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| MINDFLOW
“Destructive
Device"
(Unlock Your Mind / 2008) |
O
terceiro álbum dos paulistas do Mindflow
é uma aula de como se produzir um álbum
de Metal Progressivo em todos os sentidos
falando!!! Primeiro os caras dão a
receita contra a pirataria, pois a produção
gráfica que envolve o disco é
algo de impressionar qualquer produção
já vista, a concepção
gráfica além de traduzir a idéia
e contexto do álbum é de muito
bom gosto, sendo um diferencial a pirataria
que não se preocupa muito com qualidade...
Mas de nada adianta uma “embalagem”
excelente e um conteúdo razoável,
certo? Certíssimo!! E ai os caras prepararam
doze sons a altura da produção,
o típico material que vem para firmar
o nome de uma banda no cenário! É
o que “Destrucitve Device” representa
na carreira do Mindflow, afirmação!!!
Bem, falando das composições,
o álbum é iniciado por “Destructive
Device” que não só dá
nome ao álbum, mas também sintetiza
a proposta musical do Mindflow que é
tocar Metal Progressivo com peso, virtuosismo,
feeling e originalidade em seguida “Lethal”
dona de um refrão literalmente “letal”,
“Breakthrough” uma pseudo-balada,
com um refrão pegajoso, típico
do Hard Rock AOR de muito bom gosto, “Under
an Alias”, “Inevitable Nightfall”,
“Fragile State of Peace”, “Not
Free Enough”, “Said and Done”
pesada e com variações que intrigam
o ouvinte, da mesma forma que “Inapt
World” intrigante e com uma interpretação
bastante inspirada, “First Things First”
(instrumental), “Shocking Death Bed
Confession” a útlima música
do play e também a mais agressiva e
pra concluir mais um som instrumental “The
Screwdriver Effect” e se você
acha que acabou com o final desta faixa está
enganado, no site oficial da banda ainda há
a continuação de um jogo interessantíssimo
de estratégia, “Follow Your Instinct
2”... Realmente o Brasil tem impressionado
com a qualidade com que as bandas estão
produzindo seus discos, há qualidade
de todos os lados, composição,
produção, nós só
temos que apoiar e torcer que o reconhecimento
sejam a altura, e o Mindflow só temos
que parabenizar por estar dando sua contribuição
para essa afirmação... (EO) |
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| MY
DARKEST HATE “Combat
Area” (Free
Mind Records/2008) |
Na
verdade, este quarto álbum da banda
alemã My Darkest Hate foi lançado
em 2006. Mas só agora dois anos depois
chegou em nossas terras via Free Mind Records,
e felizmente, pois trata-se de um puta álbum
de Death Metal Old School na linha Six Feet
Under (antigo), Massacre, Bolt Thrower, composto
por uma dezena de petardos. Logo de cara a
banda nos convida para entrar em combate com
a faixa “Enter Combat” produzindo
nos riffs todo peso do Death Metal cadenciado
com passagens agressivas, a primeira faixa
sintetiza a proposta do My Darkest Hate o
que se ouve nas nove seguintes faixas “When
Smoke Has Settled”, “Bow Before
Me”, “Nothing Lasts Forever”,
“They Shall Fall”, “Number
Seven”, “Fall Of Eden”,
“Under My Wing”, “The Principle
Of War”, “Under One Flag”
que é mostrar que a chama do Death
Metal sem modismos ainda queima incessantemente.
A formação do My Darkest Hate
nesse álbum contava com Chris Simper
nos vocais (atualmente o posto é ocupado
por Claudio Enzler), Jörg Michael Knittel
e Oliver Grosshans nas guitarras (ambos ex-Sacred
Steel), Oliver Schort no baixo (posto atualmente
ocupado por Andreas Siegl) e pelo ex-Primal
Fear Klaus Sperling na bateria. (EO) |
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| MORTIFER
RAGE “Murderous
Ritual” (Genocide Prods/Misanthropic
Recs 2008) |
Sete
anos após o lançamento do seu
primeiro álbum, os Death Metallers
mineiros do Mortifer Rage finalmente chega
ao seu segundo disco “Morderous Ritual”,
e puta que pariu valeu muito a pena esperar,
pois trata-se de um fudido álbum Death
Metálico composto por nove intensas
composições do mais puro Death
Metal, sem modismos, tendências e ou
as temíveis inovações,
lembrando os velhos tempos da lenda Morbid
Angel!!! A gravação está
no nível do álbum e acima da
média, além das composições
serem extremamente bem escritas, foram executadas
de forma perfeita, os riffs de guitarra são
foda, bem como as clássicas apitadas
(que não podem faltar), uma cozinha
segura onde o baterista é preciso e
o baixista deixa as bases ainda mais pesadas
e o vocal perfeitamente encaixado com gutural
denso deixando os sons ainda mais mórbidos.
Não há como destacar esse ou
aquele som, pois todos os nove são
perfeitos. Espero que o terceiro álbum
não demore mais sete anos para sangrar
nossos podres ouvidos e quebrar nossos pescoços!!!
(EO) |
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| MÁQUINA
DO METAL “Compilation
Vol. 1”
(Independente/2007) |
O
Guerreiro do Metal, Valterlir Mendes, sempre
busca uma maneira de contribuir para que
o Metal Underground seja perpetuado, seja
com lançamento do seu excelente fanzine
Máquina do Metal que acaba de lançar
sua sétima edição,
seja colaborando com inúmeros veículos
de divulgação do Metal Underground
e desta vez solta uma coletânea ampliando
assim seu fudido apoio...
Falando da coletânea, trata-se de
um trabalho que reúne quinze fudidas
bandas que carregam a bandeira do Metal
Underground em suas variadas vertentes de
forma honrosa e digna de apoio, vou citar
as bandas e seus respectivos sons aqui representados,
Attro (Thrash Metal) “Máquina
do Metal” uma justa homenagem a esse
excelente zine aqui citado, Burning Hell
(Power Metal Tradicional) “Medusa”,
Violator (Thrash Metal Old School) “Destined
to Die”, Daimoth (Black Metal) “Nocturnal
Terror”, Púrpura (Stoner) “Screams
of Pain”, Chaosphere (Heavy Metal)
“Welcome to the World”, Mad
Dragzter (Thrash Crossover) “Evil.com”,
Anthropophagical Warfare (Death Metal) “My
Name os Homicide”, Dominus Praelii
(Heavy Metal Tradicional) “Bersekers”,
Baalberith (Black Metal) “Ritual Obscuro”,
Vulture (Death Metal) “Silence of
the Lambs”, Bywar (Thrash Metal) “Monotheistic
Slander”, Headhunter DC (Death Metal)
“God´s Spreading Cancer”,
Losna (Death Metal) “Black Precipice”,
Decomposed God (Death Metal) “No Gods”.
Parabéns pela excelente produção,
capa muito criativa e bem feita e o melhor
de tudo pela atitude!! (EO)
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| METHODIC
“A
Monument to Nothing”
(Rapture Records/2007) |
Ao
ouvir a banda catarinense Methodic, percebemos
o quanto o Metal Brasileiro tem se diversificado
mostrando que não copiamos os gringos,
temos coragem de inovar sem manchar ou ridicularizar
a imagem do Metal. Bem, falei, mas acho que
não expliquei direito, então
vamos lá, “A Monument to Nothing”
é um álbum de Metal pesado,
beirando o Thrash/Death com influências
de Coroner, Forbidden, Destruction, Death
(fase “The Sounds of Perseverance”)
e Atheist, passando sua energia em oito faixas
complexas que na primeira audição
podem soar estranhas, mas ouvindo com calma
percebe-se que são excelentes!!! Mas
não pense que ao colocar esse álbum
no play vão escutar apenas virtuosismo,
há também composições
digamos que tradicionais... Entre as “complexas”
vou destacar “Throne, Gold and Decay”,
“Hall of Epiphany” e “Fear
of Bleeding Inside” e entre as “tradicionais”
destaco “Skinner Box”, “Violated”
e “Well Tear Your Soul Apart”,
agora a faixa título “A Monument
to Nothing” é a que sintetiza
todo o contexto que o Methodic, foi uma boa
sacada tê-la escolhido para fechar álbum,
o arranjo de violão no fim desta música
deixa na interpretação de cada
um, o que seria e viria a ser um monumento
para nada!!! Apenas o vocal poderia e deveria
ser mais agressivo, ainda assim o Methodic
está de parabéns pelo grandioso
debut full-lenght. (EO)
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| MORTOFOBIA
"En
Memoria"(Demo - 1996)
/ “Campos
de Muerte” (Cd - 2007) |
A boliviana Mortofobia, formada
em 1992, executa um Death Metal com andamentos
extremos e os mais sujos possíveis
neste seu Promo composto por dois materiais,
Demo "En Memoria" de 1996 (ao lado,
com a capa em preto e branco) e o Cd "Campos
de Muerte" de 2007 (ao lado, com a capa
avermelhada).
No material demonstrativo antigo, "En
Memoria", a banda apresenta uma
sonoridade influenciada fortemente pelo Death/Grind
em certos andamentos sonoros rápidos
e nervosos, ao passo que mostra inspirações
do Death Metal tradicional em outras passagens
mais cadenciadas e matadoras, mesclando as
músicas de forma putrefata e agressiva.
O interessante é que a gravação
deste material Demo está mais nítido
que o do material mais recente do Compact
Disc, que você confere no comentário
a seguir...
...Então, no material recente, "Campos
de Muerte", do ínicio ao
fim do Cd, escuta-se uma destruição
com uma sonoridade totalmente abafada (talvez
propositadamente na gravação),
tanto no instrumental, como nos vocais guturais
e cavernosos. As passagens mais focadas na
brutalidade do estilo, além das velocidades
extremas e ríspidas, possuem também
cadenciamentos simplórios e mortíferos
na execução sumária das
pútridas faixas devotadas ao "Metal
da Morte".
Os guerreiros da Mortofobia fortalecem o Underground
boliviano e podem ser contatados através
dos seguinte endereço:
(CA)
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| MORTAL
WISH “Dez
Crânios Humanos...” (Philosofic
Arts. Recs/2007) |
Originalmente lançado
em 2005 em versão tape “Dez Crânios
Humanos em Vossa Oferenda” é
re-lançado em versão cd limitado
em 666 cópias numeradas a mão,
com uma excelente produção gráfica
que na tonalidade cinza de seu layout elevou
o lado mórbido da horda, o cd ainda
vem envolto a um slip-case obscuro fudido
pra caralho, parabéns ao cuidadoso
trabalho do selo Philosofic Arts Records,
responsável por isso. O material foi
remasterizado o que o deixou mais pesado,
mas e essência crua e suja não
foi alterada, mantendo a pegada Black Metal
underground. Estão presentes no álbum
os sete sons “Sings” (intro),
“Morta”, “Dark Wish”
(versão antiga), “Burning on
my Wounds”, “Lágrimas pelo
seu Sangue”, “A Dança das
Bíblias e dos Espíritos”,
“Dez Crânios Humanos em Vossa
Oferenda”, mais o bônus track
“Dark Wish” (nova versão)
encerrando o play. Nós bangers temos
a obrigação de apoiar hordas
e selos que apesar de todas as dificuldades
lançam materiais undergrounds fudidos
e mantém acesa a chama do verdadeiro
Metal!!! (EO)
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| M.
JULIANY'S
“The Battle” (Independente/2006) |
A coisa mais estranha deste
álbum foi o nível de revolta
social, revolta existencial e também
o extremo egocentrismo supurando em cada frase
da mensagem estampada no encarte do CD; sentenças
mais ou menos como ‘este cd é
a batalha de um homem contra um mundo caótico’;
ou a afirmação explícita
- (fora dos créditos do álbum),
de que o próprio Juliany gravou, produziu,
mixou, masterizou, produziu o encarte, e também
o site da internet’; essa coragem de
apresentar todo esse misto de forma tão
exageradamente explícita me causou
estranhamento, mas também me fez interessado
de ver o que tinha de produção
musical vinda de alguém com um nível
de auto-afirmação tão
aguçado. Eu também não
posso negar que fiquei chocado com, digamos,
a “cara de pau” de Juliany para
fazer autopromoção de tal maneira.
Daí fui ouvir a produção
musical do Senhor Mauro “Ego”
Juliany. Realmente o multi-músico é
bom no que propõe. Só é
realmente complicado enquadrar o projeto “The
Battle” na vertente Heavy Metal, como
ele pretende, devido ao misto de tudo quanto
é estilo que se pode identificar. No
entanto, o mais incrível de tudo, é
que a musicalidade soa bem aos ouvidos; e
é tudo ótimo, como eu disse,
mas falta sentimento, garra, pegada... Há
apenas técnica demasiada... É
verdade que existe louvor por ter sido o álbum
produzido por um homem só, mas isso
jamais poderá ser relevante para que
o álbum seja visto como algo esplêndido:
todas as músicas estão no mesmo
patamar de qualidade, nenhuma delas possui
destaque excepcional além das técnicas
utilizadas, revelando o ótimo trabalho
e dedicação por parte do Mauro
Juliany. (Por Caldas) |
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| MYSTICAL
END
“Game of Chaos” (Independente/2006) |
Enfim os paulistas de Itapetininga
que interam a Mystical End conseguem lançar
o seu álbum de estréia, intitulado
“Game of Chaos” e constituído
por seis canções em meia hora
sonora. O grupo – Rodrigo Cafundó
(Vocais), Carlos Pranches e Carlos Henrique
(Guitarras), Eduardo Meira (Baixo) e Rogério
Prado (Bateria) – aposta sua musicalidade
no Heavy Metal tradicional com algumas nuances
melódicas, e os caras constroem andamentos
repletos de feeling em sua predominante veia
tradicional do estilo, tanto que os ganchos
“maidenianos” das guitarras demonstram
e fazem ótimos duetos dentro dos seus
arranjos próprios do Mystical End que
trabalha os sons de forma bastante cadenciada
com ótimos vocais limpos sem querer
forçar além de seus limites
e por isso comandando criativamente e simplesmente
todo o instrumental “final” da
“mística” transmitida nas
faixas, desde a bela introdução
“Prelude to Chaos”, passando-se
pelo peso das “Game of Chaos”,
“The Falling Sun”, “Fly
against the Wind”, “World of Greed”,
até a climática “Aftermath”,
cuja remete àquela atmosfera de melodias
tranquilizantes “após a grande
batalha...” (after the great batlle...”).
Nada melhor que finalizar as linhas desta
resenha com uma frase honesta da banda que
tudo tem a ver com a essência de nós
todos: “Dedicamos nossa música
a todos aqueles que curtem o Heavy Metal!!!”.
(CA) |
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| MELECHESH
“Emissaries”
(Osmose Prods/2007) |
Este é o 4º álbum
da Melechesh, que é distribuído
na América pela The End Records, visto
que seu lançamento é vinculado
à Osmose Prods. A banda é proveniente
de Jerusalém-Israel, e desde 1993 vem
batalhando na cena extrema mundial com sua
conexão cósmica de temas entrelaçados
ao misticismo mesopotâmico, compondo
o novo trabalho, “Emissaries”,
como sedo uma coletânea de espelhos
sumérios por assim tratar das temáticas
inspiradas pelos guerreiros: Melechesh Ashmedi
- Vocals/Guitar/Bass, Moloch - Guitar (Equimanthorn
(US)), Al´ Hazred - Bass, Xul - Drums
(Thanatos (Hol), ex-Liar of Golgotha, ex-Funeral
Winds).
Fato interessante é que devido a problemas
com a religião de seu país,
eles foram forçados a se mudar, e assim
alguns membros foram para França e
Holanda...Já falando sobre sua musicalidade
extrema, os guerreiros executam ao que mesmo
gostam de denominar como Sumerian Thrashing
Black Metal, com os vocais rasgadíssimos
cuspindo fogo em passagens de notável
coesão entremeio as melodias demarcadas
principalmente pelas guitarras que desenvolvem
arranjos criativos de riffs e solos engajados
sobre bases velozes que compartilhadas a gravidade
sonora do baixo e devastação
da bateria, criam composições
trabalhadas com velocidade e cadenciamento
agressivos, havendo-se de se notar também
alguns refrões líricos profanos
que são derramados em algumas partes
harmônicas das músicas, que aliás,
estão assim listadas: 1. "Rebirth
of the Nemesis (Enuma Elish Rewritten)"
- 2. "Ladders to Sumeria" - 3. "Deluge
of Delusional Dreams: Act.I Cast Tempest from
the East / Act II. Enlil's Retaliation"
- 4. "Touching the Spheres of Sephiroth"
- 5. "Gyroscope" - 6. "Double
Helixed Sceptre" - 7. "The Scribes
of Kur" - 8. "Leper Jerusalem"
- 9. "Sand Grain Universe" - 10.
"Emissaries and the Mysterium Magnum".
Talvez o número de 10 músicas
tenha sido proposital, visto que a árvore
sefirotal é composta de 10 (dez) ESFERAS,
ou círculos, chamados SEPHIROTH que
representam princípios energéticos
da Criação. Pois, então,
este é mais um capítulo do Melechesh
que segue canalizando suas transmissões
místicas com intensidade, fúria
e melodias de sua essência. (CA) |
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| MORTIFILIA
“Redemption”
(Mondongo Canibale Recs/2006) |
Formada no final de 1999,
na época em que muitos pensavam que
o mundo iria se acabar com a chegada do ano
2000, lembram-se? (-Hehe), pois então,
daí surgia na República Checa
a banda Mortifilia e após dois lançamentos
de Demos, eles assinaram com o selo espanhol
Mondongo Canibale para esse seu Debut Cd acima
denominado. Os guerreiros remetem a uma linha
de Death metal com elementos antigos tradicionais
e brutais de bandas como Entombed, Dismember,
Unleashed, passando por veias bem mais trabalhadas
como Vader e alcançando “melodias”
e velocidades ríspidas em concomitância
como da contemporânea At the Gates.
O Mortifilia tem uma desenvoltura entrosada
e com feeling destruidor dentro de suas características
pesadas e insanas marteladas tal como um massacre
sonoro transpassado em 10 faixas seqüenciais:
“Just Funny Day”, “Sacrifical
Gore”, “Romance of the Dead”,
“Transformation”, “Redemption”,
“Christ hunt”, “Beauty of
Blood”, “Vitiator”, “Great
Quest” & “Lunatics”.
Não é à toa que, Knetl
(guitar/vox), Petr Turek (guitar), Standa
Makrlik (bass/vox) e Pavel Vrba (drums), vêm
mostrando ser uma grande força da cena
européia de Death Metal ! (CA) |
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| MORFOLK
“Blind's Paradise”
(Undervale Records/2006) |
Oriundo do interior paulista,
mais precisamente a cidade de São José
dos Campos o Morfolk foi formado em 1990 e
ao longo desses dezesseis anos lançou
três demos e participou de uma coletânea
e esse ano teve seu debut álbum intitulado
“Blind´s Paradise” lançado.
O álbum conta com nove fudidos sons,
onde percebe-se as influências de bandas
de Death Metal de meados anos oitenta/noventa,
um som bem cadenciado com riff´s na
linha Morbid Angel, Incantantion. Os destaques
ficam por conta das faixas “Shadoway
World”, “Generation of Violence”,
“The March of the Warior”, e a
título “Blind´s Paradise”,
que por sinal é a mais fudida, fechando
com honra o set-list do álbum. Se você
curte Death Metal sem frescuras, eis uma banda
merecedora do seu apoio.!
(EO)
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A/c
Reinaldo Tio/Roberto Repolho: R. Galiléia,
285 - Bosque dos Eucaliptos, S. J. dos Campos/SP
- 12.233-250 morfolk@morfolk.com.br |
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| MALEFACTOR
“Centurian”
(Maniac Recs/2006) |
O quarto álbum do Malefactor
traz uma alteração no line-up,
a entrada do tecladista Cris Macchi no lugar
de Luciano Veiga, e não é só
isso não, é um puta álbum,
bem produzido, com composições
fortes, bem escritas e muito bem executadas.
Uma longa intro “Excelsi” abre
o álbum, seguida da faixa título
“Centurian” que lembra a fase
do segundo álbum “The Darkest
Throne”, porém com o som mais
coeso e com melhor performance de Lord Vlad,
principalmente nos arranjos cantados, na seqüência
“Under the Black Walls of Hell”
que por sua vez me fez lembrar da fase do
“Celebrate thy War” o primeiro
álbum, talvez pelas partes mais agressivas,
mas também pelo clima épico
que é muito foda nessa composição,
a quarta música “Old Demons”
é outro som épico que marca
pelo coro e refrão que fica grudado
na cabeça, destaque para o viajado
solo do tecladista, o próximo som “Estuans
Interius” é um dos melhores do
álbum, o mais soturno, traz momentos
agressivos, riffs pesados, e melodias tristes
do teclado, parte arrastada e o refrão
“bárbaro” são muito
ducaralho nesse som, a sexta música
“Siberian Falls” é um tema
instrumental conduzido através dum
piano clássico, seguido pela faixa
“Castle of Carnal Sins”, e outro
grande destaque do álbum “The
Poison Tree” que através do seu
andamento cadenciado cativa muito e finalizando
mais uma instrumental “Jerusalem´s
Lot” dessa vez um tema levado no violão
porém com o mesmo clima triste, mas
o álbum não se encerra continua
com uma regravação do primeiro
álbum, a faixa título do mesmo
“Celebrate thy War” que se já
era uma música fudida e com a excelente
produção desse disco ficou ainda
mais ducaralho, e de presente aos bangers
dois clássicos eternos, dois covers
para “Metal Church” e “Hell´s
Bells” respectivamente das lendas Metal
Church e AC/DC, perfeitamente executadas porém
com a “cara” do Malefactor, me
arrisco a dizer que se trata do melhor álbum
da banda, em todos os aspectos falando, confiram!!!
(EO)
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