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| THUNDERTALE
“Milznai”
(Atra Music Recs/2008) |
Ótimo material enviado
pela própria banda THUNDERTALE, oriunda
da Lituânia.
Formada por um quinteto, eles pulsam pelo
Heavy Metal com algumas pegadas do Power
e, ao mesmo tempo, melódicas com
acréscimos do Folk, realizando uma
musicalidade versátil e pontuada
por vocais com tons límpidos e harmônicos,
sem forçar agudos, tampouco sem soar
enjoado; e o ênfase aos solos melódicos
das guitarras acrescenta muito aos arranjos
das composições, que em linhas
cadenciadas apresentam entrosamento instrumental
em coesas passagens alinhadas aos vocais,
os quais acompanhados por singelos refrões
nas músicas criam a agradável
atmosfera da banda, com músicas pesadas
e baladas ("Thunder take me away"
e a versão em piano para "Su
veju"), além de agregar elementos
sinfônicos típicos da região
do grupo, fato mais evidente nas melodias
da música "Sušlamejo girios
mediai". De bônus, um vídeo-clip
para a bela balada "Thunder Take Me
Away", mostrando paisagens campestres
e um clima épico de batalhas em áreas
cobertas de neve com os músicos fazendo
parte do cenário e estória
do Clip.
As "thundertales" são mescladas
entre a língua inglesa e, sobretudo,
a língua natal desses "warriors"
do Heavy Metal da República da Lituânia,
situada no leste da Europa.
Eis o track-list do álbum:
1. Intro
2. Milinai
3. Knights of the burning hill
4. enklai
5. Thunder take me away (Esta é uma
balada)
6. Su veju
7. Is it worth
8. Sušlamejo girios mediai
9. Dance in the wind
10. Vienybes dvasia
11. U tevyne
12. Su veju - piano version (bonus track)
13. Thunder Take Me Away (video)
Abaixo os contatos relacionadas para com
o THUNDERTALE. (CA)
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| TAO
MENIZOO
“So Blind”
(Independente/2008) |
Diretamente da França,
a banda de nome estranho, Tao Menizoo, apresenta
o seu segundo álbum " So Blind".
O quarteto toca influenciado por muitas
inspirações que fazem com
que não definamos um estilo específico,
embora percebamos altas doses de um moderno
Thrash Metal nos andamentos mais pesados
(e sempre cadenciados acentuados por melodias
transbordantes, sem então descambar
para passagens sonoras mais diretas), mesclando-se
a evocações da música
progressiva e até mesmo experimental
em outros andamentos... Efeitos típicos
de som industrial (Samples, loops) são
incorporados na concepção
sonora, criando ambiências que logo
são envolvidas pelos vocais roucos
ao extremo na linha de frente do instrumental
coeso do grupo. Interessante que muitos
reviews sobre a banda, chamam o Tao Menizoo
de "poliphormic metal" como uma
forma de tentar aproximar o ouvinte ao som
variado que os franceses produzem nas 13
faixas composta para este álbum lançado
com recursos próprios.
(CA)
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| TRIBUTE
TO THE OLD DEMONS
“Tributo ao Deicide”
(Dead Center Prods / 2007) |
Eis um tributo a uma das maiores
lendas do Death Metal, os norte-americanos
polêmicos do Deicide, que liderados
pelo também polêmico Glen Benton
há décadas espalham suas idéias
satânicas e anti-cristãs através
do peso e brutalidade do Death Metal. As bandas
escaladas para essa empreitada em sua grande
maioria são da Rússia, logo
de início duas bandas russas, Septory
e Mrakobesie executaram
“Sacrificial Suicide” (álbum
“Deicide”), em seguida Embryotomy
e Soulless Profanation, respectivamente
da Macedônia e Polônia executaram
“Lunatic of gods Creation” (também
do álbum “Deicide”), a
quinta banda é a húngara
Step on It que executou “Oblivius
to Evil” (outra do álbum “Deicide”),
a sexta banda Undina representa
o Metal Extremo da Ucrânia e fez uma
puta versão para “When Satan
Rules his World” (álbum “Once
Upon the Cross”) em seguida mais uma
polonesa, Deneb que tocou
“They are the Children of the Underworld”
(também do álbum “Onde
Upon the Cross”), e as duas últimas
bandas Dark Blessing e Divizion
S-187 são russas e executaram
respectivamente “The Truth Above”
(álbum “Serpents of the Light”)
e “Scars of the Crucifix” (álbum
homônimo). A gravação
não está uniforme, mas não
há nenhuma versão que esteja
mal gravada ou com gravação
mal produzida... Particularmente gostei das
execuções das bandas Septory,
Undina, Deneb, Dark Blesing e Divizion
S-187 (com exceção do vocal).
(EO)
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| TAURUS
“Trapped in Lies” (Marquee
Records/2007) |
Formada em 1981, a banda carioca
Taurus é uma das responsáveis
pela construção da cena Metal
no Brasil. Na mesma década em que foi
criada lançaram duas demos e três
álbuns, seguindo a ordem cronológica
“Signo de Taurus” (1986), “Trapped
in Lies” (1988) e “Pornography”
(1989). Após as velhas dificuldades
a banda encerrou momentaneamente suas atividades,
pois é momentaneamente, pois após
os quase vinte anos que o Taurus lançou
seu último álbum os caras estão
ai de volta prometendo prosseguir a fudida
trajetória iniciada na década
retrasada. E para marcar essa volta os álbuns
estão sendo re-lançados com
uma ótima produção e
com muitos bônus tracks como podemos
sacar no seu segundo álbum “Trapped
in Lies”, (primeiro com as composições
em inglês) que além das suas
sete faixas “Trapped in Lies”,
“Napalm Taste”, “Ária
(instrumental), “Death by Booze”,
“Nothing to Say”, “Behind
the Flags” e “More Than You Can
See” possui mais cinco bônus tracks
“Damien”, “Nothing to Say”,
“Rebelião dos Mortos” e
“Trapped in Lies” gravadas num
ensaio aberto, realizado no Teatro Paratodos
(Niterói/RJ) em 25 de Abril desse ano
com uma qualidade muito boa e “Massacre”,
gravada também ao vivo, porém
num show realizado esse ano. Pelo que se ouve
nas faixas executadas e principalmente na
energia que a banda passa na faixa ao vivo
(Massacre) percebemos que o Taurus está
de volta como se não tivesse nunca
parado o que de cara é uma excelente
notícia! A banda promete um novo álbum
e uma tournée pelo Brasil, agora é
só preparar nossos pescoços
para bangear!!!! Hail ThrashMetal Maniacs,
Welcome to Hell again!!!
(EO)
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| THE
OATH “The
End of Times”
(Independente/2006) |
A banda, cujo nome significa
"A Praga", vem da França
para disseminar suas mensagens de misantropia
e anti-inconformismo através de uma
sonoridade agressiva em inspirações
diversas do Metal, absorvidas em grupos contemporâneos
como Dimmu Borgir, por exemplo. Escutamos
passagens diretas e cadenciadas, ambas trabalhadas
com destaque para o "punch" das
faixas dentre vocais rasgados e guturais ao
instrumental coeso nas estruturações
extremas, tendo como "background"/pano
de fundo das músicas criações
fantasmagóricas de teclados, somente
para dar um toque aos desenvolvimentos explorados,
visto a simploriedade dos mesmos.
Logo, "The End of Times" (O Final
dos Tempos) foi composto com sinfonias, que
passam pela "Broken Hope" (Fé
quebrada), pelo "Misanthropic" (Misantrópico),
assim como pelo "Holy Terror" (Sagrado
terror), pelo "Without Control"
(Sem controle), pela "The Oath"
(A praga), enfim, por outras composições,
que ao todo formam doze músicas para
os apreciadores do estilo. E olha a capa interessante
do álbum! (CA) |
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| TME
“Worlds
Collide”
(Aphotic Recs/2007) |
Das terras gélidas
da Suécia, eis a banda TME apresentando
o seu primeiro registro oficial/Debut Album
“Worlds Collide”. Mattias Marklund
(Vintersorg, Otyg, Casket Casey) - Lead Guitar
| Benny Hägglund (Fission) - Drums |
Andreas Stenlund - Guitar & Vocals | Johan
Lindgren – Bass | são os responsáveis
pela destruição sonora por meio
de um Death/Thrash Metal técnico, brutal,
rápido e adicionado com ênfases
melódicas nas guitarras entremeio ao
“punch” das passagens, deixando
assim suas músicas versáteis
e furiosas, porque ao tempo que a brutalidade
extrema decai nas passagens, outras partes
mais cadenciadas fervem de forma trabalhada,
agressiva e melódica, tudo isso com
a linha de frente sendo transmitida por vociferações
enfurecidas, regendo dez faixas: "The
Worlds Collide" - "Flesh and Blood"
- "Blank Infinity" - "Mankind's
Last Cleansing" - "Away from Decay"
- "TME" - "Piece by Piece"
- "Face the Fist" - "Hell Incarnated"
- "Superiour". A produção
do álbum ficou excelente com nitidez
total das composições do TME.
(CA) |
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| TOXIK
“World
Circus”
(Displeased Recs/2007) |
A capa é ilustrada
com teor crítico, pois contém
um político com cara de palhaço
e um detonador na mão, apresentando
um circo com chaminés poluentes e,
ao mesmo tempo, aviões de guerra e
soldados se confrontando... Esta é
a banda norte-americana, Toxik, a qual muitos
já conhecem, visto que surgiu na década
de 80 e esse disco foi lançado originalmente
em 1988, sendo agora relançado pelo
selo holandês Displeased Recs.!
O álbum 'World
Circus' compõe-se
por 18 músicas
próprias [ 1. "Heart Attack"
- 2. "Social Overload" - 3. "Pain
and Misery" - 4. "Voices" -
5. "Door to Hell" - 6. "World
Circus" - 7. "47 Seconds of Sanity/Count
Your Blessings" - 8. "False Prophets"
- 9. "Haunted Earth" - 10. "Victims"
- 11. "Heart Attack" (Wasteland
Demo 1986) - 12. "Haunted Earth"
(Wasteland Demo 1986) - 13. "False Prophets"
(Wasteland Demo 1986) - 14. "Wasteland"
(Wasteland Demo 1986) - 15. "Skippy Windshield"
(Wasteland Demo 1986) - 16. "Wasteland"
(Metal Massacre IX compilation) - 17. "Straight
Razor" (faixa inédita) - 18. "Finer
Points of Tragedy" (faixa inédita)
], além de um elétrico cover
para "Parasite" do Kiss e trechos
da banda em rádio
(20. "Radio Spot" - 21. "Radio
Spot Fall 1987" - 22. "Radio Spot
with King Diamond"). Escutamos um Speed
Thrash Metal feito com desenvoltura trabalhada
em um massacre de riffs cortantes e bases
fluentes das guitarras, além das intervenções
dos solos técnicos; baixo cavalgando
junto aos ataques espancadores da bateria;
vocais habituais marcantes que soam diretos
(típico mesmo das bandas antigas de
speed ) comandando assim todo o "punch"
de suas músicas tocadas com naturalidade
e "feeling" metálico. Eis
os headbangers do Toxik: Tad Leger (Drums),
Mike Sanders (Vocals), Josh (Guitars) &
Brian Bonini (Bass)!!! (CA)
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| THE
STONE
“Magla” (Folter
Recs/2006) |
Eis o quarto álbum
da horda Black Metal oriunda do leste europeu,
mais precisamente de Belgrado (Servia), The
Stone, intitulado “Magla” que
em nosso idioma quer dizer “A Névoa”.
O álbum é composto por seis
composições, mas ao todo são
mais de quarenta minutos de um som mórbido,
cadenciado que envolve o ouvinte numa atmosfera
densa singular, que dificilmente não
agradará aos amantes das artes negras.
Os títulos das composições
são os seguintes: “Magla”
(The Fog), “Zavet oca Arija” (Testament
of father Airy), “Zakon sile, trijumf
smrti” (The law of force), “Dok
se blizi propast neizbezna” (As the
destruction of inevitable is coming forth),
“Pomor” (The plague - silent melody
of the choir of the dead), “Mesecev
zrak” (Moons ray).
(EO)
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| TENEBRARUM
“Voices” (Mondongo
Canibale Recs/2006) |
Banda Cult do cenário
de Gothic Metal da Colômbia, pois é,
temos aqui a reedição feita
pelo selo espanhol Mondongo Canibale do sétimo
álbum do Tenebrarum, que apresenta
em sua formação: Juan Carlos
Henao (Guitars & Vocals), Andrés
Giraldo (Drums), David Rivera (Violin), Luis
García (Keyboards) e Julián
Rivera (Bass).
Refinado seria o adjetivo mais apropriado
para a desenvoltura transposta por esse grupo
que bebe de muitas fontes e das mais diversas,
senão note... dos mestres do Black
Sabbath, passando pelos psicodélicos
progressivos do Pink Floyd, pelas “viagens”
do Rammstein, chegando ao Paradise Lost, Type
O Negative, Moonspell...enfim decaindo mesmo
para o lado Dark em seus ares soturnos, soprando-os
de forma a saber lidar com suas influências
ao dosar de sobremaneira cadenciada as passagens
límpidas e variadas singelamente comungando
perfeitamente o instrumental cheio de bases
de guitarras que lembram aquelas tais como
feitas no Paradise Lost da fase intermediária,
isto é pesadas e “largando”
em cima da coesão musical do baixo
em tons graves harmônicos e bateria
equilibrada conforme as cadencias das sinfonias,
mas não pára por aí,
visto que as atmosferas dos teclados junto
ao trabalho incessante dos violinos nas músicas,
acrescentam (e muito) para o estilo concebido
pelo Tenebrarum; além é claro
dos vocais predominantemente roucos, ainda
que, algumas vezes, habituais e um pouco rasgados
quando cabíveis nas faixas lapidadas
dentro do profissionalismo nítido.
A capa e a arte gráfica foram confeccionadas
por um designer muito criativo, fazendo jus
à criatividade dessa banda sul-americana!!!
(P.S.: * O álbum ainda contém
bônus de vídeo clips). (CA)
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| TNT
"My
Religion” (Big Rock / 2006) |
Ao
colocar esse álbum no play a primeira
impressão que tive foi de estar ouvindo
algo com Andy Daris (Helloween) nos vocais,
mas não é o Andy Daris, nem
tampouco o Helloween trata-se da veterana
banda T.N.T. que agora nos dá o prazer
e a facilidade de ouvir seus álbuns,
esse o penúltimo dos nove ao todo lançado
pela banda, e mais uma vez a banda manda bem
no Hard Rock com precisão nas composições
e criatividade nos arranjos. O álbum
é longo, são quinze faixas,
dentre as quais eu destaco a primeira que
causou a “confusão de vocalistas”
em minha cabeça ehehehe, intitulada
“Invisible Noise” a título
“My Religion”, “Lonely Nights”
e as baladas “Hey Love” e “Song
4 Dianne”. Em meio as outras ainda há
duas pequenas composições que
são dedilhados no violão; “Flow”
e a última “The Last Word”
que são belas músicas e ao meu
ver poderiam ser composições
mais extensas com letra e tudo. Mas no fim
“My Religion” trata-se de ótimo
álbum, nada de clichê barato,
um disco de Hard Rock com alma e feeling,
confiram!!! (EO)
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| TJOLGTJAR
“The
Tjolgtjarian Mass” (Red
Stream/2006) |
Obscuridade
ou ausência de luz transpõe-se
em si mesmo nessa sinonímia idealizada
pela Tjolgtjarium, nascida em 1998 nos EUA,
e neste artefato é refletida uma capa
negra e ritualística que possui grandes
velas queimando ao redor do membro da horda
(quase não o vemos, olhe ao lado) na
representação de seu Black Metal
ríspido e cerimonioso... Rev. JR Preston
(Tkarikitomidun): Instruments & Vocals
é o “one-man” da Tjolgtjar,
mas teve o acompanhamento de Burke (of Invictus)
que toca bateria nas músicas 2,3,5,9.
Em trinta e poucos minutos, o álbum
tem princípio com uma introdução
cerimoniosa, “Enter the Halls of the
Pororium”, numa ambiência psico
hipnotizadora por teclados sutis encaixados
em seus toques soturnos. Logo, sem deixar
espaços, entra a segunda faixa, “The
ceremony of Tjolgtjar”, para demonstrar
a sua veia de Judas Iscariot e Xashtur através
de suas passagens ríspidas e diretas
com cadencias simplórias e sumárias
ajustadas a vocais rasgadíssimos, cortantes
e com algumas variações nessa
seqüência... A terceira, “Exorcism
Spell”, e demais faixas seguem o mesmo
ritual junto a criatividades adicionais, tais
como as partes inesperadas em que inserem
toques quase acústicos e férteis
para a continuidade de seu instrumental caótico
com palhetadas abafadas das guitarras, baixo
denso e bateria devastadora. Mas, vamos ressaltar
que, a sexta canção, “Acts
of Communion”, soa toda acústica
com dedilhados típicos de música
folk/pagã, interessante...Outra incursão
do tipo ocorre em meio a podreira sonora da
faixa “Invoking Our Lord Skuulkuun”,
onde rolam uns riffs com esta influência.
A última, “Exit Through the Hate”,
transpõe a obscuridade já citada
e alinhada nas canções de modo
a soar como uma marcha lúgubre e psicodélica
dentro de todo o feitiço assim lançado
no álbum. (CA)
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