como parte das novas mudanças, e até
agora as críticas têm sido boas
quanto a isso, e eu estou satisfeito.
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TGZ:
Por que houve uma redução
do número de matérias e conseqüentemente
de páginas do Zine? |
Alan: Devido ao fato de estar sozinho
na edição do novo zine e estar
pela primeira vez fazendo tudo, pois antes
todo o trabalho com o zine era dividido entre
dois ou três a depender da edição,
e principalmente pelo custo, pois agora é
somente eu pra enviar para as bandas, ao pessoal
que acompanha o zine, as revistas e aos irmãos
zineiros que gostam de fazer troca dos seus
artefatos com o Metal Invaders.
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TGZ:
Fale das duas compilações
lançadas, abordando não só
as bandas presentes, mas também a proposta,
o trabalho dessa independente produção
e a tiragem de cada uma. |
Alan: A primeira coletânea na verdade
foi uma experiência um tanto quanto
arriscada, pois a responsabilidade nesse caso
era bem maior e a cobrança das bandas
presentes seria conseqüentemente maior
também, sendo que estaríamos
entrando em contato com bandas que já
possuíam gravadoras e tínhamos
que pegar a autorização para
liberação das mesmas, etc. E
saiu com uma tiragem limitada de apenas 120
cópias: Já a segunda coletânea
você já está com mais
um pouco de experiência, o que torna
o processo mais rápido, pois você
pode analisar os erros cometidos com a primeira
pra não cometer de novo;
ela está em fase divulgação,
as bandas que já receberam as cópias
disseram que gostaram da coletânea,
tanto da parte gráfica, assim como
das outras bandas presentes, onde algumas
disseram que a seleção das bandas
e das músicas estavam boas, ao contrario
da grande maioria das coletâneas independentes
que lançam sempre o cd com 99% só
de bandas de extremo. A proposta com a coletânea
é mostrar as bandas presentes no zine
e de divulgar as que estão começando
no cenário e principalmente de fortalecer
o underground.
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TGZ:
E onde foram e são divulgadas essas
coletâneas? Muitos não valorizam
trabalhos de coletâneas (e como sabemos
disso). O que você acha desse fato? |
Alan: As coletâneas foram divulgadas
em revistas, zines, webs, etc. Já foram
enviadas para Portugal, Argentina e todo Brasil.
Infelizmente temos que conviver com essa triste
realidade de pessoas que não valorizam
o nosso trabalho, sem falar das pessoas que
tem consciência e mesmo assim não
valorizam. O grande foda disso tudo é
ver que pessoas de muito mais longe escrevem
pra você com interesse em adquirir o
zine ou a coletânea, enquanto que pessoas
que são de sua cidade não dão
a mínima pros zines, compram revistas
mais caras e o que é pior , essa pessoas
são suas amigas e estão bem
perto de você bebendo e saindo pra zuar,
e ainda tem cara de pau de dizer que quando
tiver uma grana vão adquirir seu artefato,
isso sem mencionar os que dizem que seu zine
está caro....(risos)
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TGZ:
Ainda há algumas bandas que ingressam
na coletânea e ficam com falsas promessas,
enrolando...Somente enxergando seu lado (egoístico),
sem se importar com quem está produzindo
para a divulgação delas mesmas.
Como entender, né? |
Alan: Porra meu velho, como se não
bastasse as pessoas que não dão
valor, ainda temos que nos lapidar com as
bandas que não cumprem seus compromissos
a exemplo da banda Brietal, gravem este nome,
Brietal, banda rip-off de Fortaleza/CE, uma
banda que deve ser limada do cenário,
pois até hoje não pagou o valor
referente a sua música na coletânea
e nem deu satisfação alguma;
e engraçado é agora na segunda
coletânea, mais uma dose de banda rip-off,
esta agora é a Crematorium de Petrolina/PE,
que também até hoje não
pagou e quase que não dá satisfação.Você
que está lendo, deve estar se perguntando
se eu sou ingênuo a ponto de colocar
essas bandas no Cd sem receber a grana primeiro,
só que o fato é: o cenário
é pequeno e existe um voto de confiança
entre ambas as partes e o que é pior
, antes de tudo, além de sermos headbangers,
somos homens e se não honramos a nossa
palavra, não temos valor nenhum perante
o underground e nem como homem. Então
fiquem alertas para essas bandas: Brietal
e Crematorium.
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TGZ:
Você também organiza shows, toca
em banda, como é conciliar tudo? |
Alan:
Cara, na verdade sempre se dá um jeito
pra conciliar tudo e os anos de Metal ajudam
também. E como você mencionou,
mesmo com tudo isso que eu faço (organizo
shows, tenho banda e o zine), ainda tem uns
pau no cú que abrem a boca pra dizer
que não faço nada pela cena
feirense; mais é isso aí, tem
gente pra tudo e em todo lugar.
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TGZ:
Dentre as oito edições
lançadas, qual foi o fato mais curioso
acontecido? |
Alan: O fato mais curioso pra mim que
aconteceu com o zine, foi uma resenha feita
da quinta edição no zine Choose
Your Side onde em uma de suas seções
ele destacava dois zines da cena, um tradicional
que no caos foi o Metal Invaders, e um Web.
Nesta seção ele colocou o MIZ
como um dos melhores zines do Brasil e o que
eu mais fui ao delírio, foi quando
ele disse que nos tínhamos sido influencia
decisiva na opção de lançar
seu zine com capa colorida. Tiveram outros
fatos, mas no momento, este é o que
me recordo.
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TGZ:
Qual sua opinião sobre a cena
de Feira de Santana quanto às bandas,
zines (impressos e virtuais), etc? |
Alan: A cena de Feira está bem
melhor em comparação a quando
eu era mais novo e estava começando
a curtir Metal, onde aqui não se tinha
muito acesso às bandas. Hoje em dia
temos zines impressos bem respeitados, claro
que o meu é o melhor, brincadeira...
(risos), temos ai o Metal Discharge, o ThunderGod,
o Born to be Wild, o Slaughter, o Seraph (um
dos mais antigos de Feira que não esta
mais na ativa). Temos também os web-zines,
como o Metal Vox e o Eye of Shiva. Sem contar
as bandas, como a Deformity BR, mais antiga
de Feira, a Martyrdom, a Ceremonial e a minha
que é a Metal War. O pessoal mais novo
consegue material com facilidade, e o que
é melhor, Feira de Santana hoje em
dia faz parte da rota das turnês das
bandas nacionais, e me orgulho de ter contribuído
pra isto também.
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TGZ:
Tu acha que na cidade há muitos críticos
parasitas e pessoas sem noção
de união? Acha que existe solução? |
Alan: Com certeza, aqui também
existem parasitas como toda cidade que possui
uma cena de Metal forte. Eu costumo dizer
que esses parasitas fazem vestibular pra ser
mal, e quando passam vão pra FAM (Faculdade
dos Abestalhados Maus) e passam a viver no
castelo de Bambuluar...risos...A única
solução pra essas pessoas é
o tempo, que faz com que suas máscaras
caiam...
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TGZ:
Apoio! É algo que quase não
se consegue para alçar as metas desejadas,
além das pessoas desinteressadas em
adquirir o material, a busca por apoiadores
e anunciantes acaba quase sempre em frustração.
A que você atribui esse descaso de muitos
para com os Zines? |
Alan: Creio que é devido ao mundo
capitalista que vivemos, pois nenhuma gravadora,
loja, etc; vai apoiar um zine sem ter um retorno
financeiro em troca. Infelizmente é
assim que funciona.
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TGZ:
Tocando nesse tópico polêmico,
existem também bandas que não
valorizam os Zines e que nem respondem aos
anseios de apoio dos mesmos. Essas atitudes
contradizem o underground (Até mesmo
já escrevi – Cezar -
um texto sobre esse tema). Fale sobre suas
experiências com isso? |
Alan: Você bem sabe disso, pois
já fez parte do Metal Invaders e agora
com o ThunderGod deve passar por isso. O que
acontece na verdade é que essas bandas
não acreditam na força dos zines
e acham que só conseguem uma real divulgação
se saírem em revistas, esquecendo que
mesmo saindo propagandas delas na revista,
se a banda não for boa mesmo, não
tem propaganda que resolva; tem bandas que
acha que o zineiro também não
tem gasto com postal , impressão, etc.
O texto que você escreveu na época
traduzia tudo na integra sobre o que acontece
com os zineiros. Ainda temos bandas que apoiavam
os zines e hoje não acreditam mais,
como a Monster, Steel Warrior, Malefactor,
etc, que são bandas boas e vendem porque
fazem um som do caralho, e não por
saírem em revistas. Um bom exemplo
aqui perto é a HeadHunter que é
velha na cena, mundialmente conhecida e ate
hoje responde a zines.
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TGZ:
Quais os meios preferenciais para a divulgação
da nova edição e da coletânea,
e como você enxerga a divulgação
em cada desses meios selecionados? |
Alan: Na verdade, a divulgação
está sendo feita normalmente como nas
outras edições, que vai desde
a divulgação de outros zines
até revistas, distribuidoras, webs,
flyers, etc. Cada um tem o seu papel importante,
pois todos são meios de divulgação
, não importa como são feitos.
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TGZ:
O que os leitores podem esperar do futuro
do MIZ, tipo para quando uma nova edição
e ainda sonha em lançar em impressão
off-set? Enfim, como será daqui por
diante? |
Alan: Daqui pra frente, o Metal Invaders
continuará em sua jornada divulgando
o cenário e esperando apoio pra tentar
conseguir lançá-lo todo em off-set
e por que não dizer, virar a mais nova:
‘‘Revista do verdadeiro Banger”,
‘’Onde o amor pelo Metal ergue-se
sobre qualquer modismo”...
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TGZ:
Beleza! Faz um breve histórico
das edições lançadas,
informando se as anteriores ainda encontram-se
disponíveis. |
Alan: A única edição
das anteriores, disponível é
a 7ª. É o seguinte:
(1999)
MIZ #01 (Tam. A4 – 50 Págs –
Xerox): Releases, curiosidades, comentários
(Demos, cd’s e shows), letras traduzidas,
cena Metal feirense, entrevistas (Damage,
Amos, Imago Mortis, Warlord, Centennial),
estória épica fictícia,
bio do HammerFall; e muito mais...
(2000) MIZ #02 (Tam. A4 – 40 Págs
– Xerox): Comentários (Demos,
cd’s e shows), letras traduzidas, entrevistas
(Deformity Br, A Sorrowful Dream, Disharmonical
Tempest, Burning in Hell, Sunrise, Pandora,
Pecado Capital Zine), discografia do Blind
Guardian, curiosidades; e muito mais...
(2000) MIZ #03 (Tam. A4 – 48 Págs
– Xerox): Biografia do Manowar, entrevistas
(Blazing Corpse, Steel Warrior, Insanity,
Corpse Grinder, Pettalom, Deadly Fate, Martyrdom,
Morbid Imperium Zine), curiosidades, comentários
(Demos, Cd’s, Shows e Zines), letras
traduzidas, pôsteres do Steel Warrior
e Pettalom; e muito mais...
(2001) MIZ #04 (Tam. A4 – 44 Págs
– Xerox – Capa e Pôster
em papel couchê): Comentários
(Demos, Cd’s, Shows e Zines), letras
traduzidas, discografia do Running Wild, textos,
poesias, entrevistas (Liar Symphony, Rhestus,
Mr. Wizard, Eydillion, Réquiem Aeternam,
Damage), curiosidades; e muito mais...
(2001) MIZ #05 (Tam. A4 – 41 Págs
– Xerox – Capa e Pôster
coloridos em couchê):Entrevistas (Malefactor,
Zone Off, Thespian, Drowned, Asgard Zine),
resenhas (Demos, Cd’s, Shows e Zines),
letras traduzidas, poesias, texto polêmico,
discografia e histórico do Cathedral,
pôster da Liar Symphony; e muito mais...
(2002) MIZ #06 (Tam. A4 – 44 Págs
– Xerox – Capa e Pôster
coloridos em couchê): Reviews (Demos,
Cd’s, Shows e Zines), letras, curiosidades,
textos polêmicos : “A hipocrisia
das bandas”, “Por que o decaso
para com os zines (?)”, “A tal
união dos bangers”, entrevistas
( Midgard, Clamus, Zoltar, Hadamma, Eyector,
Bloody of the Kings Zine), poesias, pôster
do Tuatha de Dannan, Cruzadinha Metal; e mais...
(2003) MIZ #07 (Tam. A4 – 69 Págs
– Impresso a laser P & B –
Capa e Pôster coloridos em couchê):
Comentários (Demos, Cd’s, Shows
e Zines), poesias, curiosidades, texto sobre
a pirataria de Cd’s de bandas do underground,
Cruzadinha Metal, texto polêmico: “O
avesso da camisa”, entrevistas (Farscape,
Dominus Praelii, Obscurity Tears, Escape,
Brave, Damien, World Demise Zine), pôster
do Dominus Praelii, letras traduzidas; etc.
(2004) MIZ #08 (Tam. A4 – 20 Págs
– Impresso a laser P & B –
Capa e Pôster coloridos em couchê):
Comentário discográfico: Queen,
reviews de Cd’s, Demos, Shows e Zines,
letras traduzidas, discografia do SkyClad,
entrevistas (Mastervoid, Perpetual Dusk, Subtera,
Nordheim), pôster do Rhestus; etc.
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TGZ:
Valeu, Alan “Etió(Ops!),
boa sorte e forças para seguir avante
!!! E não esqueça: As nossas
cabeças não foram feitas apenas
para pensar e para tentar raciocinar, mas
também para batermos até o fim
!!!(hehehe)!!! Bang or be Banged !!! |
Alan: Valeu velho Dorsal e Mazinho!!
E com certeza temos que desenvolver o nosso
raciocínio pra deixarmos de sofrer
neste mundo de pensador.Obrigado pela entrevista,
muita força, mulheres, cerveja, sexo
e Metaaaaaaaaaaaaaaaaaaalllllllllllllllllllllllllllllllll
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