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RESENHAS CD'S (LETRA A) - Página de 5 =>>
AUSTHRAL “Tocado a vento” (Face The Abyss Recs/2008)

De Florianopólis/SC, a Austhral agrega uma proposta interessante de tocar Folk Metal, não com influências da música celta, por exemplo, como já fazem outros grupos; mas sim com inspirações de ritmos sulistas tradicionais como a música gaúcha, tango e música barroca.
Neste primeiro álbum, o grupo mostra além da influência supracitada, traços de música erudita e claro o poder do Metal, fundindo sua musicalidade com criatividade e peso. E é assim que através de 10 composições, a Austhral detona com faixas hiperpesadas e trabalhadas, enfáticas por bateria de bumbos estrondosos, bases consistentes e riffs chamativos das guitarras, linhas densas do baixo, atmosferas dos teclados e os vocais "rasgadões". Essas são as características pesadas da banda, conforme os arranjos concebidos que se entrelaçam à incursões Folk e clássicas da musicalidade que sai da alma dos músicos para os instrumentos, e daí para as composições, e destas para a nossa audição; criando-se um clima épico, onde o "Tocado a vento" conta uma parte da história do sul do Brasil: o período da Guerra dos Farrapos, uma guerra que culminou com a criação de uma república ao sul e originou grande parte da tradição sulina atual. E das faixas, apenas a música título do álbum é instrumental, aliás eis uma suave canção que transborda belas e soturnas melodias.
A gravação das músicas ficou realmente excelente, definindo-se todos os instrumentos numa lapidação sonora, que contribuiu para o Austhral explicitar a sua grandiosa proposta musical e lírica em exatos 51:25 de tempo deste Debut Album. (CA)
 
Face The Abyss Recs.: http://www.facetheabyss.com
 
AGORHY “Ruptura” (Humanos Mortos Prods/2008)

Death/Grind dos mais nervosos e explosivos é o que você vai escutar ao apertar o "play" para a audição do álbum "Ruptura" da banda Agorhy do Rio de Janeiro.
Este é o primeiro Cd da banda, que além das faixas próprias para o álbum, também possui faixas de suas duas Demos; formando 19 agressões sonoras. Desde a primeira "Ibope do Medo" até a última "...!" (Sim, este é o "título" da faixa).
Os caras atacam com variações de bases e riffs com mudanças fudidas de andamentos nas estruturas das composições, colocando vinhetas intessantemente críticas, como por exemplo no som "Catequese da Dor" que começa com uma gravação (jornalística, pelo que me parece) falando: "O bandido já está no cemitério no colo do capeta" (que na verdade é uma crítica aos padres e pastores). As letras são ácidas e são o reflexo distorcido das vidas dos componentes do Agorhy.
Em pouco mais de 1 hora os seus tímpanos serão atordoados pelo extremismo sonoramente sujo e raivoso das faixas desse Debut Cd. Apreciadores de grupos como Terrorizer, Napalm Death, Agathocles, enfim, não podem deixar de ter na coleção este trabalho desta banda brasileira, que tá fazendo sua parte no Underground. (CA)
 
Humanos Mortos Prods.: http://www.humanosmortos.com
 
ASHENT “Flaws of Elation” (Lucretia Recs/2006)

Seis italianos compõem a Ashent da cidade de Venice. É verdade que este álbum foi oficialmente lançado em 2006, mas está tendo distribuição até hoje para divulgação. A fórmula da banda é produzida de uma química melódica e virtuosa, que tem como conseqüência um Prog Metal altamente trabalhado através de vocais límpidos e agudos na linha de frente dos desenvolvimentos repletos de melodias acentuadas pelos solos das guitarras e dos teclados em uma variação instrumental que, como um todo, é um prato cheio aos fãs desse estilo e de grupos como Time Machine, Symphony X, Symbols. Ashent é uma banda virtuosa, que usa e abusa de melodias e isso torna enjoativas determinados passagens das músicas. O grupo é composto por: Paolo (keyboards), Onofrio (guitars), Cristiano (guitars), Gianpaolo (Bass and growls), Steve (vocals) e Davide (drums). (CA)
 
 
ANMOD “Monstrosity Per Defectum” (Deity Down Recs/2008)

Das cinzas do Fornication (nascida em 1996), importante banda de Death Metal do sul do país, nasce o Anmod após uma turnê que o Fornication fez em 2004 por 3 meses que passou por 9 países (Alemanha, França, Holanda, Austria, Italia, Belgica, Eslovenia, Hungria e Rep. Tcheca). Depois da turnê, Gerson Watanabe (guitarra), Hernan Oliveira (baixo/vocal) e Johnny R.R. (bateria) decidem sair do Fornication e começam a compor novas músicas, agora como trio. Mas e o Fornication acabou?
Eles respondem que "Como não ouvimos notícias do Fornication desde 2005, nossa conclusão é que a banda esteja parada desde então.".
Após a apresentação, vamos ao 1º álbum do Anmod: Temos um som caótico e nervosamente brutal com farpas extremas influenciadas tanto pelo Death Metal, como pelo Grindcore, unindo um arame ao outro e criando uma cerca mortífera com 12 faixas de muita podreira com desenvolturas extremamente sujas com a velocidade da bateria massacrante, baixo simploriamente perfurador, guitarras com riffs devastadores e vocais animalescamente guturais. Em exatos 32 minutos e 14 segundos, os seus tímpanos serão alvo de um caos sonoro feito por por um trio experiente no estilo Death Metal que veio agora com elementos do Grind para deixar o som mais brutal ainda. São as faixas deste 'Full-length':"Serpent-Legged", "Anmod", "Hung Up at the Pale", "Wretchedness and Decay", "Outwitted by Redeeming Features", "Behold", "Absence of an Upper World", "Impending Loss", "Weakness of Will", "Thoughtlessness", "Weakness of Will" e "Monstrosity Per Defectum". "Doentes" pelo Death Metal e Grind, vocês precisam conhecer esta banda curitibana: Anmod! (CA)
 
 
ACHERON “Rites of the Black Mass” (Dying Music/2007)

Originalmente lançado em 1992 o debut-album da lenda do Death/Black Metal Underground Acheron finalmente foi lançado aqui no Brasil através dos esforços da Dying Music que fez um fudido trabalho de produção para o mesmo. A arte ganhou uma nova roupagem onde a capa ficou ainda mais macabra com um convite a um ritual satânico regado a luxuria e profanação. O álbum era composto originalmente por 20 hinos em louvor ás artes negras com composições marcantes sempre seguindo a ordem de uma intro e um som, onde as intros são denominadas simplesmente por “intro” e as composições são as seguintes “To Thee We Confess”, “Thou Art Lord”, “Ave Satanás”, “Summoning the Master”, “One with Darkness”, “Prayer of Hell”, “Unholy Praises”, “Cursed Nazarene”, “The Enochian Key” e “Let us Depart”, mas essa versão ainda nos presenteia com cinco bônus tracks resgatando três sons da demo-tape também intitulada “Rites of the Black Mass” (1991) são eles: “Summoning the Máster”, “The Enochian Key” e “Thou Art Lord” e a promo-tape na íntegra (1990) composta por dois sons “Ave Satanas” e “To We Confess” (na promo essas composições tinham sua ordem invertida). Não precisa nem mencionar que se trata de um material indispensável, além de histórico e muito foda!!!! Quem conhece sabe do que estou falando, quem ainda não ouviu não esperem mais 15 anos de jeito nenhum!!! (EO)
 
Dying Music Recs: www.dyingmusic.com
 
ANARCHYBRAIN "Solitude Symphony"(Nelly Recs/2007)

A Anarchybrain tem toda sua composição voltada para a mente e alma do italiano Fábio "Anarchybrain Varrone".
O trabalho "Solitude Symphony" contém 16 composições, e começa pela faixa "Need a friend" (perceba a tradução do título desta faixa: "Preciso de um amigo"), a qual se desenvolve com um andamento pesado e arrastado junto a vocais habituais, riffs numa linha "stoner" e solos saudosistas. Nas 15 demais faixas, nota-se o quanto o título deste álbum significa muito para a musicalidade transmitida, pois escutamos sinfonias instrumentais repletas de "feeling" de solidão, ou melhor, músicas com emoções melancólicas e instrospectivas. Desde músicas suaves com dedilhados, solos inspirados e clima em tons dos sentimentos reflexivos, até outras faixas com algumas bases pesadas e cadencias arrastadas (detalhe: quando rola bateria, esta é programada), além de outras músicas equilibradas nesses pontos supracitados, sendo certo que a maioria das músicas são mais "viajadas" do que pesadas; fazendo-nos perceber que Fábio trabalha em cima de um experimentalismo, cujas atmosferas transbordam suas inspirações naturais, lamentando aspectos dessa vida em forma de música. O álbum fecha com uma homenagem ao erudito Albinoni (para quem não sabe, Albinoni foi um compositor italiano barroco bem lembrado por seu "Adagio em Sol Menor"), e Fábio dignamente quis fechar o álbum com a faixa "Adagio di Albinoni". (CA)
 
 
AGRESSION TALES "Scribbles in Blood" (Collision Records/2007)

Thrash Metal ! É nesta veia agressiva que pulsa a Agression Tales com seu primeiro álbum "Scribbles in Blood", o qual aborda a história de vida de um psicopata e sua trajetória de atrocidades. Não é à toa que a arte gráfica mostra-se toda melada de sangue com uma faca suja denunciando de onde provém as marcas vermelhas.
Essa história sangrenta é contada em 11 linhas do tema (mais um bônus para "Strike Of The Beast" da americana Exodus) com faixas escritas em versáteis transições de passagens transpassadas com desenvolvimentos mais diretos numas partes e cadenciados em outros trechos, trabalhando bastante as porradas sonoras fulminadas pelos vocais raivosos de Élcio Cruz, pelas guitarras cortantes de Felipe Ruiz e pela sólida cozinha do baixo de Leandro Pascoal e bateria de Rodrigo Matias.
A produção ficou tão matadora, quanto as atrocidades causadas pela mente doentia do psicopata que está presente por trás dos temas das composições: "Unborn", "A Psycho Growth", "Rape Of My Kind", "Immortal Gift", "Hypnotized By Violence", "Favourite Number", "Daniel", "Divine Art", "Confessions", "No Fairy Tales", "Red And Dead (Bonus)". Portanto, estes são os "Contos Agressivos" deste Debut Cd dessa banda paulistana. Leia-os, ou melhor, escute-os !!! (CA)
 
 
AMENTHIS  "Dualism" (Genocide Prods/2007)

Existem re-lançamentos que nada acrescentam a cena, ou seja, tem apenas “intere$$e$ comerciai$”, o que os fudidos HellBangers devem abominar, não dando nenhuma importância, mas existem outros que merecem sim ter vários re-lançamentos por se tratarem de fudidos materiais que por todas as dificuldades não são tão bem divulgados ou porque a banda encerrou suas atividades ou a cena não deu o merecido apoio ao mesmo, o fato é que “Dualism” da extinta Amenthis se enquadra na primeira situação e agora que não teve a oportunidade de conhecer o fudido Death Metal com passagens arrastadas dos brasilienses tem agora com o material em cd que leva o nome de sua única demo de 1994 e traz a própria demo “Dualism” com quatro sons “Intro/Dualism”, “Profane Virgin”, “Victim of Flesh”, “Eternal Sleep” e mais nove bônus tracks, “Under the Killing Moon”, “The Mask of Reality” e “Amenthis” (instrumental) extraídas de um ensaio em 1995 e por fim a gravação de um show também no ano de 95 onde a banda tocou músicas das demos. Tanto na demo quanto nas gravações de ensaio a ao vivo a qualidade está muito boa levando em conta todas as dificuldades que uma banda underground encontrava para gravar seus materiais a mais dez anos atrás. Seria uma boa se com esse lançamento o Amenthis resolvesse voltar a ativa, mas enquanto isso temos que apoiar a atitude de um selo em promover algo assim, re-lançar um material underground com a banda a mais de dez anos em silêncio! Parabéns ao 6Canis6Lupus6 que está frente da Genocide Prods por essa produção! (EO)
 
Genocide Prods: CP 10833, Brasília/DF, 70324-980, www.genocide.com.br
 
AMBRAZURA  "Kravia" (Tunes of Torture Recs/2007)

Explosão Death Metal da Rússia, Ambrazuraé uma banda que teve esse disco lançado em 2005, porém agora relançado pelo label Tunes of Torture Records, inclusive com um "bônus live video".
Os três russos - Sergey Denisov (guitar, vocals, music & lyrics), Vladimir Bragin (drums) & Artem Hamzin (bass, vocals) - detonam um som tosco e podre com passagens sujas e extremas, fazendo ênfase nos rifferamas mortíferos sequenciados por bases abafadas das guitarras, além de um grotesco vocal gutural e um simples baixo pesadíssimo a uma devastadora bateria. Todavia, faz-se necessário ressaltar que, apesar das passagens diretas nas primeiras faixas ("Pain", "Hell", "Scum of the Earth"), eles também trabalham passagens cadenciadas do estilo e agrega inspirações inusitadas, como por exemplo na faixa "Come to Me" em que executam umas distorções de violinos entremeio aos arranjos criados; já a música título,"Kravia", começa tal como uma trilha psicótica de suspense para logo cair numa podreira sonora típica e depois se mesclar novamente aos arranjos inusitados da atmosfera psico; essas influências se prolongam nos sons seguintes ("Freedom" [instrumental], Onslaught" e "Damnation") com violinos rápidos e também mostram inspirações até mesmo absorvidas do Prog, sim isto mesmo, rola umas "quebradeiras" complexas numas partes desses últimos sons. E como bônus, um clip de show com dois sons para o ouvinte sacar a postura de palco e destruição ao vivo do Ambrazura.
Portanto, a Ambrazura toca Death Metal com inspirações inusitadas ao estilo, para conferir, entre em contato com a Tunes of Torture Recs. (CA)
 
Tunes of Torture Recs.: Mihail Savochkin - P.O. Box 90 - 02160 - Kiev - Ukraine
torture13@gmail.com
 
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